8.2 Coop´ eration homme-robot
8.2.3 Variables Ind´ ependantes
Hoplosternum
Sem essa característica ... Callichthys
Dos gêneros listados, Corydoras (usualmente comercializados com o nome de "limpa- fundos") é o que exibe maior diversidade com três espécies (C. barbatus, C. nattereri e C.
prionotus) ocorrendo no Estado do Rio de Janeiro.
O C. barbatus é facilmente diferenciada das duas outras espécies não só pela coloração,
como apresentado na Figura 34, como pela presença de placa de espinhos dérmicos próximos a região bucal dos machos, estrutura que não ocorre nos demais taxa listados. Vive no curso médio ou superior dos rios, formando cardumes.
Todas as espécies alimentam-se de pequenos invertebrados bentônicos.
Fonte: FOWLER (1954); Fonte: ELLIS (1911); Fonte: NIJSSEN & ISBRUCKER (1980)
Figura 34 - C. barbatus, C. nattereri e C. prionotos
(com o detalhe dos espinhos peitorais das duas últimas espécies (modificado de NIJSSEN 0& ISBRUCKER, 1980))
Callichthys callichthys, o tamboatá, mencionado por JEAN DE LERY no século XVI, é,
portanto, o primeiro peixe de água doce descrito pelos europeus que vieram a esta terra Fluminense. É encontrado principalmente em brejos, mesmo em sistemas eminentemente sazonais. Neste caso, quando da redução de seu habitat, desloca-se em terra a procura de novos ambientes. Esta característica encontra-se refletida em seu nome popular (tamboatá = do tupi, o que caminha no mato).
Esta espécie e Hoplosternum litoralle (Figura 35) constroem ninhos de bolhas durante a época da reprodução, formando o local no qual ocorrerá a desova (REIS, 1997).
Figura 35- Hoplosternum litoralle
Outra família de Loricariioidea que apresenta corpo coberto por placas dérmicas é a dos Loricariidae. Esta família distribui-se por toda a América do Sul e Central. Caracteriza-se, em linhas gerais, por apresentarem corpo recoberto por placas ósseas em várias séries, lábios alargados em forma de ventosa e maxilas providas de uma série de dentículos com dois lobos adaptados para raspar o substrato. A família é muito diversificada, apresentando mais de 600 espécies (ISBRUCKER, 1980).
Assim como se verifica em Callichthyidae, diversas espécies de Loricariidae apresentam capacidade de respirar o ar atmosférico, engolindo-o e absorvendo no estômago, cujas modificações anatômicas foram detalhadamente estudadas por ARMBUSTER (1998). Quatro subfamílias ocorrem no Estado do Rio de Janeiro. A primeira delas, os Ancistrinae, possui apenas um gênero (Ancistrus) com pelo menos duas espécies na área em estudo. Uma destas, que ocorre entre o sul do Estado e a bacia da baía de Guanabara (inclusive) têm sido denominada Ancistrus multispinis (cf. MONTOBA-BURGOS et al., 1997), embora esta denominação possa estar incorreta, ainda mais se considerarmos que a localidade tipo da espécie em questão é um rio costeiro do Estado de Santa Catarina. No trecho norte e noroeste do Estado do Rio de Janeiro ocorre uma segunda forma, referenciada apenas como Ancistrus sp. neste documento. MULLER (1989) fornece uma redescrição breve de A. multispinnis, que pode ser útil para efetuar comparações com material coletado.
O gênero é facilmente reconhecido por reunir espécimes com pré-opérculo reversível, armado com conjunto de espinhos, como se verifica na Figura 36.
Figura 36 - Ancistrus sp.
(com espinhos a mostra nas laterais da cabeça)
Como todos os demais loricariídeos, são iliófagos e algívoros, raspando o substrato para a obtenção de alimento. Espécies deste gênero ocorrem nos trechos médio e superior de rios, usualmente em tocas sob pedras.
A segunda subfamília, Neoplecostominae, também é exclusiva de áreas com águas rápidas. São características marcantes do grupo a presença, no lábio inferior de duas ou três séries de papilas bem desenvolvidas e proeminentes após cada porção de dentes do dentário, mais conspícuas que as outras presentes no restante do lábio e o ventre recoberto parcialmente por um escudo entre as nadadeiras peitorais e pélvicas formados por pequenas placas.
O único gênero, Neoplecostomus, conta com duas espécies confirmadas na área em estudo, N. microps, amplamente distribuído, e N. variipictus, conhecido apenas da Bacia do Rio Santo Antônio, um afluente do Rio Grande, Bacia do Rio Paraíba do Sul.
N. granosus foi descrito por VALENCIENNES (1840, in CUVIER & VALENCIENNES,
1840) com base em espécimes coletados em Caiena e Rio de Janeiro por GAUDICHAUD. Toda a controvérsia é centrada na localidade de Caiena, usualmente associada pelos especialistas no grupo com a Guiana Francesa (cf. LANGEANI, 1990). Ora, sendo o gênero Neoplecostomus exclusivo de bacias do sudeste e do sistema do Rio São Francisco, infere-se tratar-se de erro de localidade e, portanto, consistir em forma de origem desconhecida, ainda mais considerando que coletas realizadas na Guiana nunca levaram a amostragem de qualquer exemplar de Neoplecostomus e que espécimes do Rio de Janeiro, examinados por LANGEANI (1990), enquadram-se na descrição de N.
microps.
Contudo, o coletor do material (i.e., CHARLES GAUDICHAUD-BEAUPRÉ) não realizou campanhas na Guiana tendo, em verdade, efetuado diversas amostragens no Rio de Janeiro em áreas vizinhas (PAPAVERO, 1971) . Soma-se a este dado a existência de uma localidade nomeada Caiana na bacia do Rio Itabapoana, o que pode significar que a real localidade-tipo da espécie seja algum ponto no Rio Itabapoana.
Tomando como base este dado, sugere-se a ocorrência de N. granosus no Estado do Rio de Janeiro. No conjunto, N. variipictus (Figura 37) é diferenciado de todas as espécies atualmente inseridas no gênero Neoplecostomus por exibir uma combinação única de características que inclui principalmente, 1- corpo e nadadeiras com diversas manchas escuras circulares nitidamente delimitadas, 2- placa correspondente a trava da nadadeira dorsal mais larga que a base do primeiro raio indiviso, 3- nadadeira adiposa reduzida, se
comparada com a presente nas demais espécies, 4- linha lateral com 26 placas, 5 - dentário com 7 dentes e 6- pré-maxilar com 12 a 14 dentes (BIZERRIL, 1995). As duas outras espécies são diferenciadas entre si utilizando as características a seguir:
34 a 43 placas na linha lateral e 5 a 9 entre as nadadeiras adiposa e caudal .... N. granosus
27 a 33 placas na linha lateral e 5 a 9 entre as nadadeiras adiposa e caudal ... N. microps
Figura 37- Neoplecostomus variipictus
Alguns Loricariidae caracterizam-se pela posse de pedúnculo caudal fortemente deprimido. Estes peixes, usualmente denominados caximbaus, integram a subfamília Loricariinae, cujos gêneros presentes no Estado são reconhecidos como segue:
1. Nadadeira caudal com 12 raios ramificados ... Harttia