• Aucun résultat trouvé

Basic Model and Extensions

Dans le document SpringerBriefs in Computer Science (Page 74-78)

4.4 Non-Functional Properties in B4P

4.4.2 Basic Model and Extensions

Uma das principais formas de sensibilizar a população para a adoção de estilos de vida saudáveis e controlar os fatores de risco conhecidos como: diabetes, hipercolesterolemia, HTA, sedentarismo e tabagismo é através da realização de rastreios cardiovasculares. Neste sentido e no âmbito do EC foi-me proposto realizar

41

um rastreio cardiovascular no ginásio CityGym, na cidade de Viseu. Esta ação foi divulgada com a colocação de um cartaz alusivo no ginásio e na página do facebook do mesmo. (Figura 5(A)).

O rastreio realizou-se nas instalações do ginásio e a população alvo foram os utilizadores habituais do ginásio que se inscreveram previamente para a participação no rastreio. Neste rastreio foram avaliados os seguintes parâmetros dos participantes: Género, Idade, Colesterol, Glicémia, HTA, IMC e perímetro abdominal. Os triglicerídeos foram excluídos dos parâmetros a avaliar, uma vez que para a obtenção de resultados fiáveis é necessário um jejum de pelo menos 12h, o que inviabilizava a participação de algumas pessoas. O rastreio decorreu nos dias 18 de maio entre as 12 e as 14h e 19 de Maio entre as 08h e as 09h e entre as 18h30 e as 20h30. Para a determinação dos parâmetros foram utilizados materiais e equipamentos disponibilizados pela farmácia e pelo ginásio (Figura 5- (B)).

Figura 5 - Imagens alusivas ao rastreio cardiovascular: (A) cartaz de divulgação do rastreio cardiovascular colocado no ginásio e na página do facebook; (B) material e equipamento usado no rastreio; (C) cartão de registo dos parâmetros avaliados no rastreio

No rastreio cardiovascular participaram 29 pessoas, maioritariamente do sexo feminino (figura 6-A). O grupo etário que prevaleceu foi o dos utilizadores com menos de 40 anos (Figura 6-B)

Figura 6 – Gráficos relativos à distribuição dos utentes do ginásio no rastreio: (A) género; (B) grupo etário. O IMC permite relacionar a massa corporal com a altura de um indivíduo, sendo classificado de acordo com as categorias baixo peso, peso normal, excesso de peso e obesidade grau I, II e III (Anexo XXVI – D). O IMC é determinado através da medição do peso e da altura e depois calculado através da seguinte fórmula:

IMC = 𝑃𝑒𝑠𝑜 (𝑘𝑔) (𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎(𝑚))2

A maioria dos participantes apresentou um peso normal para a sua estatura (66%). Contudo uma percentagem significativa apresentava excesso de peso (28%). Os participantes que se encontram na categoria de excesso de peso apresentam um risco maior de desenvolverem co-morbilidades. Verificou-se nestes casos, que ou frequentavam o ginásio à pouco tempo ou pouco frequentemente e por isso foi recomendado aumentar a frequência e intensidade da prática de exercício físico. Uma percentagem reduzida mas importante apresentou

0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% <40 50-54 72% 13% 3%10%

B - Distribuição por grupos etários

0,00% 50,00% 100,00% Masculino

Feminino

79% 21%

A - Distribuição por género

42

obesidade de grau I e II, sendo categorias importantes pois o risco de co-morbilidades é ainda maior comparativamente ao grupo anterior. Os resultados obtidos caracterizam uma população na sua maioria com peso normal, no entanto os indivíduos com excesso de peso e obesidade representam uma preocupação no que diz respeito à incidência da obesidade, implicando a adoção de medidas de intervenção para alteração de estilos de vida.

A medição da glicémia em jejum, de pelo menos 8h, é um parâmetro importante a ser determinado pois permite avaliar se o organismo utiliza corretamente a glucose. A classificação atribuída aos diferentes valores de glicémia está descriminada na tabela 7 do Anexo XXVI – E. Neste rastreio devido às horas a que se realizou nos dois dias e pelo facto de os indivíduos irem praticar exercício físico a seguir, as determinações de glucose foram realizadas sem o período de jejum (teve-se em conta o valor de glicémia pós-prandial de <146mg/dl). Segundo os resultados obtidos a maioria dos indivíduos apresenta valores de glicémia dentro dos valores considerados normais (62%), no entanto, cerca de 28% apresenta uma provável intolerância à glucose em jejum e 10% manifesta muito provavelmente diabetes (foi tido em conta a situação pós-prandial).

A medição do colesterol total permite averiguar de uma forma geral o perfil lipídico. O aparelho usado para a medição do colesterol só permite dosear o colesterol total. Para a obtenção dos valores de c-LDL e c- HDL seria necessário realizar análises de cariz laboratorial usando métodos mais específicos e precisos. Os níveis de colesterol são considerados normais quando se apresentam inferiores a 190mg/dl (Anexo XXVI – F). A maioria dos participantes do rastreio apresentou valores de colesterol total normais (66%). Seguidamente, 31% dos participantes apresentaram valores superiores aos considerados normais, no entanto ainda não suficientemente elevados para retirar alguma conclusão. Cerca de 3% apresentou valores considerados elevados. Seria necessário a medição de c-LDL e c-HDL para poder inferir acerca de uma possível dislipidemia neste último grupo.

A PA foi o primeiro parâmetro a ser avaliado recorrendo à máquina de medição automática existente no ginásio que fornece os valores de PAS, PAD e as pulsações. As classificações atualmente usadas pela Direção Geral de Saúde de acordo com os valores de PAS e PAD estão descritas no Anexo XXVI – G. No que diz respeito à PAS e PAD, analisando os resultados obtidos é possível verificar que a maioria dos utilizadores do ginásio têm valores normais, respetivamente 62% e 66%. Logo a seguir destaca-se uma percentagem que foram classificados na categoria HTA grau I, apresentando percentagens de PAS e PAD 14% e 7% respetivamente. Apenas uma pequena percentagem apresentou HTA de grau 3, com percentagens de PAS e PAD de 3%. O cenário para quem apresenta HTA de grau I e HTA de grau II é mais crítico.

Após a análise dos parâmetros avaliados pode concluir-se que de uma forma geral, no que diz respeito a IMC, Glicémia, Colesterol e PA, a população em estudo não apresenta fatores de risco predominantes. Muitas vezes, pequenas alterações nos hábitos de vida, podem fazer a diferença, nomeadamente, a adoção de medidas não farmacológicas, antes da introdução de terapia farmacológica. Assim, no final da medição de todos os parâmetros, foi dado aos participantes um cartão com os seus resultados (Figura 5 (C)) para que seja possível fazer uma monitorização ao longo do tempo dos parâmetros medidos. Os participantes, sempre que se justificou, foram informados de medidas não farmacológicas eficazes que lhes permitissem melhorar os seus parâmetros biológicos.

43

De uma forma geral a população em estudo apresenta hábitos de vida saudáveis e pratica exercício físico frequentemente o que contribui para uma redução dos fatores de RC. A prática de exercício físico tem sido descrita por muitos autores como a principal medida não farmacológica que tem um efeito benéfico e protetor nas DCV a diversos níveis:

- Redução da pressão arterial: a HTA duplica ou triplica o risco de insuficiência cardíaca o que aumenta a possibilidade de a pessoa desenvolver doença cardíaca, hemorragia cerebral ou aneurimas aórticos. Quanto maior o sedentarismo, maior é o risco de desenvolver HTA. O exercício físico regular pode reduzir a PAS em quatro pontos e a PAD em três pontos, não só nos indivíduos hipertensos mas também em indivíduos com PA normal [84].

- Prevenção do crescimento da placa aterosclerótica nas artérias: vários estudos demonstraram que a atividade física aeróbica moderada a vigorosa aumenta o c-HDL em 4,6%. Este efeito é ainda amais notório quando se considera que, para cada aumento de 1% no c-HDL, há uma diminuição de um individuo vir a morrer de doença cardíaca de 3,5%. A prática regular de exercício físico melhora a saúde das artérias por diminuir o nível de gordura no sangue, nomeadamente o c-LDL e os triglicerídeos associados às DCV [84].

- Proteção das artérias: o exercício físico pode ajudar a contrariar a perda de elasticidade das artérias. Os investigadores acreditam que o mecanismo de dilatação e contração regular das artérias durante a prática de exercício físico contribui para a manutenção de vasos saudáveis e preserva a função endotelial, por limitar também a produção de c-LDL responsável pela lesão do endotélio [84].

- Diminuição da formação de coágulos no sangue: o exercício físico ajuda a manter o revestimento interno das artérias saudável, diminuindo a possibilidade de lesão e formação da placa aterosclerótica. Inibe também a formação do coágulo ao tornar as plaquetas menos “aderentes”, promovendo a libertação de enzimas que degradam os coágulos e ao reduzir a inflamação [84].

- Formação de novas artérias coronárias: durante o exercício aeróbio há uma maior necessidade de sangue rico em oxigénio o que pode conduzir a um aumento no tamanho e no número de artérias coronárias que irrigam o coração, ou seja, à formação de outros canais para o sangue oxigenado alcançar o musculo cardíaco. Se ocorrer uma obstrução arterial, há um menor risco de o miocárdio sofrer uma lesão porque existem canais alternativos que mantêm a irrigação sanguínea. O aumento do fornecimento de oxigénio ajuda a conferir uma maior proteção contra as perturbações de ritmo cardíaco (arritmias) [84].

Assim, o exercício físico ajuda a manter a saúde do sistema cardiovascular. A cada participante do rastreio foi distribuído um folheto informativo com medidas não farmacológicas de cariz geral de forma a que possam melhorar o estilo e a qualidade de vida (Anexo XXVII). Foi ainda realizado um poster (Anexo XXVIII) com os resultados do rastreio para ser afixado no ginásio e na Farmácia Gama.

Dans le document SpringerBriefs in Computer Science (Page 74-78)