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Une application encore marginale de la Constitution malgré la procédure QPC

Dans le document des décisions de justice : (Page 76-81)

Valentine Buck 2 Olivier Desaulnay 3

A. Une application encore marginale de la Constitution malgré la procédure QPC

As forófitas estudadas no Brejo de Altitude do Jenipapo possuíam córtex rugoso, com placas salientes, algumas vezes quase soltas e DAP entre 45-80 cm. Não foram encontradas espécies de mixomicetos esporuladas em campo. No período de coletas (Setembro/2015), a baixa pluviosidade, onde as chuvas acumuladas (mês) registraram apenas 3 mm, afetou toda a vegetação observando-se grande quantidade de folhas e arbustos secos no entorno do brejo. Entretanto, quando comparado ao Brejo de Altitude de Serra Negra, o ambiente apresenta-se mais preservado, evidenciado pela robustez dos troncos e copa mais frondosa.

As forófitas estudadas no Brejo de Altitude do Jenipapo possuíam córtex rugoso, com placas algumas vezes quase soltas e DAP entre 45-80 cm.

Nesta unidade de estudos foram positivos 36,7% dos cultivos, dentre os quais 89,4% esporularam, sendo identificadas 18 espécies, representantes de todas as subclasses, ordens e de oito famílias dos mixomicetos (Tab. 3) (Fig. 5).

Merece destaque, pelo número de espécies, a orden Liceales (33%). Ambos Trichiales e Physarales foram representados por 22% das espécies. Stemonitales obteve 11% dos táxons e as ordens Ceratiomyxales e Echinosteliales foram registradas com apenas 6% de representatividade (Tab. 3).

Ceratiomyxa fruticulosa (O.F.Müll.) T. Macbr., pertencente a única

família (Ceratiomyxaceae) da subclasse Ceratiomyxomycetidae foi registrada em apenas 6% dos cultivos, esporulada sob a forma de três esporocarpos (0,4%) exoesporados (Tab. 3). Cosmopolita, C. fruticulosa é muito bem representada em florestas tropicais na América Central (ROJAS et al., 2008) e

pode ser encontrada desde ambientes com vegetação muito úmida até as secas (LADO et al., 2003; ESTRADA-TORRES et al., 2009). As outras duas espécies do gênero que ocorrem no Brasil, C. morchella A.L. Welden e C.

sphaerosperma Boedijn., são fortemente limitadas a florestas úmidas,

encontradas predominantemente em troncos apodrecidos em ambientes de alta umidade (CAVALCANTI et al., 2008).

Echinostelium minutum foi a única espécie da família Echinosteliaceae

que esteve nos cultivos. O táxon apresentou a segunda maior quantidade de esporóforos (5%) coletados no Brejo de Sanharó.

Cribraria violaceae apresentou a maior quantidade de espécimes, e

esteve presente em 49% dos cultivos referentes ao Brejo de Jenipapo. Por outro lado, C. microcarpa foi encontrada apenas uma vez nas câmras-úmidas o que equivale a 1,8% de representatividade. Licea foi o gênero com a maior quantidade de espécies observadas (pouco mais de 22%), entretanto suas espécies foram registradas no máximo em duas ocasiões nos cultivos. (Tab. 3). Os gêneros Arcyria e Perichaena (Trichiaceae) somaram juntas quatro espécies, o equivalente a pouco mais de 22% do total de espécies levantados para essa unidade de coleta. Ambos, Perichaena calongei e P. depressa estiveram presentes em três cultivos analisados. Juntas representam 66,6% dos espécimes e 75% dos esporângios registrados na família.

As espécies Diderma efusum, Physarum album, P. pusillum e P.

robustum foram registradas em 7,5% dos cultivos do Brejo de Jenipapo

representando as famílias Didymiaceae (Diderma) e Physaraceae (Physarum).

Comatricha pulchaella (C. Bab.) Rostaf., e Macbrideola martinii (Alexop. &

Beneke) Alexop., pertencentes a família stemonitaceae estiveram presentes em 9,4% das câmaras-úmidas (Tab. 3).

Dentre as áreas estudadas o Brejo de Altitude do Jenipapo foi o que apresentou a maior riqueza de espécies, embora muitas delas estejam representadas por apenas um espécime Algumas espécies são raras tais como

L. erecta e Perichaena calongei, relatadas pela primeira vez para ambiente de

Brejo de Altitude.

O gênero Licea está representado por quatro espécies (L. erecta., L.

Representada nas câmaras-úmidas por três esporocarpos, L. capitatoides está sendo apresentada neste trabalho como primeira referência para os Neotrópicos e para Floresta Sazonal Semidecidual Montana, no Agreste de Pernambuco. O táxon foi descrito pela primeira vez por Nannenga-Bremekamp & Yamamoto (1990), encontrado a partir do cultivo em câmaras-úmidas da casca de árvores vivas de Aphananthe aspera Planch., (Cannabaceae). A árvore é nativa da China e Taiwan, pode também ser encontrada no Japão, Coreia e Vietnã em encostas que variam entre 1000-1600 metros.

Licea capitatoides assemelha-se a L. scyphoides e L. tanzanica,

distinguindo-se desses táxons pela forma de deiscência do perídio, em placas (L. capitatoides) e circuncisa nas outras espécies, além dos esporos serem mais ornamentados, escuros e menores. Apresenta hábito similar ao de L.

pedicellata, que tem esporos maiores (8-10 vs. 11-13 µm diam.); além disso, a

deiscência da esporoteca em L. capitatoides quebra-se em placas apenas no topo, formando um calículo em forma de V que facilita a separação da face interna do perídio do pedicelo, enquanto que em L. pedicellata a deiscência deixa um calículo achatado em forma de disco e a separação entre pedicelo e perídio não é tão visível.

Nos Neotrópicos Physarum robustum (Lister) Nann.-Bremek. era conhecido apenas para o México (LADO; BASANTA, 2008), constituindo seu registro a primeira referência para o Brasil. Descrita por A. Lister inicialmente como Physarum nutans (Lister 1925), a espécie apresenta como diferença das demais um capilício rígido com pontos de cálcio que ao se juntarem formam uma pseudo-columela, além de esporocistos branco, calcário exceto na base que é castanho em volta do pedicelo.

Tabela 3 - Táxons de mixomicetos presentes nas câmaras-úmidas montadas com córtex de árvores vivas de Floresta Ombrófilo Aberta de Terras Altas (FOATA) do Parque Estadual Serra Negra (Bezerros) e de Floresta Sazonal Semidecidual Montana (FSSM) da RPPN Brejo do Jenipapo (Sanharó), Pernambuco, nos meses de maio e setembro de 2015.

Ordem Espécie Espécime (no) Esporocarpo (no)

FOATA FSSM FOATA FSSM

Ceratiomyxales Ceratiomyxa fruticulosa 1 3

Echinosteliales Echinostelium minutum 2 35

Liceales Cribraria confusa 1 4 Cribraria intricata 1 3 Cribraria microcarpa 1 2 Cribraria violacea 13 26 263 593 Licea captatoides 1 3 Licea erecta 6 1 14 1 Licea operculata 2 17 Licea pedicellata 2 2 6 6 Licea scyphoides 1 1 1 1 Trichiales Arcyria cinerea 1 4 Arcyria pomiformis 1 1 1 4 Hemitrichia leiocarpa 1 34 Hemitrichia pardina 6 56 Hemitrichia serpula 1 4 Perichaena calongei 3 17 Perichaena chrysosperma 7 2 17 5 Perichaena depressa 4 3 36 10

Physarales Diderma efusum 1 2

Physarum album 1 2

Physarum pusillum 1 4

Physarum robustum 1 4

Considerando as três fitofisionomias de floresta, foram identificadas 35 espécies (203 amostras), presentes nos troncos das 32 forófitas analisadas (Fig. 5).

Figura 5 – Táxons compartilhadas entre o PE Serra Negra, RPPN Brejo do Jenipapo e REBIO de Saltinho (estações: seca*; chuvosa**; ambas***).

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