Todo plano da natureza evidencia um autor inteligente, e nenhum investigador racional pode, após uma séria reflexão, suspender por um instante sua crença em relação aos primeiros princípios do puro monoteísmo e da pura religião. (HUME, 2005, p. 21).36
Embora nem sempre os títulos das teses guardem relação com as discussões que estão no corpo do texto, há, em 1851, uma que deixa clara sua intenção diretamente através do título. É a tese do Dr. José Muniz Cordeiro Gitahy, intitulada Da Medicina e do Christianismo
e suas Relações entre si. Não há como duvidar do seu “projeto acadêmico” – seu trabalho poderia ter sido escrito dentro de um Seminário religioso. Ele fala do cristianismo, entenda-se religião católica, como sendo uma “Santa e sublime religião”, e de Jesus como um “homem admiravel, que possuia duas naturezas – divina e humana” (GITAHY, 1851, p. 12).
Mais à frente, o autor reclamará da racionalidade que estaria tomando conta dos discursos dos homens de seu tempo. Diz ele: “hoje a religião christã não se acha bem gravada no animo dos homens [...] elles não querem admitir senão aquillo de que se podem convencer, se[m] reflectirem que sua razão é limitada e não póde ultrapassar o circulo de seu poder.” (GITAHY, 1851, p. 14). Segundo o autor, mesmo os “selvagens” do Brasil acreditariam em um Deus superior denominado “Toupan”. Embora entenda que a religião cristã é superior, finaliza com a constatação de que “a fórmula da religião, porém, é variavel, porque ella pertence aos homens, e produz muitas vezes dissenções entre elles” (GITAHY, 1851, p. 14). Esta é uma pequena tese, de poucas páginas, cujo objetivo é mostrar a grandeza da religião católica e os descaminhos a que a razão pode conduzir.
Nos anos de 1868 e1869, há duas teses com títulos praticamente iguais, mas que defendem pontos de vista um tanto quanto diferentes. Na primeira, As Raças Humanas
provieram D’uma só Origem?, elaborada pelo doutorando Claudemiro Augusto de Moraes
36 Este pequeno trecho da obra de David Hume, no qual ele apresenta credenciais de homem de fé, parece estar em contradição com seus outros escritos, a exemplo dos Diálogos. Uma possível explicação é que ele “evitou ser muito direto em sua abordagem” contra a religião, “mantendo em alguns casos, argumentos que na realidade destrói em outros escritos”. Esta seria uma forma de se proteger contra uma possível acusação de blasfêmia (CONTE, 2005, p. 127).
Caldas, prevalece uma visão interessada na defesa da fé cristã. Para ele, Deus teria colocado nos homens as necessidades de crer e raciocinar, que deveriam estar em harmonia, pois a intensificação da primeira levaria à superstição e a da segunda, à incredulidade. Eram duas situações que deveriam ser evitadas para o bem coletivo:
Ora, a fé e a sciencia, constituindo a pedra angular sobre que repousa o grande edificio social, sendo as duas condições imprescindiveis, essenciaes e necessarias da civilisação e progresso do genero-humano, porque só ellas podem, conservando as suas autonomias respectivas, de mãos dadas, encaminhar o homem para fruição benefica e vivificante da verdade; segue-se, pois, que o magno problema da intelligencia humana consiste no meio de intimamente confraternisar a crença e o raciocinio, e não de tentar o impossivel, pretende[r] annular um ou outro destes dous sentimentos innegaveis e perpetuos da consciencia universal. (CALDAS, 1868, p. 1).
Ao que parece, conforme a percepção do autor, na eventualidade de que apenas uma das duas necessidades humanas prevalecesse e a outra fosse abandonada, teríamos uma situação de anomia social, nos moldes durkheimianos, que só poderia persistir por um curto espaço de tempo. O sistema filosófico que conseguisse “por mutuas e amigaveis concessões, consagrar as duas necessidades fundamentaes do espirito humano, tornando, d’est’art, tranquila a coexistencia e simultaneidade dellas”, seria aquele que obteria o triunfo definitivo (CALDAS, 1868, p. 2). A proposta é que haja um certo equilíbrio entre as duas formas de pensar o mundo. A filosofia que estaria apta a desempenhar tão nobre papel seria aquela de cunho cristão, ou melhor, católico. Atento a esse projeto católico/científico, Caldas fará uma dura crítica à filosofia grega, que teria negado toda a possibilidade de o ser humano ter fé. Resumindo a questão e não deixando qualquer espaço para dúvidas em relação ao seu projeto, ele afirma: “é só no gremio da philosophia christan que o homem se acha no seu estado natural e perfeito” (CALDAS, 1868, p. 3).
Em um trecho que evoca, fortemente, a pregação religiosa, Caldas defenderá que os filósofos cristãos são os “depositarios de todas as verdades” e donos de todas as virtudes, “sabedoria que elles haviam colhido aos pes da cruz”. Essa filosofia, por ser altamente religiosa, teria conseguido resolver todas as questões relativas à “origem das idéas, da união d’alma com o corpo” (CALDAS, 1868, p. 6). Ao se referir à Europa do século XV, elaborará uma dura crítica àqueles que se teriam deixado seduzir por uma lógica pagã, cultivando “com enthusiasmo delirante a philosophia, a eloquencia, a poesia e as artes do paganismo”. (CALDAS, 1868, p. 10). Discute os séculos seguintes e afirma que, a partir do século XVII, a Europa teria entrado em uma fase de decadência intelectual. Vale notar que o período referido é exatamente aquele no qual os historiadores modernos postulam ter ocorrido, principalmente em países protestantes, o renascimento das ciências e da filosofia,
dando início a algumas tentativas isoladas de reflexão sobre a ciência apartada da religião. O doutorando pensa justamente o contrário:
Portanto, a renascença, tão celebrada por corypheus do racionalismo, é merecidamente considerada pela História, fria e severa, mas verdadeira e justa, do espirito como a epocha nefasta em que teve logar a perniciosa intrusão do paganismo na philosophia, na litteratura, no direito publico, nas artes, nos costumes e até na religião; porque foi no seio peçonhento dessa epocha de retrogradação que gerou-se o embryão desta vasta e immensa heresia, que, mais tarde, medrando em bem triste conjunctura, ameaçou assoberbar a Europa, sob o nome de protestantismo. (CALDAS, 1868, p. 12).
Caldas ataca duramente o protestantismo, qualificando-o como heresia. A única verdade possível seria aquela produzida pela religião católica. De acordo com o seu pensamento, a leitura que os protestantes fazem da Bíblia estaria de acordo com a lógica materialista. Empreende uma dura crítica a Descartes e a filósofos nascidos em países protestantes. Descartes, como sabemos, embora tenha produzido uma filosofia centrada na razão, elaborou reflexões e mesmo um método embasados na existência de um Deus criador, circunstância que o autor não toma em consideração.
Finaliza a tese com uma crença difundida entre o século XVII e as primeiras décadas do XIX, isto é, de que o nosso planeta teria, no máximo, seis mil anos37. É interessante lembrar que ele está escrevendo nove anos após o lançamento do livro A Origem das
Espécies, que propõe uma interpretação para a evolução da vida no planeta que não deixa espaço para reflexões sobre um período tão curto de existência da vida na Terra:
Foi por isso que Deus, conforme os mysterios de sua sabedoria, depois de ter feito surgir do nada a Terra e o Céu, creou, pela sua vontade omnipotente, o mais bello, o mais nobre, o mais magnificante e tambem o mais preciso de todos os seres materiaes – a luz [...] Há sessenta seculos que ella foi creada pelo mandato soberano do senhor, e ainda hoje se ostenta e rebrilha tão virgem, tão bella e tão pura, como o fôra na origem do mundo. (CALDAS, 1868, p. 19).
Outro autor que tratou do mesmo tema, no ano seguinte, 1869, foi Eugenio Guimarães Rebello, que escreveu a tese As Raças Humanas Descendem de uma só Origem?. A preocupação é a mesma, o que mostra que, naquele momento, esse era um tema considerado interessante como objeto de tese. Rebello, todavia, parece estar interessado em produzir um trabalho que não seja uma pregação religiosa, como o anterior. Entretanto, mesmo sem postular que todo o conhecimento produzido fora da filosofia católica não tem valor, chegando mesmo a ser prejudicial, como o fez Caldas, empreende uma dura crítica à filosofia materialista, reafirmando a necessidade de se ter bom senso e equilíbrio na hora de dosar fé e racionalidade:
As sciencias philosophicas sem o auxilio das sciencias mathematicas e naturaes, induzem o espirito a abstrações perigosas, offerecem campo vasto ás hallucinações da imaginação, e não raramente cream systemas absurdos e pretenciosos [...] As sciencias mathematicas e naturaes sem o amplexo daquellas, geram o egoismo, a vaidade, o orgulho, e preparam o coração e o espirito para recebêrem o germen amaldiçoado do materialismo. Do osculo fraternal de todas ellas, surge quasi sempre a verdade, filha de deus, resplendente de fulgor e magestade [...] Uma, extremamente credula precipita-se muitas vezes nos devaneios da mythologia; outro, demasiado exigente navega sem bussula no mar tempestuoso das conjecturas e incerteza. De um lado, o supernaturalismo cego, a razão religiosa exclusiva; do outro, o racionalismo descarnado, a razão philosophica soberana. (REBELLO, 1869, p. II).
Para Rebello, a questão de saber se as raças descendem de uma única origem não é tarefa fácil, já que envolve uma questão de três ordens: zoológica, filosófica e histórica. Dessa forma, acredita não ser possível uma conclusão segura, já que a ciência ainda não estaria em condições de produzi-la. Para o doutorando, “a origem das raças perde-se na noite dos tempos” (REBELLO, 1869, p. III). Assume-se monogenista e afirma pretender apresentar essa escola e refutar as pretensões da escola poligenista.
Utiliza sua tese para fazer propaganda da fé – situação comum, desde quando ele acredita que “o genesis é, na verdade, um monumento histórico, scientífico e religioso”. Assim, só a Bíblia poderia responder, com um grau mínimo de segurança, a esse tipo de questionamento: “A palavra de Deus é uma, immutavel como o destino, eterna como a sua essencia. Nem a evolução dos seculos, nem o progredir das sciencias, nem os cataclismos da ordem physica poderão modificar um só verbo daquella redacção positiva, alterar uma phrase daquella expressão divina.” (REBELLO, 1869, p. IV).
Mais para o final da tese pedirá aos que o lerem que tenham “justiça e deferencia” para com a sua maneira de pensar, pois estaria escrevendo de acordo com sua consciência, que o ensinaria a pregar a caridade e o fortalecimento da fé, “nos alentando, na esperança e acompanhando-nos na estrada real da razão e do direito, há de sempre reinar Deus” (REBELLO, 1869, p. 39).
Em 1905, é apresentada uma tese que, embora constitua uma defesa da religião, não trata do catolicismo. Trata-se da Relação entre a Materia e os Phenomenos Espiritas, do doutorando Adolpho Rabello Leite, que defende o espiritismo. Ele avisa, logo no “prólogo”, que não se trata de uma tese original, mas de um “ligeiro apanhado do pouco que temos lido sobre o espiritismo.” Dessa forma, pondera que não merece ser lida “pelos competentes na materia”. Para ele, o espiritismo prestará um grande serviço à medicina e, talvez, até para toda a humanidade, mediante contribuições tanto ao campo da moral como da ciência (LEITE, 1905, Prólogo). Os intelectuais espíritas se ocupavam de defender a religião dos constantes
ataques dos pensadores materialistas e, ao mesmo tempo, buscavam se afastar dos espíritas evangélicos – que aceitavam a doutrina de forma dogmática. Havia uma preocupação real em aproximar a religião espírita do campo científico (HESS, 1987).
De acordo com Adolpho Leite, seu trabalho seria o primeiro a defender a “theoria espirita” na Faculdade de Medicina da Bahia. Preliminarmente, ele procede a uma apresentação sobre força e matéria, uma vez que pretende provar a existência da alma humana, pois, segundo o autor, o “instincto hereditario” nada explica diante da matéria do cérebro que se renova constantemente. Seria, então, necessário admitir que existiria “um principio intellectual individualisado, indestructivel, immortal”, local onde se gravariam as impressões, volições e pensamentos (LEITE, 1905, p. 24). Em verdade, o autor parece estar defendendo a existência da alma nos moldes defendidos, no século XIX, por Ernest Haeckel, que acreditava na existência da alma para todos os animais. Ademais, Haeckel afirmava que os mamíferos possuiam capacidade intelectual. O problema é que Hackel não autorizaria nenhum leitor a defender que a alma humana é superior, como parece ser o projeto do espiritismo, muito menos que a alma possui uma forma específica:
Portanto se a alma existe e pode occupar um logar no espaço, se ella actúa sobre o corpo material e conserva lembranças, não pode ser absolutamente uma essencia pura, um ser immaterial, porque a immaterialidade seria o nada e o nada não é coisa alguma, não pode existir; se, na verdade ella existe, tem uma forma que a individualisa. (LEITE, 1905, p. 28).
Para o doutorando, corpo seria um segundo envolucro para possibilitar que a alma se mantivesse em contato com a natureza. Morta a pessoa, restaria apenas a própria alma. Leite cita Lombroso como colaborador de uma sociedade inglesa que se ocuparia de questões relacionadas com o tema. Essa informação não suscita estranhamento, pois o mestre de Turim, como era chamado, esteve muito próximo de questões relacionadas às práticas espíritas (LOMBROSO, 1945).
Defender práticas espíritas era uma das formas de manter a fé em Deus e continuar acreditando na existência de “criminosos natos”. Como poderia um homem de fé aceitar que Deus criou um ser para se tornar criminoso, sem alguma justificativa para esta situação? A crença em um determinado ser humano nascido com uma doença ou maldade específica do espírito passa a ser justificada a partir das ações desse indivíduo em outras vidas. O espaço para a salvação seria o de nascer predisposto a cometer algum tipo de crime e, mesmo assim, não cometê-lo, ficando livre desse castigo na próxima vida (ALMEIDA, 2005).
O objetivo do doutorando era o de extrair o espiritismo das mãos dos ignorantes e conduzi-lo para o campo científico. Segundo ele, o Brasil estaria muito atrasado nessa questão
e seria necessário afastá-lo dos supersticiosos e dos “boçais” da terra para que pudesse “entrar nas nossas faculdades e constituir um objeto de estudo especial” (LEITE, 1905, p. 52). A loucura teria causas menos materiais do que defendiam outros médicos do período. Enquanto a maioria associava a loucura a um cérebro doente, fruto de alguma anormalidade, Leite, nas proposições finais de sua tese, dirá que o problema é espiritual, pelo menos para a predominância dos casos, aproximando, assim, as doenças mentais do campo religioso. O que os seus coetâneos encaravam como um problema, ou seja, a religião lidando com a loucura, será apresentado como a grande solução para a questão.
Esta forma de pensar o espiritismo, a partir de sua suposta capacidade para tratar as doenças do espírito, estava presente nas reflexões do médico cearense Bezerra de Menezes, ao longo de toda a década de 1890. O Dr. Bezerra de Menezes acreditava que a desobsessão era um novo tipo de tratamento para lidar com as doenças mentais, sendo, inclusive, corroborado pelas pesquisas empíricas da escola parisiense de psicologia (WARREN, 1984). Para o espiritismo de Bezerra: “A sessão médica respondia, então, a um modelo religioso de doença: ela convocava ‘espíritos superiores’ para decodificar os sintomas ‘morais’ do paciente e essas entidades desencarnadas operavam no sentido de persuadir os ‘espíritos inferiores’ a arrepender-se e a desistir de perseguir a vítima/paciente” (WARREN, 1984, p. 58). O modelo de cura era, como em muitos outros discursos médicos da época, direcionado para uma terapia moralizante do indivíduo. Mesmo após a morte do corpo, os espíritos poderiam responder, de forma positiva, aos apelos do campo moral dos vivos.
O modelo que toma a religião espírita como capaz de resolver, ou pelo menos enfrentar os problemas mentais, pode ser encontrado em toda a sua força, cento e três anos após a defesa da tese de Apolpho Leite, no livro Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos, do líder espírita brasileiro, Divaldo Franco, publicado em 2008. Este livro, supostamente, ditado por Manoel Philomeno de Miranda (1876-1942) que, na “condição de repórter gentil”, entrevistou os espíritos responsáveis pela terapêutica em uma casa de saúde mental, é um exemplo marcante do projeto médico/religioso do doutorando Adolpho Leite.
Vejamos o que nos diz Divaldo Franco, ou melhor, Manoel Philomeno Batista de Miranda, sobre a relação entre doenças mentais e espiritismo:
No processo da evolução espiritual, as heranças do passado, caracterizadas pelo despautério, pelo abuso e extravagância, não raro pela crueldade e desrespeito à própria como à vida do próximo, respondem por inúmeros fatores genéticos que dão lugar aos transtornos psicóticos, assim como a neurológicos degenerativos que desvariam os Espíritos.
Concomitantemente, as obsessões de caráter espiritual enxameiam na sociedade, dando lugar a aberrações de diversos portes e fenômenos de loucura que se
Desse modo, são múltiplas as manifestações do desequilíbrio mental e emocional, cujas causas são sempre fixadas no cerne do Espírito, por ser o responsável pelos
pensamentos, palavras e atos que constituem a existência. (MIRANDA, 2008, p. 8,
grifos nossos).
Não restam dúvidas de que estamos diante de um discurso religioso totalmente afinado com a ciência do século XIX e primeiras décadas do XX. O espírito que ditou o referido trabalho para Divaldo Franco se converteu ao espiritismo na segunda década do século XX (1914), devendo ser normal, portanto, que continue acreditando nos dogmas da ciência produzida na Bahia imperial. Diversos doutorandos, mais próximos da religião e da religiosidade, defendiam que aquilo que os materialistas associam ao cérebro humano, como os pensamentos, as palavras e os atos pensados são, em verdade, de responsbilidade do espírito imortal. Esta lógica é muito forte no texto de Miranda & Franco.
O doutorando Nestor Pires, em sua tese Necessidade de uma Campanha Anti-Espirita, de 1927, não parece estar muito preocupado em defender a fé de uma forma geral. Em sua pequena defesa do catolicismo, ele ataca, em verdade, os jornais que divulgam a crença no espiritismo. Esse tipo de divulgação, tanto de posições favoráveis como desfavoráveis por parte da imprensa, foi bastante comum no período (ALMEIDA, 2005). Diz Pires de um determinado periódico:
Ao lado d’uma bonita chronica laudatoria á Igreja e aos seus santos e martyres, parallelamente publica uma longa columna de vulgarisação e apologia da anti- hygienica e criminosa seita de Allan; é portanto uma gazeta que inculca, facilita, incentiva um crime que subverte, que desrespeita as leis assecuratorias da saude da comunidade. (PIRES, 1927, p. 91).
No período estudado, no entanto, é possível perceber ataques a todas as formas de religiosidade encontradas na Bahia e no Brasil. Na seção seguinte, apresentaremos um pouco desse enfrentamento entre fé e ciência.