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La variation de l’humidité du sol, moyenne du profil cultural

CHAPITRE III- RESULTATS ET DISCUSSION 1- Les caractéristiques liées au sol

2- La variation de l’humidité du sol, moyenne du profil cultural

O trabalho cooperativo e colaborativo e a aprendizagem inerente a ambos têm ocupado um lugar central de debate no trabalho desenvolvido. Torna-se importante compreender e questionar, se na escola e mais concretamente nas aulas de Ciências Naturais, os professores têm por hábito utilizar estas metodologias, melhorando assim as aprendizagens dos alunos. Tornou-se importante assumir também, as diferentes construções e significados de ambos os conceitos, cooperativo e colaborativo e a origem dos mesmos. Posteriormente, tornou-se fulcral investigar acerca das diferentes perspetivas de diferentes autores, sustentando assim o nosso saber em relação ao tema e o trabalho em si. Após esta investigação e análise empírica acerca das metodologias, julgamia importante dar a conhecer mais especificamente: a definição das questões- problemas; os objetivos da investigação; o tipo de investigação; a importância do estudo; os participantes; os procedimentos; as técnicas e instrumentos de pesquisa; e por fim, o tratamento e análise de dados.

2.1.1. Definição do problema e objetivos da investigação

O processo de investigação científica tem sempre um ponto de partida, que tem por base um problema inicial, que crescentemente e ciclicamente se vai complexificando em interligações constantes como novos dados, até à procura de uma interpretação válida, coerente e solucionadora (Pacheco, 1995, p.67). Segundo Habermas (1974), na senda dos seus princípios filosóficos, uma investigação deve sempre contemplar em si uma intenção de mudança. Latorre (2003, p. 358) refere que a investigação é valorizada, sobretudo, a prática, tornando-a como o seu elemento chave, antes de ingressar propriamente na apresentação metodológica desta metodologia. É de salientar, que nesta prática está implícita a reflexão para a compreensão de todo o processo de investigação.

Desta forma, a investigação sobre a qual o nosso trabalho incidiu pretende dar resposta às seguintes questões-problema: i) quais as potencialidades do uso da metodologia de trabalho cooperativo e de trabalho colaborativo nas aprendizagens das Ciências Naturais com professores do 2.º CEB? e, ii) quais as potencialidades do uso da metodologia de trabalho cooperativo e de trabalho colaborativo nas aprendizagens das Ciências Naturais com alunos do 2.º CEB?

O nosso estudo tem como principal finalidade compreender qual a metodologia de trabalho de grupo (cooperativo e colaborativo) que é mais utilizada no ensino de

Ciências Naturais do 2.º CEB, assim como as perspetivas e potencialidades da sua utilização nas aprendizagens dos alunos.

Mais concretamente, de acordo com as questões-problema enunciadas anteriormente quatro grandes objetivos:

1. compreender qual a metodologia de trabalho de grupo mais utilizada pelos professores de Ciências Naturais do 2.º CEB;

2. conhecer perceções e práticas dos professores de Ciências Naturais do 2.º CEB acerca da metodologia do trabalho cooperativo e colaborativo;

3. conhecer as perceções do uso da metodologia do trabalho cooperativo e colaborativo no processo ensino/aprendizagem das Ciências Naturais dos alunos do 2.º CEB;

4. construir conhecimento no âmbito da metodologia de trabalho cooperativo e colaborativo no ensino das Ciências Naturais no 2.º CEB.

Esta investigação foi realizada em dois Agrupamentos de Escolas diferentes, um na zona Norte e um na zona Centro-Norte, em turmas de 5.º e 6.º anos de escolaridade, bem como a partir das perceções dos professores de Ciências Naturais do 2.º CEB. Escolhemos um dos Agrupamentos devido ao facto de termos desenvolvido, em contexto de PES, trabalho enquanto estagiárias, nesse estabelecimento de ensino. Esse contacto como referido Agrupamento foi, por nós, considerado muito positivo. Nesse local tivemos oportunidade de observar em algumas práticas, a implementação do trabalho cooperativo e colaborativo, o que nos despertou grande curiosidade para realizar esta investigação. A escolha do segundo Agrupamento deveu-se ao facto de, no nosso percurso inicial, enquanto alunos, nos ter sido dada a possibilidade de experienciar trabalhar em grupo, principalmente nas aulas de Ciências Naturais, pelo que achámos pertinente verificar se o mesmo ainda acontece nos dias de hoje.

2.1.2. Tipo de Investigação

A investigação, de acordo com as nossas ações e opções metodológicas, “é uma indagação, uma busca de novo conhecimento e de nova compreensão” (Woods, 1986, p. 31). Em função da investigação, o nosso trabalho implicou que fossem tomadas decisões, que se assumissem opções epistemológicas, metodológicas, teóricas e

técnicas. Já o método escolhido obrigou a que transformássemos determinadas opções, condicionadas pela natureza do estudo.

Assim sendo, esta investigação enquadra-se num paradigma quantitativo, dado que, selecionamos um plano de investigação não experimental de caráter descritivo. Na esteira de Vieira (1995) o paradigma quantitativo procura uma análise objetiva da realidade, a partir da escolha de dados. Nos estudos quantitativos há um conjunto de procedimentos e passos estabelecidos que guiam o investigador. Segundo McMilan e Schumacher (1989, p. 39), o objetivo fundamental do processo de recolha de dados de uma investigação quantitativa é a obtenção de “descrições, relações e explicações estatísticas”, pelo que podem ser utilizadas diversas técnicas para sumariar, de forma numérica, muitas vezes grandes quantidades de informação.

De acordo com Reis (1996), “a estatística descritiva consiste na recolha, análise e interpretação de dados numéricos através da criação de instrumentos adequados: quadros, gráficos e indicadores numéricos” p. 15). Huot (2002) define estatística descritiva como “o conjunto das técnicas e das regras que resumem a informação recolhida sobre uma amostra ou uma população, e isso sem distorção nem perda de informação” (p. 60).

Assim sendo, para dar início a uma investigação deste tipo, primeiramente é preciso elaborar, segundo Carmo e Ferreira (1998) um plano estruturado no qual os objetivos e os procedimentos de investigação estejam pormenorizados. Desta forma, organizamos a implementação desta investigação em duas fases. Na primeira fase realizamos a recolha e a análise bibliográfica, com o objetivo de contextualizar a problematização das questões-problema. Já na segunda fase, recolhemos os dados empíricos, seguindo da sua análise, interpretação e discussão, até chegar às devidas conclusões.

Na nossa perspetiva a abordagem quantitativa tem-se afirmado como promissora no que diz respeito, à possibilidade de investigação em estudos realizados na área da educação, mais precisamente para investigar e generalizar questões relacionadas com a escola. Uma pesquisa que utiliza essa abordagem caracteriza-se pelo enfoque descritivo. Desse modo, as técnicas de investigação não constituem o método de investigação (Erickson, 1989).

Na perspetiva, de Meirinhos e Osório (2010), o estudo pode recorrer a vários instrumentos e são exemplos disso, “o diário, o questionário, as fontes documentais, a entrevista individual e de grupo e outros registos que as modernas tecnologias da informação e comunicação nos permitem obter” (p. 62). Nesta caso concreto, iremos

recorrer aos inquéritos por questionário, a professores e a alunos, como técnica privilegiada de recolha de dados.

O nosso estudo recorre a métodos que conduzem à obtenção de dados “de tipo narrativo em que o investigador é via de regra o principal “instrumento de medida” do estudo e em que o objetivo da pesquisa é o de conseguir uma visão holística do fenómeno em estudo” (Denzin & Lincoln, 1994).

Enquanto a investigação quantitativa utiliza dados de natureza numérica que lhe permitem provar relações entre variáveis, a investigação qualitativa utiliza principalmente metodologias que possam criar dados descritivos que lhe permitirá observar o modo de pensar dos participantes numa investigação.

Apresentado o tipo de investigação, enunciamos de seguida a importância do estudo.