Partie 3 – Entre continuités et discontinuités théoriques avec les notions de « communication
3. La communication de l’État aux prises avec des questionnements critiques
3.1 Les arguments contre la fin de la propagande insatisfaisants
Para realizar o cálculo dos índices de VTCDs (afundamentos, elevações e disrupções de tensão) e assim poder analisar as áreas de risco, é realizado o seguinte fluxo de processamento:
1. Armazenar dados da Rede: barras, trechos, cabos, fusíveis, disjuntores, transformadores, cargas, etc.;
2. Escolher um dos métodos de simulação: Monte Carlo, de Enumeração de estados ou Híbrido;
3. Calcular o número de simulações (número de Curtos-Circuitos) em função do método escolhido no passo 2;
4. Obter o conjunto de combinações de Curto-Circuito (ConjCC);
5. Obter o valor da corrente de curto (Icc), utilizando o módulo de Cálculo de Curto- Circuito para o elemento (ElemCC) pertencente ao conjunto (ConjCC);
6. Selecionar o equipamento de proteção com a menor curva de proteção (Cprot) em
função da seletividade considerando a localização do trecho de falta;
7. Obter o tempo de proteção limite para VTCD (TVTCD) utilizando a curva de
proteção (Cprot) em função da corrente de curto-circuito (Icc);
8. Obter a probabilidade de VTCD (ProbVTCD) utilizado a distribuição acumulada do
tempo de Extinção da Falha em função do tempo (TVTCD). Obter também a
probabilidade de interrupção (ProbInterr = 1 - ProbVTCD);
9. Obter o valor do afundamento ou elevação de tensão, para todas as barras utilizando o módulo de Cálculo de Curto-Circuito para as condições de falta (ElemCC);
10. Armazenar estatisticamente o número de ocorrências de interrupções, VTCDs e Disrupções a partir dos valores de (ProbVTCD) nas faixas correspondentes em
função do nível de tensão e do tempo até o tempo de duração TVTCD. Realizar a
análise de sensibilidade utilizando das curvas de sensibilidade do equipamento para cada consumidor analisado.
11. Testar se foram analisadas todas as combinações de Curto-Circuito do conjunto (ConjCC). Se não, voltar para o passo 5; caso contrário, ir para o passo 12;
12. Anualizar as Interrupções, afundamentos, elevações e Disrupções de tensão em todas as barras da rede;
Capítulo 5 - Avaliação das áreas de risco 83
13. Calcular o custo das Interrupções e das Disrupções para cada consumidor existente na rede;
14. Executar a visualização gráfica da rede com os índices anualizados. 15. Imprimir Relatórios dos resultados para todas as barras.
Capítulo 5 - Avaliação das áreas de risco 84
6 - PLANEJAMENTO DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO
CONSIDERANDO CUSTOS DA QEE
O planejamento de sistemas de distribuição de energia elétrica pode ser dividido em três categorias, a saber:
- O planejamento estratégico, de longo prazo, que determina basicamente os investimentos necessários para a expansão do sistema de distribuição, considerando aspectos de incertezas no mercado e demais variáveis do planejamento. Em geral, este tipo de enfoque é baseado em informações agregadas, como é o caso do sistema SISPAI, desenvolvido para este tipo de estudo[ 43][ 44]. Este tipo de estudo apresenta, em geral, horizonte de 5 a 20 anos.
- O planejamento tático, de médio prazo, que determina os planos de obras para expansão do sistema de distribuição, congregando problemas de alocação de novas subestações, novos alimentadores, recondutoramento e determinação da melhor configuração da rede para atendimento do mercado crescente. Este tipo de estudo apresenta, em geral, horizonte de 3 a 5 anos.
- O planejamento operacional, de curto prazo, quando são determinadas ações necessárias para atendimento de algumas condições de curto prazo, como é o caso de planos de manobras para o atendimento de contingências no sistema de distribuição, determinação da melhor configuração da rede para a minimização de determinados objetivos, como é o caso de minimização das perdas, alívio e balanceamento de cargas entre alimentadores, dentre outros.
Os estudos acima têm evoluído muito nos últimos 20 anos, através da utilização de ferramentas que possibilitam o tratamento de redes de grande porte e análise de diversos cenários possíveis, contemplando os aspectos de incerteza nos dados dos problemas. Quanto aos objetivos almejados, destacam-se, principalmente para os planos de expansão, a determinação de alternativas que minimizam os custos de investimento em obras no sistema e custos variáveis, englobando as perdas técnicas no sistema de distribuição. Nas restrições do
Capítulo 6 - Planejamento de sistemas de distribuição considerando Custo da QEE
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balanço de demanda, carregamento máximo dos componentes de rede, níveis de tensão em faixas aceitáveis, dentre outros.
O problema de configuração das redes é aplicável para as situações de estudos de planejamento de médio e longo prazo[ 7][ 25][ 68]. A evolução dos métodos mostra a utilização de técnicas convencionais de otimização, como a utilização de programação linear, programação linear inteira mista, programação quadrática, programação dinâmica, dentre outros. No entanto, dada a natureza combinatória do problema, estes métodos apresentam dificuldades para o tratamento de redes de distribuição de médio e grande porte. Com isso, algoritmos baseados em meta-heurísticas vêm ganhando espaço, por sua enorme capacidade de determinar boas soluções para esses problemas. Em particular, pode-se citar os algoritmos evolutivos [ 20][ 62], que foram aplicados para a solução dos problemas com bastante sucesso.
Deve-se salientar que os modelos não consideram explicitamente na função objetivo aspectos relativos às interrupções e variações de tensão de curta duração. Alguns métodos, no entanto, já levam em conta a minimização da energia não distribuída, através de formulações simplificadas do problema [ 7]. Os modelos desenvolvidos nos capítulos anteriores permitem a comparação de alternativas de planejamento de curto e médio prazo, considerando os custos decorrentes de interrupções de longa duração e das disrupções em processos causadas por variações de tensão de curta duração. Estes custos podem ser incorporados à função objetivo, como será visto neste capítulo, permitindo que os modelos de planejamento sejam mais robustos, levando em conta estes importantes aspectos de qualidade de energia elétrica (QEE) na comparação de alternativas de configuração de redes.