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CHAPITRE 2 : FIGURES DU DESTINATAIRE

2. Les apports des méthodes d’analyse des sites d’internet

2.3. Une approche sémiodiscursive

Os equipamentos de bioimpedância (BIA) são práticos, conferem uma avaliação rápida e minimamente invasiva da composição corporal e, vários modelos disponíveis no mercado, são relativamente acessíveis em termos de custo31. O Inbody 720 da Biospace discrimina o peso (P), a massa gorda (MG), a massa muscular esquelética (MME), a área de adiposidade visceral (AAV), a massa isenta de gordura (MIG) e de osso total e regional (MIGOMS, membros superiores; MIGOMI, membros inferiores; MIGOT, tronco) e confere uma estimação da taxa metabólica basal (TMB)32. O índice de massa muscular esquelética pode depois ser calculado recorrendo à fórmula proposta por Janssen et al33 (IMME = MME/P × 100).

O InBody 720 utiliza 8 elétrodos que são colocados, dois na palma (E1,E3) e no polegar (E2, E4) de cada mão e, outros dois, na parte anterior (E5, E7) e posterior (E6, E8) da planta dos dois pés da pessoa que está a ser avaliada, permitindo estimar a água corporal total, as proteínas, os minerais e a massa gorda34. Os resultados são apresentados em cinco impedâncias segmentares (braço direito, braço esquerdo, perna direita, perna esquerda e tronco) que são medidos a 6 frequências de 1, 5, 50, 250, 500 e 1000 kHz20. Estes pontos de contacto são limpos previamente com um tecido eletrolítico sugerido pelo fabricante.

A velocidade da corrente elétrica varia consoante a constituição do corpo, isto é, o corpo é composto principalmente por água com iões, através da qual a corrente elétrica pode fluir. É também constituído por materiais não condutores como a massa gorda, que proporcionam resistência ao fluxo da corrente elétrica. A água pode estar localizada dentro das células, sendo designada por água intracelular (AIC, aproximadamente 45%), ou fora das mesmas, tendo a denominação de água extracelular (AEC, aproximadamente 55%)35.

Considera-se que os braços e as pernas contribuem com quase 47% e 50% respetivamente para a resistência de todo o corpo, mas apenas 4% e 17% em relação ao peso corporal total. Em comparação com estes valores, o tronco contém 50% da massa corporal e contribui apenas em 5 a 12 % para a resistência de todo o corpo35. Estes dados indicam que existe uma desproporção entre a massa corporal e a condutividade do corpo e, por este motivo, este método pode reduzir a precisão dos resultados quando utilizado em pessoas obesas (evidenciam uma ampliação da água extracelular)31.

A avaliação por densitometria radiológica de dupla energia (DXA) é uma técnica muito fiável de avaliação da composição corporal de indivíduos com peso normal, com excesso de peso e moderadamente obesos, sendo apontada na literatura como método de referência para a apreciação da massa gorda e do conteúdo mineral ósseo. No entanto, apesar da avaliação ser mais pormenorizada e precisa, o equipamento tem um custo muito elevado e a avaliação não pode ser repetida consecutivamente, devido à radiação emitida durante a avaliação31. A BIA, em comparação com o DXA, fornece uma boa avaliação da massa magra em indivíduos saudáveis e em pacientes com níveis de água estáveis36.

Seguidamente na Tabela 2.3, são apresentados alguns estudos que analisaram a precisão do InBody720 (Biospace, Seoul, Coreia) confrontando-o com outros equipamentos de apreciação das componentes da massa corporal.

Tabela Error! Use the Home tab to apply Título 1 to the text that you want to appear here..3 - Estudos que

analisaram a precisão do InBody720 (Biospace, Seoul, Coreia), comparando-o com outros equipamentos de apreciação das componentes da massa corporal.

Gába et. al37

Este estudo teve como principal objetivo investigar a relação existente entre dois equipamentos de BIA - o InBody720 (Biospace, Seoul, Coreia) e a Tanita BC-418 (Tanita Corp., Tokyo, Japan) – e a densitometria radiológica de dupla energia (DXA). A amostra foi constituída por 146 mulheres pós-menopáusicas que foram avaliadas com os 3 equipamentos. Os autores verificaram que ambos os dispositivos BIA subestimavam os valores de massa gorda e sobrestimavam os de massa magra, em comparação com os resultados obtidos através do método de referência (DXA). A BIA de multifrequência fornecia estimativas significativamente mais baixas da massa gorda nas mulheres com peso normal e naquelas que evidenciavam sobrepeso. Os resultados da massa magra não diferiram significativamente do método de referência. Os autores concluíram que a BIA de multifrequência pode ser um método mais adequado na avaliação da composição corporal de mulheres na pós- menopausa, em ambientes clínicos e de campo, em comparação com a BIA de frequência simples, especialmente em mulheres obesas e com níveis mais limitados de atividade física habitual.

Miyatake et. al38

Os autores do estudo tinham como objetivo avaliar a validade do InBody 720 na apreciação da composição corporal de indivíduos de ambos os géneros (11 mulheres e 4 homens, idade 30,5±9,4 anos). Confrontando os resultados com os obtidos por DXA, os autores concluíram que a BIA era um método preciso e válido para a avaliação da massa magra, massa muscular esquelética, massa gorda relativa (%MG) e mineral ósseo.

Völgyi et. al36

Os autores pretenderam com este estudo verificar a semelhança dos resultados encontrados entre a DXA e dois tipos de bioimpedância (InBody 720 e Tanita BC 418 MA). Foram analisados 168 indivíduos de ambos os sexos (86 mulheres e 82 homens), com idades compreendidas entre os 31 e os 81 anos. Todos foram sujeitos às três avaliações de composição corporal. Os investigadores concluíram que o valor de %MG no InBody 720 estava subestimado, quando comparado com os resultados obtidos pela DXA, dependendo do género e do peso corporal.

Faria et. al31

O presente estudo pretendeu correlacionar os resultados obtidos em avaliações da composição corporal da BIA com os da DXA em pacientes obesos. A amostra foi constituída por 104 pacientes com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, dos quais 89% eram mulheres. Os resultados mostraram que os valores de massa gorda (em kg e em %) obtidos por BIA eram significativamente inferiores aos adquiridos pelo método DXA e que os

resultados da massa magra (kg e %) eram mais elevados em comparação com os obtidos pelo método de referência. Os autores concluíram que a avaliação com a BIA era uma alternativa segura e confiável para avaliar a composição corporal em pacientes obesos.

Fürstenberg et. al39

Os autores do estudo utilizaram um grupo de pacientes em hemodiálise que tinham realizado avaliações DXA para determinar a validade da BIA. Concluíram que a BIA era um método robusto da avaliação da massa gorda e da massa magra de indivíduos em hemodiálise, havendo uma boa concordância deste método com a DXA.

Ogawa et. al40

Os autores do estudo utilizaram pacientes com cancro gástrico para avaliar a eficácia da BIA como uma nova ferramenta para medir a área de adiposidade visceral. A amostra foi constituída por 53 pacientes aos quais foi avaliada a área de adiposidade visceral (AAV) com a tomografia computadorizada e o Inbody 720. Os valores encontrados estavam muitos correlacionados entre si.