2.5 Utilisation et évolution récentes des algorithmes de colonies de fourmis
2.5.1 Les algorithmes de colonies de fourmis dans les systèmes de recommandation 43
sociedade tem de estar preparada para dar resposta às necessidades desta população, promovendo a inclusão e integração social, através das respostas sociais e equipamentos de apoio social (Jacob, 2007). Falarmos da prestação de cuidados às pessoas idosas implica abordarmos a sua integração social, definida por Paúl (1997) em termos de participação organizacional, atividade social, redes sociais de apoio, integração residencial e padrões de amizade.
Segundo Simões (2002), a ajuda social pode ser oferecida informalmente, pelos familiares ou, sobretudo, pelo grupo de amigos e, fortemente, pelos serviços sociais ou por associações de solidariedade e grupos de ajuda. O apoio ou suporte social é considerado como uma das funções primordiais das redes sociais, já que envolve transacções interpessoais e abrange apoios específicos prestados por pessoas, grupos ou instituições (Araújo, Paúl & Martins, 2010).
O apoio social é entendido como informação, auxílio de material, atos individuais ou de grupo que revertem em efeitos emocionais e/ou comportamentos positivos, tanto para quem recebe como para quem fornece esse apoio (Nardi & Oliveira, 2008). Por sua vez, as redes de suporte social caracterizam-se por um conjunto de pessoas com relacionamentos, ligações que contribuem para o bem-estar das pessoas em situação de saúde/doença ou dependência. Funcionam como um recurso para adaptação ou resolução de problemas, fortalecem estratégias e recursos para lidar com as crises naturais e com as acidentais (Neri, 2005, cit. por Araújo et al., 2010).
Relativamente às redes sociais, o Ministério do Trabalho e Segurança Social (2009) define que as entidades são agrupadas segundo a sua natureza jurídica, em entidades lucrativas e não lucrativas que compreendem as Instituições Particulares de Solidariedade Social entidades equiparadas a IPSS e outras organizações particulares sem fins lucrativos. Na atualidade, estas entidades são responsáveis pela criação de respostas sociais e equipamentos dinamizadores e promotores de uma vasta rede de serviços de apoio à comunidade.
Para Paúl (1997), pode dividir-se as redes sociais de apoio aos idosos em dois grandes grupos, sendo que um grupo envolve as redes de apoio formal, onde se incluem os serviços estatais de segurança social e os serviços organizados pelo poder local, a nível do concelho ou da freguesia, criados com o objetivo de servir a população idosa (lares, serviços de apoio domiciliário, centros de dia, centros de convívio), bem como as instituições privadas com fins
lucrativos. Neste grupo, e de acordo com Paúl (1997), encontram-se em grande destaque as instituições privadas de solidariedade social, as quais se encontram ligadas, direta ou indiretamente, à Igreja Católica, beneficiando de algum apoio do Estado e que, no seu conjunto, são as promotoras da maior parte dos serviços existentes no nosso país, a nível da chamada terceira idade. O outro grande grupo envolve as redes de apoio informal, e inclui a família, os amigos e vizinhos dos idosos. As respostas sociais de apoio formal centram-se, sobretudo, na proteção social, disponibilizando uma vasta diversidade de serviços de apoio, de forma a contribuir para a manutenção e promoção da saúde da pessoa dependente, promovendo-lhe assim a integração social (Jacob, 2007; Paúl, 1997).
Assim, subjacente ao conceito de apoio social está um conjunto de funções às quais este dá resposta. Wills (1985), cit. por Martins (2005), propõe quatro tipos de funções, nomeadamente: apoio à estima, aquele em que um grupo de pessoas contribui para aumentar a autoestima do próprio indivíduo; apoio informativo, em que existem pessoas que estão disponíveis para oferecer conselhos; acompanhamento social que engloba o apoio conseguido pelas atividades sociais e apoio instrumental, referente a toda a ajuda do tipo físico.
Por sua vez, e depois de analisar as diferentes formas de apresentação de apoio social, Barrón (1996), cit. por Martins (2005), sugere um modelo mais simples e integrador que passa pelo
apoio emocional, que diz respeito à disponibilidade de alguém com quem se pode falar,
fomentando sentimentos de bem-estar efetivo que fazem com que o sujeito se sinta querido, amado e respeitado, sentindo que tem pessoas à sua volta que lhe proporcionam carinho e segurança; apoio instrumental e material, que se caracteriza por ações ou materiais proporcionados por outras pessoas e que servem para resolver problemas práticos e/ou facilitar a realização de tarefas quotidianas. Este tipo de apoio só é efetivo quando quem o recebe percebe a ajuda apropriada. Caso contrário, a ajuda é avaliada como inadequada e o sujeito sente a sua liberdade como ameaçada ou sente-se em dívida; apoio de informação, que se refere ao processo através do qual as pessoas recebem a informação e conselhos que as ajudam a compreender o seu mundo e as mudanças que ocorrem.
Apesar de tudo, a família, na sociedade contemporânea é, incontestavelmente, um pilar fundamental de apoio, considerada a primeira unidade social onde a pessoa se insere e, também, a primeira instituição que contribui para o seu desenvolvimento e socialização, sendo uma realidade de chegada, permanência e partida do ser humano, continuando a família
o garante da sustentabilidade necessária aos ascendentes aquando do envelhecimento (Araújo et al., 2008, 2009).
Desta forma, não se pode deixar de referenciar a existência de duas modalidades distintas de cuidar: o cuidado informal, desenvolvido no domicílio da pessoa dependente ou do cuidador através de um vínculo de solidariedade, pessoal, amizade e de parentesco; e o cuidado formal, desenvolvido num equipamento social através das diferentes respostas sociais destinadas para o idoso e pessoas dependentes (Jacob, 2012; Lemos, 2012; Ministério do Trabalho e Segurança Social, 2009). As respostas aos cuidados formais podem ser dadas pelo centro de convívio, pelo centro de dia, pelo centro de noite, pelas famílias de acolhimento, pelas residências, pelo centro de acolhimento temporário de emergência para idosos, pelo serviço de apoio domiciliário. Neste contexto, a relação estabelecida com o cliente é profissional e qualificada, comprometendo-se a prestar-lhe cuidados sob obrigações específicas, mediante recompensa pecuniária e/ou material pelo desempenho das suas funções.
Acrescentam, ainda, mais duas respostas sociais de apoio ao idoso, unidades de cuidados
continuados integrados, que se baseiam num conjunto de intervenções ao nível terapêutico e
de apoio social, com o objetivo de promover a reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social, e as universidades de terceira idade, que desempenham uma resposta socioeducativa através de atividades sociais, culturais, educacionais e de convívio.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Segurança Social (2009), as três principais respostas sociais são: serviços de apoio domiciliário com cerca de 87,5% de equipamentos, lares de idosos com 76% equipamentos e centros de dia com 44,4% dos equipamentos. Desta forma, é na ausência de possibilidade de resposta familiar, e em conjunto com o doente, que se procura junto dos vizinhos e amigos sensibilizar e capacitar terceiras pessoas para a prestação dos apoios necessários, sendo fundamental haver uma relação de complementaridade entre o cuidado formal e informal durante a prestação de cuidados. Na maioria das vezes, os cuidados aos idosos começam no cuidar informal, recorrendo ao formal quando o familiar não consegue responder às exigências e necessidades do idoso e do que está inerente ao processo do cuidar, constatando-se a necessidade de uma parceria efetiva entre os CIs, que detêm conhecimentos únicos sobre o cuidar informal, e os formais, pela mais-valia técnica (Sousa et al., 2006).