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Variations de l’intensit´ e diffract´ ee avec l’´ energie

2.3 Diffraction anomale

2.3.1 Variations de l’intensit´ e diffract´ ee avec l’´ energie

O significativo aumento da longevidade da população brasileira é um dado revelado, censo após censo, nas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa tendência é confirmada quando comparamos o número de brasileiros acima de 60 anos com o número de crianças com menos de 5 anos. Em 1981, para cada idoso havia duas crianças na faixa de idade acima citada. A partir de 2002, os dados se inverteram e, atualmente, o Brasil conta com 120 idosos para cada 100 crianças. De 2001 a 2011, o número de idosos com 60 anos ou mais passou de 15,5 milhões para 23,5 milhões de pessoas. A participação relativa deste grupo aumentou de 9% para 12,1%. A de idosos com 80 anos chegava a 1,7% da população, em 2011 (IBGE, 2012).

O notável crescimento de idosos na população em geral reflete ganhos positivos em termos de desenvolvimento social, contudo, o processo de envelhecimento humano também representa muitos desafios, face às demandas emergentes e a falta de provimento de serviços e programas alternativos de apoio a esse grupo. As ações existentes nas áreas humanas e sociais, estão muito aquém, em quantidade e eficácia das existentes nas demais áreas de atendimento do ciclo vital que não seja o do idoso.

A qualidade de vida na velhice tem como características primordiais a autonomia e a independência do idoso; desenvolver, adaptar e testar ações educativas para a manutenção e/ou recuperação da autonomia e independência nas atividades da vida diária dos idosos e, em alguns casos, promover o protagonismo destes, foi e será o nosso maior desafio.

Para Chauí (apud Bosi, 1994) ser velho, em nossa sociedade é lutar para continuar sendo homem. Para a autora, a opressão na velhice se realiza de múltiplas maneiras, “algumas tacitamente brutas, outras tacitamente permitidas”. Complementa que a opressão do velho acontece por intermédio de mecanismos institucionais, a exemplo do processo burocrático de

aposentadoria, por abusos, violências psicológicas, muitas vezes evidentes outras sutilmente e quase invisíveis.

De acordo com o artigo 230 da Constituição da República (1988), a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem estar e garantindo-lhes o direito a vida. Em conformidade com o Estatuto do Idoso, Lei nº 10.741/03, este, também, representou um relevante marco para o estudo dos direitos da pessoa idosa; os direitos fundamentais ali previstos garantiram, com absoluta prioridade, a efetivação dos direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária dos idosos. Mas não foi só isso: o art. 3º do referido diploma legal, além de estabelecer direitos, também identificou as instâncias obrigadas a dar-lhes efetividade, quais sejam: a família, a comunidade, a sociedade e o Poder Público.

Nesta perspectiva, propusemos junto à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB este projeto com vistas a uma participação ativa na construção e na coesão social, no aprofundamento da democracia, na luta contra a exclusão social e na defesa da diversidade cultural. A extensão na UESB tem um significado especial e envolve uma vasta área de prestação de serviços, a públicos variados: grupos sociais populares; movimentos sociais; comunidade locais/regionais.

Conforme o exposto, essa visão da instituição nos impulsiona a participar do processo de discussão sobre a temática do envelhecimento; a Universidade Aberta com a Terceira Idade – UATI, no ano de 1999, no

Camp us de Jequié, entre outras ações oferecidas, iniciou sob a nossa

coordenação a Oficina de Cantoterapia com significativa aceitação da clientela, fixando um público de sessenta (60) pessoas. Com essa experiência damos início, em 2005, a essa proposta no Campus de Vitória da Conquista, sendo possível cadastrar o Projeto: Música, Linguagem da Emoção em parceria com o Projeto Juventude Acumulada que tinha como uma das ações a Oficina de Cantoterapia. Essa oficina, realizada a princípio no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, devido à mudanças administrativas foi transferida para Projeto de Leitura ‒ PROLER/UESB, com o apoio da Profª

Heleusa Figueira Câmara. Com o número crescente de participantes e espaço limitado, em março de 2007 transferimos a maioria das ações para o Centro de Extensão Comunitário da UESB.

Observa-se que o público participante alterna de cem a cento e cinqüenta idosos ao ano, com atividades diversas: práticas de canto, apresentações públicas, fóruns de discussão, campanhas educativas em parcerias, pesquisas e registros de músicas populares e canções folclóricas. Em 2008 a gravação de um CD pelo grupo representou um marco importante desse projeto. Ainda são desenvolvidos, paralelamente, estudos sobre direitos humanos e saúde (através de palestras desenvolvidas por estudantes da UESB), divulgação dos artigos dos participantes (narrativas, poemas, etc...), momentos de reflexões acerca da saúde com abordagens multidisciplinares; visitas domiciliares a pessoas com limitações físicas ou com sintoma de depressão. E para envolver a comunidade nesse projeto social, oferecemos recentemente espaços para pesquisa, envolvendo alunos de cursos médios e faculdades interessadas no tema. Em linhas gerais o projeto apresenta os seguintes objetivos:

• Apoiar e fortalecer a criação de grupos de convivência com ações de valorização e socialização da pessoa idosa nas zonas urbanas e rurais.

• Buscar parcerias institucionais com vistas a ampliação do projeto.

• Divulgar os direitos da pessoa idosa

• Incentivar os processos de criação, as atividades culturais e artísticas nas múltiplas linguagens.

• Desenvolver ações que contribuam para o protagonismo da pessoa idosa, possibilitando a participação ativa.

• Potencializar ações com ênfase no diálogo intergeracional, visando a valorização do conhecimento acumulado das pessoas idosas.