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Bilan scientifique de l’Axe SANTAL

A substituição aos testes de laboratório que são caros e precisam de infraestrutura é algo no quais designers e profissionais de IHC buscam substituir por métodos rápidos e baratos de avaliação de interfaces (ROCHA et al. 2003). Em consequência a indicação da utilização de técnicas de avaliação denominadas métodos de inspeção de usabilidade.

Segundo Nielsen (1993) existe inúmeras maneiras de medir a usabilidade de interface. Os métodos diretos que analisam dados sobre a interação entre interface e reais usuários do sistema, detectando problemas. Já os métodos indiretos são que os avaliadores simulam o comportamento dos usuários quando interagindo com uma interface e prognosticam problemas. Uma característica importante dos indiretos é a ausência dos usuários como fonte de observação (NIELSEN, 1994). Alguns dos diversos métodos indiretos são: Avaliação Heurística, Revisão de Diretrizes,

Inspeção de Consistência e Percursos Cognitivos (NIELSEN, 1994). Como métodos diretos com a participação dos usuários: teste de usabilidade em laboratório, grupo focal, pensando em voz alta (Think Aloud), entrevistas e questionários (NIELSEN, 1994).

A avaliação heurística é um método baseado na verificação de um lista de regras (heurísticas) ou na própria experiências dos avaliadores que buscam, de forma rápida, econômica e fácil descobrir grandes problemas potenciais da interface (NIELSEN, 1994). Pode ser aplicada em qualquer fase do ciclo de desenvolvimento do software, permitindo apoiar o desenvolvimento de projetos e sendo aconselhável nas fases iniciais, onde a interface, as vezes, se restringe a um esboço descrito em papel (NIELSEN, 1995b).

No decorrer deste item, as heurísticas propostas por Nielsen e Mack (1994) serão apresentadas com adaptações para o ambiente web:

Status do sistema: em linhas gerais, o usuário deve ser capaz de visualizar o

caminho percorrido e o evento atual. Assim, o sistema deve proporcionar uma interação com o usuário em formulários, além da exibição de mensagens informando se a ação desejada foi executada com sucesso ou não. Para funcionalidades divididas em etapas, deve-se apresentar todo o processo ao usuário, identificando claramente em qual das etapas ele se encontra;

Compatibilidade do sistema com o mundo real: é necessária uma organização lógica das informações de acordo com o público-alvo identificado, além do uso de linguagem adaptada à realidade do público. Em adição, deve-se evitar a utilização de palavras técnicas;

Controle do usuário e liberdade: o usuário deve ter controle das ações executadas – por exemplo, o sistema não deve exibir uma janela sem seu consentimento prévio. Além disso, a qualquer momento da navegação o usuário deve ter a possibilidade de acessar as principais funcionalidades do sistema;

Consistência e padrões: o sistema deve seguir um padrão no que diz respeito à navegação, ao esquema de cores, à tipologia, à diagramação, ao cabeçalho, aos botões e links, ao formato das mensagens de erro e à linguagem utilizada. A tecnologia adotada para o desenvolvimento do sistema deve ser compatível com os navegadores utilizados pela maioria dos

usuários. Além disso, devem ser usados mecanismos que permitam a localização do sistema na internet;

Prevenção de erros: o sistema deve ser estruturado de maneira a prevenir que o usuário cometa falhas. As entradas das funcionalidades devem ser visualmente precisas, de forma que o usuário não tenha dúvidas de que está acessando a operação que realmente deseja utilizar. Nas funcionalidades que contenham formulários, os campos de preenchimento obrigatório devem estar devidamente destacados. Para os campos que demandem formatação específica, o sistema deve sempre exibir exemplos de utilização;

Reconhecimento ao invés de lembrança: a ferramenta deve contar com mecanismos que permitam ao usuário a visualização de informações importantes durante toda sua navegação. O caminho executado deve estar visível ao longo dos passos realizados durante o uso do sistema;

Flexibilidade e eficiência de uso: o sistema deve atender aos vários níveis de usuários, desde o inexperiente ao mais familiarizado com a ferramenta. Para usuários inexperientes, é desejável apresentar um tutorial no momento do primeiro acesso. Para os usuários mais experientes, recomenda-se a inserção de atalhos para as informações mais importantes. A personalização deve ser uma opção para o usuário, permitindo que ele configure o sistema de acordo com seu gosto pessoal;

Estética e design minimalista: as informações relevantes não devem ser ofuscadas por elementos visuais desnecessários. O detalhamento das informações deve ser disponibilizado progressivamente, ou seja, os dados mais relevantes devem estar destacados na página principal, sem a necessidade do usuário utilizar a barra de rolagem do sistema;

Ajudar os usuários a reconhecer, diagnosticar e corrigir erros: o sistema deve trabalhar com páginas de erro personalizadas, nas quais o usuário possa compreender que aconteceu algo errado ou inesperado no sistema. As mensagens de erros devem ser claras e oferecer orientações ao usuário sobre como o problema pode ser resolvido;

Ajuda e documentação: as opções de ajuda devem ser disponibilizadas de forma prática e fácil durante toda a navegação, além de serem organizadas de acordo com as dúvidas existentes.

A seguir apresentamos a Tabela 3 que descreve as dez heurísticas adaptadas de Nielsen e Mack (1994), descritas anteriormente para o ambiente web, que serão utilizadas nesta pesquisa.

Tabela 3 – Heurísticas de Nielsen (NIELSEN, 1994)

Heurísticas Descrição

Status do sistema O usuário deve ser informado pelo sistema em tempo

razoável sobre o que está acontecendo Compatibilidade do sistema com

o mundo real

O modelo lógico do sistema deve ser compatível com o modelo lógico do usuário

Controle do usuário e liberdade

O sistema deve tornar disponíveis opções que possibilitem a saída do usuário de funções

indesejadas

Consistência e padrões

O sistema deve ser consistente quanto à utilização de sua simbologia e à sua plataforma de hardware e

software

Prevenção de erros O sistema deve ter um design que se preocupe com as possibilidades de erro

Reconhecimento ao invés de relembrança

As instruções para o bom funcionamento do sistema devem estar visíveis no contexto em que o usuário se

encontra

Flexibilidade e eficiência de uso O sistema deve prever o nível de proficiência do usuário em relação à própria ferramenta Estética e design minimalista Os diálogos do sistema devem conter somente

informações relevantes ao seu funcionamento Ajuda aos usuários no

reconhecimento, diagnóstico e correção de erros

As mensagens devem ser expressas em linguagem clara, indicando as possíveis soluções

Ajuda e documentação

A informação desejada deve ser facilmente encontrada, de preferência sendo apresentada de

forma contextualizada e não muito extensa