• Aucun résultat trouvé

F any pair of adjacent branches in the ciment prirnary leveI remains unprocessed THEN GOTO Step3

Dans le document SYNTHÈSE DE MOHAMED NEKILI (Page 163-169)

Minimizing Process-Induced Skew Using Delay Tuning

Step 7: F any pair of adjacent branches in the ciment prirnary leveI remains unprocessed THEN GOTO Step3

O quadro III.8 apresenta uma síntese de alguns trabalhos elaborados, no que diz respeito à opinião dos investidores privados sobre a informação que consideram mais importante para a tomada de decisões de investimento.

Quadro III. 8 – Estudos de opinião sobre a informação considerada mais importante para os investidores privados

Autor País Amostra Metodologia Hines

1982

EUA Investidores privados Análise Comparativa Bartlett e Chandler

1997

Reino Unido Investidores privados Questionário

AICPA 2000

EUA Investidores privados Questionário

Hines,227 em 1982, analisou as conclusões de onze trabalhos que investigaram a utilidade do relato financeiro para os accionistas privados228. O autor verificou que as

227 Hines, R. D. (1982): “The Usefulness of Annual Reports: the Anomaly between the Efficient Markets Hypothesis and Shareholder Surveys”. Accounting and Business Research, Autumn, pp. 296-309.

228 Nos trabalhos analisados por Hines foi investigada a utilidade da informação contabilística com base em inquéritos realizados nos EUA, Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália. Estas conclusões foram efectuadas a partir da análise dos seguintes estudos: Anderson, R. H. (1979): “The Usefulness of Annual Reports to Australian Investors”. Paper Apresentado na Accounting Association of Australian and New

Zealand Conference, University of Melbourne, Australia; Baker, H. Kent e Haslem, John A. (1973):

“Information Needs of Individual Investors”. Journal of Accountancy, November, pp. 64-69; Chang, Lucia S. e Most, K. S. (1977): “Investor Uses of Financial statements: An Empirical Study”. Singapore

Accountant, vol. 12, pp. 83-91; Chenhall, R. H. e Juchau, R. (1977): “Investors Information Needs: An

Australian Study”. Accounting and Business Research, Spring, pp. 111-119; Lee, T. A. e Tweedie, D. P. (1975): “Accounting Information: An Investigation of Private Shareholder Usage”. Accounting and

Business Research, Autumn, pp. 280-291; Security of Exchange Commission (1977): “SEC Survey Shows

Investor Reliance on Annual Reports”. Journal of Accountancy, October, pp. 14-15; Wilton, Robert I. e Tabb, Bruce (1978): “An Investigation into Private Shareholder Usage of Financial Statements in New Zealand”. Accounting Education, May, pp. 93-101; Winfield, R. R. (1978): “Shareholder Opinion of Published Financial Statements”. Paper Apresentado Apresentado na Accounting Association of

Australian and New Zealand Conference, University of Otago, New Zealand, pp. 1-12; Clift, R. C. (1973):

“An Investigation Into the Nature and Quality of Information Utilized by Advisers in the Stockbroking Industry in Victoria”. PhD dissertation, University of Melbourne, Australia; Mason, Sandra (1971):

174

conclusões obtidas nos diferentes estudos eram muito consistentes e evidenciavam que o relatório de gestão e a demonstração dos resultados eram os documentos que os accionistas consideravam mais importantes para a tomada de decisões de investimento. Verificou, ainda, que a informação financeira publicada representava a principal fonte de informação para os investidores privados.

Bartlett e Chandler,229 em 1997, actualizaram a pesquisa que Lee e Tweedie230 haviam desenvolvido vinte anos antes. Na década de setenta, estes autores realizaram inquéritos aos accionistas privados de duas empresas do Reino Unido. Verificaram que 51,6% dos entrevistados dava especial atenção ao relatório de gestão e 46,5% à demonstração de resultados. No entanto, 52,8% consideram que a tomada de decisões de investimento depende essencialmente da informação constante na demonstração de resultados.

Este trabalho foi desenvolvido numa época em que a qualidade da informação financeira divulgada constituía uma preocupação considerável e em que ocorreram alterações significativas no âmbito daquela informação.

Neste sentido, Bartlett e Chandler consideraram, particularmente, apropriado repetir a análise no ambiente económico actual. Baseados nas respostas de setenta e seis accionistas de uma multinacional farmacêutica, verificaram que 84% dos entrevistados tomam as suas decisões de investimento sem recorrer ao apoio de especialistas, mas não consideram as demonstrações financeiras especialmente importantes.

“Information for Investment Decisions – How efficiently is it used”. Investment Analyst, September, pp. 3-16.

229

Bartlett, Susan A. e Chandles, Roy A. (1997): “The Corporate Report and the Private Shareholder: Lee and Tweedie Twenty Years on”. British Accounting Review, nº 29, pp. 245-261.

230 Lee, T. A. e Tweedie, D. P. (1975a); “Accounting Information: An Investigation of Private Shareholder Usage”. Accounting and Business Research, autumn, pp. 280-291; Lee, T. A. e Tweedie, D. P. (1975b); “Accounting Information: An Investigation of Private Shareholder Understanding”. Accounting and

Business Research, winter, pp. 3-17; Lee, T. A. e Tweedie, D. P. (1976); “The Private Shareholder: His

Sources of Financial Information and His Understanding of reporting Practices”. Accounting and Business

Research, autumn, pp. 304-314; Lee, T. A. e Tweedie, D. P. (1977): The Private Shareholder and the Corporate Report. ICAEW.

Os autores concluíram que, apesar dos esforços desenvolvidos ao longo dos últimos anos pelos organismos de regulamentação contabilística, no sentido de melhorar a comunicação entre os gestores e os accionistas, não se verificou uma alteração significativa em termos de relevância do relato financeiro. Os resultados permitiram, ainda, verificar que não é fácil determinar a informação que os accionistas necessitam. Quando lhes foi pedido que indicassem a informação adicional que gostariam de conhecer, estes revelaram opiniões muito diferentes.

Em 2000, a AICPA231 foi responsável pela realização de um inquérito, que envolveu a participação de seiscentos investidores privados, cujo objectivo era conhecer a informação que consideravam mais importante. Os resultados, de acordo com as percentagens obtidas para seis categorias diferentes de informação, estão apresentados no quadro III.9.

Quadro III. 9 – Informação considerada mais importante para os investidores privados

Tipo de Informação Percentagem de investidores Novos produtos e serviços 87%

Auditoria à informação financeira 83% Indicadores de desempenho consistentes e comparáveis para o sector

industrial

79%

Responsabilidade da empresa 78%

Inovação 76%

Informação sobre os intangíveis 73%

Os valores apresentados confirmam que a informação não financeira representa um relevante foco de interesse para a maior parte dos investidores privados inquiridos.

231 AICPA (2000): Findings from National Investor Poll about Auditing and Financial Reporting. www.aicpa.org/auditorindependence/report.htm

176

2.1.3 Análise comparativa dos resultados

A análise comparativa dos resultados dos questionários e entrevistas efectuados aos diferentes utilizadores da informação evidencia algumas divergências de opinião. Não obstante, permite-nos retirar quatro conclusões de destaque.

Primeiro, é indiscutível que a informação não financeira é considerada muito útil para a tomada de decisões no mercado de capitais.

Segundo, a sua importância relativa depende do sector industrial, sendo superior nas empresas de alta tecnologia. Este resultado vem reforçar a importância da divulgação de informação não financeira nas empresas intensivas em recursos intangíveis.

Terceiro, constata-se, também, que as empresas deveriam adoptar uma estratégia mais activa de divulgação daquela informação. Daí que as previsões de analistas financeiros são mais precisas quando se baseiam também na informação não financeira.

Por último, esta informação está associada não só ao aumento da credibilidade da equipa de gestão, mas também a um maior número de investidores de longo prazo, a uma maior cobertura dos analistas financeiros, a maior facilidade de acesso a financiamentos e ao aumento do valor de mercado das empresas. Vantagens estas que são partilhadas por analistas financeiros e investidores institucionais de diversos países.

A técnica dos questionários foi a metodologia adoptada nestes estudos. Em face dos objectivos dos investigadores esta é uma técnica apropriada, embora apresente limitações. Para além da subjectividade que lhe é inerente, o preenchimento dos questionários pode suscitar dúvidas na interpretação das questões que pode pôr em causa a fiabilidade dos resultados obtidos.

O Value Creation Index apresenta a vantagem de ser um método que não está sujeito àqueles inconvenientes. Os indicadores não financeiros foram obtidos a partir de decisões tomadas pelos intervenientes no mercado. Foi conseguida também uma grande precisão na avaliação do efeito individual de cada indicador não financeiro devido à ponderação de cada elemento no valor de mercado das empresas. As conclusões deste trabalho estão em conformidade com as obtidas nos estudos que utilizaram a técnica dos questionários, reforçando a importância da divulgação de informação não financeira para a tomada de decisões no mercado de capitais.

Dans le document SYNTHÈSE DE MOHAMED NEKILI (Page 163-169)