3. GENERALITES
3.3. Agents pathogènes et vecteurs :
3.3.2. Vecteurs :
Empresas e indivíduos reagem de maneiras distintas ao se depararem com novas tecnologias, o que é um comportamento esperado, pois a introdução de novas tecnologias representa mudanças nas rotinas ou processos de trabalho que são informatizados. Como alguns indivíduos aceitam uma nova tecnologia enquanto outros relutam em aceitá-la, percebe-se que a adoção é uma atividade complexa e multifacetada. Para que a adoção ocorra de forma planejada e tenha efeitos positivos sobre a organização, deve ser estudada e entendida por gestores e pesquisadores (Santos Júnior, Freitas & Luciano, 2005).
Ferreira (2015) argumenta que as decisões sobre a adoção de Tecnologia da Informação nas empresas são estratégicas e essenciais para a perspectiva de futuro das mesmas. Devido ao seu caráter estratégico, a decisão pela adoção ou não de TI é complexa, e tem impacto sobre os processos e indivíduos, que nem sempre estão dispostos a aceitar as mudanças. Nesse sentido, Souza e Luce (2003) destacam a adoção ou aceitação de tecnologia como um dos processos de escolha que envolve mais dúvidas por parte dos indivíduos.
Inovações tecnológicas podem afetar de modo importante as organizações (Patrakosol, Olson, 2007), e a tecnologia tem facilitado a colaboração eletrônica e se tornou um componente importante para as atividades diárias (Abu, Jabar, & Bin Yunus, 2014). A adoção de Tecnologias da Informação (TI) pode influenciar o desempenho organizacional, melhorando sua competitividade, produtividade e eficiência (Hameed & Counsell, 2012), facilitando sua sobrevivência em mercados cada vez mais globalizados (Safavi, Amini & Javadinia, 2014).
A adoção de tecnologia da informação de Thong e Yap (1995), ratificado por Hameed, Counsell e Swift (2012) que definem adoção de TI como sendo o uso de hardware computacional e aplicações de software para suporte as operações, gestão e tomada de decisão nos negócios. Isso implica afirmar que a adoção inclui o uso de determinada tecnologia, excluindo “elefantes brancos” tecnológicos (THONG; YAP, 1995).
Hameed e Counsell (2012) enaltecem que a adoção de tecnologias da informação em uma organização pode influenciar sua performance e incrementar sua competitividade, produtividade, eficiência e efetividade. Com maior ênfase, Safavi, Amini e Javadinia (2014), afirmam que se organizações querem sobreviver e se tornar mais competitivas em ambientes de mercados cada vez mais globalizados, devem fazer uso massivo de tecnologias da informação e sistemas de informação (TI/SI).
Para que seja alcançada tão almejada vantagem competitiva, é fundamental examinar os processos envolvidos na adoção e aceitação de usuários de Tecnologias da Informação. Sendo esse conhecimento fundamental para assegurar o sucesso de adoção e de tecnologias da informação nas organizações (HAMEED; COUNSELL; SWIFT, 2012)
De acordo com a Teoria da Difusão da Inovação, quando uma nova ideia surge, ela é comunicada ao longo do tempo entre os integrantes de um sistema social, os quais reagem de forma a adotar ou não esta inovação. O processo de comunicação da inovação é geralmente denominado de difusão, enquanto que a reação dos indivíduos à inovação pode ser compreendida como sendo o comportamento de adoção. Assim, a adoção não acontece no vazio e está associada ao processo de difusão. Entender como o processo difusão ocorre e quais fatores influenciam o comportamento de adoção tem sido o foco de diversos estudos há pelo menos dois séculos (KINNUNEN, 1996).
Weber e Kaufmann (2011) apontam alguns fatores que interferem na adoção de TI, os quais são divididos em fatores econômicos (custos, retorno sobre o investimento, geração de riqueza), fatores sociais (impactos ambientais, privacidade dos dados, segurança) e outros fatores como riscos corporativos, questões legais, ambiente organizacional e barreiras culturais.
Contudo, não é apenas a simples adoção de uma tecnologia de informação que pode tornar o seu uso inovador, conforme Dos Santos (2011), mas sim a exploração de todo o seu
potencial por meio da infusão desta tecnologia. Dessa forma, para realmente inovar com o uso de TI, a organização deve atingir o nível de infusão da tecnologia.
A adoção de inovações em TI tem sido compreendida sob diferentes perspectivas, como a intenção de adoção (FISHBEIN; AJZEN, 1975), comportamento de adoção (ROGERS, 1995), uso real (VENKATESH et al., 2003), decisão de adoção (GROVER, 1993), processo decisório de adoção (ROGERS, 2003) e difusão (COSTELLO; DONNELLAN, 2007). A diversidade de concepções sobre o significado do termo “adoção” tem chamado a atenção de pesquisadores para os problemas metodológicos ao consolidar os resultados de diferentes pesquisas e proposições teóricas (EVELAND, 1979; JEYARAJ; ROTTMAN; LACITY, 2006).
A adoção vista como um processo é apresentada por Cooper e Zmud (1990) em um modelo de seis fases: iniciação, adoção, adaptação, aceitação, rotinização e infusão. Hsieh e Zmud (2006) resumiram o processo de adoção em aceitação e rotinização, e pós-adoção em infusão, conceitos utilizados nesta pesquisa e apresentado de forma resumida na figura 12.
Figura 12 - Processo de Adoção e infusão
Fonte: Hsieh e Zmud (2006)
A infusão é definida por Hsieh e Zmud (2006) como o grau de integração de uma inovação de TI aos processos de negócios existentes e as práticas normais de uma organização, proporcionando aos usuários o uso inovador da tecnologia.
Em conformidade a esta definição, Sullivan (1995) afirma que a infusão é o grau em que as tecnologias e os sistemas de informação penetraram na empresa, em termos de importância, impacto ou significância.
A maioria dos estudos sobre a adoção de TI utiliza como variável dependente a intenção de adoção. Poucos analisam o que ocorre após a decisão de adotar a inovação. Esta diferença é identificada como sendo uma lacuna de assimilação (FICHMAN, 1992).
Existe uma lacuna a ser compreendida entre a adoção de TI e como esta é aceita e efetivamente utilizada (BOUDREAU; SELIGMAN, 2003; WAINWRIGHT; WARING, 2007). Quando a taxa de adoção de uma nova tecnologia da informação é comparada com o seu nível de uso efetivo ao longo do tempo é possível observar uma diferença significativa entre estes dois estágios. Esta diferença é identificada por Fichman e Kemerer (1999) como sendo uma lacuna de assimilação (no original, em inglês, assimilation gap). Ainda é possível argumentar que o estudo da adoção TI, passa pela aceitação e rotinização e ainda precisa ser complementado com a análise da infusão desta adoção, pois neste estágio o uso efetivo e inovador é mais provável de ocorrer (ZMUD; APPLE, 1992).
Saga e Zmud (1994) argumentam que é através da experiência direta com um sistema de informação e processos de aprendizagem associados que os indivíduos ganham a capacidade de usar um SI para o seu pleno potencial, isto é, o estágio de infusão.