Chapitre II. Modélisation et validation du collimateur multi-‐lames HD120 du TrueBeam STx
II.2 Matériels et méthodes
II.2.2 Validation de la modélisation du MLC
Izadora Cristina Melo de Gois, Diva Aliete dos Santos Vieira, Bruna Zavarize Reis, Danielle
Góes da Silva, Raquel Simões Mendes Netto.
Universidade Federal de Sergipe – UFS. São Cristóvão, Sergipe. Av. Marechal Rondon, s/n Jardim Rosa Elze - CEP 49100-000 - São Cristóvão/SE
E-mail: [email protected] Apoio: Embrapa
RESUMO: O presente estudo objetivou analisar a aceitabilidade de alimentos regionais
(abóbora e batata-doce), comuns na alimentação do estado de Sergipe, em instituições com crianças em idade escolar. Para tanto, foram feitos dois testes de aceitabilidade pelo método de resto-ingestão e em seguida, calculada a aceitabilidade das preparações sopa de abóbora e doce de batata doce através da pesagem indireta. Observou-se uma aceitação insuficiente dos alimentos testados (abaixo dos 90% preconizados pelo FNDE). Estes resultados sinalizam a necessidade do desenvolvimento de ações educativas nesta população direcionadas à maior aceitação de hortaliças e cereais na alimentação escolar.
PALAVRAS CHAVE: teste de aceitabilidade; alimentação escolar; alimentos regionais. INTRODUÇÃO:
Com o processo de transição nutricional, muitos alimentos que estavam presentes na alimentação cotidiana da população de crianças e adolescentes foram substituídos, principalmente por alimentos industrializados com altos teores de sódio, açúcares simples e gorduras saturadas (ALMEIDA, 2002).
Essa substituição por alimentos industrializados é prejudicial à saúde da criança, favorecendo a incidência de obesidade e também a deficiência de micronutrientes. Dificulta a aceitação da merenda escolar, uma vez que a rejeição voluntária e as preferências culturais levam muitas crianças a optarem por alimentos industrializados. (DANELON, 2006; SOUZA, 2010; MELLO, 2004; ALMEIDA, 2002; CRUZ et al., 2001).
A alimentação escolar apresenta-se como um caminho imprescindível ao atendimento das necessidades nutricionais da criança além de favorecer a manutenção e/ou alcance de hábitos alimentares que valorizem o consumo de alimentos saudáveis, naturais e que preservem e resgatem a cultura alimentar local (CHAVES, BRITO, BOTELHO, 2009).
Por isso, a aceitação de um determinado alimento pelo aluno é um dos fatores analisados para determinar a qualidade do serviço prestado pelas escolas, no tocante ao fornecimento da alimentação escolar. Para averiguar a aceitação de um alimento, a pesquisa de preferência e aceitação da alimentação escolar é um instrumento fundamental, pois é de fácil execução e permite verificar a preferência média dos alimentos oferecidos (SOUZA, 2010).
Este projeto teve como objetivo analisar a aceitação sensorial da alimentação escolar de duas instituições municipais de ensino infantil/fundamental da cidade Aracaju-SE. Testando a aceitabilidade de alimentos regionais como a abóbora e a batata doce. Os resultados servirão como base para o desenvolvimento de ações educativas para promoção de hábitos alimentares saudáveis, bem como na valorização da cultura alimentar local.
No referente estudo houve a participação de 300 crianças de idade escolar de duas instituições filantrópicas da cidade de Aracaju, Sergipe, com 150 crianças cada.
Foram selecionadas duas preparações do cardápio escolar, a sopa de abóbora com charque e o doce de batata doce para realização dos testes de aceitabilidade. Este foi feito pelo modelo de resto-ingestão, e para sua realização, foi necessário a presença de quatro orientadores, que seguiram as recomendações do “Manual para aplicação dos testes de aceitabilidade no Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE” (FNDE, 2010).
Para a aplicação do teste, todas as preparações prontas foram pesadas previamente; observou-se o porcionamento, para que houvesse padronização. Ao final da distribuição, os restos contidos nos recipientes em que foram servidas as preparações para os pré-escolares foram pesadas em sacos plásticos, para obter a aceitabilidade média da preparação.
Todos os pesos foram anotados em planilhas para posterior cálculo do percentual de aceitação a partir do percentual de rejeição (quociente entre o peso da refeição rejeitada e o peso da refeição distribuída). Se esse valor for maior ou igual a 90% o cardápio era considerado como aceito (FNDE, 2010).
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Realizados em duas instituições filantrópicas semelhantes, que aqui serão chamadas de um e dois, os testes de aceitabilidade tiveram o objetivo de estudar a aceitação dos alimentos regionais abóbora e batata doce.
Quadro 1. Índice de aceitabilidade de alimentos regionais em instituições filantrópicas.
Instituição 1 Instituição 2 Média
Doce de Batata
Doce Aceitabilidade = Índice de 70,54%
Índice de Aceitabilidade
= 74,38% IA = 72,46%
Sopa de abóbora
com charque Aceitabilidade = Índice de 53,88%
Índice de Aceitabilidade
= 71,68% IA = 62,78% Os dados obtidos não são suficientes para garantir a introdução destes alimentos na merenda escolar, visto que os resultados do teste de aceitabilidade não atingiram os noventa por cento preconizados pelo FNDE.
É possível observar que a preparação doce obteve melhor média com relação à aceitabilidade geral. Isto possivelmente pode ser decorrente do apetite inato dos escolares pelos sabores doces e/ou à inapetência observada nesta faixa de idade. Como o teste foi realizado uma única vez, a realização de um segundo garante uma melhora nos resultados, já que a população de estudo já estaria familiarizada com estes novos alimentos (Vitolo, 2008).
CONCLUSÕES:
Através do estudo foi possível constatar a baixa aceitabilidade dos alimentos regionais, havendo necessidade que sejam traçadas estratégias de educação nutricional, replanejamento do cardápio escolar favorecendo assim o estímulo ao consumo destes alimentos.
A participação multidisciplinar com a instituição, dos pais e professores podem favorecer e incentivar mudanças no comportamento alimentar.
REFERÊNCIAS:
Almeida SS; Nascimento PCBD; Quaioti TC; Quantidade e qualidade de produtos
alimentícios anunciados na televisão brasileira. Rev Saúde Pública, São Paulo, SP, v. 36, n. 3,
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução FNDE/CD n.38, de 16 de julho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, p. 10-15, 2009.
Chaves LG; Mendes, PNR; Brito RR; Botelho RBA; O programa nacional de alimentação
escolar como promotor de hábitos alimentares regionais. Rev. Nutr., Campinas, v. 22, n. 6, p.
857-66, nov./dez., 2009
Cruz GF; Santos RS; Carvalho CMRG; Moita GC; Avaliação dietética em creches de
Teresina-Pi, Brasil. Rev Nutr, v.14, n.1, p. 21-31, 2001.
Danelon MAS; Danelon MS; Silva MV; Serviços de alimentação destinados ao público
escolar: análise da convivência do Programa de Alimentação Escolar e das cantinas.
Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, v. 13, n. 1, p. 85-94, 2006.
Flavio EF; Barcelos MFP; Lima AL; Avaliação química e aceitação da merenda escolar de
uma escola estadual de Lavras - MG. Ciênc. agrotec., Lavras, v. 28, n. 4, Aug. 2004.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 70542004000400016&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 05 Set. 2011
Mello E D; Luft V C; Meyer F; Obesidade infantil: como podemos ser eficazes? Jornal de Pediatria, Porto Alegre, v.80, n.3, p. 173-82, jan 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n3/v80n3a04.pdf>. Acesso em: 31 ago 2011.
Souza ALC; Mamede MEO; Estudo sensorial da merenda escolar de uma escola da cidade
de Lauro de Freitas-BA. Rev Inst Adolfo Lutz, São Paulo, v.69, n.2, p.255-60, 2010.