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b Music performance: from sound to gesture

Playing for a virtual audience: The impact of a so- so-cial factor on gestures, sounds and expressive intents 1

B.1. b Music performance: from sound to gesture

As mudanças nos padrões de mortalidade por idade, sexo e causas de morte no Brasil ocorreram de forma relativamente acelerada se comparadas às dos países desenvolvidos, como se pode observar com as informações das últimas décadas (Beltrão, Camarano e Kanso, 2004). A primeira delas pode ser notada pela distribuição de óbitos por idade e sexo, conforme mostra o gráfico 1. Em 1980,5 os óbitos da população menor de 1 ano de idade foram responsáveis por 24,3% do total, enquanto os da população idosa representavam 38,5%. Em 2010,6 a distribuição mudou, a base da pirâmide estava mais estreita e o topo mais largo, como resultado das mudanças observadas no período. Os óbitos de menores de 1 ano de idade passaram a ser responsáveis por 3,6% do total de óbitos e entre os idosos, por 61,9%.

GRÁFICO 1

Brasil: distribuição proporcional dos óbitos por idade e sexo (1980 e 2010)1

(Em %) 80+ 75-79 70-74 65-69 60-64 55-59 50-54 45-49 40-44 35-39 30-34 25-29 20-24 15-19 10-14 5-9 1-4 <1 15,0 15,0 10,0 5,0 0,0 5,0 10,0

Homens 1980 Homens 2010 Mulheres 1980 Mulheres 2010

Fonte: SIM/Ministério da Saúde.

Nota: 1 Para ambos os anos, utilizaram-se médias móveis.

5. Neste capítulo, as medidas de mortalidade no ano de 1980 referem-se à média móvel dos óbitos ocorridos nos anos de 1979, 1980 e 1981.

6. Neste capítulo, as medidas de mortalidade no ano de 2010 referem-se à média móvel dos óbitos ocorridos nos anos de 2009, 2010, 2011.

Entre 1980 e 2010, a distribuição dos óbitos por sexo não se alterou. A composição permanece em torno de 60% de óbitos do sexo masculino e 40% do feminino, o que aponta para uma sobremortalidade masculina. Desagregando essa razão por idade, pode-se dizer que nesse período houve um aumento em quase todas as idades. A mais elevada sobremortalidade foi observada entre os jovens de 15 a 29 anos. Essa razão passou de 214 para 396 óbitos, ou seja, para cada cem óbitos do sexo feminino, morreram 396 homens, e o grupo de 20 a 24 anos registrou o maior aumento nesse indicador. Este passou de 228 para 454 óbitos no período observado (gráfico 2). Esse aumento contribuiu para a menor esperança de vida dos homens, ou seja, provocou um arrefecimento no número médio de anos de vida ganhos por eles (Oliveira e Albuquerque, 2005). Isto se deve ao aumento da mortalidade por causas externas, especialmente por homicídios.7 Segundo Souza et al. (2012), este é um grave e grande desafio para a saúde pública.

GRÁFICO 2

Brasil: sobremortalidade masculina (1980 e 2010)1

500 400 300 200 100 0 <1 1-4 5-9 10-14 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 55-59 60-64 65-69 70-74 75-79 80+ 1980 2010 Igualdade 454 228

Fonte: SIM/Ministério da Saúde.

Nota: 1Para ambos os anos, utilizaram-se médias móveis.

O padrão de mortalidade por causas também sofreu alterações. O gráfico 3 mostra a distribuição proporcional dos óbitos segundo as

principais causas de morte de 1980 a 2010. Houve uma queda na proporção dos óbitos por doenças infecciosas; esta passou de 9,3%, em 1980, para 4,3%, em 2010. Por outro lado, a proporção de óbitos por neoplasias registrou o maior aumento, aproximadamente 7,5 pontos percentuais (p.p.). As proporções de óbitos por causas externas, doenças do aparelho respiratório e circulatório também registraram aumento, as últimas bastante associadas ao processo de envelhecimento da população.

GRÁFICO 3

Brasil: distribuição proporcional dos óbitos por ano, segundo as principais

causas de morte (1980-2010)1 (Em %) 100 80 60 40 20 0 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Outras = +2,3 p.p. Mal definidas = –14,0 p.p. Respiratório = +2,6 p.p. Circulatório = +3,5 p.p. Externas = +3,2 p.p. Neoplasias = +7,5 p.p. Infecciosas = –5,1 p.p.

Fonte: SIM/Ministério da Saúde.

Nota: 1Para os anos, utilizaram-se médias móveis.

As transições demográfica e epidemiológica estão fortemente associadas; ambas impactam a distribuição etária da população, sobretudo as duas pontas (os idosos e os menores de 1 ano) devido à queda da mortalidade e da fecundidade. Em 1980, mais de 50% dos óbitos dos menores de 1 ano ocorreram devido às doenças infecciosas e parasitárias e algumas afecções originárias no período perinatal. Já em 2010, cerca de 80% dos óbitos entre os menores de 1 ano de idade foram por causas originadas no período perinatal e malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas, comportamento similar entre os dois sexos. Outra mudança

expressiva foi na redução da proporção de óbitos devido às doenças do aparelho respiratório que, no mesmo período, passou de 11,9% para 5,3%.

Uma preocupação de décadas, alertada como um problema social e de saúde pública, é a elevada mortalidade entre os jovens brasileiros por causas externas (Camarano et al., 1997; Oliveira e Albuquerque, 2005; Cerqueira e Moura, 2013). Do total de óbitos entre os jovens brasileiros, essas foram responsáveis por 50,0%, em 1980, e por 69,6%, em 2010. O gráfico 4 apresenta a distribuição proporcional dos óbitos dos jovens do sexo masculino entre 15 e 29 anos segundo as principais causas de morte em 1980 e 2010. Nesse período, foi observada uma redução nas proporções de óbitos por todas as causas, à exceção daqueles decorrentes de causas externas. Em números absolutos, estes óbitos cresceram 120%. Entre as principais causas de morte de homens jovens, as externas em 1980 foram responsáveis por 61,5% do total de óbitos e em 2010, por 77,9%. Este aumento se deu principalmente pelo aumento dos homicídios.8 Apesar de apresentarem proporções menores comparadas aos homens, também se observou um aumento na proporção dos óbitos por causas externas entre as mulheres – entre o total de óbitos das jovens, em 1980, a proporção foi de 25,5% e aumentou para 36,8% em 2010. Outra causa de morte cuja proporção também cresceu foram as neoplasias, que passou de 6,6% para 11,2% no mesmo período (gráfico 5). Esse aumento foi devido, principalmente, ao crescimento dos óbitos por câncer de pâncreas, de mama e de colo de útero.

GRÁFICO 4

Brasil: distribuição proporcional dos óbitos de jovens de 15 a 29 anos pelas

principais causas de morte – homens (1980 e 2010)1

80 60 40 20 0 1980 2010 61,5 10,9 6,8 3,6 4,7 12,5 3,8 3,3 3,3 3,2 8,6 77,9

Causas externas de morbidade e mortalidade Mal definidas Doenças do aparelho circulatório Neoplasias Algumas doenças infecciosas e parasitárias Outras

Fonte: SIM/Ministério da Saúde.

Nota: 1Para ambos os anos, utilizaram-se médias móveis.

Em 1980, do total de óbitos dos idosos, aproximadamente 90% tiveram como causas as doenças do aparelho circulatório (45,2%), as neoplasias (11,6%), as doenças do aparelho respiratório (7,1%), as endócrinas nutricionais e metabólicas (3,3%), além das causas mal definidas (22,6%). Em 2010, essas mesmas doenças foram responsáveis por cerca de 80% dos óbitos entre os idosos. Nesse período, houve uma redução nas proporções dos óbitos pelas doenças do aparelho circulatório (36,1%) e pelas causas mal definidas (7,5%). Já os aumentos nas proporções foram devidos às doenças endócrinas nutricionais e metabólicas, às do aparelho respiratório, seguidas das neoplasias. O comportamento foi semelhante entre homens e mulheres.

GRÁFICO 5

Brasil: distribuição proporcional dos óbitos de jovens de 15 a 29 anos pelas

principais causas de morte – mulheres (1980 e 2010)1

80 60 40 20 0 1980 2010 25,5 6,6 13,4 7,8 8,2 38,4 11,2 8,2 7,9 6,4 29,4 36,8

Causas externas de morbidade e mortalidade Neoplasias Doenças do aparelho circulatório Gravidez, parto e puerpério

Algumas doenças infecciosas e parasitárias Outras

Fonte: SIM/Ministério da Saúde.

Nota: 1Para ambos os anos, utilizaram-se médias móveis.

Um aspecto a ser destacado é a queda significativa nos óbitos por causas mal definidas, sugerindo uma melhora na qualidade das informações de mortalidade de uma maneira geral. Reconhece-se que uma proporção elevada de óbitos por causas mal definidas afeta de forma negativa as análises do perfil de mortalidade (Mello-Jorge et al., 2008; Brasil, 2009). Entre 1980 e 2010 esse percentual caiu de 20,9% para 6,9% (Mello-Jorge et al., 2008; Brasil, 2009; Kanso, 2011).