A asserção desta dissertação de Mestrado foi proceder à observação as analogias existentes entre a produção artística de Siron Franco e o contexto social de uma região específica, e qual a relevância do seu trabalho no interior desta comunidade.
Analisar a produção de Siron Franco significa perceber uma relação ressaltada entre esta produção e seu contexto geográfico, tal contexto passou por profundas transformações sociais nas ultimas décadas, impondo valores da sociedade de consumo, empreendendo uma trajetória econômica e cultural com consequências que transformaram o imaginário da população local.
As Instalações de Siron Franco são um composto de denúncia social, e comoção que refletem as conjunturas que destituem a sociedade brasileira, especificamente a sociedade goiana, espaço geográfico mais revelado na produção do artista.
O artista é consciente do significado da sua obra e empreende ações de confronto, sobretudo a partir da sua produção ao nível das Instalações.
Ao trabalhar estas questões em seu processo produtivo, Siron Franco refere-se a uma identidade cultural latino-americana, sobretudo ressaltando sua formação regionalizada, estabelecendo uma linguagem que caracteriza a produção goiana no contexto da arte brasileira.
Siron franco apropria-se da liberdade criadora contemporânea, estabelecendo uma obra com segmentos intensos que se salientam, expressando seu posicionamento perante a sociedade. Em sua produção busca transgredir a passividade do espectador, convidando-o a interagir com a obra de arte.
É uma produção que se refere a uma realidade palpável, evidenciando a realidade social do seu tempo, sua postura ideológica, mas com preocupação estética, sobretudo quando podemos assinalar no trabalho do artista a força da materialidade presente nestas obras.
Evidencia sua repulsão perante as relações humanas que se mostram insensíveis e consumistas. No mundo capitalista deixou de ser essencial o bem estar do
outro, nos ocupamos somente com o nosso aprazimento, as relações humanas atualmente são mediadas pela tecnologia, estamos perdendo gradativamente o hábito de conviver, de dialogar, e também de mantermos uma relação salutar com o meio ambiente.
O ritmo consumista esta trazendo problemas graves e insustentáveis, não podemos somente calcular o préstimo do detrimento, assistindo apáticos, o meio ambiente se degradar a cada dia.
A sensação do frívolo que se apossa do consumidor é um dos dois aspectos do individualismo e isolamento que o caracteriza: contrapondo-se ao vazio interior, está a aparência de segurança e de realização.
Este mundo utópico de satisfação das indigências, de aceitação social, de realização pessoal e mesmo de conforto físico, mediante o consumo invariável, é elaborado pelos meios de comunicação de massa e pela indústria da propaganda.
A obra de Siron Franco é um protesto em beneficio de alguns segmentos da sociedade que estão sendo marginalizados no enquadramento urbano contemporâneo, aborda na sua temática o privilégio de se combater a exclusão entre as pessoas e os preconceitos sociais, e também insurge em objeção à devastação do meio ambiente. Suas Instalações dissimulam-se no conflito pela continuidade, respeitabilidade e autonomia de toda forma de existência.
Podemos estabelecer os pressupostos que apóiam seu trabalho no interior da produção artística, estando inserido dentro da categoria Instalação, onde propõe ações que convidam a repensar o sujeito, a sociedade, dialeticamente com aquilo que lhe é real.
Assim estas Instalações caracterizam-se numa busca questionadora do homem e da realidade observada, estabelecendo contatos diretos com o seu período histórico, propondo questionamentos da realidade política brasileira, e outras diversas temáticas locais.
Não podemos desconsiderar na obra Sironiana analisada elementos que ressaltam a proposta de envolvimento desta linguagem produtiva com o papel do artista na sociedade. Existem nestas produções características que as fundamentam no contexto artístico contemporâneo, legitimando sua forma de representação.
São elaboradas com os pressupostos da linguagem artística contemporânea, priorizando manifestações que legitimam suas características como forma expressiva, evidenciando e sintetizando as problemáticas do mundo conturbado
em que vivemos, é uma arte-testemunho que relata plasticamente situações insólitas e reais.
Assim a obra relatada prioriza o homem, referindo-se abertamente a um contexto específico, demonstrando seu posicionamento e sua visão de mundo. Mostra-se como uma forma diferenciada de perceber a realidade, tendo como subsídio a observação, que configura elementos no processo criativo do artista onde consideramos importante ressaltar a forma da narrativa proposta e a materialidade apresentada de uma maneira privilegiada em cada Instalação.
Discorre sobre enigmas que vêem se salientando com o advento do capitalismo exacerbado da cultura neo-liberalista.
Numa sociedade na qual as novas tecnologias deveriam ser elementos para proporcionar a paridade entre os indivíduos, o que vemos se exprimir, com mais vigor é a desigualdade social, a violência urbana, a banalização do sofrimento e do horror em função do crescimento econômico e da industrialização.
As Instalações de Siron Franco são um clamor em proteção a núcleos urbanos que não conseguem desempenhar integralmente sua generalidade no interior do mundo capitalista, igualmente atrai a inquietação na sua execução para questões, que se não forem sanadas levarão à devastação do eco sistema, e da biodiversidade da fauna e flora do centro oeste brasileiro. Elas são elementos de intervenção imediata nas questões que nos provocam.
Desta forma sua obra, é uma afirmação de como a arte pode ser aplicada para contribuir na estruturação de uma sociedade mais consciente das suas responsabilidades.
Desenvolve-se no seio de uma sociedade apática e tem como objetivo prático aguçar a postura crítica, buscando transformar acontecimentos inquietantes onde o homem urbano a todo momento esta exposto.
Se examinarmos a esfera social em que vivemos, deduziremos que o homem contemporâneo se encontra em um ambiente hermético, restrito a vínculos e conexões que priorizam o valor corpóreo, convertendo suas relações ao aspecto pragmático e dominante dos núcleos de poder.
Todo este contexto nos incapacita de distinguir e receber impressões, calcados em uma dialética do cotidiano com a ordem natural do Universo.
Somos cerceados na propagação da nossa possibilidade inventiva e na amplitude de experiências com preponderância no fator empírico. Nossas relações
sociais são edificadas em conceitos que priorizam os préstimos de um período essencialmente capitalista, os problemas contemporâneos estão relacionados a fatores genericamente destrutivos das relações humanas.
Estes conceitos instituídos na cultura de massa constituem atitudes ideológicas e culturais, distanciando-nos do sensível e subjetivo, concedendo circunstâncias que priorizam o pragmatismo e a objetividade das relações, em detrimento ao pensamento sobre si mesmo, com vista a examinar mais profundamente uma situação, ou um problema.
Estamos em um momento complexo, onde a transmutação dos valores no âmbito da política, economia e sociedade, são hoje essencialmente as degradações, o domínio das emoções, a precedência da razão, são valores incorporados ao mundo globalizado.
As novas tecnologias difundiram-se em nossas práticas habituais, porém não estamos obtendo um aproveitamento e disponibilização destes novos meios de forma homogênea, com isto alguns grupos sociais se tornam excluídos e marginalizados da propagação destes benefícios.
A linguagem artística, através de ações como as Instalações de Siron Franco, volta-se como um meio para difundir e incitar uma deliberação crítica mediante a este contexto excludente.
No conjunto de princípios em atuação, a Arte e as manifestações culturais não são os valores prioritários, concedendo circunstâncias onde a cultura de consumo não consegue visualizar a grande fenda que esta construindo em torno de si mesma, o homem cada dia mais se afasta da emoção e da criatividade, se inserindo em uma rede vertiginosa imposta pelos sistemas sociais.
Após estabelecer contato com esta forma de produção através das Instalações de Siron Franco, podemos evidenciar segundo os pressupostos da arte contemporânea, a liberdade de criação descrita por Danto, através da utilização de fatos estabelecendo um jogo entre arte e realidade.
O artista neste sentido evoca sua postura ética, expressando-se nas manifestações descritas neste estudo. Evidencia a cultura da sua região geográfica simbolizando sua identidade nestas ações.
A multiculturalidade da população brasileira percebida na síntese histórica é responsável por um desenvolvimento cultural extremamente singular, tornando-nos desta forma uma população com uma etnia diversificada e em permanente
conflito entre a aceitação e a reação à elementos de dominação a que sempre estivemos submetidos, com todos estes fatores temos um universo cultural amplamente diversificado, elemento determinante na qualidade de produção temática e estética de Siron Franco.
O Brasil tem uma população variada com núcleos descendentes de europeus, indígenas e africanos, que atualmente fazem parte da nossa herança cultural. As culturas se miscigenaram, fator responsável pela identidade onde convivem no imaginário local, mitos e lendas de cada uma destas etnias descritas. Siron Franco representa uma identidade nacional que inicialmente não se inseriu diretamente no modo capitalista de produção, sempre esteve muito ligado a ruralidade, estabelecendo um diálogo conflitante entre a ética e o desenvolvimento urbano desenfreado .
A produção do artista evidencia uma ampla relação com a realidade política, fator que faz com que parte da crítica especializada a enquadre como uma arte engajada.
Seus objetivos práticos são prontamente atingidos, pois suas ações provocam repercussões imediatas na mídia, explicitando assim toda esta dialética para a população brasileira.
Temos um grande contingente populacional, o Brasil conta com características exóticas na sua formação social, fator que estabelece uma identidade cultural peculiar decorrentes também da dependência econômica a que inicialmente fomos impostos, elemento que assinalou todos os segmentos culturais e a produção de arte desta população.
Por isto faz-se necessário repensar e questionar, quais são as circunstâncias que nos farão perceber estes diversos modos da realidade circundante. O consumo exacerbado, associado às práticas do cotidiano, precisa ser relacionado a processos de desenvolvimento da crítica e da humanização da cultura.
É neste sentido que oportunizamos conceder a relevância ao método de proposição de Siron Franco, analisando que ele mobiliza ações, que contribuem para estabelecer uma integridade e qualidade, não somente aos propósitos artísticos, mas igualmente tensiona conteúdos densos, que contestam os limites da ética e das ideologias fecundas na sociedade, ideologias tais que estão devastando os processos de apreço e respeitabilidade do homem e do meio.
Por isto ele propõe soluções que viabilizem a inserção da arte nas várias dimensões do convívio próprio do homem.
Portanto é a partir das reflexões do artista sobre o meio em que vive que destacamos a importância desempenhada pela visibilidade do seu trabalho, como um dispositivo de resistência dentro das relações de poder. Passo a citar Foucault,
“... O papel do intelectual não é mais o de se colocar um pouco na frente ou um pouco de lado para dizer a muda verdade de todos; é antes o de lutar contra as formas de poder exatamente onde ele é, ao mesmo tempo, o objeto e o instrumento: na ordem do saber, da verdade, da consciência, do discurso.” Foucault (1979: 71).
Para o filósofo, o intelectual que atua no domínio do universal é substituído pela figura do intelectual que necessariamente ocupa uma posição especifica. Sua atuação fará sentido se for local e regional, seu engajamento terá significado se não comportar uma pretensão totalizadora e puder atuar no regime da verdade/poder em que estiver inserido.
“È por isso que a teoria não expressará, não traduzirá, não aplicará uma prática: ela é uma prática. Mas local e regional como você diz: não totalizadora. Luta contra o poder, luta para fazê-lo aparecer e feri-lo onde ele é mais invisível e insidioso...” Foucault (1979: 71).
O fator que sobressai e que podemos arrolar nas Instalações de Siron Franco, nesta circunstância analisada é especificamente este engajamento a que se refere Foucault, é um método de expressão, da qual a inquietação central pauta-se pela instituição de uma identidade cultural peculiar, a partir de fatores que se relacionam dentro da produção brasileira, mas que se torna singular, por se caracterizar como uma leitura portadora de elementos que se referem ao conjunto de tudo aquilo que ele percebe em seu meio como o espaço, o gênero humano, as classes sociais, a ordem natural, a sociedade goiana e brasileira como um todo.
Siron evidencia em seu trabalho, como já foi citado, o universo cultural do centro-oeste brasileiro, formando uma dialética entre a arte e a sociedade, resistindo através da linguagem artística aos processos de dominação cultural e econômica impostas pela globalização.
Teorizada na sociedade pós-moderna, a Instalação caracteriza-se na arte, sobretudo pelo caráter participativo e critico que exerce no interior das sociedades, a realidade é trabalhada nesta linguagem traçando um perfil participativo entre a arte e a vida. Foucault faz uma alusão a essa questão percebida por ele,dizendo,
“O que me surpreende é o fato de que, em nossa sociedade a arte se tornou algo relacionado a objetos e não a indivíduos ou a vida.”. Foucault (1995: 261).
Na produção de Siron Franco, a conexão entre a arte e a sociedade, decorre essencialmente das circunstâncias compreendidas por ele e desenvolvidas em seu procedimento expressivo.
Tal situação enfatiza, portanto, o cotidiano como um espaço de tensão e construção mediadas por praticas culturais, empreendidos por sujeitos/artistas, atentos às problemáticas evidenciadas em suas comunidades.
As Instalações de Siron Franco pretendem imputar à arte goiana uma característica e um referencial, que visam definir o seu lugar no âmbito da produção artística brasileira. Comunidades culturais que sofreram o isolamento como Goiânia passou por processos e estágios culturais bastante distintos do Brasil “desenvolvido,” e, portanto imprimiram uma singularidade e práticas que nos vinculam a implicações próprias no processo de manifestações culturais. E pode ser considerada como produto derivado de uma identidade peculiar e com menor grau de aculturação, ou seja, este isolamento assinalou uma forma um tanto mais pessoal e sofreu poucas referências do processo de transculturação, dotando-se de características que realçam seus limites dentro do contexto produtivo brasileiro.
Numa tentativa de resistência o artista opta por se firmar em um complexo e vertiginoso movimento de isolamento dos meios mais fecundos, como foi citado anteriormente, formulando uma reação contra os excessos de priorização da produção artística do sudeste brasileiro, propondo uma superação destas redes impostas ao sistema da arte. È importante assinalar também que Siron Franco iniciou sua produção em um momento particular da arte brasileira, os artistas em geral buscavam aderir a novas formas e correntes estilísticas decorrentes das inovações que aconteciam através da Pop art, seu progresso produtivo na categoria pintura naquele momento resultou na valorização da sua identidade e no consequente questionamento da questão espacial e do processo tanto artístico quanto intelectual, ao nível da crítica da arte.
O isolamento de Siron franco possibilitou uma investigação empreendida no sentido de conhecer suas raízes e aplicar na sua produção, acarretando uma fonte criadora consistente, questionadora, com uma proposta estética calcada na sua identidade cultural.
Esta forma de expressão associada a sua temática contestadora designou um conjunto expressivo que o singularizou no contexto artístico brasileiro. O artista começa a busca do que o define atualmente como artista social, priorizando seja de forma implícita ou explícita os fundamentos de uma narrativa engajada com sua comunidade, assim passa a buscar como fonte temática suas memórias de garoto, seu mundo real e imaginário, propondo a cada nova produção o questionamento da realidade observada.
Sua proposta é atingir através desta linguagem todas as camadas da população que não podem por motivos diversos, inerentes a um país subdesenvolvido frequentarem Museus e consumirem arte seja através de qualquer forma de produção, com ações que atraem a mídia ele consegue mobilizar pessoas nas mais diferentes camadas sociais, popularizando a linguagem artística e ao mesmo tempo propondo ao pensamento crítico, toda uma população que através da mídia toma conhecimento do problema ali debatido.
Propõe de forma inequívoca uma alteração da realidade, e uma forma de apresentação diferenciada, caracterizando uma percepção e uma busca de um novo modelo de sociedade, que não seja representado por ações com tamanho grau de violência e discriminação.
Esta ligação entre arte e realidade para Siron Franco ocorreu logo no princípio de sua trajetória criativa, qualificando sua produção e ultrapassando os limites das categorias, fundamentando o trabalho do artista brasileiro e goiano, não somente no seu contexto regional, mas no interior de toda a arte brasileira.
As Instalações aqui apresentadas relatam um Brasil conflituoso em razão de muitas formas de exclusão, violência social, preconceitos, devastação do meio ambiente, elementos apresentados de forma clara pelo artista, que tornam-se assim registros de profunda comoção e sensibilidade histórica.
Nas ações propostas por Siron Franco a realidade urbana é usada como ambiente, permitindo o diálogo e a interação com o espaço escolhido, sendo diretamente afetados pela utilização do mesmo.
Um trabalho de Instalação pode ser analisado através da sua visualidade, da sua temática, e da relação específica que produz com o espaço ambiental. A paisagem urbana de Brasília espaço mais utilizado pelo artista, oferece alguns fatores representativos que oferecem condições de recepção e leitura destas manifestações
artísticas. Seu objetivo é buscar o reposicionamento do espectador e estimular a consciência crítica a partir da relação entre arte e comunidade.
Outro aspecto que podemos assinalar nas Instalações, é o entranhar-se com o fenômeno, não há mais distinção entre realidade e produção, possibilitando novas formas de posicionamento ao espectador. Desta forma percebidos através da experiência estética a questões urbanas passam a outro nível de significação.
O artista evidencia de forma crítica que qualquer tema pode ter representação simbólica, podendo ser deslocados da realidade para o campo representativo. Naquele momento da ação altera a significação do espaço utilizado, propondo uma nova percepção, através da linguagem simbólica.
Assinalamos ainda que a busca empreendida por Siron Franco no estabelecimento de uma produção engajada, associada ao contexto urbano regional, o caracterizou, implantando núcleos de produção afora dos movimentos do Sudeste brasileiro, desenvolvendo uma prática produtiva e comprometida na construção do progresso regional do centro-oeste, o artista pretendia notadamente inserir o Estado de Goiás nos movimentos produtivos nacionais, propiciando seu contato com a arte brasileira, incorporando desta forma as expectativas desta região e de outras que também estavam vivenciando o mesmo isolamento geográfico.
A busca por uma construção que fizesse repensar o espaço cultural brasileiro provocou um intercâmbio que forjou a crítica especializada naquele contexto, a nova composição artística que estaria se configurando, podendo ser considerada uma vertente produtiva que delimitaria novas formações no circuito artístico.
Com uma produção notadamente voltada aos valores culturais localizados, com conteúdo estético de preponderância social, respaldada pelas novas tendências estilísticas contemporâneas, o posicionamento do artista inferiu-se em última análise na produção artística nacional contemporânea, ocasionando sua difusão para outros meios emissores de cultura.
Desta forma partindo de todas estas concepções na obra do artista relatamos a sua afinidade entre a área geográfica em que consiste e a representação plástica da realidade exposta nestes trabalhos aqui descritos, estabelecendo sua semelhança entre arte e sociedade.
Para finalizar delimitamos em Siron Franco, um procedimento investigativo da realidade que o circunda, o que concebe em suas produções, proposições e procedimentos acrescidos de uma coerência circunstancial de reação, que
contribuem para a estruturação das linguagens artísticas, deferindo as indigências de uma época, produto de sua sutil faculdade de sentir e relatar o seu meio sócio-cultural.