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Virus Epstein Barr

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12) Virus Epstein Barr

A cor é um parâmetro de aspecto estético e não apresenta risco para a saúde. Contudo, a qualidade da água pode ser questionada por parte da população sendo maioritariamente rejeitada pela cor apresentada.

A coloração da água é originada por sólidos em suspensão, dissolvidos e coloidais de natureza orgânica e inorgânica, que reduzem ou impedem a penetração da luz. Ou seja, a cor pode ser (Sousa, 2001):

 De origem natural inorgânica, devido à presença de compostos metálicos (principalmente de ferro e de manganês);

 De origem orgânica, animal ou vegetal;

 De origem industrial, devido à descarga de efluentes industriais.

A coloração da água também pode ser definida através de duas vertentes: cor aparente e cor real. A cor aparente é resultado dos sólidos em suspensão. A cor real resulta dos sólidos dissolvidos ou coloidais. A natureza das partículas que dão a cor real ou aparente à água determina o tipo de processo de remoção a adoptar. De acordo com o DL n.º306/07, o valor paramétrico referente à cor é de 20 mg/L PtCo.

2.5.1.2. Sabor e odor

A avaliação do sabor e odor de uma água é semelhante à avaliação da cor, através dos órgãos sensoriais. Do mesmo modo que o parâmetro da cor, quando a água apresenta sabor e odor fora do normal, rapidamente os consumidores a rejeitam.

O sabor e o odor podem ter origem natural, através da matéria orgânica em decomposição, microrganismos e gases naturais ou origem antropogénica, através de resíduos domésticos e industriais (Pereira, 2004). A detecção e quantificação dos parâmetros é muito difícil porque depende da sensibilidade dos sentidos humanos e essa sensibilidade varia de pessoa para pessoa, tendendo a diminuir com a constante exposição (Carvalho, 2008). O Quadro 2.3 mostra os valores paramétricos do cheiro e do sabor.

Quadro 2.3 - Valor paramétrico do sabor e odor (Fonte: Decreto-Lei n.º306/07)

Parâmetro paramétrico Valor Unidade

Cheiro, a 25°C 3 Factor de diluição Sabor, a 25°C 3 Factor de diluição

2.5.2. Características físico-químicas

A avaliação da água para consumo humano tem por base o Decreto-Lei n.º 306/07, como referido anteriormente. Neste trabalho e uma vez que o objectivo não contempla o aproveitamento das águas pluviais para consumo directo, mas apenas para usos menos exigentes, considerou-se apenas os parâmetros de qualidade que se consideraram de maior relevância neste âmbito, tais como:

 Temperatura;  Turvação;  pH;  Dureza;

 Oxigénio dissolvido;

 Oxidabilidade e carbono orgânico total;  Cloretos.

2.5.2.1. Temperatura

A temperatura da água é um parâmetro de grande importância no que respeita à qualidade para consumo humano. O aumento da temperatura influencia o crescimento de microrganismos que são prejudiciais para a saúde humana e alteram a velocidade das reacções químicas. Da mesma forma, a disponibilidade do oxigénio dissolvido, a solubilidade e a toxicidade são afectados pelo aumento da temperatura.

2.5.2.2. Turvação

A turvação de uma água é causada pela presença de partículas coloidais e outros materiais em suspensão, tais como: argilas, areias, plâncton, matérias orgânicas e inorgânicas e outros organismos microscópicos.

A medição da turvação é conseguida pela interferência dos sólidos referidos, que absorvem e atenuam a passagem da luz. A variação de turvação numa água implica a alteração nas dosagens de coagulantes durante o processo de tratamento de águas. Por essa razão, a turvação revela-se

um indicador importante na monitorização, tanto ao nível da água bruta, como ao nível da distribuição, sendo possível verificar a existência de alguma ruptura, degradação das condutas ou tratamento inadequado.

O valor paramétrico para a turvação é de 4 UNT. No caso de águas superficiais, o valor paramétrico da turvação à saída do tratamento deve ser 1 UNT.

2.5.2.3. pH

Em função do valor de pH, a água é classificada como sendo ácida, neutra ou alcalina da seguinte forma:

 Águas ácidas, valores do pH menores do que 7;  Águas neutras, valor do pH é igual a 7;

 Águas alcalinas, valores do pH maiores do que 7.

As águas ácidas contêm, normalmente, dióxido de carbono dissolvido (CO2) que advém da atmosfera ou da matéria orgânica (animal ou vegetal) com que a água contacta (Sousa, 2001). As substâncias que tornam uma água alcalina são os hidróxidos (OH-), carbonatos (CO32-) e hidrogenocarbonato (HCO3-).

Como é sabido, as águas ácidas são corrosivas e as águas alcalinas são incrustantes. De modo que, valores baixos de pH podem indicar corrosividade em canalizações e valores altos de pH podem apresentar um gosto desagradável e, por isso, por vezes rejeitadas pelo consumidor. Além disso, o pH é um factor importante em diferentes fases do tratamento da água, como o caso da coagulação/floculação, a desinfecção por cloro e a distribuição da água final. O valor paramétrico destinado ao consumo humano é ≥ 6,5 e ≤ 9. Por outro lado, e de acordo com o DL 306/2007, a água sem gás contida em garrafas ou outros recipientes, o valor mínimo de pH pode ser reduzido para 4,5 e para a água em garrafas ou outros recipientes, naturalmente rica ou artificialmente enriquecida em dióxido de carbono, o valor mínimo pode ser ainda mais baixo.

2.5.2.4. Dureza

A dureza de uma água é caracterizada principalmente pela presença de catiões metálicos bivalentes, cálcio (Ca2+) e magnésio (Mg2+). A existência destes catiões em maior ou menor quantidade indica o grau de dureza da água. Normalmente, os iões cálcio e magnésio surgem associados ao anião hidrogenocarbonato (HCO3-), sulfato (SO42-), cloreto (Cl-) e nitrato (NO3-).

A dureza pode ser classificada em carbonatada e não-carbonatada. A dureza carbonatada ocorre quando os catiões cálcio e magnésio estão ligados ao hidrogenocarbonato. Quanto à dureza não- carbonatada, esta ocorre quando catiões cálcio e magnésio estão ligados aos sulfatos, cloretos, nitratos, etc. De acordo com o Quadro 2.4, uma água doce natural é geralmente muito macia, podendo apresentar valores muito mais elevados, sem qualquer risco para a saúde (Peixoto, 2008). A dureza das águas naturais varia consideravelmente de lugar para lugar, sendo em geral a dureza das águas superficiais menor do que a das águas subterrâneas (Sousa, 2001).

É desejável que a dureza total em carbonato de cálcio esteja compreendida entre 150 e 500 mg/L CaCO3, ou seja, uma água deve ser macia a moderadamente dura segunda a classificação abaixo (Quadro 2.4).

Quadro 2.4 - Classificação das águas de consumo quanto à dureza e quanto à dureza e qualidade (Fonte: Peixoto, 2008)

Quanto à dureza Quanto à dureza e qualidade

Tipo de água Dureza (mg/L CaCO

3) Tipo de água

Dureza (mg/L CaCO3) Muito macias 0 a 60 Boa qualidade < 150

Macias 60 a 150 Qualidade média 150 a 300 Medianamente duras 150 a 300 Qualidade aceitável 300 a 600 Duras > 300 Difícil amaciamento > 600

2.5.2.5. Oxigénio dissolvido

O oxigénio é um dos gases dissolvidos na água, sendo um elemento relevante para a sobrevivência dos seres vivos e manutenção das suas actividades metabólicas, como o crescimento, reprodução e também para processos de autodepuração em sistemas aquáticos naturais.

As principais fontes na introdução de oxigénio na água são a atmosfera e a fotossíntese. Contrariamente, o consumo na decomposição da matéria orgânica (oxidação), as perdas para a atmosfera, nitrificação, respiração e oxidação química abiótica de substâncias são as fontes essenciais de perda de oxigénio da água.

A solubilidade de oxigénio dissolvido é influenciada pelos seguintes factores: pressão atmosférica, temperatura e salinidade. O aumento da temperatura e salinidade implicam a diminuição da solubilidade do oxigénio dissolvido na água. A baixa solubilidade do oxigénio na água limita a capacidade de autodepuração das águas naturais (Sousa, 2001). O aumento dos

teores de oxigénio dissolvido indicam a presença de seres vivos fotossintéticos e baixos teores apontam para a presença de matéria orgânica.

2.5.2.6. Oxidabilidade e carbono orgânico total

A oxidabilidade permite determinar o teor de matéria oxidável presente numa água, utilizando o permanganato de potássio (K2MnO4) como agente oxidante. Através deste processo determina- se a quantidade de oxigénio que é necessário para oxidação da matéria orgânica e inorgânica através do permanganato de potássio. O resultado é expresso em oxigénio consumido, tendo como valor paramétrico de 5 mg/L O2.

O carbono orgânico total é referente à concentração de carbono orgânico oxidado a CO2 através de altas temperaturas e quantificado por um analisador infravermelhos. Este procedimento quantifica apenas a matéria orgânica biodegradável e não biodegradável sem interferências de outras substâncias presentes na amostra.

2.5.2.7. Cloretos

Os cloretos podem estar presentes naturalmente nas águas através da passagem destas pelas rochas ou devido a intrusões salinas. Podem resultar igualmente da poluição por efluentes domésticos e industriais, sendo por isso indicadores de poluição ou contaminação.

A presença de cloretos nas águas para consumo humano produz uma mudança no sabor podendo, por isso, levar à rejeição das mesmas por parte da população. O valor paramétrico para as águas de consumo é de 250 mg/L Cl.

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