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Une typologie des hébergements de grande capacité

Dans le document CPDT Territoire( s ) wallon( s ) (Page 173-179)

Conforme pontuado anteriormente, com objetivo de coletar dados sobre a perspectiva das crianças a respeito da temática Étnico-Racial na Escola, realizamos uma oficina com os estudantes do 3º ano do período vespertino. Após a aprovação do Comitê de Ética CEP/UFSC, da Secretaria Estadual de Educação e da Equipe de Coordenação Pedagógica da escola referida, a oficina foi marcada para o dia 29 de setembro de 2016, com previsão de duração de uma hora.

Como principal pesquisadora, a oficina foi planejada e coordenada por esta estudante-pesquisadora (Jhennifer Silveira), contando ainda com a colaboração de uma profissional experiente em educação infantil e atualmente assessora pedagógica em uma escola da rede pública em Florianópolis, além de mais dois colegas no apoio às fotos e gravações das atividades pedagógicas.

A oficina foi realizada no auditório da escola, e chegamos às 15h20 para a preparação do espaço em que seria realizada, dispondo bonecos ao centro da sala e os demais materiais necessários para a realização das atividades (FIGURA 3). Quanto ao planejamento da oficina, ela foi dividida em três momentos com três blocos de perguntas, sendo direcionadas diferentes formas de coleta das respostas.

FIGURA 3 – Preparação para a oficina

Foto: Maria Luiza Amorim. Data: 29 de setembro de 2017.

A oficina iniciou-se em torno das 15h30 com a chegada das 13 crianças — número inferior ao total de alunos matriculados no 3º ano vespertino, devido ao clima chuvoso. Assim, sentados no chão e em formato de roda, após a minha apresentação, orientei- os quanto ao primeiro momento da oficina, isto é, o preenchimento individual da ficha de identificação (APÊNDICE F) contendo informações pessoais dos participantes: idade, cidade e estado de nascimento, tempo de estudo na escola, informações se já tiveram professores(as) negros(as), bem como de que maneira se autoidentificavam racialmente, sendo essa última pergunta respondida de duas maneiras: primeiramente de forma livre, sem nenhum tipo de incentivo quanto à forma de registro e, num segundo momento, a partir de opções já pré- estabelecidas (múltipla escolha) (FIGURA 4). Essa etapa da oficina teve duração de 20 minutos e, enquanto as crianças faziam os registros na ficha de identificação, procuramos, além de auxiliar no preenchimento — visto que muitas não eram completamente alfabetizados — conversar individualmente com os participantes (estudantes) com o objetivo de entender os motivos das respostas e coletar outras informações não necessariamente previstas na ficha.

FIGURA 4 – Preenchimento das fichas de identificação

Foto: Lucas Weber e Maria Luiza Amorim. Data: 29 de setembro de 2017.

Após o preenchimento das fichas, as crianças retornaram para a grande roda, e partimos para o segundo momento da oficina. A fim de introduzir a atividade principal, realizei uma dinâmica na qual os participantes receberam uma caixa “mágica” — visto que cada um observaria algo diferente dentro dela. Eles olhavam o que havia dentro e deveriam passar para o colega sem contar o que viram (FIGURAS 5 e 6). O objetivo dessa dinâmica foi, além de tornar mais lúdica a tarefa, facilitar o entendimento das crianças quanto ao propósito da atividade seguinte, na qual cada um deveria desenhar o que viu na caixa, isto é, elaborar um autorretrato.

FIGURA 5 –- Dinâmica do espelho

FIGURA 6 – Dinâmica do espelho

Foto: Lucas Weber e Maria Luiza Amorim. Data: 29 de setembro de 2017

Assim, após todos terem se observado dentro da caixa, foram disponibilizados os materiais (folhas personalizadas, lápis de cor e giz de cera) para que elaborassem os seus desenhos, também individualmente. Tais desenhos foram pensados como uma segunda forma de registro para coleta de dados, os quais serviriam de comparativo com relação ao que as crianças responderam no primeiro bloco, ou seja, para analisar de que forma elas se veem e se representam (FIGURAS 7 e 8).

Cabe ressaltar que, também durante esse momento, aproveitamos para conversar individualmente com as crianças — segundo bloco de perguntas, para buscar entender a escolha de cores, traços, a maneira como se relacionam com a própria imagem e a noção de identidade racial. Esse segundo momento, a contar da dinâmica do espelho até o término da confecção dos desenhos durou também em torno de 20 minutos.

FIGURA 7 – Elaboração dos desenhos

FIGURA 8 – Elaboração dos desenhos

Foto: Lucas Weber e Maria Luiza Amorim. Data: 29 de setembro de 2017.

Após a elaboração dos desenhos, nos dedicamos ao terceiro e último momento da oficina. Novamente sentados em roda, solicitamos às crianças que observassem os bonecos e bonecas dispostos ao centro e que, em seguida, escolhessem aquele de que mais tivessem gostado, ou ainda, caso tivessem encontrado, algum com que se identificassem por acharem traços parecidos com os seus.

FIGURA 9 – Escolha dos bonecos

Foto: Lucas Weber e Maria Luiza Amorim. Data: 29 de setembro de 2017.

Na sequência, dei início às perguntas do terceiro bloco, as quais foram direcionadas ao grande grupo. Questionei, portanto, o motivo das escolhas dos bonecos, o entendimento deles a respeito de preconceito racial e de racismo, se já haviam realizado atividades relacionadas a esses temas na escola, se conversavam sobre questões étnico-raciais junto às famílias, se já sofreram ou presenciaram algum tipo de preconceito relacionado a raça/cor, o que os havia auxiliado para responder como se identificavam racialmente durante o

preenchimento da ficha no bloco 1, bem como se acreditavam que a escola poderia auxiliar tanto nesse processo quanto em relação ao respeito às diversidades (FIGURA 10).

FIGURA 10 – Roda final com as crianças

Foto: Lucas Weber. Data: 29 de setembro de 2017.

A roda final durou em torno de 15 minutos. Após o seu término, as crianças puderam brincar com os bonecos levados durante os minutos finais. Por fim, distribuímos para cada um deles um saquinho de doces, como forma de agradecimento pela participação e colaboração das crianças e de lembrança da oficina.

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