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Matériel de travail primaire du sol 1. Les charrues

CHAPITRE I. REVUE BIBLIOGRAPHIQUE 1. Les céréales en Algérie

5. Les outils de travail du sol

5.1. Matériel de travail primaire du sol 1. Les charrues

É de realçar que as investigações acerca da aprendizagem cooperativa e da aprendizagem colaborativa, nos últimos anos tem crescido. Diversos autores, perspetivam e sugerem diferentes abordagens para trabalhar em grupo, segundo as características da aprendizagem cooperativa e da aprendizagem colaborativa. Tomando como ponto de partido, o método de aprendizagem cooperativa, passámos à exploração do método STAD (Students Teams Achievement Divisions), na qual apresentamos o seu conceito sustentado em autores.

1.9.1. Método STAD (Students Teams Achievement Divisions): um método de aprendizagem cooperativa

Existem diferentes métodos de aplicação baseados na aprendizagem cooperativa, que foram desenvolvidos e são objetos de extensa investigação (Arends, 1995) apresenta três diferentes abordagens deste método: i) Student Teams Achievement Divisions (STAD); ii) Jigsaw e iii) a investigação em grupo. Cada um destes métodos apresentam as suas peculiaridades e a escolha de um deles, depende do objetivo, do professor e até da área disciplinar ou curricular.

O método STAD (Students Team Achievement Divisions) foi desenvolvido por Robert Slavin e com ajuda dos seus colaboradores em meados de 1986. Este método constituí “a abordagem à aprendizagem cooperativa mais simples e mais clara” (Arends, 1995, p. 373). Os alunos, que trabalham em conjunto criam formas de interdependência que os tornam responsáveis pelo sucesso da sua aprendizagem e também da dos outros. Assim sendo, o sucesso individual só poderá ser alcançado se todos os membros forem igualmente bem-sucedidos.

Este método baseia-se em cinco fases de implementação. Na primeira fase, o professor apresenta um tema aos seus alunos. De seguida, são formados os grupos de trabalho de quatro a cinco elementos, heterogéneos em que os alunos com mais competências auxiliam os alunos com mais dificuldades. Nesta fase, os alunos estudam o tema, através de discussões ativas. Na fase seguinte, os alunos são avaliados individualmente, na qual realizam testes de conhecimentos, acerca dos conteúdos discutidos. Os resultados são comparados semana a semana, pelo professor, de modo a averiguar se existe algum progresso ou não individual. Isto significa que cada aluno

tem a possibilidade de melhorar a partir dos resultados anteriores, que constituem a sua pontuação base. Por último, é atribuída uma recompensa ao grupo, consoante o seu desempenho. É utilizado o reforço, sendo que neste caso é o reconhecimento social pelos outros grupos. No entanto pode ser criado pelo professor, segundo Valente (2012), “um boletim informativo, um jornal de parede, onde serão distinguidos os grupos/alunos com desempenhos excelentes, ou poderão ser atribuídos prémios ou privilégios” (p. 46). É um método que proporciona aos alunos igualdade de oportunidades, na obtenção de informação, na aprendizagem e no desenvolvimento de competências sociais. Este método em comparação com o Jigsaw e o Graffiti é o mais adequado no ensino das Ciências, devido a já ter sido estudado nas aulas de Ciências Naturais, devido a existir uma turma que apresentava um elevado nível de desinteresse pelas aulas e um baixo rendimento escolar. Houve um grande impacto nas atividades utilizadas no processo de ensino-aprendizagem, no entanto, pretendeu-se despertar o gosto e a motivação nos alunos por esta área.

O método Jigsaw foi desenvolvido por Elliot Aronson e os seus colaboradores em meados de 1978. Este pode ser definido como um conjunto de procedimentos específicos que se adequam ao desenvolvimento de competências cognitivas de nível superior e não se distancia dos princípios considerado pelos irmãos (Johnson & Johnson, 1999). Nesta abordagem, os alunos trabalham em grupos cooperativos, organizando-se em grupos heterogéneos de quatro a cinco elementos e trabalhando um tema. Cada grupo tem um líder que auxilia na organização e funcionamento do grupo, nomeadamente evitando conflitos e servindo como modelador de comportamentos sociais. Este estabelece também a ligação entre o grupo de trabalho e o docente, e é escolhido pelo professor. O trabalho de grupo consiste na distribuição de vários cartões que contém informação especializada acerca de um determinado tema.

De seguida, o grupo divide-se e cada um dos seus elementos reagrupa-se noutro grupo, que é formado pelos membros de vários grupos, ao qual foi atribuído aquele mesmo tema. Nos novos grupos, os alunos envolvem-se em atividades diversificadas, que lhes permitem adquirir competências acerca do tema atribuído e preparar a sua apresentação aos colegas do grupo inicial. Ou seja, o trabalho que cada aluno realiza é essencial para a concretização do trabalho final do grupo e a sua distribuição e o seu funcionamento assemelha-se a um quebra-cabeça. Teodoro, Cabral e Queiroz (2015) finalizam dizendo que, “daí a origem do nome Jigsaw, que somente está concluído quando todas as peças estão encaixadas” (p. 24). Depois de estudadas as diferentes partes do mesmo tema, os alunos reorganizam-se pelo grupo inicial e têm que

apresentar as suas partes aos restantes elementos. Neste método, o professor realiza, face ao método STAD, testes individuais de modo a avaliar o progresso e aplica pontuações aos grupos, fomentando assim a competitividade positiva, dando reconhecimento ao melhor grupo. Tal como no STAD são realizados testes individuais e aplicadas pontuações aos grupos, e assim é dado o reconhecimento ao melhor grupo. O terceiro e último método é a investigação em grupo, que foi desenvolvido por Herbert Thelen, e mais recentemente por Shlomo Sharan e seus colaboradores e consiste numa turma dividida em pequenos grupos. Aqui o aluno torna-se mais ativo, nesta abordagem os alunos aprendem e desenvolvem as competências de comunicação em grupo. É considerado o método mais complexo das três abordagens. De acordo com Arends (1995) “talvez se trate da abordagem mais complexa de aprendizagem cooperativa e a mais difícil de implementar” (p. 46).

O professor primeiramente deve implementar normas e estruturar a aula de uma forma mais complexa, ou seja, os alunos é que investigam em grupo. Primeiramente é necessário que sejam constituídos os grupos de trabalho, de seguida os elementos de cada grupo escolhem o tema do trabalho. Os alunos começam por selecionar um tópico, planificam-no de forma cooperativa, distribuindo posteriormente tarefas pelos seus elementos, que irão trabalhar individualmente. Após a realização de uma análise e de sintetizarem a informação obtida por todos os membros do grupo, realiza-se uma apresentação do produto final. Cada grupo apresenta o trabalho final aos restantes colegas e por último realizam uma avaliação na qual têm que dar uma nota sobre o próprio trabalho e da forma como este decorreu. A avaliação deste método pode incluir uma apreciação individual, grupal ou ambas.

Em síntese, através do contacto e do trabalho em grupo, os alunos aprendem a trabalhar, a partilhar responsabilidades e a criar estratégias para promover uma aprendizagem cooperativa. Todos os alunos contribuem para atingir objetivos comuns, não se colocando em causa as capacidades de cada um, mas sim o que todos juntos conseguem fazer. A aprendizagem cooperativa torna os alunos mais autónomos e independentes nas suas aprendizagens, pois o facto de trabalharem em grupo propicia uma maior interação entre os elementos e não tanto com o professor.

Após a exploração acerca do método de aprendizagem cooperativa, passámos à exploração de um método de aprendizagem colaborativa, Peer-Led Team Leraning (PLTL), na qual apresentamos o seu conceito sustentado em autores.

1.9.2. Um método de aprendizagem colaborativa:

Peer-Led Team

Leraning

O Peer-Led Team Leraning (PLTL) é um método de aprendizagem colaborativa, previamente idealizado para o ensino de diferentes disciplinas, desde Ciências, Engenharias e Matemática. Este método foi idealizado no início dos anos noventa, por David Gosser, um professor do City College of New York. O mesmo professor recebeu financiamento através da National Science Fondation (NSF) para o desenvolvimento deste método. A mesma entidade financiou o professor até 2003, a qual permitiu que o método fosse ampliado e testado, evidenciando as limitações e possibilidades do seu possível progresso. Neste projeto participaram escolas de ensino superior em Nova York e outras escolas pertencentes ao território americano. Este método é utilizado de modo a facilitar o processo de ensino aprendizagem para turmas numerosas e com grande taxa de retenções.

O PLTL tem como participantes os alunos, como elementos chave, catalisando o seu envolvimento na aprendizagem da Ciência, que lhes proporciona oportunidades de desenvolvimento intelectual e pessoal, bem como a reestruturação dos seus conhecimentos. Este método salvaguarda as aulas expositivas e traz ao de cima, uma nova estrutura que se define como “oficina”. Nesta os alunos interagem uns com os outros de modo a resolver vários problemas que vão surgindo. Aqui os alunos é que resolvem e criam os seus próprios conhecimentos.

Nesta oficina existe um individuo que orienta os outros alunos nas resoluções dos problemas. Este mesmo indivíduo é selecionado através do seu percurso escolar, ou seja, tem que ser o indivíduo que foi aprovado naquela mesma disciplina de que a Oficina faz parte, na qual foi destacado pelo ótimo rendimento escolar. Estes indivíduos são selecionados de acordo com as habilidades de comunicação, de liderança positiva que apresentam, assim como, o desejo de ajudar a contribuir para a aprendizagem de mais alunos.

Cada oficina de PLTL gira em torno da resolução de problemas e da realização de atividades cuidadosamente construídas. Para o estudo nas oficinas, é importante ter em conta o domínio de conteúdo.

De modo a que as oficinas ocorram com sucesso é importante ter em conta, os seguintes itens: i) o envolvimento do docente, principalmente da disciplina para a construção e realização das oficinas; ii) integração das oficinas ao curso, sendo que as mesmas não são obrigatórias; iii) seleção de um indivíduo e treinamento do mesmo; iv) utilização de materiais apropriados (os materiais devem ser didáticos e desafiadores)

com um grau crescente de dificuldade na resolução das atividades, destinados a estimular a aprendizagem ativa; v) organização adequada do grupo, incluindo a constituição do grupo, de seis a oito elementos, em que a oficina tem a duração de 90 a 120 minutos; vi) promoção da literatura; vii) aceitação institucional da oficina, bem como apoio administrativo: espaço físico, materiais e horário de funcionamento. (Teodoro, 2016, pp. 51-52). Em síntese todos estes métodos podem ser reaproveitados e modificados, de acordo com a finalidade do seu desenvolvimento. Após a contextualização dos conceitos inerentes a esta investigação passámos para a contextualização do enquadramento metodológico.

Capítulo II –