Les effets du changement climatique font également l’objet d’une littérature scientifique abondante Les articles portant sur la santé des travailleurs sont en revanche beaucoup
4.1.2.4 Applebaum K.M et al., (2016), An overview of occupational risks from climate change
O documento “Projeto UCA – Formação Brasil: projeto, planejamento das ações/cursos”, de 2009, que expressa os princípios orientadores do processo formativo, aponta que as ações de formação de professores das escolas UCA estão baseadas na compreensão de que é necessário priorizar “o aprendizado de novas ações pedagógicas com apoio da tecnologia, visando mudanças no currículo escolar”. (P. 5).
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A proposta de formação expressa no documento é que ela aconteça no período de dois anos (p. 2), ocorra em condições adequadas de tempo para que os professores possam realizá-la em serviço (p. 6) e envolva as dimensões tecnológica, pedagógica e teórica. Busca- se com a dimensão tecnológica favorecer a apropriação dos recursos disponíveis nos laptops educacionais.
Já no nível pedagógico, a intenção de que haja a “integração dos laptops nos processos de aprender e ensinar” (p. 19) e a perspectiva teórica enseja a “articulação das teorias educacionais que permitem compreender criticamente os usos das tecnologias digitais em diferentes contextos de aprendizagem”. (P. 19).
Essas dimensões devem ocorrer ao longo de toda a formação, que há de acontecer em módulos, com momentos presenciais e a distância, e deve envolver multiplicadores, professores, gestores e alunos-monitores. As atividades a distância acontecem no E-proinfo, ambiente colaborativo de aprendizagem criado pelo MEC20.
Inicialmente a estrutura operacional da proposta de formação do UCA era constituída pelo grupo de trabalho formado por assessores pedagógicos do UCA, ao todo dez docentes de instituições de ensino superior, identificado como GTUCA, que faz a articulação entre a Secretaria de Educação a Distância21 (SEED/MEC) e o Grupo de Formação e Acompanhamento, do qual fazem parte seis consultores da área e um representante da SEED/MEC.
O Grupo de Formação deverá preparar as equipes de formação compostas por professores e pesquisadores, que, por sua vez, formarão os grupos das instituições de ensino superior locais e dos núcleos de tecnologia educacional e municipal que acompanharão a formação dos gestores e professores das escolas UCA.
2.6.2.4 Projeto-Piloto do UCA no Ceará
No Ceará, o projeto teve início em janeiro de 2010 e foi implantado nos Municípios de Fortaleza, Barreira, São Gonçalo do Amarante, Jijoca de Jericoacoara, Quixadá, Iguatu, Crato e Sobral. No Município de Maracanaú, está sendo realizada uma
20
Disponível em: <http://eproinfo.mec.gov.br>. 21
O Programa UCA era responsabilidade da SEED/MEC, mas a Secretaria foi extinta no início de 2011 após a posse da presidenta Dilma Roussef. As questões relacionadas ao uso pedagógico do computador foram assumidas pela Secretaria de Educação Básica, enquanto o FNDE é responsável pela aquisição das máquinas e implantação do programa nas escolas, de acordo com informações da revista A Rede, disponível em:
http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/184-edicao-no-74-outubro2011/4795-capa. Acesso em: 14 nov. 2011.
experiência na EEFM Carneiro de Mendonça com laptops modelo XO, doados pela One
Laptop Per Children. A escola possui 22 professores e 415 alunos.
A coordenação do projeto é responsabilidade do Instituto UFC Virtual, unidade acadêmica da Universidade Federal do Ceará, cabendo-lhe, também, a realização do processo de formação do UCA nos Estados do Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte.
A equipe multidisciplinar, que envolve profissionais da área técnica e pedagógica, acompanha a implantação do UCA no Ceará22 sob a coordenação geral dos professores Mauro Pequeno e José Aires de Castro Filho.
O trabalho inicial da equipe teve como foco a realização de um levantamento diagnóstico elaborado por meio de visitas às nove escolas selecionadas pelas Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza (SME) e Secretaria de Educação Básica do Ceará (SEDUC). Nesse diagnóstico, foi identificada a situação de infraestrutura de cada unidade escolar, avaliando as condições físicas, de segurança, a rede elétrica, o sistema de acesso à internet, bem como o espaço, o mobiliário, o físico das salas de aula e para armazenamento dos laptops.
Com suporte nesse levantamento, a equipe elaborou um conjunto de relatórios com orientações, por exemplo, sobre a questão da segurança dos laptops educacionais. Em algumas escolas, foi necessário fazer reforma para forrar a sala onde seriam guardados os equipamentos e para a instalação de alarmes.
O lançamento do projeto no Estado inaugurou o processo de formação para os professores-multiplicadores dos núcleos de tecnologia municipais e estaduais. Esses professores, juntamente com a equipe da Universidade Federal do Ceará (UFC), são responsáveis pela preparação dos docentes que atuam diretamente nas escolas integrantes do Projeto UCA.
À medida que as atividades de formação aconteciam, cada escola organizava o lançamento do projeto para apresentar o UCA às famílias e à comunidade.
Segundo o Relatório UCA no Estado do Ceará, de agosto de 2011, a primeira atividade com o uso do laptop aconteceu em setembro de 2010 com alunos do 5° Ano da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Monteiro Lobato, localizada no bairro José Walter.
Desde então, com suporte da equipe de formação, já foram realizadas centenas de aulas com o uso dos laptops educacionais.
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Faz-se necessário esclarecer que nunca integramos a equipe UCA no Ceará, a despeito de pertencermos ao quadro docente do Instituto UFC Virtual.
Quadro 2 – Escolas beneficiadas com o Projeto UCA no Ceará.
Escola usaram o laptop nas aulas N º de professores que Aulas realizadas em cada escola
EMEIF Monteiro Lobato 25 2170
EEEFM Estado do Paraná 19 125
EMEIF Antonio Julião Neto 17 216
EMEIF Poetisa Abigail Sampaio 15 243
EMEIF Senador Carlos Jeireissati 18 1286
EEFM José Martins Rodrigues 17 1100
EEFM Francisco Holanda Montenegro 12 1150
EEFM Joaquim Valdevino de Brito 16 416
EEFM São José 16 500
Fonte: Apresentação I Seminário de Integração UCA Ceará, Nov/2012
Os cinco módulos obrigatórios do processo de formação, apropriação tecnológica, Web 2.0, formação de professores e formação de gestores, elaboração de projetos e sistematização da formação na escola foram concluídos. Em 2013, no entanto, um novo processo formativo estava em curso, com vistas a preparar os novos gestores e professores, um total de 110 pessoas, incorporadas às escolas de 2012 para 2013.
Uma ação comum a muitas escolas envolvidas com o Projeto UCA tem sido a criação de grupos de alunos-monitores, constituídos com o propósito de colaborar com os professores durante as atividades realizadas com o laptop na sala de aula. No Ceará, das nove escolas, seis contam com grupos de alunos-monitores, cujo número de integrantes varia de dois a 20 alunos23.
Com base na realidade de cada escola UCA, e como resultado do conjunto de ações realizadas pela equipe do Ceará ao longo de 2010, 2011e 2012, alguns aspectos positivos desse processo merecem destaque:
a) criação de site para as escolas e de blogs por áreas de conhecimento;
b) elaboração de aulas de campo, de projetos, participação em eventos e feiras culturais;
c) criação de oficinas para inclusão digital dos pais dos alunos; d) participação no projeto “Nossos Lugares no Mundo”;
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e) grupos de alunos monitores foram capacitados para auxiliar os professores no uso do laptop educacional durante as aulas;
f) aumento do número de matrícula em 2011 e 2012;
g) apresentação de seminários pelos alunos usando o laptop; h) utilização dos recursos de foto e vídeo presentes no laptop; e i) uso das ferramentas do Googledocs e do Blogger nas aulas.
Por outro lado, é necessário mencionar que a instabilidade de acesso à internet inviabiliza, em algumas escolas, o uso dos laptops educacionais, como demonstra o quadro seguinte.
Quadro 3 – Velocidade da internet das Escolas UCA no Ceará.
Escola Internet Velocidade
EMEIF Monteiro Lobato lenta 1,5Mbps
EEEFM Estado do Paraná Instável
EMEIF Antonio Julião Neto sim 2 Mbps
EMEIF Poetisa Abigail Sampaio sim 2 Mbps
EMEIF Senador Carlos Jeireissati sim 2 Mbps
EEFM José Martins Rodrigues sim 2 Mbps
EEFM Francisco Holanda Montenegro sim 2 Mbps
EEFM Joaquim Valdevino de Brito sim 2 Mbps
EEFM São José sim 2 Mbps
Fonte: Apresentação I Seminário de Integração UCA Ceará (Nov. 2012)
A empresa The Nielsen Company24, com base em estudo realizado em 2011, sobre a qualidade da banda larga oferecida em oito países, entre eles o Brasil, fez uma classificação da velocidade em quatro grupos, a saber: lenta: (até 512 Kbps); média: (de 512 Kbps a 2 Mbps); rápida: (de 2 a 8 Mbps); e super-rápida: (acima de 8 Mbps).
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Disponível em: <http://www.tecmundo.com.br/infografico/9683-a-velocidade-media-da-internet-no-brasil- infografico-.htm>. Acesso em: 10 jul. 2013.
Considerando que esse estudo tem cerca de dois anos e que houve um incremento na qualidade da banda larga oferecida, já que atualmente é possível contratar velocidade de até 150 Mbps, essa classificação pode estar defasada, mas, mesmo usando essa classificação como parâmetro, fica evidente que a velocidade da banda larga oferecida nas escolas é insuficiente para possibilitar que, por exemplo, todos os laptops educacionais estejam conectados ao mesmo tempo.
A primeira constatação de como a instabilidade no acesso à internet está relacionada ao uso dos computadores na sala de aula pode ser exemplificada com o caso da Escola Estado do Paraná, que traz uma oscilação na oferta de internet e foi a escola que demonstrou a menor quantidade de aulas realizadas com o UCA, 125 aulas, contrapondo-se à escola que realizou a maior quantidade de aulas, Escola Monteiro Lobato, com um total de 2.170 aulas utilizando os computadores.
Com a intenção de contribuir com os avanços do Projeto UCA no Ceará, a equipe do Instituto UFC Virtual identificou alguns pontos que são entraves para a plena realização do projeto, tais como falha na instalação elétrica e baixo desempenho na conexão da Internet; organização de horários para a formação docente na própria escola; mudança no quadro de professores do ano letivo de 2010 para 2011, ocasionando necessidade de formar os novos professores e dificuldades no Sistema Operacional Metasys, principalmente no concernente a atualização e instalação de softwares. O grupo chama atenção ainda para a necessidade de mudança nas próximas etapas do projeto, especialmente para a continuidade das formações, a exemplo da importância de acompanhamento dos professores após o período de formação inicial para apoiar durante a implementação efetiva das aulas, reestruturação dos horários específicos de planejamento e estudo para viabilização do Projeto UCA nas escolas, seguido de maior envolvimento e acompanhamento dos gestores nas ações do UCA.