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CHAPITRE 1 : ETAT DE L’ART SUR LA COUCHE DE DIFFUSION DES GAZ

1.1 G ENERALITES SUR LES PEMFC

1.2.2.10 Utilisation d’autres agents hydrophobes

Taoísmo e anarquia são duas visões do mundo que só à superfície podem ser consideradas como dis- tantes e distintas. Partindo da alteridade cultural e não da identidade rígida e monolítica, essas duas vi- sões encontram-se em pleno. O libertário Giuseppe Aiello conseguiu com sucesso e seriedade, mas sem perder a simpatia e a capacidade de falar com cla- reza de questões profundas, aproximar-se do tema e estabelecer as possíveis conexões entre Tao e anarquia no livro Taoísmo e anarchia. Le radici di un futuro senza Stato (2017) [Taoísmo e anarquia. As raízes dum futuro sem Estado]. A conversa que de seguida se apresenta foi conduzida pelo antropó- logo Andrea Staid e publicada na Rivista Anarchica (n.º 421, Dezembro 2107/Janeiro).

– Quando me chegou o teu correio anunciando-me a saída do teu livro, senti-me feliz, antes de mais pela estima que tenho por ti e pelos teus trabalhos e depois porque este teu livro se centrava num tema que me interessa muito, anarquia e taoísmo. Trata-se dum tema que dificilmente pode ser aprofundado por falta de bibliografia e o teu livro vem preencher este vazio editorial. Este vazio sempre me pareceu falso pois

fora do nosso país muitos escreveram já sobre este tema. Basta só pensar nos nomes dos capítulos de um dos principais textos taoístas, Chuang Tse, títulos como “sobre a igualdade de todas as coisas”, “vagabundagem livre e sem objectivo”, para se perceber os inumeráveis pontos de encontro. Partamos porém do início. Como te nasceu a vontade de escrever este texto e porque razão escolheste considerar o taoísmo não como uma religião mas como uma visão do mundo libertária?

– Permite que me declare não culpado de haver distinguido entre taoísmo religioso e taoísmo filosó- fico. Antes de mais porque a distinção não me pertence e foi feita antes de mim por numerosos estu- diosos do pensamento chinês. Em segundo lugar, porque não sei na verdade se é possível distinguir entre Daojia e Daojiao. Como quer que seja, se tomarmos como aceitável a ideia de que o taoísmo filosófico precedeu em cerca de meio milénio o religioso é evidente que estamos a falar duma cultura muito antiga e com óbvias conexões libertárias. Nota bem por favor que não estou a dizer que todo o taoísmo é libertário, mas que existem nele aspectos que, opondo-se a uma concepção rigidamente estatista e hierárquica, interpretam o mundo segundo outros princípios, que visando o encontro da harmonia universal tomam por necessária uma via metodológica (o Tao) que se afasta da ética humana – uma das pedras basilares do edifício ideológico confuciano – e em seu lugar encontra, interpreta e secunda o movimento perpétuo da natureza.

– Informa de forma breve quem era Lao Tse, o homem de tantas voltas e nomes…

– Nem eu sei muito bem. Não sei se se trata duma figura histórica ou se dum modo de personificar uma tradição antiquíssima. Se quisermos uma comparação, temos o caso de Homero. Só que não me parece que Homero tenha sido alguma vez santificado, enquanto Lao Tse tornou-se uma das figuras divinizadas da religião Taoísta, facto que pode não agradar aos racionalistas mas que teve o mérito em meu entender de proteger o Tao Te King [Daodejung] da censura e da proibição nos milénios suces- sivos. Se alguém quer saber algo de Lao Tse só lhe resta a possibilidade de ler e interpretar o seu escrito, que como se sabe consta apenas de poucos milhares de caracteres, deixando-se surpreender pelas suas ideias, às vezes claras e outras obscuras. As interpretações são tão contraditórias – e não acredito que ninguém possa dizer uma palavra definitiva sobre o pensamento de Lao Tse, a menos que recorra a uma via espírita para esclarecimentos.

– Podes falar-nos dos conceitos chaves do taoísmo – wu wei e ziramn? Que têm eles a ver com anarquismo? – Também aqui, os melhores espíritos, sábios e académicos, escreveram ensaios de mérito que não quero banalizar. As traduções correntes das duas noções são “não agir” e “espontaneidade/ naturali- dade”. São os dois conceitos cardeais da conduta taoísta e dão ainda assim, com todas as dificuldades de tradução, uma clara indicação sobre a justa relação entre o indivíduo e o mundo, em cada um dos seus aspectos, inclusive sociedade e natureza. Não sei se seja correcto afirmar que o wu wei tenha por si só nexos libertários. Se ligado, porém, com ziramn, que é uma declinação da liberdade tal como a entendemos hoje, ele, o wu wei, pode dar lugar a uma prática, a de não entrar em conflito com o universo, a de não submeter a natureza às exigências humanas, mas entrar em sintonia, e harmonia, com o mínimo de esforço possível. Governar é querer constranger humanos e natureza a uma ordem que lhes é estranha. Nesse sentido, os taoístas são tendencialmente contra a noção de governo. Isto não é só anarquismo mas muitos anarquistas poderão reconhecer-se numa parte destas ideias. Outros não.

– Muitos leitores poderão pensar que o “não agir” é uma forma de deserção. Contudo, Lao Tse disse: “Nada no mundo é tão frágil e fraco como a água e no entanto ela corrói tudo o que é duro e forte e nada a supera”. Podes interpretar este aforismo?

– É difícil em poucas linhas, já que sobre isto podíamos falar uma hora, até na minha qualidade de paleontólogo. Não te esqueças que eu não sou um anarquista militante. Sou antes um evolucionista militante. A questão das micro-variações que se perpetuam no tempo e acabam por provocar altera- ções gigantescas ou então a leitura das transformações como fruto de choques profundos lembra-me mais os debates entre os adeptos de Cuvier e os de Hutton-Lyell e menos as disputas entre anarquistas gradualistas e anarquistas insurreccionalistas. Eis que aqui neste ponto posso entrar por um prolixo processo de distinção entre o clássico darwinismo de ontem e o evolucionismo moderno de hoje, tipo “teoria dos equilíbrios pontuados”, mas vou-te poupar. Uma interpretação possível do passo que ci- taste é que ainda no momento em que tudo parece inútil, em que qualquer gesto nosso é irrelevante, ainda assim não nos devemos render e resignarmo-nos, já que os nossos contributos mínimos, se bem orientados, podem dar frutos extraordinários. Digamos que é uma interpretação optimista que me agrada mas que mas que não é a única.

– No livro avanças com paralelos fortes entre os dois tipos de pensamento, o anarquista e taoísta, pondo muitas vezes em paralelo pensadores taoístas e nomes do anarquismo. Por exemplo, a propósito de violência encontras um paralelo entre Errico Malatesta e Lao Tse. Embriagaste-te como tantas vezes sucedeu a Tao Yuanming ou existem mesmo conexões entre as duas visões?

– Sabes, a idade já não me deixa beber como quando era jovem e por isso sou obrigado a assumir a responsabilidade plena da aproximação entre Lao Tse e Malatesta. Tanto um como outro sustentam que é muito melhor não cometer actos violentos, evitar o uso de armas, mas ambos sabem muito bem que há momentos em que temos de reagir para não sucumbir. Confesso-te que quando tinha vinte anos, por causa do fascínio que sobre mim exerciam grupos como os Crass, estive tentado a ser de

forma rígida não-violento mas depressa me dei conta que se trata duma posição que só é aceitável se houver condições para isso. De outro modo é martírio.

– Não posso deixar de te falar em Chuang Chou que tu rebaptizas de “anarquista” e que do meu ponto de vista de antropólogo é um antropólogo antes de haver antropologia. Achei espantosa a sua teoria da impossibilidade duma visão única e objectiva dum universo que

está em mudança permanente. Trata-se na verdade dum precursor da teoria das mutações culturais perenes. E é curioso que o primeiro a dar-se conta da força subversiva destas ideias não foste tu mas Oscar Wilde. No teu texto mete-lo em conexão com Proudhon…

– Falar de Chuang Chou como anarquista foi uma pequena provocação que me per- miti, até para afrontar as histórias ortodo- xas do anarquismo, que traçam uma linha- gem de Goodwin a Berneri como se o anar- quismo fosse uma espécie de região de- marcada. Oscar Wilde, que foi um dos pri- meiros anotadores da tradução inglesa do Chuang Tse, percebeu muito bem as impli- cações políticas do texto. Inquieta-me que tenha chegado antes de mim mas eu tenho a vantagem de estar ainda vivo, enquanto ele já morreu e não pode escrever outros livros. A ideia da não definição, da impos- sibilidade de conhecer a realidade última das coisas, é uma das componentes estru- turantes do taoísmo original. Tu vê-la como abordagem antropológica e eu talvez

como valência epistemológica – mas isto apenas se deve ao facto de eu em casa cultuar um Feyerabend e tu acenderes as tuas velinhas a um Malinowski. Do mesmo modo a nítida hostilidade ao governo do texto levou-me a falar de Proudhon e duma posição a que chamei anarco-taoísmo e que não pode ser generalizada a todo o taoísmo. Se na realidade Chuang escreveu apenas sete capítulos do livro, e mesmo isto é discutível, então é verosímil que as posições mais radicais sejam devidas a uma ou mais pessoas que tiveram a possibilidade de fazer acrescentos, que se integraram no conjunto como partes definitivas do texto. O mesmo parece ter acontecido por outro lado com capítulos bem diferentes, quase confucianos, o que faz do Chuang Tse a uma primeira e apressada leitura uma manta de retalhos. O curioso é que releituras sucessivas confirmam esta primeira impressão de confusão. É, porém, be- líssimo.

– Apenas por motivos de espaço não te peço para aprofundares uma outra temática marcante do livro, a aten- ção crítica ao primitivismo zerzaniano [John Zerzan], a abordagem da antropologia cultural de Harris ou a do ornitólogo Diamond e do matemático anti-civilizacional Kaczynski. Mas em ligação com ela gostaria que me falasses das conexões entre “anarquismo verde” e pensamento taoísta, isto é, da crítica necessária ao pro- gresso sem fim e à tecnologia, para a limitar e reorientar com o pensamento libertário num sentido libertador. Como nos podem ajudar os pensadores taoístas?

– Do contraste entre textos taoístas e anarquismo este é o aspecto mais impressionante, já que se percebe que os taoístas pensavam a mesma coisa que os anarquistas ecologistas de hoje. Só que o faziam numa época em que não existia a mais pequena industrialização e é impressionante como foram capazes de individuar o mecanismo da formação da autoridade. Deram-se conta que a tecnologia não

era controlável e estava direccionada de forma perigosa para agredir a natureza e não para obter um equilíbrio natural. Olhando para a desertificação tecnológica posta hoje em prática a um ritmo insus- tentável, parece quase possível ver Lao Tse e Chuang Chou em cima duma nuvem a gritarem: – Im- becis! Há mais de dois mil anos que vos alertámos para o assunto! O taoísmo pode então ajudar-nos a afrontar um contexto onde dum lado se encontra a estupidez feroz do Estado Islâmico e do outro a credulidade daqueles para quem “se a ciência o diz, é porque é verdade”, uma obtusidade ainda mais grave. A um mundo que nos quer impor escolhas entre visões aparentemente contraditórias mas no fundo autoritárias ambas, o taoísmo original responde há milhares de anos com uma gargalhada so- nora – tesouro inestimável.

– O que é que acontece quando o taoísmo encontra o xamanismo asiático?

– Não estudei com suficiente profundidade a questão, pois sei que as fontes são hoje escassas e a história da China é longa e complexa. Adiantando, podemos dizer que a chegada do budismo ao Oeste obriga as religiões locais a definirem-se como nunca até tinham feito. Ninguém põe hoje em causa o facto da religião que hoje chamamos taoísmo ter tomado forma como contraponto ao budismo mas também imitando-o. Como quer que seja, os cultos tradicionais, com forte componente xamanística, adoptam a filosofia budista para se demarcarem da colonização budista que tinha já textos canónicos

e um clero estratificado. O livro de Lao Tse torna-se um texto sagrado e Lao um deus, ou ao menos um santo. É de assinalar que muitos dos movimentos insurreccionais taoístas da Idade Média tinham à cabeça potentes e carismáticos bruxos, o que indica como era popular esta forma de cultura popular. – Porque falas de uma espécie de uma coluna Durruti pré-medieval?

– Para faltar ao respeito aos meus queridos amigos que estudam com rigor e método a revolução espanhola de 1936. Dado que o pirata Chang Bolu parece que não fez outra coisa senão assaltar de- pendências do governo, abater funcionários do Império e esvaziar os cárceres, estou seguro que As- caso e Makno teriam aderido ao seu projecto. Alguém pode demonstrar que não é assim?

De se n ho s de A n dr é M on ta n h a, 2 01 8

– Que dizes sobre a insurreição do Movimento das Cinco Palhas de Arroz?

– Foi a segunda das revoltas taoístas de 184. A dos Turbantes Amarelos foi derrotada e mesmo assim levou à queda a dinastia Han; a das Cinco Palhas de Arroz conseguiu conquistar um território mon- tanhoso na província Sichuan, administrando-se durante três décadas. Para alguns historiadores tra- tou-se de uma sedição de um chefe político-militar numa situação de extrema fragilidade do poder central. Esta leitura parece-me porém redutora. Foram movimentos orientados, atrevo-me a dizer, por bruxos, transversais a toda a sociedade mas com uma forte componente rural. Eram movimentos re- ligiosos mas tendencialmente igualitaristas. Defendiam os interesses e a condição dos trabalhadores semi-escravizados pelo poder central e pelos senhores locais. É talvez aborrecido especificar mas é forçoso dizer que os revoltosos conjugavam elementos diversos e eram influenciados por um pensa- mento definido como o de Huang Lao, onde estava presente inclusive uma componente ética que podemos encarar como confuciana. Está hoje traduzido em inglês o Livro da Grande Paz, que foi o ponto de referência teórica da revolta dos Turbantes Amarelos. Trata-se porém dum texto frágil que li com esforço, apenas por dever, e que me ensinou que eu nunca poderei ser um historiador das antigas religiões chinesas. Prefiro o estudo dos fósseis.

– Como resolveram a questão do crime os revoltos dos Turbantes Amarelos?

– A experiência dos Turbantes Amarelos durou pouco tempo, enquanto a das Cinco Palhas foi mais longa, mas ainda assim as fontes são poucas. Daquela que está disponível em inglês, fica a ideia de que as enfermidades e as tendências anti-sociais fossem encaradas como desequilíbrios do indivíduo e do cosmos. Difundiu-se deste modo a prática da oração, cura, meditação e rito. O reconhecimento por estas curas era ajustado muitas vezes em trabalhos de construção e manutenção de caminhos. Em geral eram adversos às punições e prisões mas se alguém cometia actos graves ou era reincidente usavam então o código Han, que não era simpático nas sanções.

– Quem era Ruan Ji?

– Um dos principais poetas da China da primeira Idade Média. Fazia parte dos sete sábios do Bosque de Bambu, individualistas que se haviam retirado da vida pública, que atravessava uma época de cor- rupção e de sufocante conformismo. Anti-conformistas radicais, dedicavam-se à música, à poesia, ao álcool, ao sexo variado, acabando por se tornar ícones da rebelião contra o poder. Quem se sentiria bem na companhia deles não seria tanto Makno e Durruti mas Bukowski e Belushi. Ruan deixou a Biografia do Mestre Excelso, o primeiro dos três livros anarco-taoístas que apontei no meu livro, com passagens corrosivas para o poder. Que tenha conseguido chegar até nós, parece-me milagre.

– Yang Chu é o taoísta que nos fala em seguir a alegria dos sentidos, captando o melhor da vida sem reprimir os desejos. Trata-se dum elogio da preguiça e um incentivo ao não trabalho?

– Não é fácil saber o que disse Yang Chu. Tudo o que sabemos dele, e não é muito, foi escrito por outros. Com certeza que aquilo que até nós chegou encarna na perfeição aquela parcela individualista da alma chinesa que era um pesadelo para os pensadores confucianos como Mêncio. A par de Stirner, de quem é o trisavô espiritual, tem em consideração os outros, ao mesmo tempo que sabe que renun- ciar a si mesmo, sacrificar-se a causas exteriores, mesmo as mais elevadas, é um caminho que não leva nem à paz, nem à harmonia, nem tão pouco à liberdade. A liberdade do singular não pode ser sacri- ficada no altar da sociedade. Isto recorda-te com certeza alguma coisa.

– Para concluirmos esta conversa seria bom que pudesses dizer-nos alguma coisa sobre a diferença entre disci- plina e auto-disciplina e o porquê deste teu pequeno livro – bem entendido, pequeno pelo número de páginas – ser uma leitura fundamental para todos os libertários.

– Como escrevi nas últimas páginas do livro, cheguei ao taoísmo através do Tai Chi Kuan, uma prática interior de Kung Fu, baseada em princípios que vêm do taoísmo. Não sabia sequer o que era o taoísmo mas vi no concreto a aplicação duma ideia que do meu ponto vista sempre distinguira uma milícia

anarquista dum exército. Operas com empenho, por vezes até com abnegação absoluta (eu sei que há aqui uma contradição com o wu wei), em função da tarefa que escolheste. Há alguns exercícios de Qui Gong que são importantes e difíceis, mas nunca tu os farás porque alguém te diz para os fazeres mas porque estás consciente que o teu percurso merece passar por aquele incómodo, mesmo grande. Aquele caminho faz parte de ti; é a tua singularidade, a tua individualidade em conexão com cada um e com cada coisa. Para mim praticar e ensinar Tai Chi Kuan significa sobretudo isto – além de me ajudar a endireitar o dorso que o tempo passado ao microscópio e ao computador me vai entortando. No que diz respeito ao livro não sei se é fundamental para todos os libertários. Certamente é informa- tivo sobre alguns aspectos que muito poucos conhecem da história das ideias sobre a liberdade. De- pois existe no livro, uma pequena porção minha, onde exponho algumas convicções sobre a actual estruturação do Domínio-Proteu (amiba hierárquica-fractal, chamei-lhe eu num delírio infinitesimal que tanto hoje me cativa) e da necessidade de nos libertarmos duma série de mitos falsos e superáveis, que nos empurram para contraposições estéreis ou, o que é pior, para uma desolada resignação. Chu- ang e Lao são neste sentido um ensinamento valioso. Só posso esperar que o que escrevi constitua uma boa introdução à parcela mais libertária das ideias dos dois e que seja capaz no mesmo passo de ir dando resposta a qualquer dúvida.

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