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IAS 12 Amendement

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão. Paulo Freire (2005) Os estudantes sistematizaram os trabalhos realizados por meio de relatório escritos e produção de hipertextos, solicitados pelos professores. Os resultados das escritas dos alunos foram discutidos no coletivo. Uma das discussões encontra-se no episódio 17.

Episódio 17: Eu achei fraca a escrita dos alunos nos relatórios, eles poderiam ter escrito melhor, eles não se esforçaram muito com relação a escrita dos relatórios. Um pouco eles estavam rejeitando a ideia de ficar anotando as explicações das práticas (P1).

Isso seria uma questão para se pensar para o próximo trabalho, discutir com eles como se faz um relatório, incentivar a escrita (M).

Nessa fala da professora P1, percebe-se que faltou interesse por parte dos estudantes em relação à parte escrita, ou encontraram dificuldades na escrita dos relatórios. Porém, concorda-se com Marques (2006) quando afirma que escrever é preciso, ―só com muito escrever passa o escrevente se reconhecer no que escreve, a perceber o próprio estilo e a torná-lo reconhecível por seus leitores‖ (Marques, 2006, p. 46). Assim, é preciso estimular à escrita, e o professor é quem precisa fazer isso, ele deve incentivar os seus alunos a escrever, em sala de aula (GALIAZZI, 2011).

88 Conforme a fala da professora no episódio 18, os alunos se identificaram melhor na sistematização em forma de hipertexto:

Episódio 18: No hipertexto dá pra se dizer que eles se saíram bem, eles fizeram dentro de que foi pedido, do que havíamos discutido no grupo. Eles editaram vídeos, colocaram a nossa fala das atividades práticas, conseguiram relacionar os conteúdos. Em várias situações, na escrita, aparece por exemplo, alimentação, daí eles fizeram um ícone, que se clicar lá, abre uma outra página com imagens, ou explicando em forma de texto, o que é alimentação saudável, o que é nutrição, sobre digestão, enfim, das pesquisas e conteúdos que foram trabalhados, e em ícones com os vídeos, que quando falava daquele assunto, era só clicar e aparecia o vídeo deles fazendo as atividades (P1).

Verifica-se que com atividades diferenciadas, uso de vídeos (vídeos produzidos durante as atividades práticas e editados pelos alunos), computador, internet, imagens, os alunos mostraram–se interessados em realizar a atividade proposta. Percebe-se a importância de inovar as formas de ensino, de utilizar as tecnologias nas aulas, e que nos dias de hoje, torna-se fundamental utilizar as tecnologias no processo de ensino e aprendizagem.

No decorrer dos planejamentos coletivos, os professores também fizeram sistematizações dos trabalhos, produziram textos, com o objetivo de contribuir nas reflexões sobre as práticas e também para a produção de artigos das atividades realizadas. Pelos argumentos dos professores o trabalho realizado foi significativo e contribui na construção da aprendizagem tanto dos estudantes, quanto dos professores.

Episódio 19: No meu ponto de vista, nosso trabalho foi bem positivo, pela primeira vez que realmente deu para integrar as disciplinas nas pesquisas dos alunos, porque nos outros anos a gente nunca conseguiu fazer isso. A gente até tomava conhecimento de cada trabalho, mas daí se iriamos preparar uma aula envolvendo o tema de um grupo, os outros vão cobrar, e também vão querer, aí se vai preparar para cada tema, não vamos conseguir contemplar os conteúdos que precisam também ser trabalhados (P1).

Conforme manifestação de P1, nesta escola foi a primeira vez que se conseguiu articular os conteúdos da área de Ciências da Natureza nas pesquisas dos estudantes. O fato de ter trabalhado com uma temática, com base em SE, facilitou essa articulação com a pesquisa. Conforme Boff (2011), trabalhar com uma temática, que parte da vivência dos estudantes e que seja de relevância social e cultural, possibilita estudar os conteúdos disciplinares de forma interdisciplinar. Pois, um professor sozinho não consegue dar conta de fazer essa articulação dos conteúdos com as pesquisas.

89 Texto f: A experiência de trabalhar o SI de forma mais integrada, ou melhor, interdisciplinar, foi de grande relevância; pois nos oportunizou trabalhar os conteúdos de química, física e biologia de forma articulada e interdisciplinar com as pesquisas dos alunos, envolvendo a área de Ciências da Natureza (texto produzido pela P1).

Texto g: O trabalho envolvendo as três disciplinas foi percebido e associado pelos alunos, pois perceberam que as professoras estavam em sintonia nos assuntos (texto produzido pela P3).

Os textos produzidos pelas P1 e P3 mostram que os estudantes perceberam que os conteúdos das disciplinas foram desenvolvidos de forma interdisciplinar, que estes estão interligados. É importante destacar que o interdisciplinar não exclui o caráter disciplinar do conhecimento científico, mas completa-o, estimula a percepção dos fenômenos, possibilitando a construção e uma percepção dinâmica da nossa vivência, da convivência com o mundo, ou seja, um aprendizado com aspectos práticos e críticos. A interdisciplinaridade permite reconhecer não só o diálogo entre as disciplinas, mas também a conscientização sobre o sentido da presença do homem no mundo (FAZENDA, 2008).

Os professores perceberam a importância do trabalho coletivo, o quanto é significativo na formação do professor e na prática pedagógica, conforme os textos h, i, j que seguem:

Texto h: O planejamento coletivo foi e sempre será muito importante no cotidiano escolar, através dele nós professores planejamos de forma diferente e efetivamente interdisciplinar, onde todos tem espaço para dar suas opiniões e melhorar seu trabalho, isso faz com que os alunos ganham em aprendizados e se motivam mais no aprender, fazendo as ligações necessárias entre as diversas disciplinas. Especificamente na minha disciplina, depois de fazer as atividades práticas, facilitou o trabalho em sala de aula, pois a todo o momento eu me referia à prática e eles me respondiam com os seus entendimentos, o que melhorou a aula, pois teve mais interatividade entre professor conteúdo áreas do conhecimento e aluno. Percebi também que após as práticas, as atividades de sala de aula ficaram mais interativas e produziu maior saber por parte dos alunos e também de mim professora, pois pude retomar e rever alguns conhecimentos das outras disciplinas que se fazem importante para o conhecimento do todo (P2).

Texto i: Os planejamentos que aconteciam de quinze em quinze dias, auxiliavam na organização do material de trabalho para que cada professor na sua disciplina conseguisse entrar no assunto sem que o mesmo ficasse cansativo e repetitivo, (...) elencávamos o que poderia ser associado a pesquisa dos alunos do componente curricular SI com a disciplina de cada professora da área. O trabalho coletivo foi muito bom, é muito bom discutir no coletivo, realizar essas trocas. (P3).

Texto j: O planejamento coletivo é muito importante para a contribuição de ideias dentro de um tema que está em discussão. É de fundamental importância o encontro entre os professores para fazer este planejamento (P1).

90 Na reflexão sobre a prática pedagógica presentes nos textos h, i e j, consegue-se perceber três categorias de análise: a interdisciplinaridade, a articulação dos conteúdos escolares com as pesquisas dos estudantes e a pesquisa como princípio pedagógico. O planejamento das aulas estava associado às pesquisas dos estudantes, conforme escrita da P3, assim, os professores na intenção de contribuir com os estudantes em suas pesquisas, também fizeram pesquisa, transformando o seu fazer pedagógico, introduzindo a pesquisa na prática pedagógica.

Conforme Boff (2011), o trabalho coletivo é fundamental no espaço escolar, possibilita romper com a forma tradicional de ensino, auxiliando a escola a manter seu papel, que é o de formar cidadãos conscientes e críticos diante de situações advindas do mundo real.

O trabalho coletivo em interlocução com sujeitos mais experientes contribui para vários aspectos na prática formativa, a escrita, é um deles, pois permite refletir sobre a prática. Percebe-se nos diálogos do episódio 20 que eles gostaram de realizar as escritas sobre a prática, e que nunca haviam feito.

Episódio 20: Gostei de realizar as escritas, é uma reflexão sobre a prática, e se ninguém pede a gente não faz, contribui na minha formação (P1).

Verdade, eu nunca havia escrito sobre a minha prática, e se a mestranda não fosse nos pedir, não teria feito, foi muito bom, pena que temos pouco tempo para isso (P2).

Eu também não escrevia sobre a minha prática, e hoje percebo o quanto é importante refletir e escrever sobre a prática (M).

Marques (2006) diz que ao escrever é possível conversar com os outros e consigo mesmo, melhor articular as ideias, ser mais coerente, e consegue conduzir melhor os assuntos. O autor afirma que no ato de escrever, a presença do leitor faz com que quem escreve expresse sentimentos e ideias, que não experimentaria se não escrevesse ou dissesse a alguém, sendo assim o escrevente é seu primeiro leitor. Portanto, escrever é preciso, ―Importa escrever para buscar o que ler; importa ler para reescrever o que se escreveu e o que se leu‖ (MARQUES, 2006, p.92).

No episódio 21 as professoras dialogam sobre a importância de ter alguém focado na pesquisa, contribuindo para que o processo se desenvolva.

91 Episódio 21: Se você não estivesse contribuindo com o grupo, talvez não teria acontecido esse trabalho coletivo, não dessa forma, é importante ter alguém de fora para nos ajudar. Para contribuir com ideias e ajudar a colocá-las em prática, fazer a frente (P1).

O planejamento coletivo enriquece o nosso trabalho. Só que quando que a gente faz isso? Só quando temos uma ajuda de alguém de fora, se não, fica cada um trabalhando isolado (P2).

Percebe-se que os professores sozinhos dificilmente realizam o trabalho coletivo, e introduzem a pesquisa na sua prática pedagógica. A reflexão da prática pedagógica com professores mais experientes contribuiu para a mudança na prática pedagógica. ―O docente que pensa junto com seus colegas e outros sujeitos com experiências distintas pode constituir-se em um profissional mais crítico‖ (Boff, 2011, p.143). Assim, faz-se necessário a reflexão coletiva, para que ocorra o processo de construção e reconstrução das práticas pedagógicas.

A partir do trabalho desenvolvido, produziu-se a escrita de um artigo científico em relação às atividades realizadas, que foi publicado em anais do evento Salão do Conhecimento da Unijuí (2014), e apresentado pelo grupo de professores, no campus da Unijuí, intitulado: ―Seminário Integrado: articulação dos conteúdos da área de Ciências da Natureza no preparo do pão‖ (anexo 3).

Episódio 22: Pra mim foi algo novo ter escrito para um evento, e apresentado sobre o trabalho, gostei de ter realizado, foi um aprendizado, podemos fazer mais desses trabalhos (P1).

Conforme manifestação de P1 o ato de escrever artigos científicos ou mesmo produzir textos sobre a prática, não é uma prática vivenciada pela maioria dos professores de Educação Básica, por isso, essa experiência trouxe importantes contribuições para os professores, o que pode ser configurado como uma estratégia real de formação pela pesquisa, em um tempo/espaço privilegiado de discussão e construção de ideias, de reflexões sobre a prática pedagógica. ―Assim, na medida em que as interlocuções acontecem, as produções se ampliam e gradativamente o processo de formação pela pesquisa evolui no coletivo dos sujeitos envolvidos‖ (Boff, 2011, p.193). Os professores se sentiram motivados com esse trabalho, relataram o interesse em continuar com o trabalho coletivo na escola e com o trabalho baseado em SE.

Para Carr e Kemmis (1988), a pesquisa-ação é o instrumento, que promove a articulação entre a teoria e a prática, entre ação e pensamento, bem como entre indivíduo e sociedade. A pesquisa-ação é vista como uma concepção

92 epistemológica que une e articula uma nova visão de ciência e uma teoria crítica que defende a emancipação dos professores e a transformação social. Em que, os dois objetivos essenciais é melhorar e interessar, explicando que, à medida que a prática educativa melhora, aumenta o interesse dos envolvidos por essa prática e, consequentemente, por sua contínua melhoria.

O processo interativo de pesquisa-ação permitiu a transformação da prática pedagógica, em que se produziu material de ensino articulando teoria e prática com as pesquisas no SI. Este processo de formação docente pela pesquisa contribui para introduzir a pesquisa na prática pedagógica, superando o ensino tradicional, a mera transmissão de conhecimentos, permitindo a construção de novos saberes por meio de diálogos, trocas de experiências, pesquisas, construção de plano de aula de forma interdisciplinar.

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na perspectiva de contribuir com o processo de formação pela pesquisa dos professores, levando em conta as dificuldades enfrentadas por eles no início da implantação do EMP, constituiu-se um processo interativo no coletivo de professores da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, no espaço escolar, em que se produziram reflexões, planejamentos e ações de forma interdisciplinar.

Os resultados da pesquisa demonstram limites e potencialidades que os professores enfrentaram em trabalhar nesta nova proposta de ensino. A articulação das áreas de conhecimento nas pesquisas que os estudantes realizaram no SI foi um dos limites. No início as informações sobre a implantação do EMP não foram suficientemente esclarecedoras. Percebe-se que faltou uma formação para os professores antes da implantação deste ensino e que a formação continuada de professores do estado não é suficiente, pois grande parte dos professores não teve uma formação na perspectiva de educar pela pesquisa. Esse processo de mudança necessita de formação continuada permanente, que proporcione reflexões e transformações da prática no contexto escolar, de modo a introduzir a pesquisa na prática pedagógica.

Os professores também argumentaram em relação à quantidade de temas que os estudantes escolheram para as pesquisas. Foi um fator que dificultou o trabalho interdisciplinar e a orientação nas pesquisas. Diante dos limites apresentados pelos professores, e visando articular os conteúdos escolares com as pesquisas dos estudantes no SI, de forma interdisciplinar, decidiu-se no coletivo de professores pela escolha de uma temática relevante socialmente para as pesquisas no SI. A escolha de uma temática de pesquisa para o SI facilitou o planejamento no coletivo de professores da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias envolvendo os conteúdos das disciplinas nas pesquisas, conforme o proposto para o EMP. Destaca-se a importância das áreas de conhecimento se envolver nas pesquisas dos estudantes, pois os conteúdos estudados nas disciplinas contribuem para a análise dos dados, desenvolvendo a consciência crítica sobre o que está sendo pesquisado.

94 Mesmo com os limites enfrentados, percebe-se que o EMP apresenta potencialidades. Segundo dados do capítulo 3, os trabalhos de pesquisas dos estudantes no SI vêm contribuindo na escrita, interpretação, organização de projeto de pesquisa e autonomia no processo de aprendizagem. Assim, identificam-se avanços na aprendizagem dos estudantes nesta nova modalidade de ensino.

Porém, o SI estava sendo como uma disciplina a mais no currículo, na qual os estudantes realizavam suas pesquisas independentemente das demais. Somente o professor orientador auxiliava os estudantes nas pesquisas, conforme expresso pelos professores e está descrito no capítulo 3. A proposta para o EMP visa à articulação das áreas de conhecimento com as pesquisas realizadas no SI de forma interdisciplinar, mas isso exige a superação do ensino tradicional, muitas vezes fragmentado e desconectado da realidade dos estudantes. Assim, torna-se fundamental o trabalho coletivo entre os docentes no contexto escolar aliado a uma formação pela pesquisa.

Os resultados desta pesquisa mostram que o trabalho coletivo de professores na escola juntamente com professores e estudantes da universidade, é um fator importante para a formação pela pesquisa, tanto como principio pedagógico quanto como princípio educativo. O trabalho coletivo possibilita novos conhecimentos, abrindo caminhos para novas formas de trabalhar os conteúdos escolares, permitindo a articulação entre as disciplinas, enriquecendo as aulas e contribuindo na mudança da prática pedagógica.

No processo interativo de formação docente, planejaram-se e realizaram-se atividades no SI, no qual a área de conhecimento transitou, contribuindo para que estudantes e professores percebessem a articulação das pesquisas com os conteúdos escolares. O SI, é uma possibilidade de unir as disciplinas, de realizar o trabalho em conjunto, estudar os conteúdos de forma interdisciplinar, conforme consta na proposta.

As atividades práticas relacionadas à produção de pães e o Seminário com AN realizadas com os alunos do 2º ano do EMP no SI, tinham relação com a temática de pesquisa deles no SI ―Alimentação‖ e a vivência dos sujeitos envolvidos. Quando se parte de questões da vivência dos sujeitos facilita a interação pedagógica, a construção de significados dos conceitos escolares. Os diálogos

95 expressos no capítulo 4, episódios 14 e 15 demonstram que os professores tiveram a preocupação de envolver seus alunos nas atividades desenvolvidas, buscando produzir significações para eles. Neste sentindo, os estudantes deixam de ser receptores de informações e passam a ser interativos, construindo aprendizagens.

As atividades desenvolvidas em sala de aula pelos professores permitiram a retomada de conceitos abordados nas atividades realizadas no SI, e no decorrer das aulas foram surgindo outras atividades relacionadas, conforme os interesses dos alunos, expressas nos textos a, c, d, e, do capítulo 4, nas quais os professores sempre que possível fizeram a relação dos conteúdos escolares com as pesquisas dos estudantes no SI, produzindo seu material de aula. As atividades produzidas pelos professores mostram a valorização dos questionamentos dos estudantes e o interesse dos professores em modificarem suas práticas pedagógicas, inovando suas aulas e contribuindo no processo ensino-aprendizagem.

Os conteúdos foram trabalhados pelos professores de forma interdisciplinar e não mais de forma linear, seguindo uma sequência de conteúdos, mas sim, de modo a contribuir nas pesquisas dos estudantes, conforme as necessidades daquele momento. Para trabalhar no EMP é preciso superar a linearidade e a fragmentação dos conteúdos escolares, e se envolver no SI no coletivo de professores, levando em conta a complexidade desse ensino, educar pela pesquisa.

Os resultados demonstram que os professores estavam abertos e interessados em contribuir nas pesquisas dos estudantes, modificando a sua prática pedagógica e se envolvendo no SI. Assim, os professores desenvolveram a pesquisa como princípio pedagógico e como princípio educativo, pois ao inovarem suas práticas pedagógicas eles também realizaram pesquisa. No planejamento coletivo com os professores, realizaram-se diferentes leituras, reflexão sobre a prática em forma de diálogos e escritas pelos professores.

A pesquisa como princípio pedagógico possibilita potencializar o fazer pedagógico pela ação-reflexão-ação, inovando as formas de ensino e contribuindo na aprendizagem dos estudantes. E a pesquisa como princípio educativo, contribui na formação de um sujeito capaz de construir sua aprendizagem de forma autônoma, crítica. Isso significa que a pesquisa contribui para o desenvolvimento da

96 capacidade de interpretar, analisar, criticar, refletir, buscando soluções para os problemas do mundo real.

Cabe destacar os momentos da reflexão sobre a prática de forma escrita pelos professores (textos produzidos pelos professores). Conforme expresso no episódio 20, eles perceberam a importância de realizar as escritas, relatam que contribuiu na sua formação pedagógica. A escrita permite uma reflexão individual sobre a prática, que também se faz necessária na formação docente, auxilia na melhora da prática, do ser professor e da própria escrita, porque no momento que se lê o que se escreve, se reescreve, contribui com o grupo, pois no momento da escrita, as ideias também surgem e os diálogos com os colegas ficam mais ricos. Por exemplo, a escrita de um artigo para participar de um evento, conforme indicado na fala de P1, episódio 22 do capítulo 4, foi algo novo para eles, que contribuiu em aprendizagens significativas. O ato de escrever sobre a prática e fazer as leituras para análise dos dados são estratégias reais de formação pela pesquisa.

O planejamento coletivo de professores da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias com a mediação de professores mais experientes, contribuindo com o grupo, e o trabalho com base em SE foram significativos e apresentaram bons resultados, pois conforme argumenta P1 no episódio 19, foi a primeira vez que eles conseguiram articular os conteúdos com as pesquisas dos estudantes no SI. Neste processo aconteceu a formação pela pesquisa dos professores, no qual eles