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Roanne pas à pas

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Academic year: 2022

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Roanne pas à pas

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Jean CANARD

R O A N N E p a s à p a s

EDITIONS HORVATH

ROANNE

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ICONOGRAPHIE — Nous tenons à remercier la Bibliothèque de Roanne et la Chambre de Commerce qui ont bien voulu faciliter nos recherches en nous communi- quant de nombreuses photos, pour la plupart anonymes, inédites et remontant au siè- cle dernier. Quelques documents récents sont de Jean-Louis Lagoutte. Certaines car- tes postales anciennes proviennent de la collection de Yves Dubuis.

Nous prions nos aimables lecteurs de bien vouloir nous excuser pour la qualité médio- cre de nombreux documents rarissimes que nous avons néanmoins tenu à reproduire.

Directeur de publication Gérard TISSERAND Maquette Corinne Poirieux

Copyright Editions HORVATH - Z.I. « Les Etines », 42120 Le Coteau - 1982

I.S.B.N. 2-7171-0255-8

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Les rues de

Roanne au

fil des siècles

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R O A N N E — P l a c e D o r i a n

R O A N N E . — P a t i n a g e s u r le B a s s i n

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D a n s u n a r t i c l e p u b l i é , il y a q u e l q u e s a n n é e s , p a r l a " R e v u e d e P a r i s " e t i n t i t u l é :

" P a r i s r a c o n t é p a r s e s r u e s " , A l b e r t M o u s - s e t é c r i v a i t : " L ' h i s t o i r e d ' u n e v i l l e , q u a n d u n e v i l l e a u n e h i s t o i r e , e s t é c r i t e s u r les p l a - q u e s i n d i c a t r i c e s d e s e s r u e s . "

C ' e s t d u m o i n s c e q u ' o n p o u r r a i t s o u - h a i t e r . C a r t o u t e v i l l e a s o n h i s t o i r e , p e t i t e o u g r a n d e , à l a m e s u r e d u r ô l e q u ' e l l e a j o u é d a n s le p a s s é d e s a r é g i o n . Q u a n t à r e t r o u v e r c e t t e h i s t o i r e s u r les p l a q u e s i n d i c a t r i c e s d e ses r u e s , c ' e s t u n e a u t r e a f f a i r e . . .

Il e s t v r a i q u e , j a d i s , les d é n o m i n a t i o n s d ' o r i g i n e p o p u l a i r e , t r a d u i s a i e n t u n s e n t i - m e n t , u n p o u v o i r é m o t i f d e s h a b i t a n t s p a r r a p p o r t a u p a s s é e t a u p r é s e n t . A v a n t le X V I I e s i è c l e , l e s n o m s r a p p e l a i e n t u n c a p i t a l d e s o u v e n i r s e t d ' é v o c a t i o n s q u ' u n e g é n é r a - t i o n t r a n s m e t t a i t à l a g é n é r a t i o n s u i v a n t e . Ils é t a i e n t f l u c t u a n t s , c h a n g e a i e n t s o u v e n t a u g r é d u d é v e l o p p e m e n t d u q u a r t i e r . M a i s , q u e l l e i m p o r t a n c e , p u i s q u e les d é s i g n a t i o n s é t a i e n t i n c o n s c i e m m e n t le r é s u l t a t d ' u n a c c o r d t a c i t e d e l a p o p u l a t i o n , l ' e x p r e s s i o n d ' u n s e n t i m e n t c o l l e c t i f , e t q u ' i l n ' y a v a i t p a s d e p l a q u e s i n d i c a t r i c e s à c h a n g e r , p a s d e g u i - d e s o u p l a n s à m e t t r e à j o u r . A q u o i a u r a i e n t s e r v i d e t e l l e s p l a q u e s o u d e t e l s p l a n s ? Si p e u d e g e n s é t a i e n t c a p a b l e s d e les l i r e ! T o u t é t a i t u s a g e , h a b i t u d e , e t e n t r a i t d a n s le c a d r e d e l a v i e q u o t i d i e n n e .

L e s p l a q u e s n e r e m o n t e n t p a s a u - d e l à d u m i l i e u d u X V I I I e s i è c l e . A P a r i s , a p r è s u n e s s a i d e p l a q u e s m é t a l l i q u e s e n 1 7 2 9 , le l i e u - t e n a n t d e p o l i c e p r e s c r i v a i t , l ' a n n é e s u i v a n t e , l ' a p p o s i t i o n d ' i n s c r i p t i o n s g r a v é e s e n c r e u x s u r u n e p i e r r e d u r e . L e s v i l l e s d e p r o v i n c e s e s o n t é v i d e m m e n t i n s p i r é e s d e l ' e x e m p l e d e l a c a p i t a l e . M a i s l a p l u p a r t d e c e s g r a v u r e s d a n s

l a p i e r r e o n t d i s p a r u , s o i t p a r c e q u ' o n a d é m o l i les i m m e u b l e s d ' a n g l e s o u t r a n s f o r m é l e u r s f a ç a d e s , s o i t p a r c e q u e l e s m u r s o n t é t é r e c o u v e r t s d ' e n d u i t s q u i l e s o n t c a c h é e s . Il a r r i v e , d e t e m p s à a u t r e , q u ' o n e n d é c o u v r e a u h a s a r d d e q u e l q u e s r e s t a u r a t i o n s . T o u t r é c e m m e n t e n c o r e , M . F a b r e , h o r l o g e r à S a i n t - E t i e n n e , a y a n t e u l ' h e u r e u s e i d é e d e m e t t r e e n h o n n e u r les v i e i l l e s p i e r r e s d e s a m a i s o n , a d é g a g é d e u x d e c e s m a g n i f i q u e s i n s c r i p t i o n s l a p i d a i r e s : " r u e F r o i d e " e t

" G d e r u e S t - J a c q u e s " à l ' a n g l e d e d e u x v o i e s q u i s ' a p p e l l e n t d e n o s j o u r s : " E s c o f - f i e r " e t " M a r t y r s d e V i n g r é " .

P l u s i e u r s s u b s i s t e n t à L y o n , n o t a m m e n t

" r u e d e s D e u x - A n g l e s " a u c o i n d e l a r u e

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Alsace-Lorraine et de la place Croix-Paquet et "Petite rue du Garet" vers le n° 20 de l'actuelle rue de l'Arbre-Sec. Rue Neyret, on trouve même gravée dans la pierre la date d'ouverture de cette nouvelle voie : "la rue Neyret construite en l'an M D C X I X " .

On est revenu plus tard à des plaques métalliques noires surchargées de lettres blanches. Comme elles avaient un aspect plu- tôt funèbre, on les a remplacées à partir de 1844, par des plaques en relief avec lettres et armoiries colorées qui leur confèrent un cer- tain cachet artistique.

Il faut signaler q u ' à Roanne furent pla- cées en 1842, des plaques en faïence com- mandées à une maison de Lyon située Quai Pierre-Scize. Il en reste très peu parce qu'en 1883, la plupart d'entre elles furent rempla- cées par 256 plaques en tôle fournies par la maison Girard-Cole, de Clermont-Ferrand.

En principe, les plaques indicatrices devraient figurer de part et d'autre des entrées et sorties de toutes les voies urbaines, ainsi q u ' à tous les carrefours des rues trans- versales. A Roanne, l'application de ces prescriptions élémentaires laisse beaucoup à désirer. Bien que je n'ai pas fixé les manques par écrit, je puis assurer que la bonne moitié de ces plaques n'est plus (ou n'a jamais été) en place. Quant aux numéros des immeubles, n'en parlons pas. Les restaurations périodi- ques des vitrines des commerçants ont amené la disparition d'un si grand nombre que je me demande comment des étrangers arrivent à s'y reconnaître.

Le bon sens de nos pères voulait que le nom d'une rue soit d'abord une indication pratique ; il sacrifiait volontiers la brièveté à la clarté, et préférait au mot simple qui accroche l'esprit, l'usage d'une périphrase : tenant et aboutissant, point de départ et d'arrivée.

En règle générale, le nom de la rue dési- gnait une destination, une direction : Char- lieu, Clermont, la Loire, Mably, Mâtel, Vil- lemontais, etc. ; une orientation ou posi- tion : Le Béai, La Berge, Les Côtes, le Canal, les Fossés, le Halage, l'Ile, le Rivage, Midi, etc. ; l'état des lieux, leur végétation :

Creux-de-l'Oie, Gasse, Marais, les Accacias, les Cerisiers, les Vernes ; les quartiers : la Livatte, la Mirandolle, le Mayollet, les Elo- pées, les Canaux, Suresnes, etc. ; les sources qui avaient alors une très grande impor- tance : Fontalon, Fontenille, Fontquentin, Fontval ; de petites industries : La Farge, les Moulins, le Moulin-à-Vent, les Tisseurs, les Tanneries, etc. ; les propriétés importantes : Bayard, Bravard, Gardet, Sautet ; des monuments religieux ou civils construits sur les bords : Calvaire, Capucins, Minimes, Ursules, Casernes, Château, Cimetière, Col- lège, Ecoles, Halles, Hôpital : le culte voué à des saints comme témoignages de la vitalité r e l i g i e u s e : S t - A n t o i n e , S t - C l a i r , St-François, St-Gilbert, St-Honoré, St-Jean, St-Louis, Ste-Roanne, etc. ; quelques ensei- gnes d'hostelleries : La Croix-BLanche, La Galère ; enfin une quelconque particularité permanente, visible ou sensible : rues Chaude, Froide, Bombée, Beaulieu, Bel-Air, Bellevue, etc.

Très peu de noms de personnes ont figuré sur les plaques indicatrices avant la Révolution, exception faite pour quelques propriétaires de vastes terrains ou insignes bienfaiteurs. A titre d'exemple, notre rue Jean-Jaurès s'est appelée, à l'origine : rue Ducale en souvenir reconnaissant pour celui qui avait fait percer cette artère principale de la ville, le Duc d'Harcourt, seigneur de Roanne. Mais son nom patronymique n'y a jamais été gravé ; l'hommage rendu aux grands personnages n'était pas né.

Les choses ont bien changé depuis. Et pourtant "Imposer des noms d'hommes que l'on rencontre partout, dans tous les coins de France et du monde, aux lieu et place de patronymes et toponymes locaux", n'est-ce pas, comme l'a écrit, il n'y a pas très long- temps, un homme de lettres de Lyon, " u n acte de barbarisme et le signe d'une incul- ture" ? C'est en tout cas céder à une mode qui, comme toutes les modes, reste précaire.

Célébrer le culte des héros sur des pla- ques émaillées coûte moins cher que de leur élever une statue ou un simple buste, et per- met des mutations faciles au gré des circons- tances. Malheureusement, cette célébration

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s'est faite, chez nous, au détriment des noms de quartier, d'industries, de monuments, qui constituent le patrimoine savoureux de notre ville. N'y a-t-il donc pas assez de voies nou- velles, dans des zones industrielles de créa- tion récente, à consacrer à ces appellations politiques, somme toute provisoires, sans détruire ce qui est le reflet du passé, ce qui concrétise la continuité entre les générations.

On ne comprendrait pas que des Dupont et Durand quelconques puissent être substi- tués à La Canebière de Marseille et La Guil- lotière de Lyon. C'est pourtant ce qui est arrivé à Roanne, où l'on a fait disparaître Fontalon, La Livatte et autres vocables anti- ques, comme les Elopées, parce qu"'il ne semblait pas y avoir intérêt à les conserver"

comme on l'a écrit très officiellement dans une délibération municipale. En haut-lieu est prôné sous toutes les formes, le maintien du patrimoine, et, sur le plan local, les mêmes hommes s'acharnent à détruire ce patrimoine en pratiquant un nivellement par la base.

Déjà en 1877, alors que cette routine stupide de célébrer les "grands nationaux"

ne faisait que commencer, Jules Cousin, chargé de rédiger un rapport, souhaitait que pour les rues anciennes on laissa subsister ou qu'on rétablit les vocables qui avaient une signification historique, et pour les rues nou- velles des noms neutres offrant des chances d'invariabilité ou des célébrités incontesta- bles consacrées par le temps. Qu'on se garde, écrivait-il,, d'hommages prématurés, d'enga- gements irréfléchis.

Dans son ensemble, Paris est resté assez fidèle à son histoire dans le nom de ses rues.

Lyon s'applique à les conserver ou à les réta- blir aujourd'hui dans les plus anciens quar- tiers. De leur côté, Clermont-Ferrand, Mâcon, Nevers, Limoges, pour ne citer que quelques villes importantes du centre de la France, ont fait un gros effort de retour au passé. La nomenclature des rues de Montbri- son ne comporte au total qu'une dizaine de noms qui ne sont pas strictement locaux.

Quant aux municipalités qui se sont succé- dées à Roanne de 1870 à 1950, elles sont cer- tainement de celles qui ont le plus œuvré à briser les attaches qui liaient la ville ancienne

à la ville moderne. Elles se sont tellement acharnées à politiser les dénominations des rues et à consacrer des gloires nationales dont elles approuvaient les idées qu'on à assisté à une valse périodique de plaques indicatrices. Chaque fois que l'opposition a triomphé, elle s'est hâtée de substituer aux noms de personnes qui ne lui convenaient pas d'autres noms qui consacraient son suc- cès. Antoine Vallet a écrit très justement à propos des rues de Saint-Etienne : " O n dirait des postes avancés que les adversaires prennent et reprennent au cours d'une guerre sans fin. " Et encore, toutes proportions gardées, la ville de Saint-Etienne a réservé aux personnalités locales un hommage nette- ment plus important que celle de Roanne.

Dans le "Manuel d'Etudes Foréziennes"

(Mâcon-Protat, 1947, p. 211), J.E. Dufour

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*- Lâcher de ballon place de l'Hôtel-de-Ville.

avait bien fait remarquer que les Stéphanois n'avaient jusqu'ici vraiment honoré leurs grands artistes qu'en attribuant leurs patronymes illustres à de petites voies excen- triques de la ville laborieuse. Mais, tout de même, ils y sont...

Dans la majorité des cas, ces querelles menées en toutes régions par des partis poli- tiques dits "de gauche" (le radicalisme avant 1914, le socialisme entre les deux guerres, le communisme après la Libération sous cou- vert de la Résistance) se déroulent au détri- ment de l'intérêt général et ne réussissent pas plus à sortir de la banalité des "gloires"

éphémères et vite oubliées q u ' à supplanter des appellations profondément enracinées dans la tradition. Hors des paperasses admi- nistratives, il faut une génération pour que s'évanouisse un ancien vocable ; plus de temps qu'il n'en faut pour que surgissent pour une seule rue plusieurs appellations nouvelles. L'actuelle rue Jean-Jaurès (encore elle) a changé quatorze fois de patronage en l'espace de deux siècles : deux fois par géné- ration en moyenne.

Quelle qualification donner à de telles mutations dictées par le fanatisme politique et la passion partisane ? Et que deviennent dans de tels bouleversements, la clarté et la facilité des relations ? Les imprimeurs ne sont jamais sûrs d'éditer des guides ou des plans qui soient à jour au moment de leur parution.

Que dire des désignations numériques,

" à l'américaine", telles qu'on les voit dans un quartier de Mâtel, sinon que l'imagina- tion est décidément mal partagée dans l'humanité. A défaut d'anciens toponymes à ressusciter ou de personnages locaux à glori- fier, il serait tellement plus agréable aux sens de relever des dénominations poétiques comme celles q u ' a adoptées l'agglomération de Mably : Accacias, Glycines, Lilas, Muguets, Peupliers, Rosiers, Tilleuls, etc.

Je ne parle que pour mémoire de quel- ques villes qui affichent à leurs carrefours un calendrier impersonnel : 6 février, 1er avril, 1er mai, 8 mai, 14 juillet, 4 août, 4 septem- bre, 11 novembre, 2 décembre, sans oublier les 18 brumaire, 9 thermidor et bien d'autres... Il y en aurait des explications à

fournir pour être compris et retenus, à moins que le fait d'associer ces dates à des congés ait la propriété de jouer un rôle mnémotech- nique. Mais j'en doute... Que soient donc relégués dans les manuels scolaires, une fois pour toutes, ces arides quantièmes qui tortu- rent la mémoire des écoliers.

Dans le cas qui nous occupe, je ne vois pas la nécessité ni l'intérêt de suivre au jour le jour les arrêts municipaux roannais qui ont modifié les appellations. Mais je crois bon de signaler les principales fournées de noms nouveaux pour les placer dans le con- texte politique et social qui a présidé à leur orientation.

Après les éphémères nominations de la Révolution, durant laquelle les rues Centrale et B.-Malon (ensemble), les rues Mal-Foch, J e a n - J a u r è s , des Minimes, V.-Basch, A.-Delorme et Beaulieu étaient devenues res- pectivement rues de la Montagne, Marat, Liberté et Egalité, Constitutionnelle, Cha- lier, de l'Union, G.-Tell, la première de ces fournées est datée du 11 novembre 1863, soit un an après l'annexion du faubourg Mulsant et le tracé des principales artères qui le sillon- nent. Nous sommes au milieu du Second Empire : on s'en tient à la sagesse des patronymes célèbres de la région. Le "bap- tême" des nouvelles rues nous a valu de con- server entre autres souvenirs, ceux de Ber- choux, La Chaize, Coton, Falconnet, Gon- thier, La Mure, Mulsant, Pernetty, Urfé. Au cours du dernier siècle nous n'aurions eu aucune autre chance de les voir paraître. Un seul regret à formuler, c'est que la municipa- lité de l'époque (Charles Bouiller maire) n'ait pas eu le souci des précisions. Qui a-t-on voulu honorer chez les Urfé : Pierre, Claude, Anne, Honoré ou Louis ? Tous à la fois peut-être dans une maison riche en personna- lités. Mais pour les autres les prénoms ou titres accompagnés d'une chronologie des naissances et décès auraient évité de regretta- bles confusions : Chanoine J.-M. La Mure (1616-1675), P. Coton (1564-1626), Fr. de La Chaize (1624-1709), docteur P.-J. Gonthier (1621-1686), Antoine Pernetty (1716-1796).

Il est vrai q u ' à l'époque on s'est, sur ce point, si allègrement engagé dans des erreurs concernant Beaulieu, Berchoux, Mulsant,

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Haut de la rue Jean-Jaurès, côté carrefour.

Falconnet, et, plus tard, J. Augé, CI.

Bochard, etc., qu'on se demande s'il faut vraiment regretter certaines carences.

Le comble est arrivé à Mulsant et Fal- connet, sur lesquels on s'est trompé de per- sonnes. En effet, le fondateur du quartier, Sébastien Mulsant, est né en 1759 et mort en 1825 ; il n'a rien à voir avec Etienne Mulsant bibliothécaire de la ville de Lyon, dont les années de^jiaissance et de décès figurent sur les plaques roannaises : 1797-1880. Quant aux plaques de l'impasse que patronne Fal- connet, elles portent les millésimes 1716-1791 qui sont les dates de naissance et de décès du sculpteur parisien Etienne Falconnet. A sup- poser que cet artiste soit un descendant direct des célèbres médecins roannais, il ne fait aucun doute que ce n'est pas lui que la muni- cipalité de l'époque a voulu honorer au même titre que les Coton, La Chaize, La Mure, Urfé, etc., dès lors que cet Etienne Falconnet ne conservait aucun lien personnel avec notre cité.

Des erreurs de cette taille sont inexplica- bles et impardonnables. Voici cent vingt ans qu'elles sont affichées au public, et aucune

m u n i c i p a l i t é n e s'est souciée de les rectifier.

Il a fallu les r é v é l a t i o n s faites p a r la p r e m i è r e édition de cet o u v r a g e et la c a m p a g n e o r c h e s - trée p a r u n q u o t i d i e n local p o u r q u ' o n se décide à r é t a b l i r a u m o i n s q u e l q u e s p o i n t s d e vérité, n o t a m m e n t en ce qui c o n c e r n e la r u e Beaulieu.

L a m a n i e de c o n f i e r le p a t r o n a g e des rues à des p e r s o n n a l i t é s p o l i t i q u e s ne s ' e s t v r a i m e n t d é v e l o p p é e q u ' a p r è s la défaite d e 1871, p a r r é a c t i o n c o n t r e le S e c o n d E m p i r e . A l o r s s o n t d ' a b o r d a p p a r u s des n o m s d e C o m m u n a r d s , d o n t q u e l q u e s - u n s , c o m m e celui de L o u i s e M i c h e l , n ' o n t p u tenir long- t e m p s . D a n s l ' e u p h o r i e de cette r u p t u r e avec le p a s s é , o n est allé j u s q u ' à ô t e r des a r m o i - ries d e la ville le N n a p o l é o n i e n qui r a p p e l a i t les origines de l ' a t t r i b u t i o n de la L é g i o n d ' H o n n e u r . E n b o n n e l o g i q u e , la v a g u e d ' é p u r a t i o n a u r a i t d û e f f a c e r , du m ê m e c o u p , la d é c o r a t i o n elle-même. O n s ' e n est bien g a r d é . . .

A p r è s 1880, " l e r è g n e des J u l e s " F e r r y et G r é v y a e n c o u r a g é , sur le p l a n local, d e m u l t i p l e s décrets de laïcisation, d o n t u n , le

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ROANNE. - Rue des Minime:

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18 janvier 1882 (municipalité Alexandre Raffin) s'est attaqué aux noms des voies publiques. Le "Journal de Roanne" du 21 mai suivant en a publié la conclusion sur deux grandes colonnes, accompagnée du commentaire que l'on devine. C'était l'écho lointain d'une mentalité qui avait fleuri, un siècle plus tôt, selon laquelle rien ne devait subsister de ce qui rappelait la religion, la royauté et la féodalité : suppression radicale de tous les noms de saints, de rois, de sei- gneurs, quel que soit le ridicule de quelques- uns de ces remaniements.

En 1882, sur une cinquantaine de chan- gements de noms roannais, j'ai noté que les rues Sainte-Marie, Joinville, Reine-Blanche, Villerest, Asile, La Chaize, Le Marais, Capucins, Hôtel-de-Ville, Persigny, Saint- Louis, Enfer, étaient devenues, sous la baguette magique du maire et de ses acolytes, rues Arago, Lachambaudie, Jacquard, Rouget-de-l'Isle, Béranger, Froide, Papin, Molière, Voltaire, République, Renaison, Denfert-Rochereaau.

Seul a échappé à la réforme du quartier Bravard le nom "Couronne" ("royale", évi- demment) pour la raison fort simple qu'on n'a pas su l'interpréter dans le sens que lui avait accordé son créateur, en l'associant au roi Saint-Louis, son patron, et à sa mère Blanche de Castille.

On a conservé ceux de Saint-André et de Saint-Alban, parce que les voies indiquaient des directions et que leurs noms avaient des chances de subsister contre toute attente.

Mais on a interverti les dénominations. Peut- être faut-il chercher l'explication de ce phé- nomène dans le fait que Saint-Alban-les- Eaux fut créé commune indépendante le 28 avril 1866, et que l'ancienne route de Saint- André par Sainte-Marie et le Moulin Pétel était depuis quelques années abandonnée au profit d'une autre partant de la rue Mulsant par Saint-Léger et Pouilly-les-Nonains, tan- dis qu'une voie directe vers Saint-Alban était aménagée par le bourg de Riorges, Origny et Ouches. Cette nouvelle situation exposée, l'interversion des directions des rues de Roanne paraît moins surprenante.

En revanche, on comprend moins bien pourquoi la place de la Loire est devenue

place Dorian et la place de la Gasse convertie en place de la Loire...

Trois ans après (juin 1885), la municipa- lité appelle la rue de la Fouaillerie rue des Thermes-Romains, la place Bourrelière place Victor-Hugo et la rue du Clos-Longin petite rue Victor Hugo (le poète venait de mourir).

Il faut ensuite attendre une vingtaine d'années, c'est-à-dire la séparation de l'Eglise et de l'Etat, pour qu'apparaisse, sous la municipalité Joanny Augé, une nou- velle série de noms laïcisés. Par décision du 18 novembre 1905, huit dénominationg anciennes qui devaient leurs origines à des édifices religieux, ont été condamnées à dis- paraître des annales officielles. D'un bloc, les rues ou places Sainte-Elizabeth, La Cha- pelle, Saint-Etienne, Notre-Dame-des- Victoires, Saint-Roch, Saint-Clair, Saint- Jean et les Croix-Rouges sont devenues res- pectivement rues ou places du Commerce, Gutenberg, Palais de Justice, A-.Delorme, Mâtel, Villemontais, B.-Malon et E.-Reclus.

Un peu avant ou un peu après apparais- sent dans le même esprit les rues ou boule- vards Babeuf, de La Barre, Berthelot, Blan- qui, C.-Desmoulins, Carnot, Ch.-Fourrier, Condorcet, Danton, Diderot, E.-Quinet, E.-Zola, E.-Renan, E.-Dolet, E.-Marcel, E.-Sue, F.-Piat, F.-de-Pressensé, Gambetta, Hoche, J.B.-Clément, J.-J.-Rousseau, J.-Jaurès, J.-Ferry, J.-Guesde, J.-Janin, Ledru-Rollin, Littré, Marceau, Mattéoti, P.-Bert, P.-Dupont, P.-Leroux, Proud'hon, Raspail, Séverine, Voltaire, etc... Dans cette liste ne figure aucun personnage local, ou ayant eu quelque rapport avec notre ville.

Dès qu'on aborde l'hommage rendu à

des anciens maires, on se heurte à une sélec-

tion opérée dans la même direction : Etienne

Venin, maire en 1793-1794, François

Populle : 1808-1815, Claude Bochard : août-

septembre 1877, Alexandre Raffin : 1871-

1874 et 1876-1877, Joanny Augé : 1896-

1908, Auguste Micon : 1908-1911 et Auguste

Dourdein : 1945-1952. Sept maires sur une

quarantaine, c'est peu, surtout que, comme

l'avait fait remarquer René Gay, certains

absents auraient mieux mérité tant par la

durée de leur mandat que par leur action

municipale : Marc de Tardy : 1817-1830, qui

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fut le premier grand urbaniste de la ville ; Marc Gubian : 1836-1845, fondateur de la Caisse d'Epargne ; Charles Bouiller : 1860- 1870, constructeur de l'hôtel de ville, prési- dent du Tribunal et de la Chambre de Com- merce, installateur de trente fontaines publi- ques sur les rues, bienfaiteur insigne de la Bibliothèque Municipale ; André Barban : 1874-1876, érudit et lettré ; Anthony Auboyer : 1888-1892, qui inaugura le bar- rage de Chartrain et l'arrivée de l'eau sous pression dans les étages des immeubles ; Albert Sérol, enfin : 1919-1940, né et mort à Roanne (21 juillet 1877 - 9 mai 1961), député, ministre, et otage des Allemands sous l'occupation. On lui doit en outre la suppression des passages à niveau qui iso- laient les faubourgs du centre de la ville.

Peut-être ce dernier aurait-il çu droit à sa plaque émaillée, s'il n'avait sur la fin de ses jours, évolué dans un sens que n'ont guère apprécié ses anciens collègues socialistes, peu soucieux de lui être reconnaissants d'avoir, sur leurs instances, "Salengré" la rue du Canal, comme disait Louis Mercier.

Le 6 mars 1941, la municipalité de Joseph Meller installée par l'Etat Français en

novembre 1940, a tenté de rétablir officielle- ment quelques appellations anciennes consa- crées par l'usage et d'en déplacer d'autres.

Les rues J.-Jaurès, A.-Roche, J.-Augé, J.-Guesde, Mattéoti, J.-Macé, A.-Thomas, E.-Zola, Maréchal-Foch, Roger Salengro, A.-Micon, Babeuf, B.-Malon, F.-Buisson, F.-de-Pressensé, les places G.-Clemenceau, A.-Briant, Séverine et le boulevard Blanqui étaient devenus ou redevenus respectivement rues Maréchal-Pétain, Mably, La Farge, A.-Maginot, Bourbonnais, Rossignol, Livatte, J.-de-la-Fontaine, Commerce, Canal, Ch.-Gounot, P.-Corneille, Saint- Jean, les Ecoles, Jacques-Cœur, places du P a l a i s - d e - J u s t i c e , de la Loire, G.-Clemenceau et boulevard Maréchal- Foch.

Ce faisant, la "Délégation Spéciale"

nommée pour administrer provisoirement la

ville, ne faisait que répondre à une circulaire

préfectorale du 14 novembre 1940 (signée

Lemoine préfet) recommandant de ne laisser

subsister "aucune appellation de voie ou

d'édifice publics constituant une manière

d'hommage à la mémoire de ceux qui, par

leurs erreurs ou leurs fautes, ont contribué à

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précipiter notre patrie dans la ruine". Au début de l'année 1944, fut même édité un plan de Roanne qui rétablissait non seule- ment quelques noms anciens de rues, mais surtout les vieux noms des quartiers.

Peine perdue ! Aussitôt la guerre finie, par décret du 31 août 1944 de la municipalité A. Dourdein, on est retourné aux vocables antérieurs.

Les périodes de guerre sont habituelle- ment suivies de séries de rues dédiées à des gloires militaires, à des noms de victoires armées. A Roanne, entre les deux derniers conflits, les civils ont battu les militaires par le nombre : A. Thomas, G. Clemenceau, J.

Jaurès ont succédé aux noms de Livatte, Palais-de-Justice et Nationale, tandis que le Maréchal Foch était le seul militaire à méri- ter cet honneur rue du Commerce. Ajoutons les noms des provinces retrouvées d'Alsace- Lorraine et celui d'un pays martyr : la Belgi- que.

La belle part (et impartiale celle-ci parce qu'elle ne relevait pas de la politique) a été faite à l'ensemble des voies publiques créées dans le quartier de l'Arsenal, à cheval sur les territoires de Roanne et de Mably. Ces voies, constituent, dans leur ensemble, un mémo- rial des lieux où on s'est battu avec acharne- ment pendant quatre ans : Arras, Bapaume, B e a u s é j o u r , C h â t e a u - T h i e r r y , G r a n d - Couronné, Les Eparges, Guise, Louvain, M a i s o n - d u - P a s s e u r , M a r n e , M o n a s t i r , Noyon, Péronne, Reims, Rethel, Marais-de- Saint-Gond, Saint-Mihiel, Soissons, Tavan- nes, Troyon, Thann, Vauquois, Verdun, Vieil-Armand, Ypres, Yser...

La tendance s'est accentuée après la der- nière guerre mondiale, tant en ce qui con- cerne les militaires que les civils. Parmi les premiers, les patronymes des généraux Ch.

de Gaulle, Giraud, des maréchaux De Lattre, Leclerc, des commandants Lherminier, de Fourcauld ont été appelés à remplacer les dénominations Lycée, Renaison, Château, Bourgneuf, Bassin, Loire. C'est surtout des hommes de la Résistance (parmi lesquels peu de Roannais) que dans ses séances des 28 février et 12 avril 1945, la municipalité Dour- dein a voulu immortaliser : D. Casanova

(ancienne rue Poisson), G. Péri (place du Peuple), G. Plasse (Les Deux-Faubourgs), L.

Sampaix (Fontalon), M.-G. Martin (Gaz), Marx Dormoy (Marais), P. Brossolette (Aca- cias), P. Sémard (Entrepôt), R. Grivelli (Agriculture), V. Basch (Bel-Air), J. Moulin (les Moulins), J. Vachet (Grand-Marais), etc...

La dernière fournée, qui date du 26 juin 1978, concernant les nominations de huit rues nouvelles, va dans le même sens ; la délibération du conseil municipal ne fournit pas la moindre explication sur le choix de patronages sans rapport avec la ville.

Chacune de ces vastes opérations a eu

pour effet immédiat de faire disparaître offi-

ciellement un peu plus des vieux noms typi-

quement locaux, et de dépersonnaliser la

ville. On dirait que ces administrateurs ont

souhaité que leur cité soit comme leur

femme : à la mode, c'est-à-dire qu'elle

renonce à tout ce qui fait son charme parti-

culier pour être comme toutes les autres,

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comme tout le monde, usant des mêmes arti- fices pour "paraître" et ne plus être elle- même.

Pour moins dérouter les usagers, certai- nes municipalités ont pris quelques précau- tions. Ici ou là une rue de la Fontaine est devenue J.-de-la-Fontaine, une rue de l'Ile rue Rouget-de-Lisle.

A Saint-Etienne, la rue des Chappes (machine à dévider les fils sur les bobines des rubaniers) a été attribuée aux frères Chappe, la rue Saint-Honoré à Honoré de Balzac, la rue Saint-Etienne à Etienne Dolet, la rue des Moines à Antonin Moine, la rue Désiré à Claude Désiré.

A Roanne, il convient de signaler l'ancienne rue des Moulins que patronne aujourd'hui J. Moulin, la rue d'Enfer deve- nue Denfert-Rochereau, la rue des Lézards réservée à Lazare Hoche. En dépit de ce souci de ménager les susceptibilités des habi- tants familiarisés avec les anciens vocables, il faut avouer que ces sortes de jeux de mots qui consistent à rapprocher (très approxima- tivement) des noms respectables de person- nes de vulgaires noms d'objets ou d'animaux a quelque chose d'assez désobligeant, voire choquant.

Enseigne d'une maison de Roanne.

A propos de beaucoup de ces personna- ges, connus ou ignorés du grand public, j'aurais pu, dans les pages qui suivront, comme l'a fait Louis Maynard à Lyon, me contenter de dire : " n ' a rien à voir avec notre ville... ne se rattache pas à nos annales" et passer au suivant. Il m ' a paru plus sage d'essayer de les identifier et de les situer brièvement sans astreindre le lecteur à se reporter, à chaque fois, à des dictionnaires biographiques où ils figurent ou ne figurent pas, me réservant d'accorder aux compatrio- tes quelques explications complémentaires.

En présence d'une telle floraison de vocables, on est vraiment tenter de crier que la "rue barbe", comme l'humoriste Polino dans les colonnes d'un journal local :

"Il ne faut pas... Non, non et non Changer et rechanger le nom De nos grandes et modestes rues, De nos places ou nos avenues.

On connaît bien la rue... Machin Et puis voilà qu'un beau matin Pour honorer la noble cause On la baptise la rue... Chose, Tant et si bien qu'un étranger S'excusant de vous déranger Vous demande la rue... Machine.

On fait une drôle de bobine Et l'on répond, très embêté, J'savais même pas qu'elle existait.

Qu'on glorifie un homme habile, Un bienfaiteur de notre ville, Ou un héros de la nation,

Un grand savant ou un champion.

C'est beau, c'est grand, c'est méritoire.

On doit honorer sa mémoire.

Il a fleuri notre drapeau On doit lui tirer notre chapeau.

Mais il serait, j'avoue, très sage, Pour rendre ce suprême hommage De sceller sur un monument, La place... le commémorant, Choisissant, cela va sans dire, Le coin parfait qu'il nous inspire.

De Gaulle, Foch et Galliéni, Giraud, Dubois ou Grivelli

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Seraient très bien au monument, Dit... des anciens combattants Et quand à nos chers anciens maires Qui furent de véritables pères Messieurs Micon, Augé, Dourdein, Ça ne serait pas un dédain

Que de graver leurs noms faciles Sur les murs de l'hôtel de ville.

Sculpteurs, peintres, orateurs

Auraient pour eux seuls, les honneurs D'être inscrits en lettres dorées Sur le haut fronton du musée.

Ah, comme il serait agréable S'il pouvait en être ainsi

Que tout chacun, suivant la fable Habite en lieu dûment choisi...

Je me souviens d'avoir lu dans un numéro de la "Revue du Touring-Club de France" (juin 1960), un amusant article de René Mathieu publié sous le titre : "Grands oubliés et illustres inconnus des rues pari- siennes".

Cet article m ' a rappelé une visite dirigée naguère par Max Régnier, dans une émission radiophonique intitulée "Suivez le Guide", à la rencontre d'un nombre incroyable d'illus- tres inconnus logés au Panthéon. Sur un tel sujet, l'un et l'autre de ces auteurs pour- raient aborder avec brio une quelconque ville de France ; Roanne leur fournirait abon- dante matière à réflexion.

Chez nous, les oubliés sont légion, si l'on veut bien admettre que notre ville, cen- tre administratif, hospitalier et commercial, se doit d'honorer les illustres enfants de toute la région qu'elle couvre de son influence.

J'ai dit plus haut ce qu'il fallait penser du pudique silence jeté sur la mémoire de quelques anciens maires particulièrement méritants. Nous devrions avoir, par ailleurs, aussi souvent l'occasion de nommer les ducs ou seigneurs du Roannais Aubusson de la Feuillade et Gouffier de Bonnivet que les Harcourt, ainsi que les généraux Berthelot, Desforges, le maréchal de Saint-André, les sculpteurs G. Bonnet, N. Lescornel, les pein-

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tres Ch. Devillié, Lafay, Mignen, Tête, les historiens P. Masson, E. Jeannez, J. Pra- joux, les poètes A. Lugnier, D. Sivet, les industriels Alcock, Chaverondier, le juriste J. Papon, les savants M. Passinges, M. de Broglie, A. Lacassagne, l'inventeur de la machine à coudre B. Thimonnier, Jacques- Cœur, quelques personnalités religieuses comme le P. Courtin de Neufbourg, martyr, appartenant à l'une des plus grandes familles roannaises, Jeanne Chézard de Matel, la mystique qui a fondé l'ordre du Verbe Incarné, etc.

Sans oublier la reconnaissance très par- ticulière que nous devons à Benoit Raclet, l'enfant du pays qui a sauvé les vignes du phylloxera. Le dictionnaire des "Petits Grands Hommes du Roannais" ne peut que provoquer l'embarras du choix...

Pratiquer cette discrimination, c'est non seulement s'appliquer à renier le passé, mais faire nettement la leçon à la mémoire des aïeux et, encore une fois, détruire tout ce qui fait la personnalité d'une ville. D'autre part, vouloir porter sur le pavois quelques hom- mes qui n'ont aucune espèce d'attache parti- culière avec la cité, c'est inévitablement pro-

céder à un choix arbitraire parmi un très grand nombre, prendre position et commet- tre des injustices.

Il y a plus que des oubliés : des bannis, tels que le duc de Persigny à qui Roanne doit pourtant sa Chambre de Commerce, le déve- loppement de son port, le raccordement de sa voie ferrée, la Légion d'Honneur de ses armoiries et combien de subventions ou faveurs particulières qu'il a accordées à cette

"très oublieuse ville qu'il aimait passionné- ment", comme l'a écrit J. Combe. Il ne serait que justice qu'il retrouve la place qu'on lui a arrachée cours de la République.

Et Louis Mercier, notre grand poète ? A lui seul revient le parrainage de l'actuelle rue de Sully, où il a vécu et travaillé toute sa vie.

Je m'en tiens au rappel de ces deux noms oubliés ou reniés par leurs compatrio- tes, par quelques-uns de leurs compatriotes.

Il n'est ni juste, ni sage de laisser à un parti

l'exclusivité d'hommages rendus ou retirés

en fonction d'idées partagées. En parcourant

l'ensemble de la nomenclature des rues de

Roanne et les programmes de vie du plus

grand nombre des personnages qui les

patronnent, on a vraiment l'impression de

déchiffrer des listes électorales socialo-

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communistes composées souvent d'illustres inconnus. Dans la vie, il y a, heureusement, bien d'autres façons de rendre service à l'humanité et de conquérir la célébrité que d'adopter une ligne de conduite politique définie. Il en est des opinions, comme des sentiments, des goûts et des couleurs... ; les régimes passent, les œuvres et les bienfaits restent.

L'intérêt est de rechercher aujourd'hui les noms spontanés des plus anciennes rues pour retrouver leur histoire et l'histoire de la ville à laquelle elles appartiennent. François Déchelette proposait d'appeler cette science l'odonymie (odos = route et onoma = nom). Le caractère savant du titre n'ajoute rien. L'essentiel est de rappeler les raisons pour lesquelles on a créé puis modifié certai- nes dénominations, encouragé par l'espoir d'éveiller le curiosité des habitants et de les mieux attacher de cœur et d'esprit à leur quartier. Reconstituer l'évolution des noms et des rues, c'est les mieux faire connaître pour les mieux faire aimer.

Ce genre d'études a été entrepris dans de nombreuses villes sous des formes qui ont varié avec le tempérament de chaque auteur.

Dans son ouvrage intitulé "Les Noms des rues de Paris", Gérard Quentin s'est attaché surtout à diagnostiquer et à expliquer l'évo- lution des termes employés. Il faut dire que son travail était d'abord paru, en septembre 1950, dans une revue spécialisée : " L a Revue internationale d'onomastique". Braibant, Mirat et le Moël ont publié en 1965 un

"Guide Historique des rues de Paris"

(Hachette, Guides Bleus) ; le titre traduit leur principal souci. Dans "Paris, ses rues et ses f a n t ô m e s " (Berger-Levrault, 1972) André Rigaud a complété leur œuvre d'après la linguistique.

Ces trois ouvrages récents ont permis de renouveler et de mettre à jour, chacun à leur manière, le travail d'un aîné, A. Franklin, intitulé : "Etat, noms et nombres de toutes les rues de Paris en 1636", dont la réédition, depuis très longtemps épuisée, remontait déjà à plus d'un siècle.

Les études de Génermont : "Vieilles Rues, plaques neuves : les rues de Moulins, Avermes et Yzeure à travers les âges" (Mou- lins, 1972, 276 p.) et de R. Brothier de Rol- lière : "Histoire des Rues de Poitiers du 1er au XXème siècle" (Poitiers, 1907, réimprimé en 1974, 438 p.) sont avant tout faites de topographie linguistique et historique. Il en est de même de 1'"Histoire illustrée des rues de Grenoble" dont on vient de réimprimer l'édition de 1893.

Lorsque, plus près de nous, Antoine Vallet s'est attaché à retrouver "les noms de rues et toponymes divers de la commune de Saint-Etienne" (Les Belles Lettres, 1961) il a, lui aussi, envisagé une étude historique qui, il faut le reconnaître, est passablement indi- geste pour un profane. Elle a été très heureu- sement enrichie, là encore, par toute une série d'articles étoffés, que le docteur Fau- connier a publiés dans la revue des "Amis du Vieux Saint-Etienne" en 1971 et 1972.

Quant au volume de Louis Maynard :

"Les rues de Lyon (Lyon-Desvignes, 1922) il cumule "histoire, légendes et anecdotes"

qui, dit l'auteur dans la préface, ont été écri- tes pour son petit fils. En attendant, comme pour Paris, le travail de Louis Maynard a, pour un temps (car changements et multipli- cation des noms de rues vont très vite) actua- lisé, en les complètant, les études de ses devanciers : "Histoires des Rues et Places de Lyon" (brochure de 66 p. chez Mougin Rusand, 1849) et "Historique des rues de la ville de Lyon" (brochure de 74 p., Lyon, 1879) par B. Vermorel.

Je mets à part l'"Histoire de Cusset"

d'Adolphe Fourneries. Publiée en 1868 et rééditée dans son intégrité en 1956 par le Syndicat d'Initiative de cette ville, elle est particulièrement intéressante du fait qu'elle est basée sur l'histoire des rues à une époque où les patronages humains n'avaient pas encore envahi les nomenclatures.

J'ajoute que l'excellent ouvrage de Mme

Marguerite Fournier-Néel sur "Montbrison

cœur du Forez" est un modèle de genre de

bonne vulgarisation sur le passé des rues et

des monuments de notre ancienne capitale

provinciale. Ouvrage très heureusement

complèté en 1980 par le texte et les illustra-

(25)

Roanne au milieu du XVe siècle, d'après un dessin de Guillaume Revel. Le croquis a été pris du Nord- Est. Au milieu : le haut donjon carré du château qui existe encore. Sur le côté, une tour couronnée d'un hourd, commande la porte d'entrée. A gauche du pont-levis sont représentées les halles, dont la toiture est portée par des pilliers de bois. Autour des courtines le chemin de Mably côtoie les fossés. Hors les murs s'étirent les maisons du Bourg-Basset.

tions de "Montbrison, promenade histori- que et sentimentale".

Autant de travaux, autant d'auteurs qui déplorent avec une belle unanimité que depuis que la nomination des rues dépend d'une décision administrative, on a étouffé et rejeté les désignations spontanées, popu- laires et collectives qui étaient l'expression du tempérament des habitants, le reflet de leur esprit.

Pour nos contemporains beaucoup de noms n'évoquent plus rien, beaucoup de mots n'ont plus aucun sens. Parce qu'ils sont sortis de l'usage ou parce que la prononcia- tion a changé, ils sont même parfois rempla- cés par d'autres. Bien souvent on cite comme exemples les rues aux Oues (oies) ou Pierre Oilard qui, à Paris, sont devenues rues aux Ours et Pierre-au-lard. Combien de Roan- nais savent aujourd'hui que Populle et Coton, pour ne citer que deux cas, sont des patronymes qu'on ne doit pas plus rappro- cher d'une abréviation du mot : "populaire"

que de l'industrie cotonnière qui a fait la for tune de la ville, comme je l'ai entendu répé-

ter plusieurs fois. Combien seraient capables de dire sans hésitation si La Barre, Brison, Cadore, Commières, Cuvier, La Rochette, Paillasson, Parent, etc., sont hommes ou choses ? Qui étaient Jules Bajard, Eugène Bichon, Georges Ducarre, Henri Malleval, A. Pouquet, Fr. Rochard, etc. ? Pour que le peuple comprenne le nom d'une rue, comme toute chose, il est utile de lui exposer, avec autant de précisions et d'exactitudes possi- bles, son origine et son évolution.

Cependant, avant d'aborder chacune des rues en particulier, il faut avoir une vue d'ensemble sur le développement de la cité depuis ses origines.

Roanne, située à la sortie des Gorges de la Loire (altitude : 277 m ; latitude nord : 51° 5'62" ; longitude est : 1° 92'83"), un peu en aval d'une zone occupée par l'homme depuis plus de 25 000 ans, a été, de tous temps, un lieu de passage d'Est en Ouest, au nord du Massif Central. "Les Côtes" d'un côté, "Le Coteau" de l'autre sont les toponymes réservés aux premiers rebords qui dominent de quelques mètres le cours du

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Cette vue plongeante, qui date de 1610, est de l'architecte jésuite Etienne Martellange. Au sommet, à gauche, on distingue le clocher du prieuré de Beaulieu. Au milieu s'étale le Grand-Marais. Au-dessous, se trouve isolée la tour carrée du fief Bourgneuf. Au milieu, sur la ligne horizontale de la rue Bourras- sière, on rencontre, de gauche à droite, un petit château, flanqué de deux tours carrées et d une poterne ; c'est le manoir de Champrond qui appartient à Jacques Cotton de Chenevoux. Un peu plus à droite, prend la rue Sainte-Elizabeth qui descend vers la Loire, en côtoyant le couvent du même nom,

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Table des matières

Les rues de Roanne au fil des siècles 5

Roanne pas-à-pas 45

Appendice :

— Les transports en commun de Roanne 239

— Le canal et sa construction 244

Table des noms de rues . . . 253

Table des matières . . . 263

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A C H E V É D ' I M P R I M E R EN DÉCEMBRE 1982 SUR LES PRESSES DE L ' I M P R I M E R I E CLERC

A S A I N T - A M A N D - M O N T R O N D (CHER) D É P Ô T LÉGAL I M P R I M E U R N° 2699

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