Podemos colocar que a alma de processo pedagógico do professor se encontra nesse campo. Chamamos de procedimentos, estratégias, métodos e técnicas para nos referirmos ao simples fato de ‘como devemos ensinar aquilo que queremos que nosso aluno aprenda’. Entretanto, existe uma diferença entre cada um desses termos e precisamos diferenciá-los, pois são complementares sem representarem o mesmo significado.
Segundo Piletti (2010), estratégia é uma descrição dos meios disponíveis pelo professor para atingir os objetivos específicos. No caso do
método, é um caminho a seguir para se alcançar um fim, o que para o
professor acaba por ser um roteiro geral para a atividade; é um caminho que leva até certo ponto, não sendo o veículo de chegada, pois este é a técnica. A
técnica é uma forma de operacionalizar o método, como a escolha de
diferentes formas de se aplicar o ensino, por exemplo, dinâmica de grupo, dramatização, etc. Já os procedimentos é a maneira de efetuar algo, consiste na descrição das atividades desenvolvidas pelo professor e as atividades desenvolvidas pelos alunos.
Conforme falamos, basicamente, todos esses termos, de maneira complementar se voltam para a maneira sobre como devemos conduzir as atividades para que, utilizando-se dos conteúdos de ensino, o professor possa atingir seus objetivos gerais e específicos, por meio de tudo que é desenvolvido
pelos principais personagens na escola. De um lado, o professor, do outro, os alunos.
Ao professor, cabe a tarefa de direção e estímulo do processo de ensino em função da necessidade de aprender dos alunos, utilizando intencionalmente um conjunto de ações, passos, condições externas e procedimentos, a que podemos chamar neste texto de métodos de ensino. Para exemplificar, a atividade de explicação da matéria pode ser entendida como o método de exposição, à atividade de diálogo ou discussão com os alunos pode ser chamada de método de elaboração conjunta, os alunos acabam por utilizar métodos de assimilação de conhecimentos, assim como poderia ser dado pelo professor um método de resolução de problemas para os alunos.
A ação do professor pelos objetivos, conteúdos e métodos, terá sempre como suporte uma concepção pedagógica, ou seja, um posicionamento sociopolítico do processo educativo. Portanto, os métodos de ensino não se reduzem a quaisquer medidas, procedimentos e técnicas, pois se baseiam em uma concepção de sociedade, antes até de se constituir em passos, medidas e procedimentos. Fundamentam-se em formas de reflexões, ações sobre a realidade educacional e interna e as relações entre objetos, fatos, problemas dos conteúdos de ensino, vinculando a todo o momento o processo de conhecimento e a atividade prática humana no mundo.
A ação do professor pelos objetivos, conteúdos e métodos, terá sempre como suporte uma concepção pedagógica, ou seja, um posicionamento sociopolítico do processo educativo.
O método de ensino deve implicar a visão do objeto de estudo nas suas propriedades e nas suas relações com outros objetos e fenômenos e sob vários ângulos, especialmente na sua implicação com a prática social, uma vez que a apropriação de conhecimentos se justifica na sua ligação com as necessidades da vida humana e com a transformação da realidade social. Devido a isso, os métodos de ensino dependem dos objetivos que o professor formula tendo em vista o conhecimento e a transformação da realidade, pois é por meio desse processo de transmissão e assimilação ativa dos conhecimentos e habilidades que a preparação de crianças e jovens adquirem uma compreensão mais ampla da realidade social e se tornem agentes ativos de transformação dessa realidade.
Analisando o processo de ensino, podemos destacar seu aspecto bilateral, em que a atividade de ensino do professor e de aprendizagem do aluno atual reciprocamente; o professor estimulando e dirigindo o processo em função da aprendizagem ativa do aluno. Os métodos é que tornam esse processo possível. Assim, quando é utilizada a exposição lógica da matéria, predomina a atividade do professor, mas sempre preocupado com a compreensão e assimilação por parte do aluno, suscitando sua atividade mental. Os métodos correspondem, desta maneira, a seqüência de atividade
do professor e dos alunos, supondo objetivos do professor e os meios e formas de organização do ensino de que dispõe e, ao mesmo tempo, os objetivos dos alunos e a ativação das suas forças mentais. Graças à combinação dessa ação conjunta realiza-se o processo ensino-aprendizagem.
Os métodos nada significam separados dos objetivos e dos conteúdos de ensino. A assimilação dos conteúdos depende tanto dos métodos de ensino quanto dos de aprendizagem. Um importante destaque a ser feito é que o conteúdo de ensino não é a matéria em si, mas uma matéria de ensino, selecionada e preparada pedagógico e didaticamente para ser apreendida pelos alunos. Por isso, não basta transmitir a matéria! É preciso considerar que tudo está determinado pelos aspectos político-pedagógicos, lógicos e psicológicos, o que implica considerar a relação de subordinação dos métodos aos objetivos gerais e específicos. Os objetivos devem expressar não somente a antecipação dos nossos propósitos em relação ao desenvolvimento e transformação da personalidade dos alunos frente às exigências individuais e sociais, como também os princípios pedagógicos dos conteúdos. Os métodos, portanto, são as formas pelas quais os objetivos e conteúdos procuram se manifestar no processo de ensino.
Os métodos, portanto, são as formas pelas quais os objetivos e conteúdos procuram se manifestar no processo de ensino.
Libâneo (1990), explicando sobre a utilização de métodos ativos defende que, ao invés de adotar a máxima ‘aprender fazendo’, deve adotar a do ‘aprender pensando naquilo que faz’. E, para isso, sugere algumas recomendações práticas em relação a esse princípio que vale ser trazido aqui:
Esclarecer os alunos sobre os objetivos da aula e sobre a importância
dos novos conhecimentos para a seqüência dos estudos, ou para atender necessidades futuras;
Provocar a explicitação da contradição entre idéias e experiências que
os alunos possuem sobre um fato ou objeto de estudo e o conhecimento científico sobre esse fato ou objeto de estudo;
Criar condições didáticas nas quais os alunos possam desenvolver
métodos próprios de compreensão e assimilação de conceitos e habilidades (explicar como resolveu um problema, tirar conclusões sobre dados da realidade, fundamentar uma opinião, seguir regras para desempenhar uma tarefa etc.);
Estimular os alunos a expor e defender pontos de vista, conclusões
sobre uma observação ou experimento e a confrontá-los com outras opiniões;
Formular perguntas ou propor tarefas que requeiram a exercitação do
Criar situações didáticas (discussões, exercícios, provas, conversação
dirigida etc.) em que os alunos possam aplicar conteúdos a situações novas ou a problemas do meio social;
Desenvolver formas didáticas variadas de aplicação do método de
solução de problemas.
Pode-se dizer que dispensa comentários o fato de que o professor PRECISA fazer seus alunos pensarem e não apenas memorizarem palavras, fórmulas ou expressões. A compreensão deve vir sempre em primeiro lugar, por isso é tão importante, quanto essencial o professor se basear nos conhecimentos prévios de seus alunos, a fim de estabelecer um processo mais coerente com a realidade destes.
Há inúmeras classificações de métodos de ensino, conforme os critérios de cada autor. Adotaremos a visão de Libâneo (1990), pois é a que mais está de acordo com o que foi dito até aqui. Em função disso, podemos classificar os métodos de ensino segundo os seus aspectos externos – método de exposição pelo professor, método de trabalho relativamente independente do aluno, método de elaboração conjunta (ou de conversação) e método de trabalho em grupos – e seus aspectos internos – passos ou funções didáticas e procedimentos lógicos e psicológicos de assimilação da matéria.
No Método de exposição pelo professor ou aula expositiva, os conhecimentos, habilidades e tarefas são apresentadas, explicadas ou demonstradas pelo professor, tendo os alunos a necessidade da atitude receptiva. O professor expõe por meio da lógica a matéria, buscando provocar a reflexão nos alunos e tentando combinar outros procedimentos, como o trabalho independente, a conversação e o trabalho em grupo. Deve ser utilizado apenas quando não é possível prover a relação direta do aluno com o conhecimento.
No Método de trabalho independente os alunos fazem tarefas, dirigidas e orientadas pelo professor, para que possam resolvê-las de modo relativamente independente e criador. Pressupõe determinados conhecimentos, compreensão de tarefas e do seu objetivo, o domínio do método de solução, de modo que os alunos possam aplicar conhecimentos e habilidades sem a orientação direta do professor. Pode ser desenvolvido em três etapas: na tarefa preparatória os alunos devem escrever o que pensam sobre o assunto tratado, colhendo dados e observações, respondendo um breve questionário ou teste, fazendo uma redação sobre um tema; dessa forma verifica-se os conhecimentos prévios dos sujeitos. A segunda são tarefas de
assimilação do conteúdo que consiste em exercícios de aprofundamento e
aplicação dos temas tratados, estudo dirigido, solução de problemas, pesquisa com base em um problema novo, leitura do texto do livro, desenho de mapas depois de uma aula de Geografia etc. A terceira são as tarefas de elaboração
pessoal que são exercícios nos quais os alunos produzem respostas surgidas
fazer uma pergunta ao aluno que o leve a pensar: o que aconteceria se..., o que devemos fazer quando..., o aluno também pode relatar o que viu ou observou (uma planta, um animal, uma experiência, um estudo do meio, etc.).
Libâneo (1990) sugere o cumprimento de alguns pré-requisitos para que o trabalho independente cumpra sua função didática. O professor precisa:
Dar tarefas claras, compreensíveis e adequadas, à altura dos conhecimentos e da capacidade de raciocínio dos alunos;
Assegurar condições de trabalho (silêncio, local, material disponível etc.);
Acompanhar de perto (às vezes individualmente) o trabalho; Aproveitar o resultado das tarefas para toda a classe.
Aos alunos, Libâneo (1990) diz que eles devem: Saber precisamente o que fazer e como trabalhar;
Dominar as técnicas do trabalho (como fazer a leitura de um texto, como utilizar o dicionário ou a enciclopédia, como utilizar o atlas, como fazer uma observação ou um experimento de um fenômeno, como fazer um esquema ou um resumo, como destacar idéias principais e idéias secundárias etc.)
Desenvolver atitudes de ajuda mútua não apenas para assegurar o clima de trabalho na classe, mas também para pedir ou receber auxílio dos colegas.
Outro método interessante é o da Elaboração Conjunta que é uma forma de interação ativa entre o professor e os alunos visando à obtenção de novos conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções, bem como a fixação e consolidação de conhecimentos e convicções já adquiridos. A forma mais típica desse método é a conversação didática ou aula dialogada. Mas a conversação é algo mais, é pautado numa conversa aberta com a contribuição do professor e dos alunos, com a pergunta tendo sido preparada cuidadosamente para que seja compreendida pelo aluno, iniciada com um pronome interrogativo correto (o quê, quando, quanto, por quê etc.) e deve estimular uma resposta pensada e não simplesmente sim ou não. Por exemplo: Como podemos distinguir as aves dos mamíferos? Por que uma planta germina e cresce? São perguntas que vão além de uma resposta simples.
O Método de trabalho em grupo consiste basicamente em distribuir temas de estudo iguais ou diferentes a grupos fixos ou variáveis, compostos de 3 a 5 alunos. São sempre de caráter transitórios, ou seja, empregados eventualmente, conjugados com outros métodos de exposição e de trabalho independente. A principal finalidade é obter cooperação dos alunos entre si na
realização da tarefa, por isso exige-se que seja precedida de uma exposição, conversação introdutória e instruções claras.
SAIBA MAIS
Faça uma pesquisa diferenciando outras formas de trabalho em grupo, como Debate, Philips 66, Tempestade Mental, Grupo de Verbalização-Grupo de Observação (GV-GO) e Seminário.
Um método interessante é denominado como Atividades Especiais que são aquelas que complementam os métodos de ensino e que correspondem para a assimilação ativa dos conteúdos, como por exemplo: estudo do meio, o jornal escolar, a assembléia de alunos, o museu escolar, o teatro, a biblioteca escolar etc.
Para que se escolha o melhor método, sempre leve em conta: sua experiência na matéria a ser ensinada, características dos alunos, o tempo disponível para o trabalho pedagógico, condições físicas e a estrutura do assunto e tipo de aprendizagem envolvida.
Não há mágicas, a escolha de uma forma de trabalhar exige muita reflexão, comprometimento e visão. É necessário que o professor seja sensível a todos os fatores que interferem na aprendizagem dos alunos e visualize seu trabalho antes mesmo que ele seja executado. Sem isso, corre-se o risco de um ativismo mal planejado que pode ser enfadonho tanto para os alunos quanto para o professor.
Para uma visão mais categorizada, dentro do que falamos e outros que ainda não falamos, vamos a descrição de alguns tipos conhecidos de método e técnica:
Tradicionais – exigem um comportamento passivo do aluno e envolvem:
Aulas expositivas - técnica mais tradicional de ensino, como a cópia, o ditado e a leitura, ainda é muito útil e necessária. Hoje, no entanto, só é viável quando o professor assume a posição de diálogo. A posição dogmática (mensagem não pode ser contestada) não é mais aceita; Perguntas e respostas - enriquece a aula expositiva. O professor dirige
perguntas aos alunos sobre o que estudaram ou sobre a sua experiência. O objetivo não é julgar ou atribuir notas, mas estimular a participação. Os alunos também podem perguntar e o professor responder, com uma variação onde quem não sabe interroga quem sabe. Torna a aula expositiva menos individualizada;
As técnicas mais utilizadas são as tradicionais, basicamente a aula expositiva, eventualmente enriquecida com perguntas e respostas, mas há outras técnicas que podem ser utilizadas.
Novos ou Ativos – dá grande destaque à vida social do aluno como fator fundamental para o seu desenvolvimento intelectual e moral e envolvem os seguintes métodos e técnicas:
Montessori – centrado no aluno, baseia-se nos princípios da liberdade, atividade, vitalidade e individualidade, que se resumem na auto- educação. Em um ambiente apropriado, as necessidades interiores dos alunos de cada grau de desenvolvimento o impulsionam a aprender. O professor deve ser substituído pelo material didático, que corrige-se a si mesmo e permite que o aluno eduque-se a si mesmo, o que deve ser recompensado com um “parabéns” ou “ muito bem”;
Centros de interesse – leva em conta a evolução natural dos interesses do aluno. Inicialmente, uma criança só se interessa por si mesma, depois por sua família e sua casa, e finalmente progride para círculos de interesse cada vez mais amplos, até atingir os problemas da humanidade. Procura fazer com que o aluno se interesse agora por aquilo que ele vai necessitar mais tarde;
Unidades didáticas – aqui, o ensino é desenvolvido através de unidades amplas, significativas e coesas, superando as limitações do ensino através de informações isoladas e estanques (lições, pontos...). Tem como objetivo primordial a integração das diferentes matérias. Uma variante sua é o método das unidades de experiência;
Trabalho em grupo – oferece ao aluno a oportunidade de trocar idéias e opiniões, desenvolvendo a prática da convivência social. A formação dos grupos pode ser espontânea ou dirigida. O método visa completar e enriquecer conhecimentos, enriquecer experiências, atender a diferenças individuais, treinar a capacidade de liderança e aceitação, e desenvolver o senso crítico, a criatividade e o espírito de cooperação; Solução de problemas – considera que ensinar é apresentar problemas
e aprender, resolvê-los. O problema deve estimular o pensamento reflexivo na busca de uma solução satisfatória, uma vez que o hábito resolve situações rotineiras, já o pensamento reflexivo, as situações novas;
Método de projetos – se propõe a transformar as atitudes dos alunos, convertendo-os em seres ativos que concebem, preparam e executam o próprio trabalho. A tarefa do professor é dirigi-los, sugerir-lhes idéias
úteis e auxiliá-los quando necessário. Assemelha-se ao método de solução de problemas, mas é mais amplo, pois aquele possui um caráter intelectual e este envolve atividades manuais, estéticas, sociais e intelectuais. Todo projeto é um problema, mas nem todo problema é um projeto;
Psicogenético – criado por Jean Piaget, biólogo e filósofo suíço, prega que o pensamento é a base em que se assenta a aprendizagem, a maneira da inteligência manifestar-se. Esta, por sua vez, é um fenômeno biológico sujeito à maturação do organismo, a novas estruturas mentais, e não a aumento de conhecimentos. O desenvolvimento do pensamento da criança se realiza através de etapas: sensório-motor, objetivo- simbólico, operatório concreto e operatório formal;
Estudo dirigido – se fundamenta no princípio de que o professor não ensina, ajuda o aluno a aprender. Parte sempre da utilização de um texto, solicitando tarefas como sínteses, citação dos principais fatos, divisão dos textos em partes principais, extração das idéias principais, resumos etc.;
Fichas didáticas – consiste em colocar à disposição do aluno, na sala de aula, fichas necessárias ao estudo de um determinado conteúdo. Inclui fichas de noções (conceitos a serem ensinados), de exercício (questões sobre o conteúdo apresentado) e de correção (respostas correspondentes às questões apresentadas);
Instrução programada – aqui, o comportamento desejado é fixado pela recompensa. Enfatiza-se a importância de uma definição precisa do que o aluno deverá aprender e dos materiais a serem utilizados, para que o aluno aprenda exatamente o que se quer que ele aprenda. A matéria é desdobrada em pequenas informações e o seu acerto ou erro é conhecido imediatamente;
Você deve estar se perguntando: como decidir que método ou técnica utilizar?
A resposta é: depende dos seguintes fatores: Dos objetivos educacionais;
Da experiência didática do professor; Do tipo de aluno;
Das condições físicas da sala de aula; Do tempo disponível;
SAIBA MAIS
Conhecer, selecionar e planejar é uma tarefa constante do professor, mas exige bastante conhecimento do que existe disponível nos dias de hoje. Procure aprofundar o conhecimento dos métodos citados, de maneira a conhecê-los mais profundamente. Você perceberá que eles ficarão cada vez mais acessíveis e práticos no seu cotidiano. Mas, para isso, leia mais a esse respeito.
RESUMO
As etapas ou componentes do planejamento são: Objetivos, Conteúdos e Procedimentos, recursos e avaliação.
Por serem educacionais, os objetivos são hábitos, conhecimentos, comportamentos que devem ser adquiridos dentro de uma cultura, dando possibilidades de adaptação e condições de pensar, refletir e interferir nesta cultura. Há dois tipos de objetivos a serem determinados: os objetivos gerais – de longo prazo – e os objetivos específicos – de curto prazo.
Os objetivos gerais são aqueles previstos para determinado ciclo ou grau de ensino, como por exemplo, ao final do ensino fundamental, ou do ensino médio, ou até mesmo, neste caso em menos tempo, ao final de um ano de trabalho, como por exemplo, ao final da 5ª série. Os objetivos específicos são os definidos para uma disciplina, uma unidade de ensino ou apenas uma aula. São elaborados como constituintes ou partes do objetivo geral e, devem proporcionar gradativamente e indiretamente o alcance deste.
Os conteúdos são tudo aquilo que se ensina para os alunos. Quanto à divisão em elementos dos conteúdos de ensino, temos várias classificações. Entretanto, duas se destacam dentre as utilizadas pelos teóricos da Didática e da Pedagogia. Uma delas é a de Libâneo (1990), que divide entre os
conhecimentos sistematizados; as habilidades e os hábitos; as atitudes e convicções. A segunda é dos PCNs (Brasil, 1997) cuja qual, na escolha dos
conteúdos a serem trabalhados, é preciso considerá-los numa perspectiva mais ampla, que leve em conta o papel, não somente dos conteúdos de natureza conceitual — que têm sido tradicionalmente predominantes —, mas também dos de natureza procedimental e atitudinal.
A estratégia é uma descrição dos meios disponíveis pelo professor para atingir os objetivos específicos. No caso do método, é um caminho a seguir para se alcançar um fim, o que para o professor acaba por ser um roteiro geral para a atividade; é um caminho que leva até certo ponto, não sendo o veículo de chegada, pois este é a técnica. A técnica é uma forma de operacionalizar o método, como a escolha de diferentes formas de se aplicar o ensino, por exemplo, dinâmica de grupo, dramatização, etc. Já os
procedimentos é a maneira de efetuar algo, consiste na descrição das
atividades desenvolvidas pelo professor e as atividades desenvolvidas pelos alunos.
Há inúmeras classificações de métodos de ensino, conforme os critérios de cada autor. Existem: o método de exposição pelo professor ou aula