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(1)

Liez <4 olr l

Magazine q u a d r i m e s t r i e l de l ' U n i v e r s i t é de L a u s a n n e - № 35 Juin 2 0 0 6 - G r a t u i

K"

Zoologie

«J 'ai caressé un grand requin blanc»

Attention!

Vous devriez connaître ces plantes : elles peuvent empoisonner vos pique- niques

Religion

Quelles sont les raisons de

l'incroyable succès du «Da Vinci Code»?

Histoire

Voici comment on emprisonnait au M o y e n Age

SàJSt

UNIL I Université de Lausanne

(2)

I -I A P P A P ' Q

shorter

•icNonnaire

ANGLAIS / FRANÇAIS FRANÇAIS / ANGLAIS

le dicNonnaire de référence de la langue anglaise

È D I T O

Chiens méchante:

de<t chiffre** pour démuseler le débat

A

q u o i p e u t b i e n s e r v i r u n

m

e x p e r t , s'il n e p e u t p a s n o u s d i r e q u e l l e r a c e d e chien est p l u s d a n g e r e u s e q u ' u n e a u t r e ? Voilà la q u e s t i o n q u i n o u s t a r a u d e , a p r è s d e s m o i s d e p o l é m i q u e s s u r les p i t b u l l s et a u t r e s m o l o s s e s . U n d é b a t n a t i o n a l où l'on a e n t e n d u la

m e u t e d e s v é t é r i n a i r e s , d e s é l e v e u r s c a n i n s et d e s a m i s d e s m o l o s s e s n o u s e x p l i q u e r , j ' e x a g è r e à p e i n e , q u ' u n y o r k - s h i r e a g r e s s i f q u i a b o i e d a n s u n t e a - r o o m d e v r a i t n o u s i n q u i é t e r d a v a n t a g e q u ' u n r o t t w e i l e r q u i n o u s s o u r i t d e t o u t e s ses d e n t s .

D a n s ce c o n c e r t d e m a u v a i s e foi, q u i v i s e s u r t o u t à e m p ê c h e r la p r i s e d ' u n e q u e l c o n q u e d é c i s i o n p o l i t i q u e c o n t r a i ­ g n a n t e , l ' i n t e r v i e w d u p r o f e s s e u r M a r ­ tin K i l h a s (c'e,it en page 44) v i e n t à p o i n t p o u r d é m u s e l e r le d é b a t . V o u s y d é c o u v r i r e z c o m m e n t u n s c i e n t i f i q u e p e u t c o n c r è t e m e n t c o m p a r e r la d a n g e - r o s i t é d ' u n d o b e r m a n a v e c celle d ' u n b a s s e t . C ' e s t m ê m e son t r a v a i l , r a s s u r e le p r o f e s s e u r d e l ' U N I L .

N e v o u s i n q u i é t e z p a s p o u r a u t a n t : n o u s n ' a l l o n s p a s v o u s infliger u n e d i z a i n e d e p a g e s r e m p l i e s d e f o r m u l e s m a t h é m a t i q u e s i n c o m p r é h e n s i b l e s p o u r le c o m m u n d e s m o r t e l s . Il a r r i v e en effet q u e les e x p e r t s , les v r a i s , r é f l é c h i s s e n t c o m m e v o u s et moi : en u t i l i s a n t d e s c r i ­ t è r e s q u i t o m b e n t s o u s le s e n s c o m m u n , m a i s q u e l'on a c u r i e u s e m e n t p e r d u s d e v u e d a n s le d é b a t s u r les p i t b u l l s .

E n l ' o c c u r r e n c e , on p e u t n o t a m m e n t é v a l u e r la d a n g e r o s i t é d e s c h i e n s en

J o c e l y n R o c h a t Rédacteur en chef

c o m p a r a n t la g r a v i t é d e s b l e s s u r e s q u e p r o v o q u e n t les d i f f é r e n t e s r a c e s q u a n d elles a t t a q u e n t u n ê t r e h u m a i n . C a r u n e m a r q u e d e d e n t s s u r u n m o l l e t r e s t e s a n s c o m p a ­ r a i s o n a v e c le d r a m e v é c u p a r c e t t e j e u n e f e m m e d e Ville­

n e u v e , q u i a d û a l l e r r é c u p é ­ r e r u n e p a r t i e d e s o n c u i r c h e v e l u d a n s la b o u c h e d u m o l o s s e q u i l'avait s a u ­ v a g e m e n t a t t a q u é e .

Si d e telles e n q u ê t e s s o n t si faciles à effectuer, c o m m e n t se fait-il q u e n o u s n e les a y o n s p a s déjà s o u s les y e u x ? Là e n c o r e , la r é p o n s e est t r i s t e m e n t éclai­

r a n t e . C e n ' e s t p a s p a r c e q u e n o u s n e s a v o n s p a s les faire, m a i s p a r c e q u e n o s r e s p o n s a b l e s (ici, l'Office v é t é r i n a i r e f é d é r a l ) n ' o n t p a s j u g é utile d e finan­

c e r c e s r e c h e r c h e s .

C'est d ' a u t a n t p l u s d o m m a g e a b l e q u e les r a r e s chiffres p e r m e t t a n t d e c o m ­ p a r e r la d a n g e r o s i t é d e s r a c e s c a n i n e s n o u s l a i s s e n t e n t r e v o i r u n e s i t u a t i o n n e t t e m e n t p l u s facile à m a î t r i s e r q u e p r é v u . C e s i n d i c e s , q u i n o u s v i e n n e n t d e Bâle, n o u s s u g g è r e n t en effet q u e s e u l s 2 % d e s c h i e n s s e r a i e n t r e s p o n ­ s a b l e s d e la moitié d e s a c c i d e n t s q u i s u r ­ v i e n n e n t d a n s l ' e s p a c e p u b l i c .

D u c o u p , c ' e s t fou ce q u e la m e n a c e s e m b l e facile à é l o i g n e r d e t o u s les p e t i t s S u l e y m a n q u i a u r a i e n t le d r o i t d e c o u ­ rir s u r le c h e m i n d e l'école s a n s c r a i n d r e d e se faire d é c h i q u e t e r p a r u n p i t b u l l .

Jocelyn Rochat

M a g a z i n e d e l'Université d e L a u s a n n e :

№ 3 5 , juin 2 0 0 6 Tirage 2 4 ' 0 0 0 e x e m p l a i r e s 4 8 ' 4 0 0 lecteurs (Etude M.I.S T r e n d 1 9 9 8 ) h t t p : / / w w w . u n i l . o h / s p u l R é d a c t i o n : R é d a c t e u r en c h e f : J o c e l y n R o c h a t , journaliste a u Matin Dimanche

C o l l a b o r a t e u r s : S o n i a A r n a l , M i c h e l Beuret, Elisabeth Gilles, Elisabeth G o r d o n , F r a n ç o i s e G u y P h o t o g r a p h e s : Nicole C h u a r d , Kurt H o s t e t t m a n n , Michael Scholl I n f o g r a p h i e s : Pascal C o d e r a y P h o t o s d e c o u v e r t u r e : R e q u i n s : Michael Scholl Plantes : Kurt H o s t e t t m a n n

«Da Vinci C o d e » : C o l u m b i a Pictures C h â t e a u d e Chillon : Nicole C h u a r d

C o r r e c t e u r : Albert G r u n C o n c e p t g r a p h i q u e : R i c h a r d Salvi, C h e s s e l P u b l i c i t é : E M E N S I publicité, C p 1 3 2 , 1 0 0 0 L a u s a n n e 7 Tél. 0 2 1 5 3 4 11 5 0 E-mail : e m e n s i @ b l u e w i n . c h Imprimerie IRL

1 0 2 0 R e n e n s

Editeur r e s p o n s a b l e : Université d e L a u s a n n e M a r c d e Perrot, secrétaire général J é r ô m e G r o s s e , r e s p . U n i c o m Axel A. B r o q u e t , adjoint F l o r e n c e Klausfelder, assistante U n i c o m , service d e c o m m u n i c a t i o n et d ' a u d i o v i s u e l - Université d e L a u s a n A m p h i m a x - 1 0 1 5 L a u s a n n e tél. 0 2 1 6 9 2 2 2 8 0 u n i s c o p e @ u n i l . c h

A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 0 6 1

(3)

S o m m a i r e .

Le rendez-voiut

Les 10 et 11 juin prochain, l'Univer- sité de Lausanne vous propose de par- ticiper gratuitement aux journées «Les experts Lausanne».

Au menu de cette manifestation prévue entre 10 et 18 h, il y aura notamment le jeu de piste du Che- valier de la Sorge, destiné aux enfants de 0 à 77 ans.

«Allez savoir!» vous donne un avant-goût qui vous permettra de vous préparer à cette manifestation.

Vous découvrirez dans ces pages com- ment on détenait les gens au Moyen Age, via l'exemple de François Bonivard, le célèbre prisonnier de Chillon. Vous apprendrez ensuite comment on inter- rogeait les malheu- reux à cette époque, et vous comprendrez comment on a pu leur faire avouer à peu près n'importe quoi, lors des enquê- tes portant sur des affaires de sorcel- lerie. Ainsi affran- chi, vous devriez être fin prêt pour mener l'enquête vous-même, les 10 et

11 juin prochain, à

l'UNIL. Lire no., pagej 14-23

E d i t o p a g e 1 L ' U N I L e n l i v r e s p a g e 4

S A N T E

Vous devriez connaître ces

plantes : elles peuvent empoisonner vos pique-niques page 6

E l l e s s o n t b e l l e s , a p p é t i s s a n t e s , e t i n c i t e n t à la c u e i l l e t t e . P o u r t a n t , les p l a n t e s s a u v a g e s p e u ­ v e n t ê t r e d a n g e r e u s e s . E l l e s p r o v o q u e n t m ê m e h u i t à d i x fois p l u s d ' i n t o x i c a t i o n s q u e les c h a m ­ p i g n o n s . E t m e n a c e n t s u r t o u t les e n f a n t s . S p é ­ c i a l i s t e r e n o m m é d e p h y t o c h i m i e et p r o f e s s e u r h o n o r a i r e d e l ' U N I L , K u r t H o s t e t t m a n n i n v i t e à la p r u d e n c e .

H I S T O I R E

Voici comment on emprisonnait

au Moyen Age page 14

R e n d u c é l è b r e p a r u n p o è m e d e L o r d B y r o n , B o n i v a r d , le « P r i s o n n i e r d e C h i l l o n » , e s t e n t r é d a n s la l é g e n d e a u d é b u t d u X I Xe s i è c l e . M a i s q u i é t a i t - i l v r a i m e n t ? U n b a n d i t , u n i n t e l l e c t u e l , u n h u m a n i s t e o u u n R o b i n d e s B o i s ? R e n c o n t r e a v e c A n n e F a u s s i g n y , e x - a s s i s t a n t e à l ' U N I L , a u j o u r d ' h u i a u t e u r d e r o m a n s h i s t o r i q u e s d o n t le d e r n i e r e s t c o n s a c r é à l ' u n e d e s é p o u s e s d e B o n i v a r d .

Z O O L O G I E

«J'ai caressé un grand

requin blanc» page 24

U n b i o l o g i s t e f o r m é à l ' U N I L , M i c h a e l S c h o l l , e s t d e v e n u l ' u n d e s r a r e s s p é c i a l i s t e s d u p l u s i m p r e s s i o n n a n t d e s r e q u i n s . D u r a n t s e s r e ­ c h e r c h e s , il lui a r r i v e d e p o s e r s a m a i n e n t r e le n e z e t les d e n t s d ' u n s q u a l e . P r e u v e q u e le g r a n d b l a n c e s t m o i n s m o n s t r u e u x q u e s a l é g e n d e n e le p r é t e n d .

R E L I G I O N

Comment expliquer le succès

du «Da Vinci Code»? page 36

L e r o m a n d e D a n B r o w n e s t le s u c c è s é d i t o r i a l d e la d é c e n n i e : 4 0 m i l l i o n s d ' e x e m p l a i r e s v e n ­ d u s d a n s le m o n d e . C o n s é q u e n c e h o l l y w o o ­ d i e n n e h a b i t u e l l e d ' u n tel t r i o m p h e , u n film, s o r t i e n m a i , e x p l o i t e les t r o u v a i l l e s q u i o n t fait le b o n ­ h e u r d e s l e c t e u r s .

L'info

S e l o n d e s s t a t i s t i q u e s b â l o i s e s , u n e t o u t e p e t i t e m i n o r i t é d e c h i e n s (2%) s o n t r e s p o n s a b l e s d e la m o i t i é d e s a c c i d e n t s d a n s l ' e s p a c e p u b l i c . D a n s c e c a s , il e s t p a r f a i t e m e n t e n v i s a - g e a b l e d e t r o u v e r d e s s o l u t i o n s au p r o b l è m e d e s m o r s u r e s . Page 48

2 A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 Q 6

Allez davoir !

EN A PARLÉ !

I N T E R V I E W

Chiens mordeurs: «On a laissé pourrir la situation depuis les accidents graves de la fin des années 1990» page 44

U n e x p e r t p o u r r a i t p a r f a i t e m e n t d é t e r m i n e r q u e l l e s o r t e d e c h i e n est p l u s d a n g e r e u s e q u ' u n e a u t r e . C ' e s t m ê m e son t r a v a i l , e s t i m e M a r t i n Killias, p r o ­ f e s s e u r à l ' I n s t i t u t d e c r i m i n o l o g i e et d e d r o i t p é n a l d e l ' U n i v e r s i t é d e L a u s a n n e . L e p r o b l è m e d e la S u i s s e , c ' e s t q u ' o n n ' a p a s v o u l u se d o n n e r les m o y e n s d e faire c e t t e a n a l y s e . . .

E C O N O M I E

Qui vient passer

ses vacances en Suisse? page 52

S u r le c h e m i n d e n o s v a c a n c e s , n o u s c r o i s o n s c e s é t r a n g e r s q u i , e u x , o n t o p t é p o u r n o s l a c s , n o s m o n t a g n e s , e t , d e p l u s e n p l u s s o u v e n t , p o u r n o s v i l l e s a f i n d ' y p a s s e r l e u r t e m p s l i b r e . D é c o u v r e z a v e c M i c h a e l B r e i t e r , u n é c o n o ­ m i s t e d e l ' U N I L , le v i s a g e e t l e s e n v i e s d e c e s v i s i t e u r s .

L A V I E À L ' U N I L

F o r m a t i o n c o n t i n u e p a g e 6 1 A b o n n e z - v o u s ,

c'est gratuit!

p a g e 6 4

Football,

Conseil fédéral et chauffards

U

n rappel, cher lecteur, chère lectrice, avant de vous lancer dans ce numéro d'«Allez S A V O I R ! ». Il y a deux ans, quelques jours avant l'Eurofoot disputé au Portugal, nous révélions que plu­

sieurs dizaines de Romands allaient décéder d e m o r t subite, devant leur poste de télévision en regardant un match ( 1 ). Cet été, le risque sera tout aussi élevé. Il serait même plus aigu, assurent nos experts du C H U V , puisque la Suisse s'est qualifiée pour le Mondial alle­

mand. Il serait donc judicieux de relire les conseils de p r u d e n c e que nous avons relayés à l'époque (en résumé : faites de l'exercice et surveillez votre consommation d'alcool et de cigarettes) avant de vous offrir une overdose de football.

Au chapitre de l'autocongratulation, il nous faut revenir sur le scé­

nario qui promet un siège de conseiller fédéral aux écologistes, une possibilité désormais évoquée le plus sérieusement du monde par les principaux médias de ce pays. N o u s en profitons pour rappe­

ler qu'«Allez savoir! » a été l'un des tout premiers, si ce n'est le pre­

mier, à évoquer un tel cas de figure. C'était en juin 1999, avec le politologue de l ' U N I L Ioannis Papadopoulos, dans un article inti­

tulé «Le Conseil fédéral d a n s la t o u r m e n t e » . N o u s y évoquions les élections possibles d'un candidat U D C tendance Christoph Blo- cher, ainsi que celle d'un écologiste au pinacle de la politique suisse.

A l'époque, cela passait pour de la politique-fiction.

Autocongratulations, chapitre II. Grâce à «24 heures», notre col­

lection d'articles publiés dans «Allez savoir! » et repris en première page p a r un confrère s'est agrandie d'une unité et d'un média.

Après «Bilan» qui a ainsi témoigné de son intérêt p o u r une enquête effectuée en H E C à p r o p o s des cadres r o m a n d s trop obéissants et «Blick» qui a évoqué les enquêtes du C H U V consacrées au vac­

cin antitabac ainsi que celle p o r t a n t sur les morts du foot, suite a u x retransmissions des matches à la télévision, c'est l'enquête effectuée p a r un criminologue de l ' U N I L concernant les v o i t u r e s les p l u s a m e n d é e s s u r l ' a u t o r o u t e qui a été reprise p a r le g r a n d quotidien vaudois (3).

Jocelyn Rachat

A (re)lire :

1) «Allez savoir!» № 29, juin 2004,

wwv2.unil.ch/spul/allez_savoir/as29/029/med.html 2) «Allez savoir!» № 14, juin 1999,

www2.unil.ch/spul/aIlez_savoir/asl4/Pages/2conf.html 3) «Allez savoir!» № 34, février 2006

www2.unil.ch/spul/allez_savoir/as34/pages/3_droit.html

(4)

L ' U N I L e n l i v r e e

S A G E S S E P R A T I Q U E M É D I C A L E

A l'heure où la pratique de la médecine est soumise à des ins­

tances économiques, juridiques et biopolitiques qui légitiment une déontologie défensive, il devient nécessaire de revivifier les valeurs éthiques qui consti­

tuent le tissu interne de la démarche médicale. Cet ouvrage cherche à relever ce défi en menant une réflexion éthique sur la philosophie du soin pour en explorer les fondements et mettre en lumière leur possible articu­

lation avec les normes bioé­

thiques. En puisant aux sources des travaux de Viktor von Weizsäcker, de Georges Can- guilhem, d'Edmund D. Pellegrino, de Paul Ricœur et d'Emmanuel Lévinas, l'auteur propose une conception de la sagesse pra­

tique médicale qui ouvre la voie de cette articulation et permet de poser les jalons d'une éthique de responsabilité propre à la méde­

cine clinique. Cette approche offre la possibilité aux soignants d'identifier les enjeux éthiques qui habitent une situation de soin et propose des moyens d'aborder les conflits éthiques à l'aide

O B S C U R E C L A R T É

L'Evangile de Marc contient une profusion d'images et de méta­

phores. On a relevé depuis long­

temps l'importance du paradoxe dans son récit. Or si celui-ci règne en maître, cela ne peut guère ne pas se ressentir au niveau des images. C'est pourquoi la narra­

tion marcienne est truffée d'oxy- mores (union de deux termes qui s'excluent l'un l'autre) implicites - implicites, parce que l'auteur n'est pas un poète et ne cherche pas les effets de style. En voici quelques exemples, parmi beau­

coup d'autres:

8,1-10. Pour la seconde fois, Jésus nourrit la foule dans un lieu désert (thème de l'abondance des démunis).

8,22-26. La guérison d'un aveugle, qui se déroule en deux temps, devient une expérience vécue de l'obscure clarté.

8,34-38. Pour bien graver la leçon, Jésus s'étend sur la manière dont il faut le suivre: savoir accepter une perte salutaire.

Jusqu'ici, aucun commentateur n'avait relevé cette prolifération

4

d'une démarche délibérative.

Intégrant une éthique de l'atten­

tion et de la réponse à la de­

mande d'aide du malade, l'ap­

proche d'éthique clinique proposée dans cet ouvrage cons­

titue une attitude de veille indis­

pensable qui engage la respon­

sabilité éthique du professionnel de la santé au cœur même de son activité clinique. Ed.

«Ethique et responsabilité en médecine», par Lazare Benaroyo, Editions Médecine et Hygiène, 2006, 158 pages.

T

É T H I Q U E E T R E S P O N S A B I L I T É E N M É D E C I N E

LAURE BINARDYD I PRTBA DI RHM OLLI

d'images qui s'entrechoquent.

Les conclusions que l'on peut en tirer sont extrêmement impor­

tantes. L'oxymore qui affleure partout dans le récit contribue au renversement de valeurs et à la déconstruction systématique des schémas rassurants.

A.B./Y.B.

«Marc, une théologie de la fragilité.

Obscure clarté d'une narration», par Yvan Bourquin, collection Le Monde de la Bible, Labor & Fides, 2005,468 p.

T

YVAN BOUQUIN M A R C , U N E T H É O L O G I E

D E LA F R A G I L I T É OTECUE CLARTÉ D'IRE NARRATION J ™ LIBOB FT FJDFS

A L L E Z S A V O I R ! /

D Y N A M I Q U E D E S L I T T É R A T U R E S

Fruit d'un colloque international tenu à l'UNIL du 27 au 29 jan­

vier 2005, «La circulation inter­

nationale des littératures»

aborde un terrain décisif pour une compréhension de la dyna­

mique des littératures : s'inter­

roger sur la circulation des œuvres d'un espace national vers d'autres permet d'élargir la vision trop cloisonnée que nous avons des traditions littéraires nationales constituées au XIXe siècle à partir d'historiogra­

phies patriotiques.

Depuis la fameuse «loi des influences étrangères» formu­

lée par Gustave Lanson en 1904 qui invitait à étudier l'importa­

tion des modèles littéraires, notamment par le biais des tra­

ductions, les échanges litté­

raires internationaux ont sus­

cité de nombreux travaux importants (Pascale Casanova, Franco Moretti, Abram de Swaan, etc.). Dans une pers­

pective interdisciplinaire, com- paratistes, historiens, lin­

guistes et sociologues se sont dotés d'instruments nouveaux pour penser ces échanges en

termes de «transferts» non dépourvus de rapports de force symboliques, et pour décrire les conditions sociales de la circu­

lation internationale des textes et des formes.

Etudes sur Diderot, Lenz, Jane Austen, Ramuz, Johnson, For­

tini, etc. AS

«La circulation internationale des littératures», édité par Jérôme Meizoz, Etudes de lettres 2006/1-2,310 pages.

LA CIRCULATION INTERNATIONALE DES LITTÉRATURES

MMPVJMWMÉH

DUDN JE UAM I2>10№

T E S T E R O U Ê T R E T E S T É

Le test est instrument de choix pour les psychologues. Afin d'é­

valuer les capacités d'un patient, de poser un diagnostic ou de rendre compte de son f o n c t i o n n e ­

ment psycho­

logique. Mais la situation de test n'en reste pas moins par­

ticulière. Tes­

teur et testé n'étant pas sur pied d'égalité.

Pourtant, l'outil en soi est peu interrogé, comme s'il n'avait pas d'importance sur les résultats. Tout au plus, il est perçu

comme gênant dans l'évaluation.

Ce numéro d'Actualités psycho­

logiques propose précisément de s'y intéresser. Il réunit plusieurs textes écrits par des auteurs tra­

vaillant dans différents domai­

nes de la psychologie. Ainsi, l'un s'est intéressé à l'Assessment

center, une méthode en pleine expansion. Un autre s'est penché sur les conséquences éthiques

de l'utilisation de tests. Les deux derniers auteurs se sont tournés

quant à eux du côté des utilisa­

teurs de tests pour étudier

l'usage qu'ils déclarent faire de ces outils.

D.G.

«Actualités psychologiques», 2006-18, La situation de test, textes réunis par M. Grossen et D. Florez, 112 pages.

Institut de psychologie UNIL, Anthropole, 1015 Lausanne. Tél. 021 692 32 60.

№ 3 5 J U I N 2 0 0 6

L ' U N I L e n l i v r e r

D U B O U T D E S D O I G T S •

Mathématicien, économiste et vulgarisateur scientifique, Alain Scharlig s'est passionné pour l'histoire du calcul manuel tel que le pratiquaient nos ancêtres. An­

cien enseignant de l'Ecole des HEC, il est professeur honoraire de l'UNIL.

Après avoir écrit un livre sur le cal­

cul élémentaire chez les anciens Grecs [Compteravec des cailloux, paru en 2001 et réédité récem­

ment), il s'est intéressé aux tables à calculer et aux tables de comptes utilisées du Moyen Age à la Révo­

lution (Compter avec des jetons, paru en 2003). Son troisième livre résume l'histoire du calcul manuel à travers les âges et retrace les diverses formes de l'abaque, tan­

tôt horizontal, tantôt vertical, et la manière dont il était utilisé. Par lignes ou par colonnes, l'abaque servait avant tout à calculer la monnaie mais certains y recou­

raient pour les calculs de longueur, de surface, voire pour mesurer la production céréalière.

Alain Scharlig décrit ensuite une autre manière de compter avec les doigts : le boulier. Si en Europe occi­

dentale, les bouliers apprennent à compter, enRussie.au Japon et en

Chine, ils servent encore à comp­

ter et ne sont que lentement rem­

placés par les calculettes électro­

niques. Certains d'ailleurs ne les abandonneront jamais.

Après avoir, par de multiples exemples, démontré l'efficacité et la rapidité du calcul par l'abaque et le boulier, l'auteur termine par une excursion dans le monde des jeux de cartes où les points étaient comptés sur des beziques, marqueurs à che­

villes ou à touches.

Tous ces dispositifs de calcul avec les doigts ont en commun le phénomène du «pas plus de quatre» pressenti par de nom­

breuses civilisations depuis la nuit des temps! A.B.

«Compter du bout des doigts.

Cailloux, jetons et bouliers de P e n d e s à nos jours», par Alain Scharlig, Presses polytechniques et universitaires romandes, 2006, 294 pages.

S P I R I T U A L I T É S M O Z A M B I C A I N E S

Au Mozambique, la religion est une composante incontour­

nable de la société. Si l'ex- régime socialiste a pour un temps freiné l'étude des faits religieux, il n'en est plus rien aujourd'hui. Islam, christia­

nisme et animisme font tou­

jours preuve de vivacité. Dans son numéro de décembre 2005, Le Fait Missionnaire publie une série de textes originaux trai­

tant de la question. L'ouvrage traite d'institutions ou de per­

sonnalités n'ayant pas encore fait l'objet d'étude, ou propose des angles d'analyse inédits.

Le premier article porte sur la communauté catholique de Sant'Egidio. L'auteur tâche de mieux comprendre cette com­

munauté, son travail et son suc­

cès au Mozambique. Le texte suivant pose la question des rites funéraires chez les adeptes de l'Islam, à travers les positions d'un important leader musulman. Les persécutions dont furent victimes les témoins de Jéhovah font l'objet d'un troisième article. L'ou­

vrage se clôt sur une étude des

S E R É F É R E R À D I E U

Judaïsme, christianisme, islam. Trois manières de se référer à Dieu, de rendre compte de l'humain, d'organi­

ser son rapport au monde et à la société. Au travers de neuf chapitres, cet ouvrage aborde de front les réalités centrales que sont la forme et le statut du Livre, la ritualité, la mys­

tique, la vision de l'au-delà, l'articulation à la modernité, dont la question du statut et de l'image de la femme, ce qu'il en est de Dieu, de l'humain et du monde, dans chacune des trois religions monothéistes. A chaque fois, l'ouvrage donne les éléments historiques et structurels indispensables pour comprendre, comparer et confronter aujourd'hui ces tra­

ditions. Par delà, se trouve mis en perspective le phénomène même de la croyance, dans ses dimensions anthropologiques et sociales.

Pierre Gisel est professeur de théologie systématique à l'Université de Lausanne. Il est

«églises indépendantes», où officient des «prophètes de la guérison». Des figures ambi­

guës, à l'intersection du chris­

tianisme et de la médecine tra­

ditionnelle. L.P.

La rédaction de cette revue, fondée par le professeur Klauspeter Blaser, est dirigée par l'Observatoire des religions en Suisse de l'Université de Lausanne.

«Mozambique», Le Fait Missionnaire n° 17, Basel, 2005,160 pages.

- 1 7

également responsable de l'enseignement des grandes traditions religieuses à l'EPFL (cours SHS). Il est l'auteur de nombreux ouvrages. Ed.

«Les monothéismes. Judaïsme, christianisme, islam. 145 propositions», par Pierre Gisel, Collection «Religions en perspective», 178 pages ISBN 2-8309-1183-0.

T

RMOW

L E S M O N O T H É I S M E S JUDAÏSME, CHRISTIANISME, ISLAM

• LABOR ET FINIS

S O C I O L O G I E D U S P O R T

S'appuyant sur les meilleurs spé­

cialistes internationaux, cet ou­

vrage propose un état des lieux des recherches en sociologie du sport. A distance des visions en­

chantées d'une pratique aujour­

d'hui mondialisée, il invite à com­

prendre les multiples dimensions de la culture sportive. Quels sont les effets de la «globalisation»

actuelle du sport et de ses spec­

tacles? Comment analyser les rapprochements souvent extrê­

mes entre sport et médias?

Certes, les succès des sportifs portent à la célébration du mul­

ticulturalisme, mais certaines formes de ségrégation ne perdu­

rent-elles pas, par exemple à l'égard des femmes comme de certaines minorités? Les organi­

sations sportives sont-elles exemptes des stéréotypes ra­

ciaux ou politiques?

Ce panorama de la recherche internationale, sans équivalent à ce jour, renouvelle notre regard sur le sport, sa consommation de masse, l'abondance de ses récits et images, et interroge ses di­

mensions aussi bien politiques que culturelles.

Fabien Ohi, professeur ordinaire à la Faculté des SSP, est direc­

teur de l'Institut des sciences du sport et de l'éducation physique.

Ed.

«Sociologie du sport. Perspectives internationales et mondialisation», Collection «Pratiques physiques et société», sous la direction de Fabien Ohi, Paris, PUF, 2006,179 pages

T

" FABIEN OH!

S O C I O L O G I E D U S P O R T PERSPECTIVES JNTENHTIONWKI

ET MONDIALISATION

H

A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 Ü 0 6 5

(5)

SANTE

Vous devriez

connaître ces plantes : elles peuvent

empoisonner vos mm pique-niques

/^jlles sont belles, appétissantes, et inci- tent à la cueillette. Pourtant, les planter sauvages peuvent être dangereuses. Ellej provoquent même huit à dix fou plus

d'intoxications que leé champignons. Et menacent surtout les enfants. Spécialiste renommé de photochimie et professeur hono- raire de l'UNIL, KurtHostettmann invite

ci la prudence. —•

A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 D 6 7

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Vous devriez connaître ces plantes: elles peuvent empoisonner vos pique-niques

SANTE

On ne .ie méfie pa.i a.i.iez des plantes :

elles ont causé 2601 cas d'intoxication en 2005 et 27S6 en 2004, alor.i que le.i champignons n'ont intoxiqué que 327personnes en 2003 et 435 en 2004.

T

L

a s a i s o n s'y p r ê t e . R i e n n ' e s t p l u s t e n t a n t , l o r s d e s l o n g u e s p r o m e ­ n a d e s e n p l a i n e o u e n m o n t a g n e , q u e d e c u e i l l i r d e s feuilles p o u r a c c o m m o ­ d e r s a l a d e s et s a u c e s , o u d e g o û t e r à c e s b a i e s r o u g e s o u n o i r e s q u i r e s ­ s e m b l e n t t a n t a u x m y r t i l l e s o u a u x c a s ­ sis. D e s p l a n t e s , o n n e se méfie p a s . E t l'on a t o r t . C a r les c o n f u s i o n s s o n t fré­

q u e n t e s et le d a n g e r g u e t t e .

D a n s la p l u p a r t d e s p a y s e u r o p é e n s ,

«les i n t o x i c a t i o n s p r o v o q u é e s p a r les p l a n t e s s o n t e n v i r o n h u i t à d i x fois p l u s n o m b r e u s e s q u e c e l l e s o c c a s i o n n é e s p a r les c h a m p i g n o n s » , s o u l i g n e K u r t H o s t e t t m a n n , d i r e c t e u r d u l a b o r a t o i r e d e p h a r m a c o g n o s i e et p h y t o c h i m i e d e l ' E c o l e d e p h a r m a c i e G e n è v e - L a u ­ s a n n e . Il suffit d e c o n s u l t e r les s t a t i s ­ t i q u e s d u C e n t r e s u i s s e d ' i n f o r m a t i o n t o x i c o l o g i q u e à Z u r i c h p o u r s ' e n c o n v a i n c r e : e n 2 0 0 3 , l ' i n s t i t u t i o n a r e c e n s é 2 6 0 1 c a s d ' i n t o x i c a t i o n s p a r les p l a n t e s c o n t r e 3 2 7 s e u l e m e n t p a r les c h a m p i g n o n s ; l ' a n n é e s u i v a n t e , l e s chiffres s ' é l e v a i e n t r e s p e c t i v e m e n t à 2 7 8 6 et 4 3 3 !

C o n t r a i r e m e n t à u n e i d é e f o r t r é p a n d u e , « t o u t c e q u i e s t n a t u r e l n ' e s t p a s f o r c é m e n t b o n , c o n s t a t e le p r o ­ fesseur. L e s p o i s o n s les p l u s v i o l e n t s se t r o u v e n t d a n s la n a t u r e et a u c u n p r o d u i t artificiel n ' a t t e i n t le d e g r é d e t o x i c i t é q u e p o s s è d e n t c e r t a i n e s s u b ­ s t a n c e s n a t u r e l l e s . » L e s p l a n t e s s o n t , elles a u s s i , c o n c e r n é e s . Si c e r t a i n e s d ' e n t r e elles p o s s è d e n t d ' i n d é n i a b l e s p r o p r i é t é s m é d i c i n a l e s , d ' a u t r e s - ou p a r f o i s d ' a i l l e u r s les m ê m e s - r e n f e r ­ m e n t d e s t o x i n e s n é f a s t e s , v o i r e m o r ­ telles. K u r t H o s t e t t m a n n t i e n t à le faire s a v o i r et c ' e s t d ' a i l l e u r s p o u r c e l a q u ' i l v i e n t d e c o n s a c r e r u n l i v r e a u x p l a n t e s t o x i q u e s et à l e u r s effets n é f a s t e s s u r n o t r e s a n t é0.

7 Si

Principales victimes : les enfants

L ' o u v r a g e s ' a d r e s s e à t o u s les c u e i l - l e u r s d u d i m a n c h e , et t o u t s p é c i a l e ­ m e n t a u x p a r e n t s . « L e s p r i n c i p a l e s v i c ­ t i m e s d e s i n t o x i c a t i o n s p a r les p l a n t e s s o n t les e n f a n t s » - e n 2 0 0 4 , 2 1 8 9 d ' e n t r e e u x e n o n t s o u f f e r t , c o n t r e 5 9 7 a d u l t e s - « a l o r s q u e les p r i n c i p a l e s v i c ­ t i m e s d ' i n t o x i c a t i o n s p a r les c h a m p i ­ g n o n s s o n t d e s a d u l t e s . »

C e l a n ' a r i e n d ' é t o n n a n t : les b a m ­ b i n s n e s o n t g u è r e a t t i r é s p a r les c h a m ­ p i g n o n s et, s'ils en c o n s o m m e n t , c ' e s t p a r c e q u e l e u r s p a r e n t s les m e t t e n t d a n s l e u r a s s i e t t e . E n r e v a n c h e , les e n f a n t s s o n t f a s c i n é s p a r les p l a n t e s ,

8 A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 0 6

et t o u t p a r t i c u l i è r e m e n t p a s les f r u i t s . Q u ' i l s r e p è r e n t d e s b a i e s l u i s a n t e s , et ils les i n g u r g i t e n t a u s s i t ô t .

Ils r i s q u e n t ainsi d e m a n g e r les fruits d e b e l l a d o n e q u i r e s s e m b l e n t à d e s c e r i s e s n o i r e s , m a i s s o n t t o x i q u e s , ou e n c o r e c e u x d u b o i s - g e n t i l q u i , « m a l g r é son n o m , n ' e s t p a s gentil d u t o u t » . L e s t o u t - p e t i t s s o n t e n c o r e p l u s e x p o s é s , e u x q u i a i m e n t p o r t e r à l e u r b o u c h e t o u t ce q u ' i l s t r o u v e n t - n o n s e u l e m e n t les fruits q u i s o n t à l e u r p o r t é e , m a i s a u s s i les feuilles ou les tiges, y c o m p r i s celles d e s p l a n t e s d ' a p p a r t e m e n t .

D a n g e r e u s e s m é p r i s e s

L e s a d u l t e s n e s o n t t o u t e f o i s p a s à l ' a b r i d e s e r r e u r s . D ' a u t a n t q u e c e r ­ t a i n e s p l a n t e s t o x i q u e s r e s s e m b l e n t à s'y m é p r e n d r e a u x p l a n t e s c o m e s t i b l e s . Il f a u t p a r e x e m p l e ê t r e u n fin o b s e r ­ v a t e u r p o u r d i s t i n g u e r les feuilles d e l'ail d e s o u r s , a u g o û t d e c i b o u l e t t e fort p l a i s a n t d a n s les s a l a d e s , d e c e l l e s d u c o l c h i q u e d ' a u t o m n e q u i , e l l e s , s o n t t o x i q u e s .

D e la m ê m e m a n i è r e , il e s t a i s é d e c o n f o n d r e la g e n t i a n e j a u n e , u t i l i s é e p o u r f a b r i q u e r d e l ' e a u - d e - v i e , a v e c le v é r a t r e , q u i p r o v o q u e n a u s é e s e t v o m i s s e m e n t s . L a m é p r i s e est a i s é e c a r

«ces d e u x p l a n t e s p o u s s e n t s o u v e n t d a n s le m ê m e m i l i e u , c ô t e à c ô t e » , p r é ­ c i s e K u r t H o s t e t t m a n n . P o u r t a n t , les feuilles d e la g e n t i a n e s o n t o p p o s é e s , t a n d i s q u ' e l l e s s o n t a l t e r n é e s s u r la

h a m p e f l o r a l e d u v é r a t r e . M a i s e n c o r e faut-il le s a v o i r .

D ' A l e x a n d r e le Grand à Van Gogh

D e t o u t t e m p s , les p l a n t e s o n t é t é u t i l i s é e s c o m m e p o i s o n s . L ' u n d e s e x e m p l e s les p l u s c é l è b r e s e s t la f a m e u s e c i g u ë q u e S o c r a t e fut c o n d a m n é à b o i r e et q u i le t u a . E n fait,

« c e t t e p l a n t e n ' e s t p a s si t o x i q u e q u e cela, p r é c i s e K u r t H o s t e t t m a n n . Il faut v r a i m e n t en c o n s o m m e r d e fortes d o s e s p o u r m o u r i r . » L a fin d ' A l e x a n d r e le G r a n d e s t m o i n s c o n n u e . L e roi d e M a c é d o i n e , q u i v é c u t a u I Ve siècle av.

J . - C , a s a n s d o u t e s u c c o m b é à u n e i n t o x i c a t i o n — a c c i d e n t e l l e ou c r i m i ­ n e l l e , n u l n e le s a i t — a u v é r a t r e .

Q u a n t à V i n c e n t V a n G o g h , il a v r a i ­ s e m b l a b l e m e n t s o m b r é d a n s la folie à c a u s e d e s o n g o û t t r è s p r o n o n c é p o u r l ' a b s i n t h e . Il a e n s u i t e é t é « t r a i t é a v e c d e la d i g i t a l e , u n e p l a n t e t o x i q u e et d i u ­ r é t i q u e q u i é t a i t u t i l i s é e a u X I Xe siècle, à t o r t , p o u r le t r a i t e m e n t d e la d é m e n c e » . L a d i g i t a l e p r o v o q u a n t d e s t r o u b l e s v i s u e l s , c e l a e x p l i q u e r a i t la p r é d o m i n a n c e d e la c o u l e u r j a u n e d a n s d e n o m b r e u x t a b l e a u x r é a l i s é s p a r l ' a r t i s t e à la fin d e sa v i e .

La m o d e du naturel

Si l e s i n t o x i c a t i o n s p a r l e s p l a n t e s n e d a t e n t d o n c p a s d ' h i e r , o n a c e p e n ­ d a n t c o n s t a t é u n e n e t t e a u g m e n t a ­

t i o n d e s c a s d ' i n t o x i c a t i o n a u c o u r s d e c e s d e r n i è r e s a n n é e s , « c a r d e p l u s e n p l u s d e p e r s o n n e s v e u l e n t m a n ­ g e r s a i n e t c u e i l l i r e l l e s - m ê m e s d e s p l a n t e s s a u v a g e s » , c o n s t a t e K u r t

H o s t e t t m a n n .

C ' e s t d ' a i l l e u r s u n v é r i t a b l e effet d e m o d e . « C e r t a i n s c u i s i n i e r s p r é t e n d e n t q u ' i l f a u t r e v e n i r à la n a t u r e et m a n ­ g e r t o u t e s s o r t e s d e p l a n t e s . » E t c e l a p e u t p a r f o i s se t e r m i n e r p a r d e s p r o ­ b l è m e s d i g e s t i f s , p l u s ou m o i n s g r a v e s . F o r t h e u r e u s e m e n t , les c a s m o r t e l s r e s ­ t e n t t r è s r a r e s .

M a i s a l o r s , q u e f a i r e l o r s q u e l ' o n n ' e s t p a s u n b o t a n i s t e p a t e n t é ? « I l f a u t a i m e r l e s p l a n t e s , l e s r e s p e c t e r , m a i s é v i t e r d e l e s c u e i l l i r » , r é p o n d K u r t H o s t e t t m a n n . A u x a m a t e u r s , il c o n s e i l l e « d ' a l l e r p l u t ô t l e s a c h e t e r à l a d r o g u e r i e o u à la p h a r m a c i e » .

Elisabeth Gordon

A lire :

«Tout savoir sur les

poisons naturels. Reconnaître et se protéger des toxines de la nature»,

K u r t H o s t e t t m a n n , E d i t i o n s F a v r e , j u i n 2 0 0 6 .

A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 0 6 9

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Voud devriez connaître ced planted: elied peuvent empoisonner vod S A N T E

V o i c i l e s

p l a n t e s d o n t i l f a u t s e m é f i e r

La belladone: des fruits noirs comme des cerises

L'«Atropa belladonna», couramment appelée belladone, est sans aucun doute l'espèce qui provoque le plus grand nombre d'intoxications. Il est vrai que cette plante, qui pousse dans les clai­

rières et au bord des forêts, a de quoi atti­

rer les enfants. Ses baies noires et brillantes «ressemblent à de très belles cerises», souligne Kurt Hostettmann. Des fruits appétissants et dont la «saveur n'est pas désagréable», à en croire le chercheur qui avoue les avoir déjà goûtés.

Pourtant, mieux vaut s'en méfier: la plante renferme un alcaloïde toxique, l'atropine. La consommation d'une di­

zaine de baies peut provoquer la mort d'un enfant et il lui suffit d'en manger

deux ou trois pour ressentir les premiers symptômes d'une intoxication. Cela com­

mence par une sécheresse de la bouche et une sensation de soif intense.

L'atropine provoque aussi une dilata­

tion de la pupille - les élégantes du X V Ie siècle le savaient, elles qui utilisaient le suc du fruit pour embellir leurs yeux; c'est d'ailleurs ce qui a valu à la plante son nom de «Bella donna» (belle femme en italien). En outre, cette substance toxique peut induire d'autres troubles comme une élévation de la température, une accélé­

ration du rythme cardiaque, la congestion du visage, des hallucinations visuelles et auditives, des délires ou encore une som­

nolence pouvant aller jusqu'au coma.

Atropa belladonna

1 o

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Colchique d'automne: à ne pas confondre avec l'ail des ours

Son nom est trom­

peur: si ce colchique fleurit en automne, ses feuilles apparaissent au printemps; au moment même où les promeneurs vont cueillir de l'ail des ours très apprécié pour accommoder des salades ou certains plats. De là naissent de dan­

gereuses confusions car les feuilles des deux plantes se ressemblent.

Certes, «l'ail des ours a une forte odeur de ciboulette, alors que le col­

chique est inodore», précise Kurt Hos­

tettmann. Mais cela ne suffit pas à évi­

ter les erreurs. «Lorsque les mains sont imprégnées d'ail des ours, il est possible de ne pas se rendre compte que l'on récolte du colchique d'automne, étant donné que les deux plantes peuvent pousser les unes à côté des autres.»

Méfiance donc, car le colchique ren­

ferme une substance toxique, la colchi-

cine. En 2004, plusieurs clients d'un res­

taurant du canton de Neuchâtel en ont fait l'amère expérience: ils ont été pris de vomissements et de diarrhées après avoir mangé un poisson à la sauce d'ail des ours.

En fait, comme l'ont révélé des ana­

lyses pratiquées par le laboratoire de Kurt Hostettmann, la sauce en question contenait de la colchicine. Malgré tout, ces gourmets s'en sont remis. Ils ont eu de la chance: l'ingestion de 0,5 milli­

gramme par kilogramme de cette sub­

stance entraîne des troubles digestifs, la consommation de plus de 0,8 mg/kg provoque une défaillance cardiaque et 10 mg représente une dose létale.

Colchicum autiimnale

Datura .maveolend

La trompette des anges: un dangereux aphrodisiaque

Nommée «trompette des anges» à cause de la forme allongée de ses fleurs blanchâtres, la «Datura suaveolens» ori­

ginaire du Mexique est une plante d'ornement très prisée en Suisse. Les enfants peuvent être tentés de goûter à ses belles fleurs, mais ils ne sont pas les seuls à être menacés par la toxicité du végétal. Des recettes circulent en effet sur Internet, qui incitent les jeunes et les adultes à faire macérer la trom­

pette des anges dans du vin pour pré­

parer des boissons aphrodisiaques et hallucinogènes.

Cela a conduit, en 1998, à 67 cas d'intoxications, dont un m o r t e l : cette année-là, «une jeune femme de 20 ans est décédée à Zurich, rappelle Kurt Hos­

tettmann, après avoir consommé un breuvage magique à base de trompette des anges».

Appartenant à la famille des Solana­

cées, comme la belladone, les «Datura»

renferment, elles aussi, de l'atropine, ainsi qu'une autre substance toxique, la scopolamine; leur ingestion provoque donc les mêmes méfaits sur l'organisme que ceux dus à l'«Atropa belladona».

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Vous devriez connaître ces plantes: elles peuvent empoisonner vos pique-niques

S A N T E

La berce du Caucase: sous le soleil, elle attaque la peau

Il ne faut pas se fier aux apparences.

Cette ombellifère «imposante et magni­

fique» qui peut atteindre 2 à 3 mètres de haut est aussi, selon Kurt Hostett- mann, «la plante qui pose le plus de pro­

blèmes en été». Cette plante sauvage qui prolifère dans les Alpes et les Préalpes

«est à l'origine de 20 à 30 % des consul­

tations des dermatologues valaisans pendant la belle saison».

Le danger provient des furanocou- marines contenues dans la berce du Cau­

case. Ces substances «se fixent aux pro­

téines de la peau sous l'effet de la lumière», précise le professeur honoraire de l'UNIL, et provoquent ce que l'on nomme des phytophotodermatites.

Dans les cinq minutes qui suivent le contact avec la plante fraîche, la peau se couvre de rougeurs et parfois même de cloques qui deviennent très doulou­

reuses après une exposition au soleil. « arrive que, prenant un bain de soleil cou­

ché au milieu d'un pré, une personne se relève avec l'empreinte d'une feuille de berce sur la peau!» Quant aux enfants, ils sont attirés par la tige creuse de la plante qui se prête à la confection de sarbacanes; «par temps ensoleillé, les dégâts sur les lèvres sont terribles».

Lorsqu'on a touché la feuille ou la tige de l'ombellifère, «on peut atténuer la douleur avec des compresses froides et avec des dérivés salicylés», précise le spécialiste de phytochimie. Mais quand des vésicules apparaissent sur la peau,

«il vaut mieux consulter un dermato­

logue».

A elle seule, la berce du Cauca,te provoque 20 à 30% des consultations des dermatologues valaisans

Un pied brûlé par un contact avec une berce du Caucase

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Le dieffenbachia: la tige qui rend muet

Avec ses grandes feuilles vertes tache­

tées de jaune, le dieffenbachia ressemble au philodendron - il appartient d'ailleurs à la même famille botanique. Comme lui, il est très apprécié dans la décoration de halls d'entrée d'immeubles, de bureaux ou d'appartements.

Mais il n'est pas aussi inoffensif qu'il y paraît, surtout pour les très jeunes enfants qui seraient tentés de mâcher ou manger ses feuilles. Car celles-ci contiennent des cristaux d'oxalate de calcium qui forment de petites aiguilles;

de quoi provoquer, dans la bouche et l'œsophage, des lésions qui facilitent la pénétration des toxines végétales dans l'organisme.

Cela se traduit d'abord par une inflam­

mation de la bouche et du pharynx qui empêche de parler. Les colons anglais installés aux Caraïbes, d'où la plante est originaire, l'avaient bien compris. Ils avaient nommé le dieffenbachia «dumb cane» - «la tige qui rend muet» - et «ils la mettaient dans la bouche des esclaves

rebelles pour les rendre dociles», raconte Kurt Hostettmann.

Les toxines contenues dans la plante provoquent aussi une sensation de brû­

lure, une hypersalivation, un gonflement de la langue et une sensation d'étouffe- ment. Pour l'enfant atteint de ces symp­

tômes, et pour ses parents, il y a de quoi paniquer. «C'est une source importante d'appels aux centres antipoison, mais en fait ce n'est pas grave», précise le pro­

fesseur. Son conseil: «Il faut rincer la bouche et les autres parties atteintes avec de l'eau. Si nécessaire, le médecin préconisera l'administration d'analgé­

siques et de sédatifs.»

EG

On pourra découvrir toutes ces plantes toxiques (et bien d'autres) au Jardin des plantes médicinales de Leysin créé par Kurt

Hostettmann, dans le cadre de la Fondation Gentiana.

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Voici comment on emprisonnait au Moyen Age

HISTOIRE

P

a r u n e b e l l e j o u r n é e d e 1816, L o r d B y r o n e s t e n e x c u r s i o n s u r le L é m a n . Il a d m i r e la n a t u r e , la p i e r r e p a r t o u t p r é s e n t e . M a i s la t e m p ê t e s u r ­ v i e n t et a v e c elle, le n a u f r a g e . C ' e s t d o n c t r e m p é j u s q u ' a u x os q u ' i l v i s i t e le c h â t e a u d e C h i l l o n , o ù le g u i d e é v o q u e u n p r i s o n n i e r e n c h a î n é d a n s la c r y p t e a u X V Ie siècle. L ' i m a g i n a t i o n d u p o è t e s ' e n f l a m m e et d o n n e n a i s s a n c e a u f a m e u x « P r i s o n n i e r d e C h i l l o n » . O n r a c o n t e q u e B y r o n é c r i v i t le c é l è b r e p o è m e d a n s la n u i t q u i s u i v i t c e t t e v i s i t e , à l ' H ô t e l d ' A n g l e t e r r e o ù il é t a i t d e s c e n d u d a n s le v i l l a g e d ' O u c h y .

« L ' œ u v r e e s t t r è s r o m a n t i q u e . Elle a l t e r n e é v o c a t i o n s l y r i q u e s et s c è n e s d r a m a t i q u e s à p l u s i e u r s p e r s o n n a g e s . L e s p l u s b e a u x p a s s a g e s s o n t c e u x o ù B y r o n i m a g i n e u n e m i n é r a l i s a t i o n d u p r i s o n n i e r q u i , a y a n t a c c e p t é s a c o n d i ­ t i o n , d e v i e n t p i e r r e l u i - m ê m e . » P o u r A n n e F a u s s i g n y , le p r i s o n n i e r d e B y r o n e s t à la fois p r o c h e et é l o i g n é d u p e r ­ s o n n a g e h i s t o r i q u e , F r a n ç o i s d e B o n i - v a r d , d o n t la f o r c e d e c a r a c t è r e h o r s d u c o m m u n a b i e n q u e l q u e c h o s e d e m i n é r a l .

« L e p o è m e c o n n a î t u n i m m e n s e s u c ­ cès, p o u r s u i t - e l l e , et c ' e s t e n p è l e r i n s q u e les v i s i t e u r s a f f l u e n t à C h i l l o n q u i i n s p i r e d é s o r m a i s t a n t les é c r i v a i n s q u e les p e i n t r e s : u n p o r t r a i t p a r D e l a c r o i x d u p r i s o n n i e r en v i e i l l a r d b a r b u se t r o u v e a u L o u v r e . »

Pour le duc de Savoie, c'est un hors-la-loi

M a i s q u i est B o n i v a r d ? Q u e l l e s t u r ­ p i t u d e s a-t-il c o m m i s e s p o u r se r e t r o u ­ v e r e n c h a î n é e n 1 5 3 0 ? P o u r le d u c d e S a v o i e , q u i c h e r c h e à le l i q u i d e r p o u r d e s o m b r e s m o t i f s , c ' e s t u n h o r s - l a - l o i .

« N o b l e p r i s o n n i e r , F r a n ç o i s d e B o n i ­ v a r d , lui, n e se c o n f o r m e r a j a m a i s à c e t t e i m a g e , se r e f u s a n t à j o u e r le j e u d e son p e r s é c u t e u r . C ' e s t ce q u ' i l a d e f a s c i n a n t » , a j o u t e la c h e r c h e u s e .

F i l s d e L o u i s d e B o n i v a r d e t d ' A y n a r d e d e M e n t h o n , F r a n ç o i s n a î t en 1 4 9 3 à S e y s s e l , v i l l a g e d e s b o r d s d u R h ô n e . J e u n e h o m m e v i g o u r e u x e t i n t e l l i g e n t , il est g e n t i l h o m m e p a r s a n a i s s a n c e et s e s q u a l i t é s p e r s o n n e l l e s , e n p r e m i e r lieu s a f o r c e d ' â m e . E t il en a u r a b e s o i n ! S a j e u n e s s e ? «Il é t u d i e à T u r i n , a l o r s c e n t r e d e la v i e d e c o u r d u d u c h é d e S a v o i e et o b t i e n t le g r a d e d e D o c t e u r en d r o i t e n 1512.»

A G e n è v e , s o n o n c l e J e a n - A m é d é e e s t p r i e u r d e S a i n t - V i c t o r , s i t u é s u r l ' a c t u e l e m p l a c e m e n t d e l'église r u s s e .

« L e p r i e u r é est r i c h e , le j e u n e F r a n ç o i s ,

gai l u r o n , y c o u l e d e s j o u r s h e u r e u x d e l e t t r é h u m a n i s t e , façon R o n s a r d , l a i - s a n t b o n n e c h è r e , t a q u i n a n t la m u s e et la g a r c e l e t t e » , r a c o n t e la r o m a n c i è r e . M a i s l a j e u n e s s e d o r é e n ' a q u ' u n t e m p s et les e n n u i s c o m m e n c e n t l o r s q u e s o n o n c l e v e u t lui l é g u e r S a i n t - V i c t o r s u r l e q u e l le d u c d e S a v o i e , q u i a d e s p r o ­ b l è m e s d e t r é s o r e r i e , v e u t faire m a i n b a s s e .

U n e histoire rocambolesque

L a s u i t e d e l ' h i s t o i r e , r o c a m b o ­ l e s q u e , e s t celle d e la l u t t e d e B o n i v a r d c h e r c h a n t à r é c u p é r e r s o n b i e n . J e t é en p r i s o n p a r d e u x fois, il r e p r e n d la b a t a i l l e j u r i d i q u e , a p r è s l ' E d i t d e r é f o r ­ m a t i o n , c o n t r e les p r o t e s t a n t s . «L'image d ' u n i n t e l l e c t u e l , o p p o s a n t p o l i t i q u e , se d e s s i n e , m a i s il y a a u s s i celle d u R o b i n

A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 0 6

Mes cheveux sont gris

— mais ce n 'est pas l'effet de l'âge, ni d'une frayeur soudaine qui fait blanchir la tête en l'espace d'une nuit.

Mes membres sont déformés - mais ce n 'est pas l'effet du travail.

Ils ont rouillé dans l'oisiveté odieuse du cachot

dont ils furent la proie...

«Le Prisonnier de Chillon»

Lord Byron, 1816

d e s b o i s d a n s le p e r s o n n a g e » , p o u r s u i t A n n e F a u s s i g n y .

E n t r e 1 5 1 7 e t 1 5 2 0 , il se lie a v e c le m o u v e m e n t n a t i o n a l i s t e p o p u l a i r e g e n e v o i s , les E i d g u e n o t s . C e s p a r t i s a n s d ' u n r a t t a c h e m e n t d e G e n è v e à la C o n f é d é r a t i o n s u i s s e se b a t t e n t c o n t r e les a b u s d e p o u v o i r d e l ' é v ê q u e et d u d u c d e S a v o i e . L'un d e s r e b e l l e s l a n c e u n s o i r à B o n i v a r d : « M o n s i e u r m o n c o m p è r e , p a r a m o u r d e la l i b e r t é d e G e n è v e v o u s p e r d r e z v o t r e b é n é f i c e et moi la t ê t e . » A i n s i fut fait, p o u r l ' u n c o m m e p o u r l ' a u t r e .

U n j o u r d e 1 5 2 0 , d é g u i s é e n m o i n e p o u r q u i t t e r G e n è v e à d o s d e m u l e t , B o n i v a r d v a c h e r c h e r r e f u g e à E c h a l -

Lord Byron a gra vé son nom sur l'un des «sept piliers gothiques» du fond du château de Chillon qu 'il a si bien décrits

l e n s . E n r a s e c a m p a g n e , l'un d e s e s c o m p a g n o n s , à la s o l d e d u d u c , lui m e t u n c o u t e a u s o u s la g o r g e : il d o i t r e n o n ­ c e r p a r é c r i t a u f a m e u x p r i e u r é . Il t â t e a l o r s u n e p r e m i è r e fois d e la p a i l l e d u c a c h o t , d a n s le P a y s d e G e x .

U n prieuré que tout le monde s'arrache

I m p o s s i b l e d e r é s u m e r les p é r i p é t i e s e n t o u r a n t ce p r i e u r é q u e t o u t le m o n d e s ' a r r a c h e , y c o m p r i s le p a p e C l é m e n t V I I , q u i s'en s a i s i t a u p a s s a g e p o u r le r e m e t t r e à s o n n e v e u . B o n i v a r d v a - t - i l 1 b a i s s e r les b r a s ? C e s e r a i t m a l le

" c o n n a î t r e ! A sa s o r t i e d e p r i s o n , il p a r t I © à R o m e r é c l a m e r s o n b i e n . M a i s le d u c

(11)

HISTOIRE

(...) Le Léman s'étend sous les murs de Cbillon,

niait à mille pieds de profondeur ses eaux coulent et se mêlent si l'on en croit la sonde, jetée du haut des créneaux blancs.

Les flots et la pierre font une double prison,

et la tombe vivante

est creusée plus bas que la surface des eaux.

Nuit et jour,

dans l'obscur caveau où nous étions, nous entendions le clapotis des vagues.

«Le Prisonnier de Chillon»

LordByron, 1816

aussi est o b s t i n é : en m a i 1530, a l o r s q u e B o n i v a r d t r a v e r s e a u g a l o p les f o r ê t s d u J o r a t , n o u v e a u t r a q u e n a r d . O n le j e t t e , l i g o t é , s u r u n m u l e t e n d i r e c t i o n d u c h â t e a u d e C h i l l o n , a l o r s p l a c e forte.

B o n i v a r d y e s t c e r t e s e m p r i s o n n é , m a i s il vit à l ' é t a g e p e n d a n t d e u x a n s , p o u r s u i v a n t s e s r e c h e r c h e s s u r les l a n g u e s et l ' h i s t o i r e . S u r v i e n n e n t a l o r s le d u c C h a r l e s et s a f e m m e , B é a t r i x d u P o r t u g a l , q u i le j u g e n t t r o p b i e n t r a i t é . S u r l e u r o r d r e , B o n i v a r d e s t e n c h a î n é d a n s la c r y p t e , t r è s p r o b a b l e m e n t seul c o n t r a i r e m e n t a u x s u p p u t a t i o n s d e B y r o n .

Il r e n d c o m p t e d e c e s q u a t r e a n n é e s d a n s les « C h r o n i q u e s d e G e n è v e » , l ' œ u v r e d e s a vie, o ù il r a c o n t e a v o i r laissé d a n s la p i e r r e l ' e m p r e i n t e d e ses p a s . « P a s d ' e f f u s i o n s r o m a n t i q u e s d a n s

c e t t e œ u v r e s o b r e . U n h o m m e d u X V Ie siècle n e d é v o i l e p a s s o n ê t r e i n t i m e » , fait r e m a r q u e r la r o m a n c i è r e .

Sauvé par les Bernois

C ' e s t a u x S u i s s e s , et p l u s p r é c i s é ­ m e n t a u x B e r n o i s q u e le p r i s o n n i e r d o i t le s a l u t l o r s q u ' i l s e n v a h i s s e n t le P a y s d e V a u d en 1 5 3 6 . C ' e s t en t r i o m p h a ­ t e u r - et s u r u n e g a l è r e a f f r é t é e p o u r l ' o c c a s i o n - q u ' i l e n t r e à G e n è v e , le 2 7 m a r s . »

B o n i v a r d a a l o r s 4 3 a n s . Il se c o n v e r ­ t i t a u p r o t e s t a n t i s m e et m è n e j u s q u ' à s a m o r t u n e vie d ' h i s t o r i e n officiel, p a y é et l o g é p a r la S e i g n e u r i e p r o t e s t a n t e

« m a i s b a t a i l l a n t là e n c o r e p o u r é c r i r e u n e h i s t o i r e m o d e r n e , r a t i o n n e l l e et c r i ­ t i q u e et n o n u n é c r i t à la s e u l e g l o i r e d e s R é f o r m é s » .

T r o i s fois v e u f , F r a n ç o i s d e B o n i ­ v a r d s e m a r i e p o u r la q u a t r i è m e e t d e r n i è r e fois e n 1 5 6 2 , a v e c C a t h e r i n e d e C o u r t a r v e l , n o b l e f r a n ç a i s e , r é f u ­ g i é e h u g u e n o t e . Il a 6 9 a n s , e l l e e n a 2 7 e t s o n d e s t i n t r a g i q u e s e m ê l e à c e l u i d u j e u n e s e c r é t a i r e d e s o n é p o u x . M a i s c e c i e s t u n e a u t r e h i s ­ t o i r e , c e l l e d e « L a D a m e d e la L u c a - z i è r e » , d e r n i e r r o m a n d ' A n n e F a u s - s i g n y . F r a n ç o i s d e B o n i v a r d , q u a n t à l u i , m e u r t à la fin d e l ' a n n é e 1 5 7 0 , à l ' â g e d e 7 7 a n s .

Elisabeth Gilles

A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 0 6

E n s a v o i r p l u s :

A n n e F a u s s i g n y d o n n e r a

u n c o u r s s u r « L ' h i s t o i r e v é r i t a b l e d e F r a n ç o i s d e B o n i v a r d » , d è s s e p t e m b r e , à l ' U n i v e r s i t é p o p u l a i r e d e la C ô t e et d u p i e d d u J u r a ( G y m n a s e d e N y o n ) .

« L e s c h r o n i q u e s d e G e n è v e » o n t é t é r é é d i t é e s p a r M i c h e l i n e T r i p e t , c h e z D r o z , e n 2 0 0 1 e t 2 0 0 4 .

« L a D a m e d e l a L u c a z i è r e » d ' A n n e F a u s s i g n y , à p a r a î t r e à L ' A g e d ' H o m m e .

(...) Enfin des hommes vinrent me délivrer.

Je n'ai pas demandé pourquoi, ni voulu savoir où j'irais.

Il m'était devenu indifférent d'être ou non chargé de fers.

J'avais appris à aimer jusqu'à l'absence d'espoir.

«Le Prisonnier de Chillon»

LordByron, 1816

J

Bonivard doit en réalité sa libération à l'arrivée des Bernois

qui reprennent le château de Chillon au comte de Savoie, et qui libèrent aussitôt le malheureux prisonnier

A L L E Z S A V O I R ! / № 3 5 J U I N 2 0 0 6

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