• Aucun résultat trouvé

X-ray diffraction measurements at Unige (before irradiation)

CHAPTER 3: MEASUREMENTS and PROTON IRRADIATION EXPERIMENTAL SET-UP

3.3. Diffraction measurements

3.3.1. X-ray diffraction measurements at Unige (before irradiation)

Embora muitos educadores tenham defendido que a aprendizagem de adultos seguia uma lógica diferente da aprendizagem das crianças, somente em 1926 surgiram as primeiras pesquisas relativas ao tema, incentivadas pela fundação da Associação Americana para Educação de Adultos. Eduard Lindeman escreveu e publicou o primeiro livro a respeito: The

Meaning of Adult Education (O Significado da Educação do Adulto). Lindeman criou a base

para uma teoria semântica a respeito da aprendizagem de adultos.

Defende que a abordagem da educação de adultos será pela via das Situações e não dos Conteúdos: “Nosso sistema acadêmico, no mundo ocidental, tem crescido na ordem inversa: conteúdos e professores constituem o ponto de partida, estudantes são secundários”12. Na educação convencional, exige-se do estudante que se ajuste a um currículo preestabelecido; na educação de adultos o currículo é construído considerando as necessidades e interesses do estudante. Cada pessoa adulta encontra-se em situações específicas com respeito ao seu trabalho, lazer, vida familiar, vida comunitária, etc. – situações que precisam de adequações ou ajustamentos. A educação de adultos começa neste ponto.

Tradução livre do autor, do original:“Our academic system has grown in reverse order: subjects and

Textos e professores têm um novo e secundário papel neste tipo de educação; eles precisam dar passagem para as coisas mais importantes do aprendiz [...] o recurso de mais alto valor em educação de adulto é a experiência do aluno. A psicologia está nos ensinando que aprendemos aquilo que fazemos e que, desta maneira, toda educação genuína nos manterá fazendo e pensando simultaneamente [...] Experiência é o livro-texto vivo do aprendiz adulto13.

Embora os estudos de Lindeman tenham se dado 70 anos atrás, boa parte das nossas universidades tradicionais ainda pratica sistemas retrógrados de ensino de adultos. Segundo ele, “ensino autoritário, provas que impedem idéias originais, fórmulas pedagógicas rígidas – tudo isso não deve ter lugar na educação de adultos. Diferentemente, pequenos grupos de adultos inspirados que mantêm suas mentes atentas, que aprendem confrontando situações pertinentes, que vão fundo no reservatório de suas experiências antes de recorrer a textos e fatos secundários, que são guiados na discussão por professores que também são pesquisadores pelo conhecimento e não pela oratória: isto constitui o tempo, o lugar, a circunstância para a educação do adulto”14

A teoria da aprendizagem de adultos apresenta um desafio aos conceitos estáticos de inteligência, às limitações estandardizadas da educação convencional e à teoria que restringe os instrumentos de aprendizagem a uma classe intelectual.

Lindeman critica os apologistas que, em defesa do status quo na educação, freqüentemente afirmam que a grande maioria dos adultos não está interessada em aprender, não está motivada na direção da educação continuada, e que se possuísse interesse e motivação poderia, naturalmente, obter vantagens dos inúmeros cursos gratuitos ofertados por instituições que não visam lucros. Este argumento dá por resolvida a questão e apresenta uma concepção equivocada do problema. Comenta Lindeman:

[...] nós jamais saberemos quantos adultos desejam inteligência no seu relacionamento com o mundo em que vivem a menos que a educação escape dos padrões de conformidade. Educação especificamente de adultos é uma tentativa de descobrir um novo método e criar um novo incentivo para o aprendizado. Suas implicações são qualitativas e não quantitativas. O aprendiz adulto é

Tradução livre do autor, do original: “Texts and teachers play a new and secondary role in this type of

education; they must give way to the primary importance of the learners.[...] the resource of highest value in adult education is the learner’s experience. Psychology is teaching us, however, that we learn what we do, and that therefore all genuine education will keep doing and thinking together. [...] Experience is the adult learner’s living textbook” (LINDEMAN, 1926, p.9-10).

Tradução livre do autor, do original: “Authoritative teaching, examinations which preclude original

thinking, rigid pedagogical formulae – all these have no place in adult education. [...] small groups of aspiring adults who desire to keep their minds fresh and vigorous; who begin to learn by confronting pertinent situations; who digdown into the reservoirs of their experience before resorting to texts and secondary facts; who are led in the discussion by teachers who are also searchers after wisdom andnot oracles: this constitutes the setting for adult education, the modern quest for life’s meaning”.

precisamente aquele cujas aspirações intelectuais estão longe de ser atendidas pelas autoritárias, inflexíveis e não comprometidas instituições convencionais de ensino15.

A educação de adultos pode ser concebida como uma nova técnica para aprendizagem, uma técnica tão essencial para a educação continuada como um manual para o trabalhador analfabeto. Ela representa um processo pelo qual o adulto aprende a observar e avaliar a sua experiência. Para fazer isso ele não pode começar estudando “conteúdos” na esperança de que algum dia essa informação lhe seja útil. Ao contrário, ele começa dando atenção às situações nas quais está envolvido, aos problemas que apresentam obstáculos à sua auto-realização. Fatos e informações de diferentes fontes são usados não com o propósito de memorização, mas porque ele os considera necessários para resolver problemas (GESSNER, 1956, p.160).

Uma das maiores diferenças entre a educação convencional e a de adultos pode ser observada no próprio processo de aprendizagem. Afirma Gessner: “ninguém melhor do que um acadêmico humilde para se tornar um bom professor de adultos”. Em uma classe de adultos, a experiência do aluno conta tanto quanto o conhecimento do professor. Ambos estão interagindo e trocando informações. Na verdade, nas melhores classes de adultos é difícil, algumas vezes, descobrir quem está aprendendo mais, o professor ou o aluno. Essa aprendizagem em duas vias se expressa também na autoridade compartilhada. Muitas vezes é o aluno quem conduz uma discussão. Na educação convencional, os alunos se adaptam ao currículo ofertado, mas na educação de adultos os alunos participam da formulação do currículo (GESSNER, 1956, p.166).

Essas reflexões e achados dos teóricos pioneiros são suficientes para configurar uma nova maneira de pensar a respeito da aprendizagem do adulto. Lindeman, em seus estudos, identificou alguns pressupostos ou hipóteses-chaves a respeito do adulto aprendiz. Tais hipóteses, comprovadas por pesquisadores que o sucederam, constituem os fundamentos da teoria da aprendizagem do adulto. São elas:

1. Adultos são motivados a aprender quando sentem que a aprendizagem irá satisfazer suas necessidades e interesses. Conseqüentemente, este é o momento e

 Tradução livre do autor deste trabalho, do original: “We shall never know how many adults desire

intelligence regarding themselves and the world in which they live until education once more escapes the patterns of conformity. Adult education is an attempt to decover a new method and create a new incentive for learning; its implecations are qualitative, not quantitative. Adult learners are precisely those whose intellectual aspirations are least likely to be aroused by the rigid, uncompromising requirements of authoritative, conventionalized intitutions of learning.” (LINDEMAN, 1926, p.27-28).

o ponto de partida para organizar atividades de aprendizagem dos adultos.

2. A orientação do adulto para a aprendizagem é centrada na sua vida. Desse modo, os conteúdos apropriados para aprendizagem são aqueles que enfocam situações reais da vida e não subjeções.

3. A experiência é o mais rico recurso para a aprendizagem do adulto, o que faz com que a principal metodologia da educação de adultos seja a análise da experiência.

4. O adulto tem uma profunda necessidade de ser autodirecionado. Assim, ele precisa sentir que tem chances de escolha e decisão.

5. Diferenças individuais entre pessoas aumentam com a idade. Conseqüentemente, o processo de aprendizagem do adulto assume várias configurações, conforme as características próprias de cada aprendiz.