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An Adaptive Machine Vision System for Parts Assembly Inspection

Os pesquisadores Eduardo Rubi Cavalcanti e Sebastião Carlos de Morais Squirra (2006, p.85) falam sobre a relação que os jovens da década de 1960 tinha com a sociedade e para com a tecnologia:

Os filhos dos movimentos estudantis dos anos 1960 finalmente acertavam as contas com a sociedade tecnológica. Se a contracultura se fundamentava num ―sentido de comunidade profundamente personalista, e não em valores técnicos e industriais‖, representando ―uma crítica mais radical à tecnocracia que qualquer uma das ideologias tradicionais‖, como propunha Roszak (1972, p.210), então havia chegado a hora de virar essa lógica de cabeça para baixo. Afinal o aparato tecnológico altamente sofisticado produzido pelo avanço da informática já não era mais exclusividade de uma elite de tecnocratas e se tornava, progressivamente, mais acessível às camadas médias da sociedade.

Conta Roszak (1988, p.207-209) que em meados dos anos 1960, a IBM ―tinha o controle de dois terços dos negócios de tecnologia da informação‖ na produção de grandes máquinas, ignorando o microcomputador, apesar de terem trabalhado em seus protótipos. Porém, muitos jovens acompanhavam as pesquisas de desenvolvimento dos computadores

domésticos que na história da computação ficaram conhecidos como os primeiros hackers. Eles eram ―puramente técnicos‖, ―possuíam menos consciência política do que senso comercial‖.

Em seu estudo Hackers: Heroes of the Computer Age [Hackers, Heróis da Era dos Computadores], Steven Levy traça a origem destes jovens no laboratório de computação do MIT no final da década de 50, onde alguns talentosos estudantes frequentemente tinham permissão para se reunir, e algumas vezes permanecer a noite toda operando o equipamento. A maioria destes primeiros adeptos da computação era moldada de acordo com o padrão de Tom Swift: adolescentes gênios ―mecânicos‖, capazes de improvisar brilhantemente a partir de fragmentos pelo simples amor de resolver deliciosos problemas.

Segue Roszak (1988, p.209), esclarecendo que no fim da década de 60 surgem os hackers provenientes do movimento antibélico, empenhados em tornar o computador ―um instrumento de política democrática‖. Assim ―formaram um dos primeiros grupos de encontro de hackers com preocupações sociais‖.

Conforme afirma o escritor (e famoso hacker americano) Eric Raymond (in SPIESS, 2009, p.102) um hacker é um membro de um grupo, que compartilha cultura, onde são especialistas em programação e internet. Renata Lima Aspis explica o surgimento do termo, ao argumentar que:

A palavra hacker surge juntamente com a primeira geração de hackers nos EUA no final da década dos anos 50 do século XX advinda de hack, que em inglês significa talhar, talhar detalhes em madeira, com preciosismo. Quando alguém produz um trabalho criativo, inovador, com estilo e excelência técnica, diz-se que esse trabalho foi executado com talento de hacking. Ou seja, percebemos que já na raiz do uso do vocábulo para determinar a atividade encontramos as idéias de criação e excelência e não de esperteza e intrusão (2009, p.53).

O fundamento inicial do movimento está voltado para o software livre, visando as trocas tecnológicas, a descentralização do conhecimento. As origens de atuação dos hackers se encontram ainda nos primeiros minicomputadores e na versão primitiva da internet, a ARPAnet (Advanced Research Projects Agency Network) em 1969, que foi a primeira rede a conectar computadores uns aos outros, criada pelo Departamento de Defesa norte-americano.

Era a época da ―Guerra Fria‖ e o governo norte-americano, temendo um ataque soviético ao Pentágono, tinha como objetivo desenvolver uma rede de comunicação que não o deixasse vulnerável. As redes telefônicas eram organizadas segundo uma hierarquia que levava a pontos centrais, [...]de forma que o ataque a alguns desses pontos poderia desestruturar toda a rede. Assim, a ARPANET foi projetada e construída para ser uma rede altamente distribuída e tolerante a falhas, [...] e utilizando comutação de pacotes (MOREIRA et. al., 2009, p.2).

Com o avanço da difusão tecnológica, provocada pelo movimento hacker, dois hackers, em 1975, Steve Jobs e Steve Wozniac dividem uma oficina em Los Altos, Califórnia, para fabricação e venda de Blue Boxes, circuítos conectados ao telefone que permitem a utlização do aparelho telefônico gratuitamente. Os utilizadores e criadores destes primeiros dispositivos hackers ficaram conhecidos como Phreakes. A palavra é um neologismo das palavras inglesas ―freak, fone, free‖. A intenção era de utilizar a rede de telecomunicações para viajar livremente pelas redes (LEMOS, 1996). Wozniac também elabora o projeto de criação do computador de uso pessoal que apresenta para o clube de hackers Homebrew Center. Desde então quanto mais cresciam os PCs, mais estruturadas estavam as redes dos hackers.

Neste contexto histórico, verifica-se que os anos 1970 transformaram as bases das tecnologias da informação interando-as com a sociedade como enfatiza Manuel Castells (2011, p. 91):

Todas têm algo de essencial em comum: embora baseadas principalmente nos conhecimentos já existentes e desenvolvidas como uma extensão das tecnologias mais importantes, essas tecnologias representaram um salto qualitativo na difusão maciça da tecnologia em aplicações comerciais e civis, devido a sua acessibilidade e custo cada vez menor, com qualidade cada vez maior. Assim o microprocessador, o principal dispositivo de difusão da microeletrônica, foi inventado em 1971 e começou a ser difundido em meados dos anos 70. O microcomputador foi inventado em 1975, e o primeiro produto comercial de sucesso, o Apple II, foi introduzido em abril de 1977, por volta da mesma época em que a Microsoft começava a produzir sistemas operacionais para microcomputadores.

Explica Manuel Castells (2011, p.82) que o projeto e desenvolvimento da Internet surgiram ―de uma fusão singular de estratégia militar, grande cooperação científica, iniciativa tecnológica e inovação contracultural‖, esclarecendo que este último teve origem nos Estados Unidos sendo criação intelectual com efeitos dos movimentos dos anos 1960, cujas invenções se tornaram características da rede e apresenta como exemplo:

O modem, elemento importante do sistema, foi uma das descobertas tecnológicas que surgiu dos pioneiros dessa contracultura, originalmente batizada de ―the hackers‖, antes da conotação maligna que o termo veio a assumir. O modem para PCs foi inventado por dois estudantes de Chicago, Ward Christensen e Randy Suess, em 1978, quando estavam tentando descobrir um sistema para transferir programas entre microcomputadores via telefone para não serem obrigados a percorrer longos trajetos no inverno em Chicago (2011, p. 86).

Ainda, esclarece o mesmo autor que em 1979 ―divulgaram o protocolo XModem, que permitia a transferência direta de arquivos entre computadores, sem passar por um sistema

principal‖ (2011, p. 86), como também, modificaram o protocolo UNIX interligando computadores por linha telefônica.

Então, com a expansão da rede, acessível e cooperativa, qualquer indivíduo com informações tecnológicas e um PC inovava na criação dos sistemas, confirmando a importância de uma cultura diferente dos padrões ocidentais.

Os pesquisadores Silma Battezzai e Joaquim Valverde (2012, p. 215), ao tratarem da nova mídia digital, também contemplam os hackers:

Por ser baseada em tecnologia de software livre, a Internet possibilitou que milhares de hackers – pessoas bem-intencionadas e especializadas em programação – pudessem compartilhar o conhecimento técnico e os programas já existentes para desenvolver mais programas inovadores, e disponibilizá-los na própria Internet. Assim, a invenção e a popularização da www, além da evolução contínua das tecnologias de hardware e software – cada vez mais especializados – revolucionaram tão profundamente os meios de comunicação que deram início a uma nova forma de sociedade: a sociedade em rede.

Tratando da cultura hacker o filósofo finlandês Pekka Himanen (2001, p. 126) explica: ―A ética de trabalho dos hackers consiste em combinar paixão com liberdade, e foi essa a parte da ética dos hackers cuja influência foi sentida com maior intensidade.‖ (...) ―um terceiro e crucial aspecto da ética dos hackers é a atitude dos hackers em relação às redes, ou seja, é a sua ética da rede, que é definida pelos valores da atividade e do cuidar. Atividade, nesse contexto, envolve a completa liberdade de expressão em ação, privacidade para proteger a criação de um estilo de vida individual, e desprezo pela passividade frente à procura pela paixão individual. Cuidar significa aqui a preocupação com o próximo como um fim em si mesmo e um desejo de libertar a sociedade virtual da mentalidade da sobrevivência que tão facilmente resulta de sua lógica‖.

Para os pesquisadores Paixão, Menezes e Sganzerlla ao citarem Pekka Himanen (in AMARAL, 2009, p.42) os hacker possuem sete características que constituem sua ética:

A paixão, traduzida pelo prazer, pelo gosto por aquilo que se faz; a liberdade como um estilo de vida pessoal e profissional. A liberdade é associada à privacidade, que não é necessariamente um valor, mas uma condição de ser livre. Em seguida, o valor social daquilo que se faz em comunidade e de sua própria presença na comunidade. Esse valor social é representando pela importância e reconhecimento das atitudes hacker junto à comunidade. A abertura é o valor indispensável nas trocas e na socialização de conhecimentos e informações. A atividade (que pode ser compreendida contemporaneamente com o que conhecemos como ativismo) para tornar reais as crenças e aspirações. O sexto princípio é o cuidado com o outro, traduzido pelo apoio e pelo respeito ao próximo, e a criatividade evidenciada pelo poder criador, o desejo de criar algo autêntico e surpreendente, o desejo de se superar.

Ainda, Manuel Castells (2003, p.17), que vê nos hackers um movimento de fonte aberta, exalta a sua cultura ―como tendências essenciais na configuração social e técnica da Internet‖ e apresenta o conceito (2003, p.34):

A cultura da internet é a cultura dos criadores da Internet. Por cultura entendo o conjunto de valores e crenças que formam o comportamento; padrões repetitivos de comportamento geram costumes que são repetidos por instituições, bem como por organizações sociais informais. Cultura é diferente de ideologia, psicologia ou representações individuais. Embora explícita, a cultura é uma construção coletiva que transcende preferências individuais, ao mesmo tempo em que influencia as práticas das pessoas no seu âmbito, neste caso os produtores/usuários da Internet.

Castells (2003, p.34) continua:

A cultura da Internet caracteriza-se por uma estrutura em quatro camadas: a cultura tecnomeritocrática, a cultura hacker, a cultura comunitária virtual e a cultura empresarial. Juntas, elas contribuem para uma ideologia da liberdade que é amplamente disseminada no mundo da Internet.

Manuel Castells (2003, p.42-43) ainda explica que na prática hacker a liberdade é um valor supremo para apropriar e redistribuir todo conhecimento disponível ―sob qualquer forma ou por qualquer canal escolhido‖ por ele. A essa liberdade acrescenta-se a cooperação ―através da prática da cultura do dom‖ em que ―prestígio, reputação e estima social estão ligados à relevância da doação feita à comunidade‖, que está ―construída em torno de redes de computadores‖:

Há na cultura hacker um sentimento comunitário, baseado na integração ativa a uma comunidade, que se estrutura em torno de costumes e princípios de organização sistemas social informal. As culturas não são feitas de valores nebulosos. São enraizadas em instituições e organizações. Há uma organização desse tipo na cultura hacker, mas ela é informal; isto é, não é imposta pelas instituições da sociedade.

Nesse ponto cabe distinguir os hackers dos ―crackers‖, como define Manuel Castells (2003, p.38):

Os hackers não são o que a mídia diz que são. Não são uns irresponsáveis viciados em computador empenhados em quebrar-códigos, penetrar em sistemas ilegalmente, ou criar o caos no tráfego dos computadores. Os que se comportam assim são chamados ―crackers‖, e em geral são rejeitados pela cultura hacker, embora eu pessoalmente considere que, em termos analíticos, os crackers e outros ciber-tipos são subculturas de um universo hacker muito mais vasto e, via de regra, não destrutivos.

No meio hacker, os crackers são chamados de ―hacker sem ética‖ (ULBRICH, 2006, p.30). Utilizam do conhecimento técnico para quebrar travas de proteção de softwares e pirateá-los. ―Muitas vezes crackers são excelentes programadores e podem criar programas

que infectem ou destruam completamente sistemas alheios sem deixar vestígios‖ (ULBRICH, 2006, p.30).

Evidente a vulnerabilidade de invasão, interferência ou destruição na infraestrutura comunicacional por computador fato que atenta as formas de vigilância tradicional estatais. Como consequência os governos passaram a buscar maneiras de combater as ameaças que denominaram de ―cibercrimes‖.

Pode-se citar como exemplo a iniciativa do ex-Ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil, Aloizio Mercadante, após ataques cibernéticos sofridos pelo governo, em buscar o diálogo com os hackers em auxílio da pasta, conforme publicação de Wladimir D‘Andrade, da Agência Estado, em 27 de junho de 2011:

Mercadante contou que pretende dar "transparência total" ao Ministério, disponibilizando ao público todos os dados relativos a gastos e decisões. "Quero chamar os hackers para eles ajudarem a construir os indicadores e a forma de transparência. Quero fazer o Ministério da Ciência e Tecnologia uma referência no ponto de vista do acesso e da transparência de informações", disse. Afirmou ainda que gostaria de ouvir as opiniões dos hackers a respeito da modernização de novos portais da pasta. "Eles são jovens talentosos que mudam a tecnologia o tempo inteiro e que nós temos que dialogar."

Neste ponto ressaltamos a notícia veiculada pela revista Carta Capital em 01.02.2012, intitulada ―Hackers pavimentam a Lei de Acesso a Informação‖:

Se até pouco tempo os hackers eram vistos como inimigos da rede, hoje eles são aliados. E aliados políticos. Na Lei de Acesso a Informação, aprovada no final de 2011 e que entra em vigor em meados de maio, foram eles os responsáveis por esclarecer pontos nevralgicos da lei – que, se implantada, provocará uma revolução na política de transparência de dados da administração pública no Brasil. Durante a tramitação do projeto na Câmara, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) resolveu pedir a opinião de uma das comunidades hackers. No fim, todas as sugestões do grupo foram incorporadas ao projeto e se tornaram base para um projeto de política nacional.

Assim, pertinentes as palavras de Manuel Castells (2003, p.43): ―Começa-se a ser um hacker a partir do ímpeto individual de criar, independentemente do cenário institucional dessa criação. É por isso que há hackers na academia, em escolas secundárias, em grandes empresas e nas margens da sociedade‖.

A enciclopédia livre Wikipédia, enumera como hackers famosos: Alan Cox, Andrew Tanenbaum, Eric S. Raymond, John Draper, Jon Lech Johansen, Julian Assange, Kevin Mitnick, Linus Torvalds, Pekka Himanen, Richard M. Stallman, Tsutomu Shimomura, Wau Holland.

Alan Cox é um britânico, programador mantenedor da versão 2.2 do Kernel Linux. Andrew Stuart "Andy" Tanenbaum é o autor do MINIX, um sistema operacional baseado no Unix com propósito educacional, e bastante conhecido por seus livros sobre ciência da computação. Eric Steven Raymond é um ícone no movimento do Open Source e do software livre. Richard Matthew Stallman, ou simplesmente "rms" (nascido em Manhattan, em 16 de março de 1953) é um famoso ativista, fundador do movimento free software, do projeto GNU9, e da FSF10. Um aclamado programador e hacker, seus maiores feitos incluem Emacs (e o GNU Emacs, mais tarde), o GNU Compiler Collection11 e o GNU Debugger12. É também autor da GNU General Public License (GNU GPL ou GPL)13, a licença livre mais usada no mundo, que consolidou o conceito de copyleft. O movimento do software livre também apresenta características influenciadas pela cultura hacker. Maiko Rafael Spiess observa o conceito por trás destes programadores ao adiantar:

[...] que indicam o padrão de comportamento esperado para os hackers dedicados à produção ―livre‖ de programas de computador, a noção de existência de um conjunto de normas morais, um sistema ético. [...] Os avanços técnicos produzidos por um determinado ator devem, de acordo com a ética hacker, ser disponibilizados para toda a comunidade, sem que recompensas materiais ou financeiras sejam oferecidas em troca (2009, p.103-104).

John Draper em meados dos anos 1970 ensinou suas habilidades phreaking (como hackear linhas telefônicas) a Steve Jobs e Steve Wozniak, que mais tarde fundaram a Apple Computer. Ele foi brevemente empregado na Apple, e criou uma interface telefônica para o Apple II. Jon Johansen conquistou fama após descobrir como burlar a proteção regional que é inserida nos discos de DVD comerciais. Julian Paul Assange estudou matemática e física, foi programador e hacker, antes de se tornar porta-voz e editor-chefe do WikiLeaks. Kevin Mitnick invadiu vários computadores, como de operadora de celulares, de empresas de tecnologia e provedores de internet. Linus Benedict Torvalds (nascido em Helsinque, em 28 de Dezembro de 1969) é o criador do Linux, núcleo do sistema operacional GNU/Linux.

9

Sistema operacional gratuito feito por Stallman, mais conhecido como Linux (a nomenclatura oficial é GNU/Linux), e significa GNU is Not Unix (GNU Não é Unix).

10 FSF (Free Software Foundation- Fundação do Software Livre) é uma organização fundada por Stallman com

o intuito de promover e defender o uso de softwares livres.

11

Conjunto de compiladores de linguagens de programação de softwares, que permite compilar o código-fonte dos programas a fim de permitir que executem nas mais diversas plataformas informáticas. É uma ferramenta essencial para o software livre.

12 Depurador criado pelo GNU que suporta muitas linguagens de programação, como C, C++ e FORTRAN. 13

Licença Pública Geral, em português, é a licença criada por Stallman para a produção e distribuição do software livre. Tem como base a liberdade de executar um programa para qualquer propósito, a liberdade de estudar um software e adaptá-lo, sendo o acesso ao código-fonte essencial para isso, a liberdade de distribuir cópias a modo que ajude ao próximo e a liberdade de aperfeiçoar o programa e disponibilizar os melhoramentos para toda a comunidade do software livre.

Tsutomu Shimomura é um cientista da computação e hacker notório. Herwart Holland- Moritz, conhecido como Wau Holland, (viveu de 1951 a 2001) é considerado tanto um hacker como um filósofo e um visionário. Foi um dos fundadores do Chaos Computer Club (CCC) em 1981, um dos mais antigos clubes de hacking.

A pesquisadora Andréa Ferraz Fernandes (2010, p. 63), apresenta as tendências ocupacionais e profissionais do mercado da informação extraindo de pesquisa às profissões emergentes no mercado da computação estando entre elas o hacker, conceituado como ―profissional contratado para tentar entrar em sistemas, e apontar possíveis falhas‖ (2010, p. 145).

Portanto, a cultura hacker ajudou a desenvolver as tecnologias da informação, e seus ideais continuam a circular dentro da rede, através de movimentos que defendem a liberação de dados, onde a informação possa ser livre e acessível a todos. É através destes movimentos de contracultura, desde os hippies até os hackers, onde se encontram as influências que Julian Assange, criador do Wikileaks, sofreu para a construção do site.