Aula: Development Management Line Professora: Gertrud Tinning
Grupo: cerca de 20 alunos
Esta disciplina está a finalizar a fase de planeamento de projectos. Quatro grupos de alunos trabalharam 4 projectos de Desenvolvimento, de ONG’s, … A professora utilizou com eles a metodologia Log Frame: Quem é que somos? / Árvore de Problemas / Árvore de Objectivos / Missão / Stakeholders / indicadores / restrições e condições / …
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A aula demora um bom tempo a iniciar, porque os alunos vão chegando às pinguinhas e porque estamos na altura da apresentação dos projectos pelo que é preciso montar todos os cartazes: os cartazes são bem grandes, tendo como objectivo que seja tudo bem visível e claro para os colegas da turma.
O grupo que vai apresentar o trabalho ainda não tem tudo pronto – cada cartaz é composto por folhas A4, a maioria das quais estão mal coladas! A professora chama a atenção ao grupo – diz que tudo já devia estar preparado.
O grupo inicia a apresentação de um projecto de uma ONG no Japão cuja missão é capacitar as comunidades de habitantes de Tóquio para cooperarem no sentido de se tornarem auto- suficientes em termos energéticos – O último terramoto deixou algumas zonas da cidade sem energia eléctrica durante muito tempo, situação que de acordo com o grupo se deve à existência de um monopólio na distribuição de energia.
Duas das três alunas do grupo têm grande dificuldade na língua inglesa, sendo que uma delas – ao contrário do que era suposto, não faz uma apresentação resumida das ideias: confesso que não percebo nada do que ela diz. E não sou o único, a professora queixa-se tanto do facto de ela se estar a “esticar” em termos de tempo – chega a perder um pouco a paciência -, como dos cartazes não terem sido elaborados de forma a facilitar a leitura de todos.
A professora faz várias correcções em relação ao conteúdo do trabalho … demorando mais tempo nas “assumptions” – condições necessárias para o sucesso do projecto que são dependentes de outrem e que, como tal, devem ser realistas. O grupo acaba por confundir a ideia e repete muitos dos problemas já identificados na respectiva árvore.
O comentário final da professora é, consequentemente, que ainda há muito trabalho para fazer.
Segue-se então nova apresentação. Seguimos para o ginásio, onde o próximo grupo já preparou os seus cartazes. Nota-se uma grande diferença logo na forma: os cartazes contêm informação bem clara e muito maior cuidado ao nível estético.
O objectivo deste grupo é criar uma ONG à imagem da organização de uma das alunas que faz parte do grupo: uma professora indiana (com cerca de 30 anos) que desenvolve paralelamente ao seu trabalho como professora e com muita ajuda dos familiares, um projecto de integração das crianças das comunidades que foram forçadas a sair das florestas (onde viviam como povos indígenas) para viver na cidade da aluna. O projecto reflecte, portanto, estas problemáticas e abarca os objectivos que levaram a referida aluna a ingressar no IPC24.
A própria apresentação é muito boa: os alunos optam por não descrever todos os conteúdos, mas por desenvolver linhas de raciocínio. Por exemplo, explicam apenas a evolução de um determinado problema, ligando-o ao respectivo “ramo” da árvore de objectivos. Dos três membros do grupo, há um aluno que acaba por intervir menos. Desconheço se devido a um menor envolvimento no trabalho se por questões linguísticas. Estou muito inclinado para esta última razão.
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Apesar de fazer algumas correcções, a reacção da professora é bastante positiva.
Voltamos à sala para as últimas palavras da professora em relação aos trabalhos. A professora acabou a sua parte na disciplina pelo que faz um pequeno balanço do trabalho realizado e pede opinião dos alunos, sobretudo no que respeita à metodologia utilizada.
Não há uma reacção muito alongada a este pedido, alguns alunos manifestaram a sua aprovação em relação ao que desenvolveram, mas penso que ainda estão “a recuperar” do esforço.
A professora dá atenção aos dois casos já referidos. Parece-me, pela conversa, que há ideias boas, … mas na prática, aquelas que poderão efectivamente passar para o plano prático pertencem aos dois alunos já referidos – a Indiana e o Ugandês. Ambos manifestam vontade de utilizar o que trabalharam, mas mostram-se algo apreensivos em relação ao financiamento de ambos os projectos.
Foi portanto a deixa perfeita para a próxima fase da disciplina, desenvolvida por uma “nova” professora.
Ainda antes do fim da aula cheguei a perceber que haverá lugar a avaliação dos trabalhos. Hoje há uma alteração ao horário normal das aulas: não há Morning Fellowship porque depois do jantar haverá uma sessão de “Life Stories” (Lá chegaremos), pelo que acabei por ficar um pouco baralhado com a estruturação do dia.
Depois de um pequeno intervalo, inicia-se então a segunda aula da mesma disciplina:
Aula: Development Management Line Professora: Sasha Skrypnyk25
Grupo: cerca de 20 alunos
Sasha é mais nova do que Gertrude (estará nos 30’s) e imprime uma dinâmica mais viva na aula.
Começa por falar do que irá constar a fase final da disciplina: “How to apply for funding?”, colocando a tónica no conceito de “Social Entrepeneuship”. Pergunta à turma o que entende por aquele termo. As respostas não são muitas, mas na maioria apontam para o entendimento que ela própria tem do termo: desenvolver novos projectos com valor social.
25
SASHA SKRYPNYK, Ukraine
Teaches English, Effective Teamwork and Wednesday Feature
I come from Kharkiv, the first Ukrainian capital during the Soviet times. I went to the only Ukrainian school in town, where I discovered a whole lot of exciting languages other than my own. That started a lifelong story of learning languages and discovering the world around me. I have received an education in pedagogy and linguistics, and have worked as an English teacher for the last six years. My life journey also brought me to the world of NGO work and voluntary work, which I greatly enjoy. Besides my own country, I have lived, worked and studied in the US, Poland, Spain, and now Denmark, where my life pathway has brought me to IPC.
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Sasha refere que quer conhecer as expectativas, dúvidas e ambições dos alunos para as restantes aulas da disciplina, e para os despertar para essa discussão, distribui a todos um folheto/formulário de um concurso para empreendedores sociais dinamizado por uma organização denominada Ashoka26 (Anexo 6).
Dá então cerca de 40 minutos livres para os alunos lerem o folheto com atenção e para pensarem como poderão aplicar o que lêem aos seus objectivos e aos projectos que acabaram de apresentar na fase anterior da disciplina. Desta forma surgirão algumas questões que podem ajudar a discussão referida no parágrafo anterior.
--- Parêntesis:
A minha estratégia de não intromissão num grupo em que toda a gente já se conhece muito bem – e em que os new comers, especialmente se a realizar um trabalho de “observação” serão sempre vistos como estranhos – aliada, diga-se de passagem à minha timidez natural, começa a dar frutos. Não foi apenas por timidez, nem muito menos por preguiça, que optei por não abordar directamente os alunos com questões, mas sim para lhes dar espaço e tempo para se habituarem à minha presença. Penso que sou capaz de obter menos informações, mas informações mais próximas do que eles sentem.
Neste intervalo fui à rua para fumar um cigarro e encontrei uma aluna que começou a falar comigo. Estava com um ar um pouco chateado e foi logo directo ao assunto – disse que estava chateada, que gostava muito da experiência, mas que seis meses é demasiado tempo para estar fechada com as mesmas pessoas.
Desenvolveu esse sentimento de estar “fechada”: «estamos demasiado protegidos, não temos praticamente que nos preocupar com nada». Ao mesmo tempo referiu que existem tantas actividades paralelas (projectos, noites culturais, tarefas) que não tem muito tempo para ela própria e para sair um pouco da escola.
Há mais alunos que falam de cansaço e há questões pessoais envolvidas … e no caso desta aluna uma noite cultural para organizar com mais 14 alunos. Disse-lhe que achava que um grupo de 15 é super complicado de gerir. “Ontem ainda me sentei no meio deles para servir de facilitadora, mas todos falavam ao mesmo tempo…”
---
Quando voltámos à aula, a professora começou por pedir a todos que apresentassem as dúvidas que o documento tinha provocado.
À medida que as questões eram colocadas, Sasha ia anotando no quadro em três categorias: dúvidas/prioridades/temas.
As questões que foram colocadas passavam pela forma de elaborar candidaturas (como escrever?), Como ter acesso à informação? Orçamentos? … Durante esta exposição, a
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professora insistiu para um aluno japonês colocar a questão que o estava a “moer” – Sasha contou que o tinha encontrado no corredor com um ar muito inquieto, e que ele tinha perguntado “mas isto é para businessmen?”. A questão tinha, portanto, a ver com o financiamento … os apoios são destinados a quem! Mais alunos reforçaram essa dúvida. Na minha opinião a professora confundiu um pouco o conceito de lucros com o de receitas e introduziu uma questão que confesso não conhecer: a existência de 3 categorias – profit, non- profit e not-for-profit. Confesso que não percebo a diferença entre estas duas últimas, mas concedo que ela possa estar correcta pois não estou a par dos TOR (terms of reference)! Depois da explicação, a professora prosseguiu para a definição de prioridades sobre as temáticas a trabalhar no resto da disciplina: os alunos deram a sua opinião, e Sasha arrumou os conteúdos de acordo com as suas (dos alunos) preocupações.
Após esta fase, a professora pediu aos alunos que apresentassem os seus projectos de uma forma simples e sucinta … utilizando mesmo o “chavão” … “como se eu tivesse 5 anos”!
A tarefa mostra-se difícil, mas muito interessante! À medida que os alunos vão falando, Sasha vai fazendo muitas perguntas e sobretudo pedidos de esclarecimento … o que querem dizer exactamente com “a” ou com “b”!
As tardes de quarta-feira são mais folgadas em termos de aulas, existe apenas uma aula de inglês na parte da tarde. Depois do almoço alguns alunos recolhem aos quartos, outros vão passear e alguns ficam na sala comum ou na sala de computadores: há projectos em que trabalhar.
Depois do almoço juntei-me à equipa de serviço à cozinha para o “Washing Up”: isto é ao grupo de alunos responsável pela lavagem da loiça, limpeza das mesas e da sala e pela preparação das mesas para o jantar. Tive o tempo quase todo na cozinha com a loiça … mas chegando numa altura tão tardia (quase no fim do semestre) não deu para perceber como se foram organizando. O que é perceptível é que a coisa já está muito “mecanizada”: os alunos raramente falam uns com os outros sobre o que fazer: cada um assume uma tarefa e concretiza-a.
Estas tarefas não me parecem que estejam “pré-definidas” nem estabelecidas tipo linha de montagem. A verdade é que falamos de coisas simples: passar a loiça por água, juntá-la em cestos para seguir para a máquina, arrumar a loiça já seca nas mesas, etc.
Há uma das alunas que se nota que tem um papel especial – ela não dá ordens, nem sequer sugere o que os outros devem fazer … mas nota-se que terá um papel de supervisão no que é realizado. E é a última a abandonar a cozinha! A minha ideia é que ela assuma este papel por ser a “student on duty” … para além de já estar a frequentar o segundo semestre no IPC. Para além do Teacher e do Student on Duty, existem 8 contact teachers e cada um tem um grupo de alunos.
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Uma das tarefas de cada um destes grupos é assegurar o washing up durante um dia (3 refeições) de forma rotativa. Desta forma, cada grupo assume esta tarefa quase semanalmente (7 dias – 8 grupos).
Aproveitei a tarde para dar uma pequena volta por Helsingør e tratar de algumas questões práticas. A cidade é muito pequena e bem diferente de Copenhaga: muito poucas pessoas na rua, muito menos bicicletas e relativamente mais carros.
Fui até ao Castelo (de Hamlet) que apenas circundei para ver a paisagem e o estreito entre a Dinamarca e a Suécia. Existe uma ligação marítima entre Helsingør e a Suécia através de ferry boat que leva cerca de 30 minutos a cumprir. A distância entre ambos os países é quase equivalente à distância entre Lisboa e Almada.
Trata-se portanto de uma cidade fronteiriça, com algumas características comuns com Vila Real de Santo António ou Valença do Minho … isto é, muito comércio destinado aos vizinhos – sendo que neste caso, fico com a sensação que os produtos privilegiados são as bebidas alcoólicas, bem mais baratas na Dinamarca do que do outro lado do estreito.
Volto para a escola depois do passeio. Espera-me ainda um fim de dia longo. Hoje é dia de “Histórias de Vida”. Alguns dos alunos que encontro antes do jantar manifestam alguma resistência a esta actividade: “já tive uma sessão que chegou a demorar 3 horas e meia”. As “queixas” tendem a centrar-se na seca que é ouvir a histórias dos outros durante imenso tempo.
Na fila para o jantar, chego mesmo a ouvir um dos professores a dizer “quem é que tem mesmo tanto interesse em ouvir os outros falar”. A atitude dos professores em relação a esta actividade é, no entanto, bem variada. Há professores que levam a coisa bem a sério e cujas sessões chegam a ser bem longas. Há professores que levam vinho para a sessão, de forma a que fique bem mais “familiar”.
Histórias de Vida
O jantar segue um procedimento diferente da rotina. Os grupos jantam juntos, sendo que apenas alguns – como o grupo onde estava inserido, o da professora Gertrude – ficam na sala de refeições. Há grupos que levam a comida para outras zonas da escola, sendo que existem mesmo grupos que comem na casa do respectivo professor.
Depois do jantar dirigimo-nos para a sala comum – a designada para o nosso grupo – onde estamos sozinhos. A sessão demora algum tempo a iniciar-se porque ainda há alunos a arrumar a zona da cozinha e refeições – adjacente à sala comum – e há que preservar a intimidade. O grupo arruma-se num canto da sala de uma forma confortável e informal, uma das alunas consegue mesmo arranjar biscoitos da cozinha!
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A professora faz-me uma breve introdução a estas sessões, o objectivo é que os alunos partilhem experiências de vida e expectativas e ambições para o futuro. Há ainda uma outra finalidade que é torná-los conscientes das suas próprias experiências e perspectivas futuras. A sessão de hoje é a quarta! Nas sessões passadas descreveram a sua história familiar (pais e avós), a sua infância e adolescência. Hoje o pretendido é falar na vida pós 16 anos e nas perspectivas de futuro.
O grupo é formado por 11 alunos, pela professora Gertrud e por mim. A sua composição é bem interessante: 3 alunos com mais de 30 anos, 3 entre os 24/25 e os 30 e 4 mais jovens (entre os 19 e os 21). Apenas uma das nacionalidades (Japonesa) é repetida! Alguns (muito poucos) dos alunos traziam consigo uma pequena folha de papel com indicações para preparar a sessão – não consegui obter nenhuma.
Cada um apresenta a sua história e, na grande maioria das vezes, a professora faz perguntas. As perguntas dos colegas são menos frequentes, mas também sucedem, curiosamente feitas por alguns dos alunos que se mostraram apreensivos antes do início da sessão27.
Independentemente das idades, e mesmo da origem geográfica, as histórias tendem a ser bem diferentes. E há miúdos (jovens adultos) com histórias já bem cheias: pais de diferentes nacionalidades, mudanças de país, etc.
O ingresso no IPC é uma das temáticas porque todos passam e os motivos são os mais variados: conhecer o mundo, tentar parar um pouco antes de seguir em frente nos estudos académicos, “fugir da realidade” pessoal muito complicada ou de uma vida profissional com mais de dez anos, estudar o Welfare state. Infelizmente, um dos alunos mais velhos – proveniente da Índia – não consegue participar porque está afónico.
A ideia de que a experiência no IPC tem ajudado mais a abrir horizontes e a mostrar possibilidades do que propriamente ajudar a fazer definições (ou escolhas) é comum, muitos dos alunos, especialmente os mais novos, mostram-se muito indecisos sobre os passos a tomar futuramente. A professora nunca dá conselhos directos, mas tenta ajudar um pouco na desconstrução de algumas ideias: “queres fazer isso porquê, como, … é possível?”.
Há uma aluna que tem uma frase bem interessante: “Agora as coisas ainda estão muito quentes e presentes … acho que depois de chegar e tudo começar a assentar, vou ter mais condições para tomar decisões.” Os outros parecem concordar!
Dois dos alunos deste curso já participaram no curso do Outono, e pelo menos 3 (outros) disseram estar a pensar em ficar para o próximo. Um outro – do grupo dos mais novos – participou previamente em dois cursos de verão e “apaixonou-se” pela escola … pelo que fez tudo para que pudesse participar num curso longo. É o único que revelou o desejo de vir a ser professor da escola.
Algumas das perguntas que os alunos colocam aos seus colegas são relativas às relações amorosas nascidas durante estes meses. Há relações intercontinentais pelo que o futuro será
27
Há inclusivamente uma das alunas que se “queixava” antes, que acabou por levar fotografias bem pessoais e passa-as enquanto conta a sua história.
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uma grande incógnita. A professora diz que é normal – e que faz parte “do jogo” (expressão e aspas minhas) – que surjam dos cursos longos muitas relações que se estendem muito para lá deste período. Conta que recebem muitos postais de casais ex-alunos com fotografias dos filhos, etc. De acordo com os alunos, este ano há um número recorde de casais 15 (incluindo os alunos de uma turma especial – DIS28).
A proximidade do fim do semestre está bem presente ao longo da sessão, com a maioria dos alunos a mostrar alguma apreensão em relação à(s) despedida(s).
Antes de acabarmos, um dos alunos pergunta-nos – a mim e à professora – então e vocês? Pelo que, ou mais sucintamente (eu) ou mais detalhadamente (a professora) acabamos por partilhar parte da nossa história de vida.
Confesso que achei que esta actividade foi bem interessante e não vi, em qualquer momento – durante a sessão – qualquer sinal de desinteresse e muito menos enfado por parte de nenhum dos alunos. Fica por saber, acho que também já seria pormenorizar demais, ao que é que as resistências iniciais se deveram. Obtive, no entanto, uma pista quando fui com alguns deles à rua fumar. As sessões anteriores devem ter sido mais aborrecidas, porque todos disseram que tinham gostado da sessão de hoje: se calhar por estar mais centrada em assuntos da sua vida, e da sua vida presente, digo eu!
Hoje, provavelmente, devido à dispersão causada pela divisão em grupos e pelo prolongar da actividade nocturna, vejo bem menos alunos nos corredores, na sala de computadores ou na sala comum durante as minhas deambulações nocturnas.
Durante o dia de hoje conheci uma estudante da Faculdade de Educação de Aahrus que veio visitar a escola para começar a recolher material para a sua tese de mestrado. Trocámos várias impressões. Estamos em fases diferentes do processo e temos enfoques diferentes, mas deu para partilharmos algumas opiniões e ideias. É possível que possamos colaborar no futuro ainda que exista uma diferença que constituirá uma barreira mais difícil: a língua em que vamos apresentar ambos os trabalhos.
A “minha colega” dinamarquesa (Katrine) vai iniciar a investigação em Setembro e para já está a fazer curtas visitas a escolas e a recolher alguns dados (entrevistou algumas alunas e reuniu com o director). A tese de Katrine vai estar focada na questão da relação intercultural que no caso de uma escola internacional como o IPC, tem uma dimensão acrescida.