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CHAPITRE I. REVUE BIBLIOGRAPHIQUE 1. Les céréales en Algérie

2. La biologie du blé

2.3. Les exigences du blé

1.8.1. Aprendizagem Tradicional vs Aprendizagem cooperativa

A educação antes do século XX seguia um modelo tradicional de ensino, em que o professor era o “centro” e somente ele tratava o conhecimento e transmitia-o aos alunos. Muitos autores nesta época consideravam o homem como acabado, ou seja, já estava “pronto” e o aluno era um “adulto em miniatura”, que precisava de crescer. O professor, nesta altura, transmitia o máximo de informações possíveis, havia maior taxa de reprovação, devido aos alunos não atingirem o mínimo cultural para aquela faixa etária.

No processo educacional, este tipo de abordagem possuía uma visão individualista. A escola era meramente tradicional, a relação professor/aluno é centrada apenas no professor. A relação entre ambos era hierárquica, o aluno tinha um papel passivo, sendo apenas um recetor da tradição cultural. No processo de ensino aprendizagem, era valorizada a aula expositiva, com exercícios de memorização, leituras e cópias repetidas. Havia avaliações orais, e os trabalhos de casa serviam apenas para “decorar” os conteúdos. O horário e o currículo era rígidos, e não havia

preocupação com as diferenças individuais, visto que todos tinham que chegar ao “homem” acabado.

À medida que a sociedade foi evoluindo, foi importante voltar o olhar para os alunos, em vez de focar apenas o olhar no professor. A sociedade exige cada vez mais que os cidadãos saibam como viver juntos de uma forma democrática. É fulcral que os professores estejam abertos face à mudança de paradigmas. Piaget (1978) refere que para que haja uma mudança conceptual, é importante que exista uma adaptação intelectual.

Desta forma, e tendo em conta que a Escola é um fator influente na educação dos jovens, é da responsabilidade da mesma, prepará-los para viver em comunidade de uma forma participativa e responsável, tal como refere Arends (1995), “a sala de aula deve espelhar a sociedade como um todo e ser um laboratório para aprendizagem da vida real” (p. 365). Assim sendo, cabe ao professor recorrer a diversas estratégias de ensino, nomeadamente a estratégia do trabalho de grupo, de modo a desenvolver diversas capacidades e competências nos alunos.

No que diz respeito às características que definem a aprendizagem cooperativa, são cruciais para se trabalhar em grupo. Não basta, como já mencionamos outrora, juntar os alunos numa mesa, para que possamos chamar trabalho de grupo, sem pressupostos e objetivos refletidos. A este tipo de trabalho chamamos de tradicional.

Freitas e Freitas (2012) afirmam que, “trabalhar em grupo exige que se aprenda a trabalhar em grupo, com respeito por princípios e regras” (p. 25). Também Johnson e Johnson (1987) afirmam que existe uma diferença crucial entre colocar os alunos em grupo para que estes aprendam a estruturar uma independência cooperativa mútua, “cooperation is much more than being physically near other students, discussing material with other students, helping other students, or sharing material among the students” (p. 12).

Neste sentido, existe uma grande diferença entre a aprendizagem tradicional e a aprendizagem cooperativa em grupo. De acordo, com Johnson & Johnson, 1987, p.14) nos grupos de trabalho tradicional, i) não há interdependência; ii) não há responsabilidade individual; iii) são constituídos grupos homogéneos; iv) há um líder designado; v) não há responsabilidade partilhada; vi) há grande ênfase na tarefa; vii) é assumida a existência dos skills sociais, pelo que são é ignorada o seu ensino e; viii) o professor ignora o funcionamento do grupo.

Nos grupos de trabalho em aprendizagem cooperativa, em comparação com a aprendizagem tradicional existe: i) interdepência positiva; ii) responsabilidade individual;

iii) heterogeneidade na constituição dos grupos; iv) liderança partilhada; v) responsabilidade mútua e partilhada; vi) ênfase na tarefa e na sua manutenção; vii) ensino direto dos skills sociais e; viii) um professor observador, que intervêm. Após a comparação e análise da aprendizagem tradicional e a aprendizagem cooperativa, podemos concluir que na perspetiva tradicional, não existe qualquer socialização entre os elementos dos grupos, os mesmos não são estimulados a ajudarem-se e a partilhar ideias com o grupo. A nível da liderança, apenas recai sobre um membro do grupo, sendo este o único responsável pelo trabalho. No que diz respeito às skills sociais, o professor parte do pressuposto de que essas skills já são um dado adquirido não sentindo, por isso, necessidade de ensiná-las aos alunos. Relativamente ao papel do professor, o professor não tem em atenção se o grupo está ou não a trabalhar, e raramente intervém para dar algum feedback.

A aprendizagem cooperativa, contrariamente à tradicional, verificamos segundo Valente (2012), “que o trabalho é organizado tendo por base uma interdependência positiva entre os seus membros, no qual os objetivos são estruturados para que os alunos se preocupem com o desempenho tanto de todos os elementos, como com o seu próprio” (p. 44). Existe responsabilidade individual, e os alunos tentam ajudar os companheiros que têm mais dificuldades. É dado pelo professor um feedback, no que concerne ao seu progresso. Os elementos dos grupos apresentam características diversas. Os alunos estão focados na realização do trabalho e na concretização do mesmo, por isso, trazem para cada um dos seus membros, aprendizagens máximas. Relativamente às skills sociais, o professor contempla na sua planificação momentos de ensino aos seus alunos.

O professor na aprendizagem cooperativa tem o papel de observador, e analisa os alunos e os problemas que possam vir a surguir, de modo a poderem progredir nas suas aprendizagens. Como referem Fontes e Freixo (2004, p. 58) o professor é responsável por “definir os objectivos do trabalho, tomar todas as decisões e efectuar todos os preparativos necessários”. O professor, de modo a acompanhar a produtividade e o progresso de cada grupo, estrutura e cria rotinas para que cada grupo tenha a perceção que estão a trabalhar de forma positiva.

Na aprendizagem cooperativa, são muitas as definições de trabalho que vários autores defendem. Alguns autores revém esta aprendizagem, como um trabalho onde existe a execução de tarefas, pensadas pelo professor, onde a execução dessas mesmas tarefas, é dividida entre os participantes de maneira a minimizar o esforço entre os membros. Na esteira de Oxford (1997, citado por Figueiredo, 2006), este tipo de

aprendizagem “(…) refere-se a um grupo específico de técnicas utilizadas em sala de aula que favorecem interdependência positiva entre os alunos, com o intuito de obter o desenvolvimento cognitivo e social” (p. 3).

Em síntese, esta aprendizagem, tem como dinâmica, a interação social estabelecia, no entanto, com o objetivo final, do processo e a promoção cognitiva e social. A subdivisão de tarefa no grupo propõem uma ação controlada e determina pelo professor. Os alunos, ao longo das tarefas são incentivados pelo professor, para participarem. Assim sendo, por estes motivos a aprendizagem cooperativa é vista como uma metodologia, centrada no professor. Devido a este ser o principal responsável pelo desenvolvimento da aprendizagem do aluno, mesmo que este se torne responsável pela sua, o professor ao longo das tarefas vai controlando e observando os passos dos alunos, estipulando previamente os papéis que os alunos irão desempenhar.

Após a abordagem acerca da aprendizagem tradicional vs aprendizagem cooperativa achamos importante abordar também a aprendizagem tradicional vs aprendizagem colaborativa.

1.8.2. Aprendizagem Tradicional vs Aprendizagem Colaborativa

Num ambiente de aprendizagem colaborativa, a metodologia é interativa, as ações e decisões são tomadas em conjunto, o conhecimento é construído coletivamente, e é o aluno que participa ativamente no seu processo de aprendizagem. Contrariamente à aprendizagem tradicional em que o detentor do conhecimento era exclusivamente o professor. Na aprendizagem colaborativa, não existe um só detentor do saber, existem vários, porque todos estão envolvidos, partilham experiências e saberes, e aprendem. Era impensável na aprendizagem tradicional o professor apender com os alunos. Já Freire (1996) criticou outrora o ensino tradicional, quando elaborou um discurso sobre o ensino “bancário” na qual mencionava que o ensino tradicional limitava a capacidade de aprendizagem dos alunos. Neste tipo de aprendizagem, o aluno não podia mostrar a sua criatividade, e daí o aluno na perspetiva de Freire, se associar a um “banco” onde o professor “acabado” depositava os conhecimentos, e o aluno limitava-se apenas a escutar, memorizar e reproduzir de igual forma.

Na aprendizagem tradicional, a sala de aula resume-se à autoridade do professor, o aluno é passivo, a aprendizagem acontece à base da repetição e da memorização, sendo um ambiente de solidão. Rego (1995) resume a aprendizagem tradicional a “uma garrafa a encher” devagar e enfatizando o produto, enquanto a aprendizagem

colaborativa o mesmo autor compara com uma “lâmpada a iluminar”. Aqui o processo é investigativo e proactivo, a aprendizagem acontece em grupo e transformam juntos os conhecimentos.

Na visão de Graça (2016) na aprendizagem tradicional, a relação professor-aluno é marcada “pelo autoritarismo, a aprendizagem é baseada na receção e memorização dos conteúdos e a visão educacional é individualizada não facilitando trabalhos colaborativos” (p. 32). Fox (1997) citado por Carvalho & Steil (2012), afirma que “no processo de aprendizagem tradicional o aluno deve ser capaz de memorizar, compreender, digerir, armazenar e reproduzir os conhecimentos transmitidos pelo professor” (p.3).

Em contrapartida na aprendizagem colaborativa o aluno é o centro da aprendizagem, o professor é o orientador do processo, tendo um papel de mediador na aprendizagem. O procedimento na perspetiva de Graça (2016, p. 32) “é mais dinâmico, os alunos passam a trabalhar em grupo de maneira investigativa e ativa e demonstram ainda mais envolvimento no processo de ensino aprendizagem”. Na aprendizagem colaborativa, os métodos são mais efetivos do que nos métodos tradicionais, uma vez que nesta aprendizagem todos são iguais, todos sentem o mesmo, e aprendem de igual forma.

Em síntese, verificamos que existe uma grande diferença entre as duas aprendizagens, no entanto defendemos a aprendizagem colaborativa, pois consideramos que é uma aprendizagem inovadora, investigativa, em que o ponto central é o aluno, sendo ele o responsável pela sua aprendizagem. Deixou ao longo de décadas de ser passivo, face ao professor, em que passa a interagir socialmente, passa a ser autónomo na construção do conhecimento, torna-se mais dinâmico, partilha os seus conhecimentos prévios e tenta agir sempre em conformidade com o outro. Esta é uma metodologia que acompanha a nova sociedade. O trabalho colaborativo é visto assim como um processo de ensino aprendizagem que conduz ao conhecimento partilhado coletivamente. Esta aprendizagem exige dos sujeitos um desenvolvimento da autonomia, respeito pelo outro e desenvolve a argumentação crítico-reflexiva.

Após a abordagem acerca da aprendizagem tradicional vs aprendizagem cooperativa.