A fase de pré-produção, que envolveu as 03 primeiras reuniões, correspondeu a fase das orientações sobre o tema desta produção – o conceito de lugar –e da elaboração do roteiro do vídeo (Tabela 02). Nesta fase foram escolhidos os conteúdos e traçadas as estratégias para o início das gravações. Além disso, o trabalho em equipe e a familiarização dos alunos com os conhecimentos e procedimentos acerca da produção videográfica, e com o uso dos próprios aparelhos celulares nas filmagens foram intensificados, cumprindo-se atentamente o script. Estes momentos foram essenciais, pois neles estimulamos os participantes ao trabalho individual e em equipe.
Tabela 02 – Escola Jacira Medeiros: Etapa de pré-produção - Atividades desenvolvidas nas reuniões com a equipe, 2017.
Reuniões Atividades Desenvolvidas
1-APRESENTAÇÃO DO PROJETO E DA LINGUAGEM AUDIOVISUAL
Dinâmica de integração da equipe Apresentando o projeto
Apresentando a linguagem audiovisual
2- UTILIZAÇÃO DO CELULAR NA GRAVAÇÃO DE VÍDEOS
Revisando a reunião anterior e dinâmica de trabalho em equipe Treinando com o plano da imagem
Treinando com o som
Orientações para filmagens com o celular Encaminhamentos para a próxima reunião
3- ELABORAÇÃO DO ROTEIRO
Abertura da reunião
Analisando um vídeo feito na escola Apresentação do roteiro preliminar Complementação e finalização do roteiro Criando uma agenda de gravação Fonte: Luciano Reis, 2017.
Na primeira reunião recorreu-se com predominância à exposição dialogada sobre o conceito de lugar, a evolução das produções videográficas. A dinâmica de apresentação8 preparada para este momento não surtiu o efeito esperado, pois os alunos, em sua maioria, mesmo sendo de turmas e séries diferentes e não se conhecendo bem, já sabiam nomes e sala de aula uns dos outros. Isso exprime a intensidade das vivências no espaço escolar.
Procedeu-se a entrega do material – agenda das reuniões, caneta e bloco de anotações – e a exposição da proposta. Fiz minha apresentação como professor e pesquisador dos temas a serem trabalhados nesta produção, reforçando a importância da participação de todos para o desenvolvimento exitoso deste trabalho. Foi explicado neste momento que o projeto envolve a Geografia e o conceito de lugar.
8 Preparou-se uma dinâmica de apresentação e integração visando “instigar” o sentimento de união e
cooperação no grupo, que é formado por alunos de salas e séries distintas, com idades diversas, e conhecimento e desenvolvimento em diferentes níveis. Nesta dinâmica solicitou-se aos alunos que ficassem de pé e em círculo e, ainda, que cada participante falasse seu nome e o associasse a um gesto; todos os outros repetiram o nome e o gesto realizado. Essa atitude foi repetida e, no sentido horário dentro do círculo, todos falaram o nome e associaram a outro gesto, repetindo e somando as repetições dos nomes e dos gestos de cada participante. O objetivo foi estimular a criação e manutenção de um ambiente harmônico, no qual as diferenças fossem respeitadas e se tornassem complementaridades, fato essencial para o trabalho em equipe.
Foi feita uma breve exposição para a equipe sobre o histórico e a evolução tecnológica e social da linguagem audiovisual, mostrando características antigas e atuais da mesma, e como este tipo de código foi e está sendo incluído na educação formal e difundido na sociedade diante da popularização das novas TIC. Na oportunidade definiu-se o tipo de gênero9 do vídeo.
Alguns alunos demonstraram conhecimento sobre o conceito de lugar e, na escolha do gênero para o vídeo, a maioria optou pela “reportagem” como forma ideal de expor o tema e seus objetivos. É importante ressaltar que, embora a escola passasse por uma greve de professores na data desta reunião, estiveram ausentes apenas dois alunos.
Iniciou-se a segunda reunião com uma breve retomada do que foi visto na reunião anterior. Além da exposição dialogada, o planejamento desta reunião previa algumas dinâmicas envolvendo o trabalho em equipe e o uso do celular para a captação de imagens. A dinâmica de integração da equipe – a cantiga: “Escravos de jó”10 – aconteceu de maneira excelente; no início alguns não queriam nem entrar no círculo, mas com o desenvolvimento das ações, todos participaram da construção coletiva da música e da coreografia, feita com tampas de garrafa pet.
Em relação à presença dos alunos, tivemos quatro ausências, ainda atribuídas ao movimento grevista. Entretanto, os presentes participaram ativamente em todos os momentos, destacando a atividade que envolveu a captação de imagens com o celular.
Na atividade seguinte, de treinamento dos planos de enquadramento de imagens,11 foi pedido para os alunos que estavam com os seus smartphones – os que não tinham o aparelho formaram grupos com aqueles que tinham – fizessem algumas fotografias de elementos e paisagens distintas. Foram escolhidos para estas fotografias: o pátio da escola, uma mesa ou carteira escolar e o rosto de um dos membros da equipe.
9 O gênero é a descrição da categoria do filme ou produto audiovisual, nele se percebe a natureza ou
elementos em comum que identificam os filmes e os distinguem dos outros (Moletta 2014b, p. 116).
10 De acordo com essa dinâmica, foi digitado o título da cantiga na tela e os alunos foram estimulados
a construir coletivamente a escrita de sua letra; em seguida, a maneira de cantar e, depois, a execução da coreografia com tampinhas de garrafa pet. A ideia era que com a colaboração de todos, mesmo dos que estavam tímidos ou não sabiam nada desta cantiga, fosse possível executar a coreografia cantada e mostrar que a união dos saberes e da ação de todos pode fazer acontecer, conforme espera-se desta produção videográfica. O procedimento citado foi adaptado de: AME – Treinamento e Desenvolvimento. Disponível em: http://ameconsultoria.com.br/dinâmicas/16/
Em seguida, foram apresentados alguns tipos de plano de imagem12 para vídeo utilizados em gravações – visando a assimilação destas informações para aplicação na roteirização e na produção.
Percebeu-se a espontaneidade da maioria dos alunos em fotografar com os seus smartphones, mesmo mostrando timidez ao perguntarem se já era para o vídeo (Figuras 16, 17 e 18).
Figura 16 – Escola Jacira Medeiros: Alunas fazendo captação de imagens do pátio da escola (representação do plano geral), 2017.
Figura 17 – Escola Jacira Medeiros: Captação de imagem da mesa do professor na sala de vídeo (representação do plano médio), 2017.
FONTE: Luciano Reis, 2017. FONTE: Eduardo Costa, 2017.
Figura 18 – Escola Jacira Medeiros: Captação da imagem do rosto do aluno Robert David (representação do primeiro plano), 2017.
FONTE: Ana Carla, 2017.
12 De acordo com Moletta (2014c, p. 117) um plano de imagem “é a área de imagem gravada na qual
dererminamos o que vai aparecer na tela, de modo que forneça informações suficientes sobre a história que está sendo mostrada ao espectador e possibilite a sua compreensão”.
Verificou-se durante a explicação sobre os tipos de planos de imagens e o comparativo com as fotos feitas pelos alunos, que alguns deles precisavam de mais orientações como estas para despertar a preocupação com a qualidade do vídeo e o planejamento para captação de imagens antes de fazê-las.
Este momento também foi de estímulo aos alunos a fotografarem e fazerem, espontaneamente, fotografias e vídeos das reuniões para composição das cenas de bastidores dos créditos de gravação, como do próprio vídeo (Figuras 19, 20, 21 e 22).
Figura 19 – Escola Jacira Medeiros: Mediação da construção do texto da cena 07, 2017.
Figura 20 – Escola Jacira Medeiros: Momento antecedentes a gravação da cena 02, 2017.
FONTE: Guilherme Rodrigues, 2017. FONTE: Guilherme Rodrigues, 2017
Figura 21 – Escola Jacira Medeiros: Mediação para captação de imagens para a cena 08, 2017.
Figura 22 – Escola Jacira Medeiros: Momento espontâneo da edição de cenas, 2017.
Na continuidade, treinou-se a identificação de sons. Esta atividade consistiu na emissão de diversos tipos de sons, barulhos ou ruídos, isolados ou mistos com outros, a fim de que os alunos os identificassem, estimulando o reconhecimento dos sons utilizando apenas o sentido da audição e a importância da identificação de emissões sonoras que possam atrapalhar uma captação de áudio em uma produção videográfica. Este momento foi bastante divertido e produtivo, visto que os alunos se empolgaram e cada um queria ser o primeiro a cada som emitido.
Em sequência, foi exibido um vídeo chamado “Dicas para filmar com o celular” feito por estagiários da TV Senado13, onde são exibidas orientações de como melhor utilizar os planos, enquadramentos, iluminação, sons e captação de áudios em filmagens utilizando smartphones. Neste momento, os alunos comentaram o vídeo orientados pelas seguintes questões: O que eu aprendi sobre filmagens com o celular ao assistir este vídeo? Qual a dica que eu posso dar como contribuição para melhorar a qualidade de vídeos feitos com o celular?
O objetivo foi desenvolver o conhecimento prático de como melhor utilizar o próprio smartphone em filmagens compartilhando as informações do vídeo apresentado e aquelas trazidas pelos alunos. Para verificar o poder de observação dos alunos a respeito de elementos que qualificam ou não uma filmagem feita com celular na escola, outros vídeos feitos por estudantes em trabalhos escolares foram exibidos e, novamente, os alunos teceram comentários, orientados pelas seguintes perguntas: O que você acha que ficou muito bom neste vídeo? O que você acrescentaria ou mudaria nesta produção videográfica? Os vídeos escolhidos para exibição neste momento da reunião duraram entre 3 e 7 minutos e os gêneros destas produções são: Reportagem, filme e um clip musical com paródia14.
Este momento refletiu bem o planejamento e surgiram algumas perguntas, além de diversas sugestões e opiniões para melhoramento dos vídeos exibidos. Perceberam-se nas atitudes e falas dos alunos que eles demonstraram preocupação com a qualidade do produto (vídeo) ao qual se dispuseram a produzir.
13 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HmAAtVBMi68. (acesso em: 13/05/2017 às
22:51:38 hs)
14 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=a7yNZTVXfLk>, (acesso em: 14/05/2017 às
00:13:03 hs)
<https://www.youtube.com/watch?v=VPiJcND3Bhw>, (acesso em: 14/05/2017 às 15:15:09 hs) <https://www.youtube.com/watch?v=0UP_1UH6vis> (acesso em: 14/05/2017 às 15:37:44 hs)
Visando uma melhor preparação dos alunos para elaborarem suas contribuições para o roteiro da produção videográfica, foram orientadas algumas atividades para serem desenvolvidas até a próxima reunião.
A primeira foi sobre a necessidade de pesquisar e se aprofundar mais sobre a produção de vídeos com o celular. Para estimular o saber e mostrar a arte e o conhecimento que pode ser retratado em um vídeo – sugeriu-se assistir o filme (documentário) Lixo Extraordinário15.
Em seguida, utilizando o livro didático adotado na escola para este ano na disciplina de Geografia16, os alunos foram orientados a apontar conteúdos que, para eles, apresentassem o conceito de lugar e qual a relação de temas aparentemente distantes em relação aos seus lugares. A intenção foi estimular os alunos a relacionar o conceito de lugar a realidade vivenciada na escola de acordo com suas percepções. As sugestões trazidas foram consideradas e, enquanto professor mediador, foi facilitada esta aproximação por meio da linguagem audiovisual.
Iniciou-se a terceira reunião com a verificação de quem havia cumprido as orientações de estudo passadas na reunião anterior e poucos haviam realizado. Destacando a tarefa dos alunos observarem no livro didático os conteúdos que apresentavam o conceito de lugar. Nenhum dos alunos realizou esta tarefa.
Novamente realizou-se o exercício de analisar um vídeo feito por estudantes para estimular o senso crítico sobre a qualidade de produções videográficas feitas em escolas. Para este momento, utilizou-se o vídeo intitulado: “Este é o meu lugar, e o seu?”17 Este vídeo foi produzido por este professor/pesquisador, com o apoio de alunos do 7º ano da Escola Municipal Jacira Medeiros, no intuito de participar do II Festival de Vídeos Estudantis realizado pela Prefeitura de Parnamirim/RN no ano de 2016.
Este vídeo-documentário foi apresentado para estimular os alunos a mostrarem, através das câmeras, alguns dos seus lugares de vivência na escola, aproximando esta visão do conceito de lugar. Os alunos contribuíram com comentários direcionados pelas perguntas formuladas na reunião anterior: O que você
15 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=61eudaWpWb8 (acesso em: 14/05/2017 às
17:25:01 hs)
16 A coleção utilizada no ano letivo de 2017 na Escola Municipal Jacira Medeiros intitula-se Expedições
Geográficas, 2ª edição de 2015 da Editora Moderna e de autoria de Melhem Adas e Sérgio Adas.
17 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fV-8CYjI04A. (acesso em: 14/05/2017 às 21:07:49
acha que ficou muito bom neste vídeo? O que você acrescentaria ou mudaria nesta produção videográfica? Os alunos transpareceram em suas falas mais intimidade ao analisar um vídeo feito em um espaço considerado lugar para eles, e deduziu-se haver mais propriedade nas opiniões ao tratarem tecnicamente um ambiente já conhecido pelas realidades vivenciadas.
Procedeu-se em sequência com a apresentação de um esboço, chamado aqui de roteiro18 preliminar (Quadro 02) aos alunos, que está norteado pelo tema – o conceito de lugar e os lugares de vivência no espaço escolar – e com o esboço de cenas idealizadas e planejadas por este professor pesquisador.
Quadro 02: Escola Jacira Medeiros: Roteiro preliminar apresentado para construção do roteiro final, 2017.
Cena 01
Descrição: Inicia-se com um efeito de abertura que se segue de uma apresentação da escola, do
professor e da atividade a ser desenvolvida. Pretende-se que um dos alunos faça a narração do texto inicial do vídeo e que sejam utilizadas imagens e vídeos da escola feitos pelos alunos para esta cena.
Cena 02
Descrição: Alunos e professor estão dentro de uma sala de aula e iniciam um diálogo sobre o
conceito de lugar e os lugares de vivência. Na sequência, o professor apresenta para os alunos um vídeo onde o conceito de lugar é explicado.
Cena 03
Descrição: Vídeo sobre o conceito de lugar na Geografia (Autoria do professor Luciano Reis) Cena 04
Descrição: Alunos e professores retomam o diálogo e o professor faz a proposta de atividade para
que os alunos produzam um vídeo onde eles mostram os seus lugares de vivência no espaço escolar com base no que entenderam sobre o conceito de lugar.
Cena 05
Descrição: Pretende-se mostrar brevemente o trabalho dos alunos na construção dos vídeos sobre
seus lugares na escola.
Cena 06
Descrição: Retoma-se o diálogo entre alunos e professor, seguindo com a exibição dos vídeos feitos
pelos alunos.
Cenas dos lugares na escola
Descrição: A quantidade de cenas dos lugares dos alunos na escola e a sua descrição está aberta
para a construção que ainda está por acontecer
Cena de finalização do trabalho com os alunos
Descrição: Novamente, o diálogo entre alunos e professor e retomado na sala, onde são feitas as
considerações sobre os vídeos exibidos.
Cena de finalização do vídeo
Descrição: Em uma fala individual, o professor faz suas considerações sobre o trabalho realizado. Cena dos créditos
Descrição: Com imagens e legenda, serão dados os devidos créditos referentes a todas as cenas Cena do Making of
Descrição: Breve registro dos acontecimentos nos bastidores das gravações.
FONTE: Luciano Reis, 2017.
18 O roteiro apresentado no Quadro 02 é uma versão preliminar, criada diante do que já foi visto nas
reuniões anteriores para que, partindo dele, se desenvolva o roteiro completo, encontrado no apêndice deste relatório.
Este roteiro19 se estrutura previamente com uma apresentação do recorte- espacial e do tema do vídeo, das cenas20 que visam exibir o desenvolvimento do tema e uma finalização, com o fechamento de ideias e as considerações sobre o trabalho realizado.
Estas cenas se baseiam no gênero escolhido para o vídeo (reportagem) e está aberto tanto para a construção dos diálogos e falas como para inclusão ou retirada de algumas cenas.
Neste momento surgiu uma dificuldade: a mesma disposição de opinar sobre os vídeos não apareceu neste momento da criação. Tentamos discutir a roteirização no modelo de mesa redonda, e, apesar do trabalho de mediação e do estímulo com a promoção de uma “tempestade de ideias” para serem aplicadas na construção das cenas do roteiro, a participação iniciou-se abaixo do esperado (Figura 23). Esta situação retrata a importância de que o professor incentive a participação e faça a mediação intencionando aproximar alunos e saber a ser construído.
Figura 23 – Escola Jacira Medeiros: Elaboração do roteiro, 2017.
FONTE: Guilherme Rodrigues, 2017.
19“Organização escrita de imagens, sons, textos e diálogos a fim de contar uma história numa obra
audiovisual”. (Moletta 2014c, p. 118).
20 “Sequência de diversas ações acontecem num mesmo lugar, num mesmo tempo cronológico”
Visando estimular a criação neste momento, iniciou-se uma conversa sobre o conceito de lugar e este diálogo foi gravado sem que os alunos percebessem. Foram feitas várias perguntas sobre o conceito de lugar, a escola, a relação deste conceito com o conteúdo do livro e o que, para eles, seria lugar dentro da escola. Este áudio contribuiu com a construção das falas e personagens das cenas dialogadas e a ação estimulou os alunos a participarem um pouco mais.
Foi feita a proposta para eles se dividirem em grupos e elegerem os espaços dentro da escola que consideram lugares, de acordo com o significado atribuído ao lugar de vivência e aos seus conhecimentos sobre o conceito de lugar. Os alunos foram orientados a percorrerem a escola e elaborarem um pequeno texto, que seria utilizado na narrativa das cenas, nas quais mostrariam e descreveriam esses lugares. Observaram-se os grupos nesta tarefa para mediações e orientações, e todos conseguiram realizá-la. Não houve tempo para continuar a execução do planejamento e para a conclusão do roteiro, sendo necessário agendar uma reunião extraordinária para conclusão desta etapa. A disposição dos alunos a partir de então foi surpreendente, inclusive sugeriram vir em um sábado para adiantar o roteiro e as gravações. Diante do que foi dito, marcou-se uma reunião extraordinária para a continuidade da construção do roteiro.
Esta reunião extraordinária iniciou-se com a análise dos textos escritos pelos alunos sobre os lugares os quais escolheram para retratar no vídeo e as orientações para os ajustes necessários, pensando também nas imagens que seriam captadas para a montagem das cenas que mostram estes lugares de vivência na escola. Na oportunidade, também foram definidos àqueles que iriam realizar as narrações dos textos para o áudio destas cenas.
Para as cenas onde houve um diálogo entre professor e alunos foi reproduzido o áudio da gravação sobre a conversa acerca do conceito de lugar e da escola feita na reunião anterior, visando orientar a definição dos personagens, suas falas e posicionamentos nestas cenas. Posteriormente, foi apresentado aos alunos o texto da cena inicial do vídeo onde há uma apresentação do tema da produção videográfica e da escola, e foi escolhido um deles para narrar este áudio.
Nesta reunião os alunos deram sugestões de como mostrar o conceito de lugar nos espaços considerados lugares por eles próprios; acerca da construção do roteiro e distribuição das funções e papeis para a gravação do vídeo, incrementos de acessórios e falas para alguns personagens e cenas. Realizou-se uma mediação
acerca das sugestões e opiniões vindas da equipe para que a construção coletiva do roteiro fosse a mais proveitosa possível.
Concluída a construção do roteiro, foi montado uma agenda de gravação. Para tanto, aos alunos foi apresentada a técnica de tratamento,21 recorrente em produções videográficas por facilitar a conferencia daquilo que o roteiro pede para a construção das cenas no instante das gravações. Este foi o momento em que todos puderam visualizar e contribuir, sugerindo ou não ajustes nos tipos de áudio e imagens a serem utilizados e o alinhamento final da sequência das cenas.
Com estas ações, foi finalizado o roteiro (ver apêndice) e preparada a agenda de gravação para a reunião seguinte, colocando em uma sequência adequada à realidade as cenas a serem gravadas. Foi solicitado aos alunos que na reunião seguinte trouxessem algumas imagens fotográficas ou videográficas de seu acervo – construído nos momentos de utilização do celular nas reuniões – que possam compor as cenas.
Seguindo a sequência de ações, conforme a agenda de gravação, procurou-se dispor de uma logística necessária – que contou com uma câmera digital, um computador, um projetor multimídia, 4 celulares smartphones dos próprios alunos e dois tripés – ao que pede o roteiro para iniciar a fase de produção, otimizando o tempo e minimizando a possibilidade de imprevistos. Definidas as funções de cada participante para a gravação das cenas, a ordem dessas gravações e a logística necessária para tanto, os alunos compreenderam bem a proposta e se mostraram bastante empolgados para o trabalho de produção.