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Utilisation de la technique du scanner laser

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Chapitre 5 : Caractérisation cinématique de surface (déplacement, déformation) des glissements-coulées par LiDAR

5.2 Méthodes utilisées pour la caractérisation cinématique des glissements-coulées de Super-Sauze et de La Valette

5.2.1 Utilisation de la technique du scanner laser

A etapa seguinte de pesquisa, denominada Ficando no Campo, segundo Patrício (1996), representa os momentos de interação entre sujeitos da pesquisa para o desenvolvimento do trabalho de campo propriamente dito.

Durante momentos diferenciados, buscamos no campo, junto aos sujeitos, identificarmos o envolvimento e as percepções destes sobre o Programa de Avaliação Institucional.

Entrei em campo com minhas questões de pesquisa em foco, procurando questionar diretamente os sujeitos sobre: Qual o conhecimento sobre o Programa de Avaliação Institucional? Quais os aspectos positivos e negativos relacionados à implementação deste Programa nos cursos de graduação do Campus?

O conhecimento e observação das “teias” que permeiam o tema da pesquisa, foram seguidas de entrevistas individuais com os participantes do estudo, sempre com datas e horários previamente marcados com cada um deles e com transparência das questões a serem levantadas (Anexo D).

Sobre a entrevista Minayo (1996, p.57), conceitua:

A entrevista é o procedimento mais usual no trabalho de campo. Através dela, o pesquisador busca obter informações contidas na fala dos atores sociais. Ela não significa uma conversa despretensiosa e neutra, uma vez que se insere como meio de coleta dos fatos relatados pelos atores, enquanto sujeitos - objeto da pesquisa que vivenciam uma determinada realidade que está sendo focalizada.

As entrevistas utilizadas neste estudo foram as entrevistas semi-

estruturadas, ou seja, dirigidas de acordo com as questões a serem abordadas na

pesquisa.

Durante o levantamento de dados, os questionamentos tornaram-se cada vez mais centrados nas perguntas de pesquisa, na busca de saturação dos dados. Para isso repetimos algumas entrevistas, oportunizando o fechamento da coleta de dados.

O registro dos dados seguiu a orientação proposta por Patrício (1996), ao utilizar o Diário de Campo, adaptado para este estudo, que contém as Notas da

Pesquisadora, registradas a parte, já contendo algumas de nossas reflexões sobre os apontamentos feitos, insights, notas sobre referenciais teóricos. Nas Notas da Pesquisadora, incluímos as anotações referentes ao comportamento dos sujeitos no momento das entrevistas (Anexo E).

No âmbito das ciências sociais, trabalha-se com seres humanos, por esta razão há preocupações com os aspectos éticos. A ética é o parâmetro que deve orientar a visão de conjunto de dados, mantendo-se a objetividade e imparcialidade no tratamento científico, desde a seleção do método até a interpretação final. Os cuidados éticos foram assegurados aos sujeitos por meio da Carta de Apresentação e Solicitação de Participação.

Contar com o consentimento livre e esclarecido do sujeito da pesquisa, requer que este através de linguagem acessível saiba do que trata a pesquisa e que inclua necessariamente o seguinte: a) prever procedimentos que assegurem a confiabilidade a privacidade, a proteção da imagem e não estigmatização, garantindo a não utilização das informações em prejuízo das pessoas e/ou comunidade, inclusive em termos de auto-estima, de prestígio e/ou econômico; b) assegurar aos sujeitos da pesquisa os benefícios resultantes do projeto, seja em termos de retorno social, seja em acesso aos procedimentos, produtos ou agentes da pesquisa; c) dar liberdade ao sujeito de se recusar a participar ou retirar seu consentimento, em qualquer fase da pesquisa sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado.

Seguindo o que recomenda Patrício (1999, p.64) sobre métodos qualitativos:

...afinal, que outro tipo de estudo certamente daria mais legitimidade a resultados de avaliação de produtos utilizados por seres humanos senão o qualitativo? Os estudos qualitativos nos permitem ouvir-escutar-o próprio sujeito usuário do produto que se quer avaliar. A partir desses resultados, além de reprogramar, podemos inclusive desenvolver estudos quantitativos muito mais apropriados.

Quanto às entrevistas, sempre que os sujeitos nos autorizavam, estas eram gravadas e depois sinteticamente por nos transcritas.

Nossas impressões, opiniões ou comentários pessoais como pesquisadora foram sendo registrados ao final de cada entrevista, onde procuramos

fazer os registros pessoais que foram nos auxiliando a reunir as idéias que surgiam, as inferências teóricas e as notas metodológicas provenientes da coleta de dados.

Durante os registros dos dados, nos utilizamo-nos das notas teóricas, que referem-se especialmente às análises e inferências teóricas realizadas no transcorrer da coleta e da análise dos dados, com o objetivo de ir construindo as concepções teóricas da realidade em estudo. Procuramos fazer nossos registros logo após a realização das entrevistas de cada dia, tentando não marcar uma próxima atividade de campo sem que a anterior tivesse sido devidamente registrada.

Com os registros garantidos durante as entrevistas com os sujeitos participantes do estudo, começamos, nesta etapa a detalhar mais as descrições, buscamos identificar e classificar as questões que foram levantadas quando de sua coleta, iniciando assim o processo de análise dos dados.

A análise dos dados teve como foco a busca de categorias

direcionadas a pergunta de pesquisa2 E as categorias de análise segundo os princípios do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras - PAIUB.

As descrições ou registros por si próprios não podem promover explicações. Muitas vezes precisamos nos impor para analisarmos com cuidado e decodificar os dados de acordo com as situações, eventos e interações observadas. Normalmente este processo analítico começa durante a fase de coleta de dados, um pouco diferente do processo, modelo encontrado em pesquisa qualitativa, em que a coleta de dados é completada antes que qualquer análise seja iniciada (Mays e Pope, 1996).

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