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La visée : une préalable à l’établissement de la norme

Dans le document CODE DE DÉONTOLOGIE DE L’OSTÉOPATHIE (Page 20-23)

Visto ser um modelo interessante e bastante apelativo para os alunos, tentei aplicar o MED em duas modalidades desportivas, nomeadamente, no Atle- tismo e no Basquetebol. Esta escolha surgiu devido ao facto de, no ano transato, ter aplicado este modelo nas Didáticas Específicas destas modalidades despor- tivas. Desta forma, achei um modelo bastante diferente, em relação ao que vi- venciei durante os meus anos de escolaridade, conseguindo arrecadar “baga- gem” suficiente para o poder implementar e proporcionar aos alunos algo novo. Segundo os autores Siedentop et al. (2011) o MED enfatiza o papel soci- alizador do desporto, através de um papel ativo do praticante na organização de tarefas auxiliares ao jogo e no próprio jogo. Desta forma, o MED tem como obje- tivos: a formação pessoal e social do aluno; a promoção de aprendizagens con- textualizadas e experiencias educativamente ricas e autênticas na aula de EF; e pretende tornar os alunos desportivamente literados, competentes e entusiastas. No que concerne à Literacia Desportiva, pretende tornar os alunos cida- dãos desportivamente cultos, ou seja, proporcionar que sejam capazes de: dis- tinguir uma boa de uma má prática, identificar os valores do Desporto, identificar

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as regras, tradições e rituais da modalidade e identificar especificidades carate- rísticas da modalidade. O Aluno Entusiasta celebra a participação e o comporta- mento que preserve, proteja e realce uma cultura desportiva, tanto numa comu- nidade local como nacional, ou seja, o aluno deve continuar a participar ativa- mente no desporto pelas experiências desportivas que vive durante a participa- ção neste modelo, tornando-se praticante da modalidade em clubes locais, ou até mesmo, tornando-se voluntário de eventos ligados à modalidade. Por último, a Competência Desportiva, plasma um aluno desportivamente competente, apresentando capacidades suficientes para participar no jogo de forma satisfa- tória (Siedentop et al., 2011).

O MED integra seis fatores-chave do Desporto, a saber: a Época Despor- tiva (calendário competitivo); a Afiliação (equipas, múltiplos papeis, equipamento e claques); a Competição Formal (noção de rivalidade, competição progressiva, competição graduada e divisão por níveis); o Record (estatísticas, classificação e publicidade); o Evento Culminante (prémios e demonstração de vídeos); o Clima de Festividade (cerimónias, claques, rituais e publicidade).

Este modelo possui três diferenças fundamentais em relação ao Desporto fora da escola: a Inclusão (toda a gente joga); o Jogo modificado (jogos reduzi- dos, equipas pequenas e adaptação dos materiais e das regras) e a Diversidade de funções (treinador, jogador, árbitro, marcador de pontos, entre outros).

Na prática de ensino, este modelo foi uma novidade para os alunos, pois mostraram-se, desde o início, bastante curiosos e empenhados face às tarefas estabelecidas de criação de gritos, mascotes e definição de treinador:

“Nesta semana comecei a aplicar o Modelo de Educação Desportiva nas aulas, já com as equipas formadas e cada uma já com o grito, capitão e mascote esta- belecidos, embora com algumas adaptações face ao modelo original. Este mo- delo de ensino tem a particularidade de nunca ter sido vivenciado pelos alunos. Desta forma, eles pareciam bastante impacientes face à vontade de trabalhar e de explorar este novo modelo.” (Diário de Bordo – Semana 5 – 29/09/2014, p.

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A primeira dificuldade sentida neste modelo foi fazer-lhes entender que as equipas estipuladas (Anexo IV) pelo professor, após a prestação deles na AD, iriam ser mantidas até ao final da UD, salvo exceção de algum ajuste realizado

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pelo professor face à não comparência na aula de alunos. Em relação ao calen- dário competitivo e diferenciação de papéis (Anexo V), os alunos sentiram-se um pouco confusos ao início, mas após explicação tudo se tornou mais fácil. Com o decorrer das aulas, os alunos foram percebendo que se deviam ajudar uns aos outros, onde acresceu a importância do treinador da equipa. O maior problema da minha implementação deste modelo foi fazer crer aos alunos que tinham de respeitar os colegas que se encontravam a arbitrar, e que esse papel era muito importante, uma vez que é um dos meios reguladores do resultado do jogo.

A implementação adaptada deste modelo foi bastante produtiva e enri- quecedora, pois permitiu-me estar sempre a supervisionar o papel dos alunos nas diferentes funções, o que proporcionou, desde cedo, o contacto com os mes- mos; consegui com que estes se respeitassem uns aos outros, mesmo tendo níveis distintos, o que não conseguiam fazer face ao papel dos árbitros e treina- dores; e, por último, ajudou-me a perceber que este modelo pode ser aplicado em diferentes contextos e que a participação dos alunos no seu desenvolvimento é fundamental para a sua aprendizagem. Neste sentido, Mesquita e Graça (2011, p. 64) declaram que, “é crucial que a investigação se centre na análise das tare- fas de instrução desenvolvidas pelos alunos na função de treinadores durante a aplicação do MED, de forma a ser realizado um exame minucioso do conteúdo a ser ensinado e aprendido. Tal poderá possibilitar a indicação de caminhos no desenvolvimento de competências por parte dos alunos, nas tarefas de ensino enquanto treinadores, sem comprometer a responsabilização e autonomia atri- buídas aos alunos na tomada de decisões e no desenvolvimento das activida- des, característica crucial do modelo.”

Contudo, “dada a elevada autonomia conferida aos alunos na organização e realização das actividades desenvolvidas no decurso das aulas, a aplicação do MED exige boas competências de gestão e de organização por parte do pro- fessor (…)” (Mesquita & Graça, 2011, p. 63). Isso verificou-se no momento em que realizava a instrução para apenas os treinadores/capitães das equipas, nos momentos de transição de exercícios. Este modelo tornou-se bastante vantajoso nesse aspeto: o facto de poder estar a instruir para os treinadores/capitães das equipas enquanto os restantes elementos se encontravam a realizar o exercício.

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Neste sentido, uma vez transmitida a informação, estes deveriam passá-la de igual forma aos membros da sua equipa, o que se foi verificando cada vez mais eficaz com o envolvimento dos alunos neste modelo.

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