Grupo TAP
O Grupo TAP, constituído pela TAP – Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, SA e suas subsidiárias tem a sua sede no Aeroporto de Lisboa e dedica‑se à exploração do setor de transporte aéreo de passageiros, carga e correio, execução de trabalhos de manutenção e engenharia, prestação de serviços de assistência em escala ao transporte aéreo, exploração de espaços comerciais em aeroportos (free shops) e catering para aviação. O Grupo TAP foi constituído em 25 de junho de 2003 e tem como principal atividade o transporte aéreo de passageiros, carga e correio, operando regularmente em Portugal Continental e Regiões Autónomas, Europa, África, Atlântico Norte, Atlântico Médio e Atlântico Sul. Tem 22 representações em países estrangeiros e 4 em Portugal. Adicionalmente executa trabalhos de manutenção e engenharia para a sua frota e para terceiros.
O total de proveitos e ganhos do Grupo, aproximadamente 2,8 mil milhões de euros em 2014, depende, em cerca de 80%, da atividade de transporte aéreo de passageiros da TAP. O transporte de carga e correio, também realizado pela TAP, representa cerca de 4% do total de proveitos, situando‑se a prestação de serviços de manutenção a entidades fora do Grupo, quer na Manutenção e Engenharia em Portugal, no quadro da TAP, quer na Manutenção e Engenharia Brasil, quase em 6% dos proveitos totais em 2014. A concentração de proveitos do Grupo no seu core‑business de transporte aéreo
de passageiros e carga é elevada. A TAP transportou, em 2014, 11,4 milhões de passageiros em mais de 320 mil horas de voo.
Em termos de geografia da atividade, a Europa (incluindo Portugal) continua a representar 43% do total da operação medida em PKUs, sendo as rotas brasileiras responsáveis por 39% dos passageiros‑quilómetros totais. A restante América Latina e EUA, por um lado, e África, por outro, têm pesos próximos de 1/10 cada no total de atividade da companhia. Em termos de crescimento, a atividade mostrou‑se particularmente dinâmica nas rotas europeias e dos EUA, com crescimentos da ordem dos 10%. Também o Atlântico Médio cresceu significativamente, em resultado da abertura das novas rotas da Colômbia e do Panamá. O volume de tráfego nas rotas brasileiras cresceu cerca de 4% (em especial nas linhas do Norte do Brasil) e África apenas 1%, neste caso com decréscimo na generalidade das rotas mas compensado por aumentos de tráfego importantes, acima de 10%, em dois mercados, Angola e Cabo Verde. A nível de vendas, Portugal e Brasil mantêm proporções próximas entre si no total de vendas de passagens, de 23% e 22% do total respetivamente. A Europa, excluindo Portugal, é responsável por 40% das vendas totais, África, 7% (dos quais Angola 4,7%), EUA e América Latina (excluindo Brasil) 4% cada. Já na Venezuela se verificou, ao longo de todo o período, uma redução da atividade de vendas, provocada pelas dificuldades sentidas
71 1.3. INFRAESTRUTURAS E CONETIVIDADE INTERNACIONAL
P ARTE 1 TERRITÓRIO E CONETIVIDADE
pela TAP na repatriação dessas verbas para Portugal, tendo por isso optado por estimular apenas fora da Venezuela as vendas para essa rota.
Em termos de evolução, nas vendas de passagens registou‑se em 2014 um aumento próximo de 8% nos mercados europeus, um decréscimo no mercado nacional de 2,5%, e uma descida no valor das vendas em euros no mercado brasileiro, de 7%.
A estrutura e configuração geográfica da rede, da operação e das vendas da TAP não se alterou, portanto, significativamente em 2014, face aos anos anteriores, mantendo‑se a atividade assente em três importantes pilares, Europa, Portugal, Brasil, e explorando ainda duas grandes áreas geográficas com menos peso, Américas (ex‑Brasil), e África. O que se verificou, ao longo do tempo, e em 2014 em particular foi um significativo esforço de desenvolvimento e aproveitamento dos fluxos de tráfego nas rotas transatlânticas, em particular entre a Europa e a América do Sul. Após um processo de privatização, a TAP passou a ser detida em 61% pelo consórcio Gateway (David Neeleman, dono da Azul, terceira maior companhia brasileira de aviação e Humberto Pedrosa, do Grupo Barraqueiro), estando 5% reservados aos trabalhadores e a restante parte do capital continua a pertencer ao Estado Português. ANA – Aeroportos de Portugal
Empresa responsável pela gestão dos aeroportos em Portugal Continental (Lisboa, Porto, Faro e terminal civil
de Beja), na Região Autónoma dos Açores (Ponta Delgada, Horta, Santa Maria e Flores) e na Região Autónoma da Madeira (Madeira e Porto Santo).
O portfólio de negócios do Grupo ANA compreende ainda a área do Handling através da Portway.
O Grupo francês Vinci foi escolhido em dezembro 2012 pelo Governo português para ficar a gerir os oito aeroportos portugueses que integram a concessão da ANA Aeroportos de Portugal e o aeroporto da Madeira, que também foi incluído no pacote da privatização. Vinci é um grupo que se posiciona entre os maiores grupos mundiais do setor da construção civil e obras públicas e dos serviços associados. Além dos aeroportos, através da Vinci Airports (que conta com um total de 10 aeroportos da ANA em Portugal, 11 em França e 3 no Cambodja) a holding Vinci Concessions tem ainda outros negócios na área das
infraestruturas de transporte,
nomeadamente autoestradas (nos EUA, Alemanha, Rússia, Grécia, Jamaica), 2 pontes, ferrovias, estacionamentos e mesmo estádios de futebol, com a concessão do Stade de France
e concessão e construção do novo estádio de Bordéus.
NAV Portugal
Empresa que tem como missão prioritária a prestação de Serviços de Tráfego Aéreo nas Regiões de Informação de Voo (RIV) sob a responsabilidade Portuguesa – Lisboa e Santa Maria, garantindo o cumprimento da regulamentação
1.3.2. OS PORTOS NO ARCO METROPOLITANO DE LISBOA
PORTO DE LISBOA
A sua localização em ambas as margens do estuário do rio Tejo, central à região de Lisboa e Vale do Tejo, e as excelentes condições naturais de aces‑ sibilidade marítima e de abrigo, assegurando na barra ‑7 m (ZH), conferem ao porto de Lisboa um elevado valor estratégico no sistema portuário nacio‑
nacional e internacional nas melhores condições de Segurança, otimizando capacidades, privilegiando a eficiência e sem descurar preocupações ambientais. A empresa exerce a sua atividade no Continente e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A sede da empresa está situada junto ao Aeroporto de Lisboa bem como o Centro de Controlo de Tráfego Aéreo de Lisboa e o Centro de Formação. Na Região Autónoma dos Açores, concretamente na ilha de Santa Maria, está situado o Centro de Controlo Oceânico. Para além destes dois importantes Centros, a NAV Portugal tem ainda outras infraestruturas com Serviços de Tráfego Aéreo a funcionar nas Torres de Controlo dos Aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal, Porto Santo, Santa Maria, Ponta Delgada, Horta, Flores e no Aeródromo de Cascais. Para a plena concretização da sua missão de Controlo de Tráfego Aéreo a NAV Portugal possui um vasto conjunto de equipamentos e instalações técnicas (estações radar, rádio ajudas e comunicações) em vários pontos do Continente e Regiões Autónomas.
Netjets Portugal
Filial portuguesa da maior empresa mundial de aluguer de jatos privados com sede nos EUA. Fundada em 1996, a Netjets Europe foi pioneira na venda fracionada de aviões executivos, tendo escolhido Portugal para implantar a sua base operacional, porque a legislação favorecia a venda de aeronaves em regime de co‑propriedade. O grupo Netjets é detido pela Berkshire Hathaway, sociedade de investimentos do milionário Warren Buffet. É a partir de Oeiras (sede em Paço de Arcos) que são geridas todas as operações de agendamento, logística, manutenção, compras,
autorizações e apoio aos 1600 clientes europeus da NetJets. Uma tarefa controlada para todos os voos ‑ são mais de 200 por dia ‑ com equipas de várias nacionalidades. No centro de contacto são recebidos 25 mil pedidos de apoio por mês. No conjunto do centro de operações trabalham cerca de 450 pessoas. A Netjets está também implantada no Aeródromo de Tires. Em 2011 a Netjets investiu em Portugal num centro de formação para formar anualmente os mais de mil pilotos e tripulantes de cabine que fazem parte dos quadros da companhia.
73 1.3. INFRAESTRUTURAS E CONETIVIDADE INTERNACIONAL