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Which is the most useful component of the Go-Lab portal for science teachers and why?

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PART I: STUDENT EVALUATION

PART 2: TEACHER EVALUATION

14.4 P OST - QUESTIONNAIRE EVALUATION DATA

14.4.8 Which is the most useful component of the Go-Lab portal for science teachers and why?

Sem a pretensão de um levantamento exaustivo, é possível destacar alguns importantes nomes que colaboraram e vem colaborando com a propagação do conceito de RSE no Brasil. A seleção dos nomes justifica-se pelo pioneirismo, pela recorrência com que os autores são citados e pela ênfase desta Tese, que foca o varejo.

Em 1980, Ernesto Lima Gonçalves publica o primeiro livro sobre RSE, intitulado “O Balanço Social da empresa na América Latina”. Para o autor, o Balanço Social é um instrumento que o empresário tem para que possa refletir, medir, sentir como a empresa se comporta no campo social. O autor já dizia que é um tema atual, desafiador e que irá crescer e implantar-se cada vez mais.

Uma pesquisa sobre o olhar dos empresários a respeito da RSE foi realizada em 1981 por Patrícia Amélia Tomei, em seu trabalho de dissertação, defendido na Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1984, a autora publica o capítulo intitulado “Responsabilidade Social de empresas: análise qualitativa da opinião do empresariado nacional”. O estudo procura responder a questões sobre o conceito de RSE, as ambiguidades presentes na sua compreensão, as dificuldades de operacionalização e sobre a formulação de estratégias de RSE a partir de auditorias sociais. Outro autor que, ainda nos anos 80, também se dedicou à compreensão do conceito de RSE foi José Arimatés Oliveira. Defendeu sua dissertação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1982, sobre a RSE em pequenas e médias empresas. Em 1984, publica o capítulo “Responsabilidade social em pequenas e médias empresas” e faz a seguinte análise dos conceitos da temática:

para uns, é tomada de uma responsabilidade legal ou obrigação social; para outros, é o comportamento socialmente responsável em que se observa a ética e, para outros, ainda, não passa de contribuições de caridade que a empresa deve fazer. Há também os que admitem que a responsabilidade social é, exclusivamente, a responsabilidade de pagar bem aos empregados e dar-lhes bom tratamento. Logicamente, a responsabilidade social das empresas é tudo isto, muito embora não sejam somente estes itens isoladamente. (OLIVEIRA, 1984, p. 204).

Em maio de 1985, Gleuso Damasceno Duarte defende a dissertação “Responsabilidade Social da Empresa: modismo ou sinal dos tempos?”10, pela Universidade Federal de Minas Gerais. O trabalho foi publicado em 1986, em co-autoria com José Maria Martins Dias, sob o título “Responsabilidade Social: a empresa hoje”. Este livro é considerado o marco referencial do tema, assim como seus autores são reconhecidos como os pioneiros no Brasil. (SANTOS, 2007). Os autores esboçam as controvérsias dos conceitos, mas sintetizam três pontos de consenso:

1º) a ampliação do alcance da responsabilidade da empresa, que não mais se limita ao círculo dos acionistas;

2º) a mudança na natureza das responsabilidades, que ultrapassam o âmbito da prescrição legal, envolvendo também obrigações morais ditadas pela ética; 3º) a adequação às demandas sociais, num dado contexto socioeconômico.

(DUARTE; DIAS, 1986, p. 56).

Sob a perspectiva da ética empresarial, Robert Henry Srour destaca-se, entre outros, por abordar a moral do empresário brasileiro em suas reflexões. Entre seus questionamentos, está a necessidade de equacionar questões complexas, entre as quais, “como tornar compatíveis lucratividade e respeito às contrapartes?” (SROUR, 1998, p. 294). Em sua discussão ética, política e culturalista, o autor diz que o conceito de RSE “confere, desde logo, um caráter essencialmente ‘associativista’ ao capitalismo e reveste-o de uma segunda natureza”. (SROUR, 2003, p. 316). A complexidade do conceito é recortada pela síntese das práticas de RSE: (i) conjuga desenvolvimento profissional com participação dos funcionários nas decisões da empresa; (ii) valoriza a diversidade e a eliminação de qualquer tipo de discriminação; (iii) implica em parcerias entre clientes e fornecedores para gerar produtos e serviços de qualidade; (iv) enfatiza contribuições para o desenvolvimento da comunidade local; (v) inclui investimento em pesquisa tecnológica, a fim de inovar produtos e processos; (vi) exige conservação do meio ambiente; (vii) estabelece a publicação das ações por meio de “balanços sociais”.

Em 2001, Francisco Paulo de Melo Neto e César Froes publicam “Gestão da Responsabilidade Social Corporativa: o caso brasileiro”. Os autores expõem diferentes visões acerca do entendimento do que compreende a RSE. Prepondera em suas análises a visão de

estratégia para o negócio da empresa; o relacionamento com diferentes stakeholders; a

valorização das ações da empresa; o marketing institucional; os recursos humanos;

10

O autor confirma o vasto campo de estudo, apresentando centenas de indicações bibliográficas, como anexo, incluindo livros, capítulos e resenhas, distintas por temas: fundamento jurídico filosófico (149 obras); responsabilidade social da empresa (559 obras); balanço social da empresa (147 obras); qualidade de vida (126 obras); qualidade de vida no trabalho (111 obras); problemas sociais de minorias (86 obras); defesa do consumidor (78 obras); casos, experiências e pesquisas (75 obras); doutrina social da igreja (65 obras).

valorização dos produtos e serviços; o desenvolvimento da comunidade, consciência ecológica, a promoção da cidadania individual e coletiva e para a integração social. As motivações éticas também são enfatizadas ao lado das perspectivas estratégicas. À empresa cabe o agir seguindo um conjunto de valores com vista a uma atitude transparente e que garanta a sua sustentabilidade. (MELO NETO; FROES, 2001, p. 28). Os autores contribuem com o discernimento conceitual entre filantropia e RSE:

A filantropia é individualizada, pois a atitude e a ação são do empresário. A responsabilidade social é uma atitude coletiva e compreende ações de empregados, diretores e gerentes, fornecedores, acionistas e até mesmo clientes e demais parceiros de uma empresa. É, portanto, uma soma de vontades individuais e refletem um consenso. A responsabilidade social é uma ação estratégica da empresa que busca retorno [...]. A filantropia não busca retorno algum, apenas o conforto pessoal e moral de quem a pratica. (MELO NETO; FROES, 2001, p. 28).

Fernando Almeida contribui com a discussão da RSE no Brasil, enfatizando o conceito de sustentabilidade. Para o autor, as ações que transcendem o imediatismo econômico são justificáveis, tendo em vista, entre outras, a própria sobrevivência da organização. Em 2002, publicou o livro “O bom negócio da sustentabilidade” e, em 2007, publicou “Os desafios da sustentabilidade: uma ruptura urgente”. Neste, o autor inclui quinze casos, a fim de demonstrar que é possível e viável alcançar a eficiência econômica integrada à inclusão social e à manutenção dos serviços ambientais. Embora o autor priorize o termo sustentabilidade, em entrevista concedida à Cyntia Ribeiro no site Responsabilidade Social.com, define o conceito de RSE, ressaltando o seu distanciamento de ações meramente assistenciais e o impacto que gera, tanto para a empresa quanto para a sociedade.

O conceito de Responsabilidade Social Corporativa foi lançado no final da década de 1990. As ações sociais praticadas por empresas vêm de longe, mas sempre tiveram o viés assistencialista e filantrópico. O conceito de RSC tem outro sentido, porque estimula ações voltadas para a educação, para o empreendedorismo sustentável. Os resultados das ações de RSC devem beneficiar a todos, tanto a empresa como o contemplado. Um exemplo concreto: quando o Banco Real empresta dinheiro a um pequeno empreendedor para financiar a montagem ou ampliação de uma serralheria na periferia de São Paulo, o banco está praticando RSC. Todos ganham: o banco, que recebe o dinheiro de volta com juros (mesmo com uma taxa diferenciada) e amplia a valorização de seu ativo intangível; o empreendedor, que expande seus negócios; a família do empreendedor, que passa a ter uma qualidade de vida melhor com a perspectiva de investir em educação e na aquisição de bens e serviços; e, em última instância, a sociedade. (ALMEIDA, 2009, s.p.).

Em 2002, Patrícia Almeida Ashley defendeu a tese “Tendência do ‘dever-ser’ quanto ao comércio ético de alimentos na gestão estratégica de supermercados a partir da práxis coletiva, pesquisador-ASSERJ-ABRAS”, na Universidade Católica do Rio de Janeiro. Sua proposição geral consistiu em

contribuir para o desenvolvimento teórico e aplicação efetiva da responsabilidade social corporativa nas práticas de negócio, em uma perspectiva de conceito multidimensional, relacional e multidirecional, enquanto requisitos para a sua sustentabilidade no âmbito do mercado e legitimidade diante do Estado e da sociedade. (ASHLEY, 2002a, p. 29).

Ainda em 2002, a autora coordenou a publicação do livro “Ética e responsabilidade social nos negócios”, que foi reeditado em 2005. Tal publicação é amplamente citada nos trabalhos, sejam acadêmicos ou não. Outra importante contribuição foi ter abordado o setor de varejo, especificamente, o segmento supermercadista. Sua definição de RSE:

A responsabilidade social pode ser definida como o compromisso que uma organização deve ter com a sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que a afetem positivamente, de modo amplo, ou a alguma comunidade, de modo específico, agindo proativamente e coerentemente no que tange a seu papel específico na sociedade e a sua prestação de contas para com ela. A organização, neste sentido, assume obrigações de caráter moral, além das estabelecidas em lei, mesmo que não diretamente vinculadas a suas atividades, mas que possam contribuir para o desenvolvimento sustentável dos povos. Assim, numa visão expandida, responsabilidade social é toda e qualquer ação que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. (ASHLEY, 2002b, p. 6-7).

Uma das mais relevantes contribuições sobre o pensamento e a prática de RSE no varejo consiste em três publicações de iniciativa do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas – GVcev. O primeiro livro, intitulado “Responsabilidade Social no Varejo”, foi publicado em 2004. O segundo, “Varejo e Responsabilidade social”, foi publicado em 2006, e o terceiro, denominado “Varejo socialmente responsável”, teve sua publicação em 2008. As publicações foram coordenadas pelos professores Jacob Jacques Gelman e Juracy Parente. Entre a gama de contribuições, destaca-se a caracterização do varejo enquanto vocação especial para a área de RSE.

A vocação do varejo como modificador da estrutura social ficou bem caracterizada não só pelas suas peculiaridades como negócio, mas também pela sua enorme importância na sociedade brasileira. A grande interação que ocorre entre o varejo e o consumidor, e também ao longo de sua cadeia de valor, permite à loja transformar-se em um centro de disseminação de valores para a comunidade. (PARENTE et al., 2006, p. 29).

Por fim, destaca-se a publicação de Adriano Gomes e Sérgio Moretti por estes apresentarem uma reflexão interdisciplinar, com ênfases em Ciências Sociais e Administração. Em 2007, os autores publicaram “A responsabilidade e o social: uma discussão sobre o papel das empresas”. A obra imprime um olhar crítico sobre o discurso e a prática de RSE e a abordam como um “problema maior do que aparenta ser”.

A responsabilidade social tornou-se o tema principal da pauta internacional por envolver uma concepção de triple botton line, resultado atual de quase meio século de esforço de conscientização e luta na montagem da agenda positiva para a sociedade e principalmente a comunidade empresarial. Por esta razão, a RSE transformou-se em um problema maior do que aparenta ser, pois, à medida que

avançamos, percebemos que os nós de sua rede se mostram diversos e profundos. Para qualquer meta que se olhe, pode-se encontrar uma conexão justificadora da necessidade de uma abordagem multicêntrica, no intento de se progredir no debate. (GOMES, MORETTI, 2007, p. 280).

A seguir, elabora-se uma crítica aos limites que inibem o desenvolvimento da teoria da RSE.

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