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Two years of near real-time chemical composition of submicron aerosols in the region of Paris using an Aerosol

V.1. Méthodologie de déconvolution de sources (PMF)

V.1.2. Applications de la PMF aux données AMS et ACSM

A origem da biblioteca coincide com invenção da escrita e sua expansão ocorreu, sobretudo, com aparecimento de suportes de baixo custo, duráveis e portáteis para os registros escritos, suportes estes que deram enorme impulso à leitura e à educação em geral. Não podemos deixar de ressaltar a grande importância de uma biblioteca escolar para contribuir com o processo ensino aprendizagem e para uma educação de qualidade tendo como foco a formação de futuros leitores.

Como instituição educativa, a biblioteca tem buscado um compromisso com acesso ao conhecimento com o exercício da cidadania, que deve propiciar às pessoas oportunidade de se prepararem para conviver na sociedade da informação, oferecendo possibilidade de educação continuada e autônoma. Portanto, sua inserção na escola como um espaço de ação pedagógica é algo natural. A idéia da biblioteca como espaço de aprendizagem permanente, ao qual as pessoas irão recorrer ao longo de sua vida, aparece em diversos volumes dos PCN. Entretanto sabemos quando se trata de Brasil a realidade é bem diferente, dos nossos 6 mil municípios, metade não têm biblioteca alguma e onde elas existem, são precárias em todos os aspectos: espaço físico, acervo, pessoal e serviços. Nesse sentido é necessário que a organização e funcionamento de uma biblioteca sejam sentidos não só pelos alunos, mas por toda comunidade escolar. Que não seja usada para depósitos de alunos indisciplinados e de profissionais com problemas de saúde e sim como um espaço dinâmico com projetos voltados para aprendizagem do aluno em sala de aula, dentro das diferentes áreas curriculares permitindo todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efetivos da informação.

Está comprovado que quando os bibliotecários e os professores trabalham em conjunto, os alunos atingem níveis mais elevados de liderança, de leitura, de aprendizagem, de resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação. Só assim a biblioteca se tornará um espaço democrático, onde interajam alunos, professores e informação.

Não possibilitar a existência de eficiente aparelhos públicos de cultura como a biblioteca pública, nem oportunizar o direito à leitura, é condenar o cidadão a uma atrofia educacional e cultural. Que os livros, leitura e bibliotecas façam parte da política cultural do nosso país e que exista uma perspectiva editorial que leve livros mais barato às livrarias e bancas de jornais e revistas tornando-os mais acessivos. Se a maioria não têm acesso caracteriza-se a proibição, apesar de não ser de modo oficializado isto ocorre pela inanição dos acervos bibliográficos.

Dessa forma podemos esperar que as sociedades que se sobressairão neste novo século com certeza serão aquelas que têm o maior índice de leitura. Neste item, como tantos outros, nós estamos caminhando em passos muito lento, pois os nossos governantes estão mais preocupados com programas paliativos, nunca uma solução. Não existindo esta responsabilidade por parte dos governantes, nós brasileiros temos que entender que “ ler é olhar o mundo para enxergar mais além do que o nosso interior; é entender o processo coletivo; é aventurar-se pelos caminhos mais recônditos do subconsciente para entender a lucidez dos discurso que untados de votos prometem zerar qualquer coisa “.

CONCLUSÃO

Na perspectiva contemporânea da educação, a leitura imperiosamente deve ser fortalecida no espaço social. O estudo da didática da leitura é um campo do conhecimento que está em substancial processo de desenvolvimento. As contribuições que se difundem e se consolidam progressivamente implicam assumir que ler, ou seja, interpretar e produzir textos são práticas sociais que devem ser ensinadas no contexto escolar; que o ponto de vista do aluno e sua maneira de interpretar a informação disponível têm um papel decisivo na aprendizagem, assim como a interação com outros sujeitos do grupo, inclusive com aqueles que apresentam níveis de conhecimentos diferentes, enfim, no exercício pleno de sua cidadania.

Os dados divulgados pelos sistema nacional de avaliação e a literatura pesquisada nos indicam que as atividades de leitura proporcionadas aos alunos do ensino fundamental em suas séries iniciais, nada contribuem para formar um aluno leitor.Uma vez que tanto os programas de formação como as atividades por nós observadas (tanto do ponto de vista da concepção de ensino da leitura que subjaz às atividades propostas, como na forma de participação e estruturação dos programas de formação) não deram conta nem da discussão acerca das mudanças no saber a ser ensinado, nem da forma de transpô-lo. E, ainda, que estes momentos não se constituíram em reflexão sobre a leitura como objeto de compreensão, e sim se limitavam a solicitar dos alunos apenas atividades de responder questões de interpretações lineares de textos, que nada mais exigiam do aprendiz que decodificações dos símbolos e nada de reflexão nem de desenvolver o gosto e o prazer da leitura, textos estes que em sua maioria eram fragmentos de textos ou textos do próprio

autor do livro didático que mais serviam a pretexto para ensino de conteúdos gramaticais do que ao desenvolvimento da compreensão ou o gosto e o prazer de ler.

Outro aspecto a ressaltar é o ambiente leitor escolar, uma vez que os livros se escondem nas prateleiras da biblioteca, sem nenhuma atração que desperte o desejo dos alunos. Todas estas evidências nos fazem concluir que as oportunidades vivenciadas pelos alunos e professores não possibilitam a construção de uma prática de leitura capaz de formar um leitor proficiente, exigido na sociedade atual.O professor para incentivar a leitura tem de ser, antes de tudo, leitor, isto é, um leitor em permanente construção.Só um professor que é leitor e tem consciência do valor da leitura consegue criar leitores e ensiná- los a ler o mundo.A prática do professor que não sabe aonde quer chegar só serve para afastar o aluno da leitura.Se nas nossas escolas de formação não nos formam leitores proficientes como vamos ajudar nossos alunos a construírem suas competências de leitores proficientes? E os próprios cursos, de formação continuada, oferecidas aos professores ainda não deram conta de construir nos docentes a competência leitora.

Ao entendermos que a aprendizagem se dá em diferentes âmbitos lingüísticos, respeitando o processo de singularização dos sujeitos, temos que ter claro que esses sujeitos possuem saberes diferentes e que é nessa junção que se dá a interlocução de saberes. O professor, para tanto, assume o papel de mediador da sua própria aprendizagem. Frente à diversidade de saberes de seu grupo, representativo de diferentes lugares sociais, ele apercebe-se da especificidade dos próprios conhecimentos que, por sua vez, passam por um processo de reconstrução. Frente ao outro, através da livre conversação e da fala argumentativa, tematizando sua própria prática, o professor se constitui como sujeito que aprende e profissional do conhecimento.

Profissionalismo exige compreensão das questões envolvidas no trabalho, competência para identificá-las e resolvê-las, autonomia para tomar decisões, responsabilidade pelas opções feitas. Exige também capacidade de avaliar criticamente a própria atuação e o contexto em que ela ocorre, de interagir cooperativamente com a comunidade profissional da qual se faz parte e de manter-se continuamente atualizado. Essa perspectiva traz para a formação de professores o conceito de competência profissional, entendido como a capacidade de mobilizar múltiplos recursos -entre os quais os conhecimentos teóricos e experiências da vida profissional e pessoal – para responder às

diferentes demandas colocadas pelo exercício da profissão, ou seja, a capacidade de responder aos desafios inerentes a pratica, de identificar e resolver problemas, de pôr em uso o conhecimento e recursos disponíveis.

Promover o desenvolvimento profissional do professor, nas suas mais diversas vertentes,constitui o propósito global subjacente à expressão formação contínua, o que pressupõe um leque variado de situações de aprendizagem.Desse modo, a natureza desta formação encerra duas idéias principais: a de aquisição de saberes diretamente relacionados com a prática profissional e a de desenvolvimento de atividades condizentes a uma nova compreensão do saber-fazer didático e do contexto educativo.

As perspectivas de formação presentes nas políticas educativas e nas práticas, na maioria dos casos, são o resultado de diferentes paradigmas, embora os professores valorizem a sua formação mais pelo paradigma da deficiência do que pelos paradigmas do crescimento, da mudança e da resolução de problema.Quando a formação contínua é imposta pela administração, através de créditos e como pré-requisito para a progressão na carreira, quando a formação não corresponde a uma necessidade sentida pelos próprios professores, é natural que estes perfilhem uma perspectiva que os coloca numa situação passiva, que optem por um paradigma onde têm muito mais a receber do que a dar ou partilhar.

Ler é muito mais do que possuir um rico cabedal de técnicas. Ler é sobretudo uma atividade voluntária e prazerosa, e quando se ensina a ler deve-se levar isso em conta. Os alunos e professores devem estar motivados para aprender e ensinar a ler.Os alunos não acreditam que ler silenciosamente, só para ler, sem ninguém lhes perguntar nada sobre o texto, sem solicitar nenhuma tarefa referente ao mesmo tenha a mesma importância que trabalhar a leitura ou qualquer outra coisa se não virem o professor lendo ao mesmo tempo que eles.É muito difícil que alguém que não sinta prazer com a leitura consiga transmiti-lo aos demais.

As situações de leitura mais motivadoras também são as mais reais, isto é, aquelas em que a criança lê para se libertar, para sentir o prazer de ler, quando se aproxima do cantinho da leitura ou biblioteca ou recorre a ela. Ou aquelas outras em que, com um objetivo claro: resolver uma dúvida, um problema ou adquirir a informação necessária para determinado projeto. Aborda um texto e pode manejá-lo à vontade, sem a pressão de uma

audiência.A leitura em voz alta também deveria sempre corresponder a um propósito real: comunicar algo escrito aos demais que necessitam do texto, pois se o têm é francamente absurdo ter que escutar como outros o lêem.

Por outro lado, para que uma criança se sinta envolvida na tarefa de leitura ou simplesmente para que se sinta motivada com relação a ela, precisa ter alguns indícios razoáveis de que sua atuação será eficaz, ou pelo menos, que ela não vai consistir em um desastre total. Não se pode pedir que o aluno para o qual a leitura se transformou em um espelho que lhe devolve uma imagem pouco favorável de si mesmo tenha vontade de ler. Só com ajuda e confiança, a leitura deixará de ser uma prática enfadonha para alguns e poderá se converter naquilo que sempre deveria ser: um desafio estimulante.

Portanto, motivar alunos para a leitura não consiste em que a professora se limite a dizer: “Fantástico! Vamos ler!, mas em que elas mesmas o digam ou pensem. Isto só se consegue planejando bem a tarefa de leitura e selecionando com critério os materiais que nela serão trabalhados, tomando decisões sobre as ajudas prévias de que alguns alunos possam necessitar, evitando situações de concorrência entre as crianças e promovendo, sempre que possível, aquelas situações que abordem contextos de uso real, que incentivem o gosto pela leitura e que deixem o leitor avançar em seu próprio ritmo para ir elaborando sua própria interpretação”.

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