CO M UNI CA ÇÃO DO RI SCO Definição Mecanismos de relacionamento Troca Partilha
“Enquadramento dos mecanismos de relacionamento entre as instituições e atores que interagem na troca e partilha de informação sobre os diversos domínios que concorrem para a governação do risco.” Objetivos Educação Formação Indução de mudanças Confiança Decisões
“Educação e esclarecimento;(…) Formação sobre os riscos e indução de mudanças comportamentais;
Criação de confiança nas instituições que têm a responsabilidade pela avaliação e gestão do risco;
Envolvimento nas decisões relacionadas com o risco e na resolução de conflitos.”
Importância Total “Completa e total” Distinção entre Comunicação do risco e Comunicação de Crise Constante
“A primeira (Comunicação do risco) é constante, enquanto a segunda (Comunicação de crise) se enquadra na primeira, quando da iminência ou ocorrência de uma situação de crise.”
Stakeholders das mensagens
Agentes Colaboração
“os agentes de Proteção Civil, as entidades definidas com dever especial de colaboração, serviços de autarquia, serviços públicos e privados, população em geral.”
Equipa de trabalho
Formação variada Articulação
“Uma equipa de planeamento no SMPC de Cascais (Serviço Municipal de Proteção Civil). a formação é variada, com incidência na área da Proteção Civil (…) existe uma estreita articulação com o Departamento de Comunicaçãoe Relações Públicas da Câmara Municipal de Cascais.”
Meios de divulgação
Tradicionais Novas tecnologias
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1.2.4 Entrevista realizada ao Dr. André Barbosa, Assessor do Secretário de Estado da Administração Interna
TABELA 9: Análise dos dados - Entrevista ao Dr. André Barbosa – Categoria risco.
CATEGORIAS SUBCATEGORIAS UNIDADES DE
REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO
RI SC O Definição Probabilidade de ocorrência Perigoso Estimativa Consequências Riscos naturais Riscos tecnológicos Riscos mistos
“É definido como a probabilidade de ocorrência de um processo (ou ação) perigoso e respectiva estimativa das suas
consequências sobre pessoas, bens e ambiente (…) podem ser agrupados em 3 grupos:
Riscos naturais (…) que resultam do funcionamento dos sistemas naturais (e. g. sismos, (…) cheias).
Riscos tecnológicos (…) que resultam de acidentes (…) decorrentes da atividade humana (e. g. cheias e inundações por rotura de barragens, acidentes no transporte de mercadorias perigosas (…).
Riscos mistos, (…) que resultam da combinação de ações continuadas da atividade humana com o funcionamento dos sistemas naturais (e.g. incêndios florestais).”
Níveis 4 graus
“De acordo com o Caderno Técnico PROCIV 9 (…) editado pela ANPC, consideram-se 4 graus de risco associados a uma matriz e risco: extremo, elevado, moderado ou baixo.”
Manual de Procedimentos Processo de análise Caracterização do risco
“O Caderno Técnico PROCIV 9 (…) tem como objetivo fornecer uma visão genérica do processo de análise e caracterização do risco, destinando-se a dar apoio e a forncer orientações no âmbito do Planeamento de Emergência.” Perceção do risco pela população Reduzida Modelos mentais precários Senso comum Cultura preventiva “cidades resilientes”
(perceção) consideramos que é reduzida (…) porque existem
algumas crenças enraizadas na cultura coletiva:
a) A de que a catástrofe pode ocorrer, mas nunca na
nossa época;
b) O vasto otimismo que, em regra, domina neste âmbito,
ou seja, de que a catástrofre acontece sempre aos outros e nunca a nós.
Qualquer destas crenças tem respaldo numa inegável evidência. A de que a aprendizagem se faz segundo modelos mentais precários e pouco sistematizados, muito apoiados na heurística e no senso comum.
(…) o facto de as catástrofes se abaterem com muito pouca frequência sobre o território nacional (…) e a reduzida cientificidade que está associada à apropriação coletiva dos
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perigos faz com que a população em geral tenha uma perceção do risco (…) é reduzida.
(…) importa distinguir grupos específicos, onde cremos que a perceção do risco tem maior penetração e a “cultura preventiva” vai fazendo o seu curso de forma promissora. Referimo-nos, naturalmente, às crianças em idade escolar, que, por via do sistema formal de ensino obrigatório, acabam por ter um maior grau de consciencialização (…).
As Câmaras Municipais, através dos seus Serviços Municipais de PC terão, quanto a nós, um papel fundamental neste campo, pela proximidade e responsabilidade, aliás de acordo com as boas práticas internacionais, plasmadas na Estratégia Internacional para a Redução de Catástrofes (conceito das “cidades resilientes”).” TABELA 10: Análise dos dados - Entrevista ao Dr. André Barbosa – Categoria comunicação do risco.
CATEGORIAS SUBCATEGORIAS UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO
CO M UNI CA ÇÃO DO RI SCO Definição Esforço planeado e continuado Cultura preventiva Autoprotecção Adoção de comportamentos
“o esforço deliberado, planeado e continuado empreendido por uma organização (no caso português (…) cabe à Autoridade Nacional de Proteção Civil) (…) promover o conhecimento e a compreensão (…) acerca dos riscos coletivos (naturais ou tecnológicos) (…), das formas de atenuar os seus efeitos (por via do fomento de uma cultura preventiva mitigadora das vulnerabilidades) e das medidas de autoproteção.”
Objetivos
“cultura preventiva de segurança” Adoção de medidas de autoprotecção
“o objetivo maior da comunicação do risco é a criação de condições para o fomento de uma “cultura preventiva de segurança” e de convívio com o risco (admintindo que não são sociedades se risco, ou risco “zero”) e estímulo à adoção de medidas de autoproteção.” Importância Fator estruturante Pedra angular Fomento da “cultura preventiva”
“Enorme, (…) atua na fase anterior à emergência. a comunicação do risco é um fator estruturante na edificação de sociedades mais seguras.
Constitui, portanto, a pedra angular em que deve assentar o fomento da referida “cultura preventiva”.”
Distinção entre Comunicação do risco e Comunicação de crise Controversa Interpretações diversas
“A doutrina divide-se. Não há um entendimento comum, uniforme (…) na gíria da comunidade ligada a esta problemática um outro conceito – o de comunicação de emergência – que não só densifica e ainda torna mais complexo o quadro conceptual (…) dificultando quer a harmonização dos conceitos entre si quer a convergência na formulação das respetivas definições.
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(…) para nós constitui referencial de distinção entre ambos os conceitos (…) a questão central da existência ou não de uma necessidade imperiosa, de um sentido de urgência, de resposta inadiável que a organização responsável pela gestão da catástrofe está compelida a promover de forma eficaz. “Inclinamo-nos a definir a comunicação do risco como o esforço desenvolvido em situação de normalidade e num quadro de certa estabilidade social e institucional, ao passo que a comunicação de crise será aquela que se desenrola em situações de completa excepcionalidade, quando as condições de vida e o funcionamento das instituições se alteraram drasticamente em consequência de eventos inusitados. (comunicação do risco) parece estar associada a situações de rotina, designadamente de relativa normalidade em termos operacionais. (…) a segunda (comunicação de crise) estará conotada com situações de elevada complexidade em termos operacionais e de grande turbulência no meio ambiente envolvente, as quais impõem elevada prontidão e urgência na ação aos órgãos, serviços e agentes de proteção civil. De certa maneira, pode dizer-se que a comunicação do risco lida com o que pode suceder, ao passo que a comunicação de crise coloca o enfoque no que está a acontecer. A primeira ocorre antes e depois do evento. A segunda acompanha o desenrolar do próprio evento.”
Stakeholders das mensagens
Stakeholders Público-alvo
(stakeholders) “são os parceiros que colaboram na difusão das mensagens, e neste caso, os órgãos de comunicação social (…) têm uma eficácia enorme, atendendo aos meios de que dispõem e abrangência territorial.”
(público-alvo) “por princípio será a população em geral. Pode, no entanto, haver necessidade de se efectuar um trabalho particular junto de públicos específicos.”
Equipa de trabalho Formação e experiência diversa Parceiros externos Articulação
“Existe na ANPC uma unidade orgânica responsável pela gestão e aconselhamento em comunicação, composta por elementos com formação e experiência diversa (e complementar). (…) o envolvimento de elementos de outras unidades orgânicas é regular e fundamental.
A ANPC recorre, ainda, a parceiros externos, designadamente para a adequação das suas práticas de comunicaçãode risco a públicos-alvo específicos (como é exemplo disso a ACAPO – Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal).
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qual colaboram em estreita articulação, têm responsabilidades estabelecidas na comunicaçãode determinados riscos (IPMA, ICNF, APA, DGS).” Meios de divulgação Ação direta População escolar Abordagens dinâmicas
“Para efeitos de preparação dos cidadãos (…) são utilizadas diversas metodologias, sendo que as mais relevantes pressupõem uma ação direta junto da população escolar (…) e abordagens dinâmicas.
Para efeitos de informação durante e após uma emergência, os media tradicionais (…) (particular destaque para a televisão e a rádio) constituem parceiros fundamentais, (…) e é expectável o uso intensivo dos chamados novos media, em que se incluem as redes sociais, devido à sua natureza bidirecional e ao seu efeito multiplicador.”
2. Apresentação de Dados Revelantes obtidos após a Análise das Entrevistas
2.1 RiscoOs quatro profissionais entrevistados apresentam uma definição consensual no que diz respeito à definição do conceito de risco, na medida em que o risco é definido enquanto a probabilidade de ocorrência de um acontecimento adverso que pode colocar a comunidade, no seu todo ou uma parte, perante a possibilidade de perda de vidas e bens e perante a possibilidade de degradação do meio envolvente.
O conceito de risco pode ser classificado do seguinte modo: risco natural (resultado de fenómenos naturais, tais como, sismos, inundações); risco tecnológico (resultante de acidentes decorrentes da ação humana, como por exemplo, a ocorrência de acidentes no transporte de matérias perigosas); e risco misto (combina ações continuadas da atividade humana com o funcionamento dos sistemas naturais). 2.2 Perceção do Risco pela População
A partir das entrevistas realizadas com estes quatro profissionais, é possível constatar que, de facto, a perceção do risco pela população é uma variável que é afetada por diversos fatores, tais como, a informação divulgada pelos meios de comunicação social, e atualmente também pela informação partilhada por meio das redes sociais; a sobreposição de aspetos irracionais que se sobrepõem ao conhecimento científico; faixa etária; contexto social; formação académica; nível de confiança nas organizações que assumem o processo de gestão do risco.
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