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cada uma das opções.

Esta avaliação assume-se relevante para a equipa de trabalho, na medida em que o modo como os

“stakeholders” compreendem não só o próprio risco, mas também os consequentes benefícios e efeitos

negativos e, ainda, os comportamentos redutores do risco aconselhados constitui um conjunto de elementos essenciais no contexto da elaboração das estratégias de comunicaçãoque visam a mitigação do risco em questão.

3.5 Desenvolvimento e Pré-teste das estratégias e mensagens sobre o risco

Por sua vez, a quinta etapa deste processo da comunicação do risco estratégica baseia-se no desenvolvimento e no pré-teste de estratégias, planos de comunicação do risco e mensagens. As estratégias, os planos de comunicação e as mensagens são desenhadas a partir dos resultados obtidos por meio da pesquisa formal e informal concretizada nas etapas anteriores. Portanto, é nesta etapa que é elaborado o plano de comunicação formal no qual as mensagens são explanadas e os materiais e os meios de comunicação apropriados para transmitir a informação entendida necessária aos “stakeholders” são definidos.

A elaboração de um plano de comunicação formal assume três objetivos principais. Em primeiro, o plano de comunicação escrito visa garantir que os elementos essenciais do plano se encontram coordenados com o grande propósito do processo da comunicaçãosobre um determinado risco. Segundo, a existência de um plano de comunicação formal facilita a revisão e a discussão sobre o processo de gestão do risco. E, terceiro, este plano de comunicação visa demonstrar que os recursos são a ser utilizados de um modo eficiente.

Além disso, para garantir que as estratégias, os planos e as mensagens são desempenhadas tal como pretendido, devem ser alvo de testes antes da sua implementação. Assim, esta atividade de pré-teste revela-se útil no que diz respeito a determinar o nível aceitabilidade por parte dos “stakeholders” acerca das opções, planos e ações.

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3.6 Implementação dos Planos de Comunicação do Risco

A sexta etapa deste processo consiste na implementação dos planos da comunicação do risco, ou seja, é nesta etapa que os planos são colocados em marcha. É também nesta etapa que os materiais relacionados com a comunicação do risco são redefinidos com base nos resultados obtidos por meio dos pré-testes concretizados na etapa anterior.

Nesta etapa as estratégias e as mensagens são alvo das adaptações e modificações necessárias consoante a própria evolução do processo da comunicação do risco. Os materiais e as mensagens podem ter de ser revistas, atualizadas e, até mesmo, difundidas em formatos diferentes daqueles que foram definidos anteriormente com o intuito de alcançar os objetivos estabelecidos pela equipa de trabalho envolvida no processo da comunicação do risco.

Esta etapa pode impulsionar o surgimento de novas discussões e de questões que não foram previstas nas etapas anteriores. Mais, a capacidade de resposta da equipa de trabalho perante, por assim dizer, esta imprevisibilidade pode assumir-se essencial para compreender o modo como os “stakeholders” compreender a informação que recebem e o modo como agem.

3.7 Avaliação da eficiência do Processo da Comunicação do Risco

Por fim, a sétima e última etapa do processo da comunicação do risco estratégica consiste na avaliação da eficácia do processo da comunicação do risco desenhada e implementada.

Esta etapa de avaliação está intrinsecamente ligada à noção de boas práticas da comunicação do risco e à noção do aperfeiçoamento contínuo. Assim sendo, “após o primeiro ciclo do processo da comunicação

do risco, a equipa deve avaliar a eficiência do processo e a qualidade dos resultados obtidos”.71

A avaliação do processo da comunicação do risco, seja esta formal ou informal, é concretizado tendo enquanto guias orientadoras as metas definidas na primeira etapa do próprio processo. Deste modo, os resultados provenientes desta avaliação são utilizados com o intuito de fazer recomendações que visam aperfeiçoar o processo da comunicação do risco estratégica e determinadas atividades que o integram, contudo, podem também ser utilizadas para modificar as estratégias de comunicação e respetivas mensagens.

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4. Princípios Fundamentais da Comunicação do Risco

Quando se fala em princípios relacionados com o próprio processo da comunicação do risco, fala-se, em certa medida, em ter em consideração algumas linhas orientadoras que contribuem para que o processo da comunicação do risco seja desenhado e implementado de modo a que os objetivos definidos inicialmente sejam alcançados.

Lundgren e McMakin apresentam quatro princípios no âmbito do processo da comunicação do risco cujo propósito consiste em orientar, de certo modo, o trabalho da equipa envolvida neste processo, visando, deste modo, que os objetivos propostos inicialmente sejam cumpridos.

4.1 Conhecer os Limites e o Propósito da Comunicação

O primeiro princípio reside em conhecer os limites e o propósito da comunicação. Para comunicar o risco de um modo eficiente, é essencial saber porque é que se está a comunicar e conhecer os elementos que podem limitar a comunicação do risco. Podem verificar-se limitações organizacionais, como por exemplo, a organização pode proibir a divulgação de dados preliminares sobre o risco, mas podem também existir limitações no que concerne o próprio público a quem se destinam as mensagens, como por exemplo, alguns indivíduos do público podem ter dificuldade em processar e compreender a informação relacionado com o risco (Lundgren e McMakin, 2009, p. 72).

De facto, violar este princípio pode representar o aumento da hostilidade do público, tornando, assim, mais difícil para a organização a concretização de uma comunicação credível e eficaz.

4.2 Testar a Mensagem

O segundo princípio apresentado pelas autoras consiste em testar a mensagem antes da implementação do processo da comunicação do risco.

A análise do público a quem se destinam as mensagens sobre o risco constitui um elemento essencial de qualquer processo de comunicação do risco. Neste sentido, no que concerne o público revela-se essencial conhecer o seu nível académico, o seu nível de conhecimento sobre o assunto em questão e o grau de hostilidade perante o risco.

Mesmo assim, é importante que a mensagem seja testada antes de avançar para a etapa de implementação, apresentando-a a um grupo que represente o público a quem se dirige a mensagem.

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