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CHAPITRE 1 : BIBLIOGRAPHIE

IV. L ES INSTALLATIONS SOLAIRES COLLECTIVES DE PRODUCTION D ’ EAU CHAUDE

IV.2. Améliorations envisageables des installations solaires collectives

Apresentarei, abaixo, as ‘secções’ das Festas do Domingo de Ramos e da Purificação da Virgem Maria (2 de fevereiro), no respeitante às Procissões e às Missas, identificando – pela comparação do MB 1558 com os MR-S 1886, MR 1921 e o MB 1924 – os elementos comuns e diversos nas mesmas celebrações, entre os diferentes Missais.

2.6.1. Dominica in palmis

O Domingo de Ramos ou, em latim, «Dominica in palmis» é o último Domingo antes da Páscoa. Antecede o Tríduo Pascal e contém alguns traços próprios no Rito Bracarense, conforme os MB 1558 e o MB 1924. Estes Livros Bracarenses, postos em paralelo com os MR-S 1886 e MR 1921, possuem alguns traços peculiares, embora a última edição do Missale Bracarense se tenha ‘atualizado’ face à edição anterior, de remota aproximação.

2.6.1.1. Procissão

A Celebração do Domingo de Ramos, segundo o Rito Bracarense, de acordo com o MB 1924, contém, no essencial, os mesmos elementos presentes no antigo MB 1558. As rubricas iniciais dão indicações quanto à ornamentação do espaço, isto é, da Sacristia e da Igreja: «desde a Sacristia até ao Altar, ornamente-se com paramentos violeta, sejam descobertas as próprias imagens [que haviam sido cobertas na Quarta-feira de cinzas] até ao fim da Procissão, e, no regresso desta, sejam as Imagens e o Altar cobertos, como antes»548.

Na verdade, a igreja é ornada de ramos de palmeira, sendo inclusive o altar desprovido de imagens e dos reliquaria. Em seguida, dita a Hora Prima, prepara-se a Procissão, segundo esta ordem: o Sacerdote, de paramentos violeta; o Diácono (ou Subdiácono), com paramentos da mesma cor; dois Turiferários (vestidos com Dalmática); Cruciferário (com a cruz descoberta), ladeado de dois Ceroferários (com as velas acesas). O cortejo inclui ainda: seis (se o Ofício ocorre na Catedral) ou quatro Cantores, revestidos

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de Capas e levando ceptros nas mãos. Se o Bispo («Pontifex») abençoar os ramos, assume as Vestes sagradas das cores já meniconadas, com uma Capa e uma Mitra simples. Então, o Pontífice ou o Sacerdote, precedido dos Ministros supra referidos, dirige-se para o «Cruciarum», faz a aspersão da água benta – com a Antífona «Aspérges me», sem o «Glória Patri», e a Oração «Exaúdi nos, Dómine sancte». Seguem a Procissão enquanto cantam o Responsório «Collegérunt pontífices» (texto Bíblico, de João 11, 47-29, 50 e 53)549. Até aqui, apenas os Missais Bracarenses se correspondem550.

Os Missais Romano-Seraphicum (1886) e Romanum (1921), com os quais confrontei o MB 1558 e o MB 1924, nos quadros sinóticos em Anexo no presente estudo, diferem – até ao momento da Aspersio – da liturgia de Braga. Estes iniciam a Celebração depois da Hora Tércia e da Aspersão. De seguida é que o Celebrante – paramentado da cor já mencionada – procede à benção dos ramos de palmeira e de oliveira, no meio do Altar ou do lado da Epístola. O Coro, em ambos os livros, inicia, primeiro, a Antífona «Hossána Fílio David», a qual, terminada, dá lugar à benção dos ramos, com a Oração «Deus, quem dilígere et amáre». Depois, é lida uma leitura, retirada do livro do Êxodo: «In diébus illis: Venérunt fili Israël». Em seguida, canta-se o Gradual «Collegérunt Pontífices», isto é o Responsório que, no Rito Bracarense, se canta após a bênção dos ramos551. O MR-S 1886 e o MR 1921 incluem, à escolha, outro Responsório: «In monte

Olivéti ad Patrem […]. * Spíritus quidem promptus […]. v/. Vigiláte, et oráte, ut non intrétis in tentatiónem»552.

O MB 1924 continua, seguindo o MB 1558. Segundo as rubricas, repete-se o Responsório «Collegérunt», conforme a conveniência, até que se chegue ao local da bênção dos ramos553. Chegados ao local, o Cruciferário traz a Cruz, juntamente com os

Ceroferários, voltando-se para ocidente, diante da mesa onde estiverem colocados os ramos a ser abençoados. O Sacerdote, o Diácono e demais Ministros sentam-se do lado oposto, para a recitação da Hora Tércia, finda a qual, o Subdiácono recebe o livro, faz a reverência ao Celebrante, dirigindo-se ao lado esquerdo do Altar (o cornu da Epístola), onde lê a Profecia de Isaías (capítulo 62, versículos 11-12; 53, 1-7): «Hæc dicit Dóminus Deus: Dícite fíliæ Sion: Ecce Salvátor tuus»554. Depois da Leitura da Profecia, o

549Cf. MB 1924, 144. 550 Cf. ANEXO F, 271. 551Cf. MB 1924, 144. 552MB 1924 553Cf. MB 1924, 144. 554MB 1924, 145.

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Subdiácono retoma ao seu lugar, e o coro canta o Versículo: «Christus factus est pro nobis obédiens usque ad mortem […]»555. A seguir, o Diácono recebe a bênção do Celebrante e

dirige-se com o livro do Evangelho ao lado direito da mesa, procedendo à leitura, de face voltada para norte: « Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthǽum. […] In Illo témpore: Cum appropinquásset Jesus Jerosólymis […]»556. Aqui o MB 1924 concorda

com os Missais Seráfico (MR-S 1886) e Romano (1921), quanto ao Evangelho. Os MB, ao contrário, contêm a saudação «v/. Dóminus vobíscum» e a resposta «R/. Et cum spíritu

tuo», antes da leitura do Evangelho, enquanto os outros Missais a incluem depois, para a bênção dos ramos557.

Entretanto, procede-se ao Sermão, seguido da bênção dos ramos558. O Celebrante –

seja o Bispo ou até o Sacerdote – diz, depois, a meia voz o diálogo seguinte: «v/. Ajutórium nostrum in nómine Dómini»; «R/. Qui fecit cælum et terram»; «v/. Sit

nomen Dómini benedíctum»; «R/. Ex hoc nunc et usque in sǽculum»; «v/. Dóminus

vobíscum»; «R/. Et cum spíritu tuo»559. Nos dois Missais de Braga, a bênção dos ramos

segue o mesmo esquema, com este diálogo e as Orações, precedidas pela admonição «Orémus»: 1. «Deus cujus Fílius pro salúte géneris […] benedícere dignáre hos palmárum […] Amen»560; 2. «Omnípotens Jesu Christe […] hos palmárum cæterarúmque

ramos fróndium seu flores benedícere»561; 3. «Omnípotens sempitérne Deus, qui in

dilúvio Noë […] véritas tuas sanctíficet»562; 4. «Bone Redémptor Dómine»563; 5. «Deus

qui dispérsa cóngregas […] bénedic étiam hos ramos […]»564.

Dita a última das cinco Orações para a bênção dos ramos, segue-se o Præfatio,

cantado, com notação musical registada: «Per ómnia sǽcula sæculórum. R/. Amen.

v/. Dóminus vobíscum. R/. Et cum spíritu tuo. v/. Sursum corda. R/. Habémus ad

Dóminum. v/. Grátias agámus Dómino Deo nostro. R/. Dignum et justum est»565; «Vere

dignum et justum est, ǽquum et salutáre […] Dómine sancte […] Qui gloriáris in consílio Sanctórum tuórrum […]»566. O texto é o mesmo nos quatro Missais que comaprei (o MB

555MB 1924, 145. 556MB 1924, 145. 557Cf. ANEXO F, 280. 558Cf. MB 1924, 146. 559MB 1924, 146. 560MB 1924, 146. 561MB 1924, 146. 562MB 1924, 146-147. 563MB 1924, 147. 564MB 1924, 147. 565MB 1924, 147. 566MB 1924, 148.

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1924, o MB 1558, o MR-S 1886 e o MR 1921), bem como a música (no geral) – sobre a qual abordarei mais à frente, em outro ponto da Dissertação. Segue-se o Sanctus, no tom (musical) ferial567: «Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dóminus Deus Sábaoth. Pleni sunt cæli et

terra glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus qui venit in nómine Dómini. Hosánna in excélsis»568.

O MB 1924 prossegue, após o canto do Sanctus, com a aspersão (e a Antífona

«Aspérges me» sem o Salmo, a meia voz) e incensação (em silêncio) dos ramos569.

O Sacerdote profere, então, a Oração «Hæc tibi, Dómine, festa recolúntur, et ánnuis exácta currículis memorántur: in quibus infántium […]», à qual se responde: «R/. Amen»,

precedida do diálogo: «v./ Dóminus vobíscum» e a resposta, «R/. Et cum spíritu tuo» 570.

De modo diferente se procede no MR-S 1886 e no MR 1921: Depois da Leitura do Evangelho, não se prevê, como nos Missais Bracarenses, a bênção dos ramos com as cinco orações já referidas (no MB 1558 e no MB 1924), mas apenas com uma Oração – «Auge fidem in te sperántium […] benedicántur et hi pálmites palmárum […]» – a qual, uma vez recitada, dá lugar ao (mesmo) Præfatio. Entoa-se, posteriormente, o Sanctus – também no tom ferial – e, no final deste, as seguintes orações para a bênção dos ramos, precedidas da adominição «Orémus», a saber: 1. «Pétimus, Dómine sancte, Pater omnípotens […] benedícere, et sanctificáre dignéris […]»; 2. «Deus, qui dispérsa cóngregas […] bénedic étiam hos ramos palmæ […] Qui tecum»; 3. «Deus, qui miro dispositiónis órdine, ex rebus étiam insensibílibus […]»; 4. «Deus, qui per olívæ ramum […] præsta, quæsumus; ut hos olívæ, ceterárumque áborum ramos, cœlésti benedictióne […]»; 5. «Bénedic, quæsumus, Dómine, hos palmárum». Em seguida, de modo semelhante ao Rito Bracarense, o Celebrante coloca incenso no turíbulo, asperge os ramos com água benta, dizendo a Antífona «Aspérges me», e incensa-os três vezes.

Por seu turno, depois da bênção e incensação dos ramos, o MR-S 1886 e MR 1921, emboram seguindo o mesmo esquema, não incluem a Oração existente nos livros litúrgicos de Braga (nos MB de 1158 e 1924, «Hæc tibi»), mas prevêm outra: «Deus, qui Fílium tuum Jesus Christum Dóminum nostrum, pro salúte nostra in hunc mundum misísti […]». As rubricas também divergem, neste ponto: nos MB 1558 e MB 1924, as indicações resume-se ao essencial: o Celebrante distribui os ramos, primeiro ao Clero

567 Cf. MB 1924, 149. 568MB 1924, 149. 569Cf. MB 1924, 149. 570MB 1924, 149.

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‘mais digno’ e aos Ministros; depois a dois Presbíteros, aos Cónegos, Beneficiados e outros, permanecendo todos nos seus lugares571. Nos outros Missais, com os quais

comaprei os livros Bracarenses referidos, as indicações são estas:

«terminada a bênção, o mais dingo de entre o Clero sobe ao Altar, e dá um ramo bento ao Celebrante, o qual não genuflete nem apresenta a mão para ser beijada. Depois, o Celebrante, permanecendo diante do Altar [e] voltado para o povo, distribui os ramos, a começar pelo mais digno, que o[s] [ramo][s] recebe, e depois [distribui] ao Diácono e Subdiácono, e demais Clérigos, cada qual segundo a [sua] ordem, e, por último, os leigos: todos genufletem e beijam o ramo e a mão do Celebrante, excepto os Prelados […]»572.

A distribuição dos ramos – segundo os Missais comparados – é feita, enquanto se cantam as Antífonas: 1. «Púeri Hebræórum, portántes ramos olivárum»; 2. «Púeri Hebræórum vestiménta». Os Missales Seráfico (MR-S 1886) e Romano (MR 1921) incluem ainda outros elementos: a) finalizada a distribuição, uma Oração: «Omnípotens

sempitérne Deus, qui Dóminum nostrum Jesum Christum super pullum ásinæ […]»573.

b) antes de sairem em Procissão, o celebrante introduz incenso no turíbulo e o Diácono, voltado para o povo, faz o convite: «Procedámus in pace», ao qual se responde: «In nómine Christi. Amen»574. c) As restantes indicações referem-se à ordenação do cortejo

processional: o Subdiácono levando a Cruz ao meio entre dos Acólitos com velas acesas; segue-se o Clero, segundo a ordem; em último lugar, o Celebrante e o Diácono à sua esquerda. Todos seguram o ramo nas mãos e cantam a Antífona: «Cum appropinquáret Dóminus Jerosólymam»575.

O MB 1558 e o MB 1924, na verdade, apenas incluem a seguinte rubrica: «Feita a distribuição [dos ramos], regressem em Procissão para a Igreja, cantando a Antífona seguinte: […] Cum appropinquásset Dóminus Jesus Jerosólymam»576. A Antífona, com

efeito, é a mesma nos quatro Missais, seja o Bracarense mais antigo, seja o Seráfico, o Romano, ou Bracarense da última edição. Existem, porém particularidades interessantes:

571Cf. ANEXO F, 282. Cf também MB 1924, 150. 572Cf. MR-S 1886 e MR 1921, no ANEXO F, 282. 573Cf. ANEXO F, 283. 574Cf. ANEXO F, 283. 575Cf. ANEXO F, 283. 576MB 1924, 150.

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1. O tempo verbal577: a) Os Missais Bracarenses adotam o verbo appropinquo578