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1.4 Plan de la thèse

2.1.2 Types de données

A notação BPMN foi desenvolvida pelo Object Management Group (OMG), com o objetivo de fornecer uma notação facilmente compreensível pelos diferentes intervenientes nas atividades da organização: desde os analistas de negócios, que elaboram os primeiros esboços dos processos, até aos gestores das organizações, passando pelos técnicos responsáveis pela implementação tecnológica que irá executar os processos. É assim criada uma linguagem comum, percebida pelos intervenientes desde a conceção do processo até à sua implementação (OMG, 2011).

46 Segundo é referido no documento da OMG (2011:1), a notação BPMN representa um conjunto das melhores práticas utilizadas na modelação de negócios. A intenção ao criar esta notação foi a de estandardizar a notação e modelação de processos, face a um conjunto de notações e pontos de vista que existiam. Entre as várias notações e modelos que foram considerados, os membros da OMG destacam: “UML Activity Diagram, UML EDOC Business Processes, IDEF, ebXML BPSS, Activity- Decision Flow (ADF) Diagram, RosettaNet, LOVeM, and Event-Process Chains (EPCs)”.

A notação BPMN é constituída por um conjunto de elementos básicos de modelação. A tabela 2.5 mostra os vários elementos básicos. Para cada elemento é, por vezes, ainda possível encontrar subtipos de elementos.

Tabela 2.5 – Elementos de Modelação Básicos

Elemento Descrição Notação

Evento (Event) Um acontecimento que desencadeia uma reação da organização

Tarefa (Activity)

É uma atividade indivisível que está incluída dentro do processo. Pode ser realizada por uma pessoa ou por uma máquina.

Ponto de decisão (Gateway)

É utilizado para controlar a divergência e a convergência dos fluxos de sequência no processo Fluxo de Sequência

(Sequence flow)

Utilizado para mostrar a ordem com que as tarefas do processo são realizadas.

Fluxo de mensagem (Message flow)

Utilizado para mostrar o fluxo de mensagens entre dois participantes que estejam preparados para as receber e enviar. Serve para mostrar fluxos entre participantes de pools/piscinas diferentes.

Associação (Association) Utilizado para associar informações e artefactos com objetos do fluxo

Piscina (Pool)

Representa um participante no processo. Um participante pode ser uma entidade (empresa, etc.) ou pode ser uma função específica dentro da entidade (vendas, produção, etc.)

47 Pista (Lane)

É uma repartição dentro da Piscina. Pode ser utilizada para organizar e categorizar tarefas

Objeto de dados (Data Object)

Fornecem informações sobre como os documentos, dados e outros objetos são usados e atualizados durante o processo. Podem ser usados para representar objetos eletrónicos ou físicos

Mensagem (Message)

Utilizado para descrever o conteúdo de uma comunicação entre dois participantes.

Grupo (Group)

Artefacto que fornece um mecanismo visual para agrupar elementos de um diagrama informalmente.

Anotação (Text annotation)

Mecanismo para que o modelador forneça informações adicionais para o leitor do diagrama.

Fonte: Adaptado de OMG (2011:29-30) e Bizagi Process Modeler v.2.1.0.1

Estes elementos são depois dispostos sobre um diagrama do processo. Podem ser utilizadas “piscinas” e “pistas” para um melhor entendimento do processo. Segundo Owen e Raj (2003), ao colocar os processos em “piscinas” e “pistas”, está-se a especificar quem faz o quê, no caso dos eventos, onde é que eles ocorrem e, no caso dos pontos de decisão, onde as decisões são tomadas e quem as toma.

Alguns elementos básicos são depois desdobrados em vários elementos (tabela 2.6). Por exemplo, os eventos podem ser de início, intermédios ou finais. Os eventos de início representam o início de processo e não podem ser antecedidos por outros elementos. O mesmo acontece com os eventos de fim que, ao representarem o fim do processo, não podem continuar (OMG, 2011).

48 Tabela 2.6 – Tipos de Eventos

Inicial Intermédio Final

Fonte: Adaptado de OMG (2011:31)

Outro elemento também desdobrado são os pontos de decisão, que podem ser “exclusivos” “paralelos”, “complexos”, “baseados em eventos” ou “inclusivos” (tabela 2.7). Estes elementos podem ser divergentes ou convergentes. Os primeiros correspondem a situações em que vários caminhos saem do ponto de decisão e os segundos quando vários caminhos confluem para o ponto de decisão.

Os pontos de decisão “exclusivos” divergentes são pontos para criar caminhos alternativos num processo, apenas podem seguir um dos fluxos. Os pontos de decisão “exclusivos” convergentes possuem um ou mais fluxos, mas, num momento do tempo, o processo apenas pode vir de um dos fluxos.

Os pontos de decisão “paralelos” significam que o processo segue os vários fluxos, ou seja, podem desencadear várias tarefas simultaneamente, ou podem chegar vários fluxos ao ponto de decisão.

Os pontos de decisão “complexos” divergentes mostram que o utilizador pode escolher se o processo vai seguir um ou mais dos caminhos possíveis. Nos pontos de decisão “complexos” convergentes, o processo pode seguir para o ponto seguinte, se o processo cumprir uma determinada condição.

Os pontos de decisão “baseados em eventos” dependem de mensagens ou eventos externos ao processo. Estes pontos de decisão apenas são divergentes.

Os pontos de decisão “inclusivos” divergentes analisam várias condições de forma independente, e cada condição pode ser ou não ativada, podendo as várias combinações serem todas ativadas ou não ser nenhuma. Deverá sempre existir um caminho alterativo, para o caso de nenhuma das condições ser cumprida. Os pontos de decisão “inclusivos” convergentes servem para sincronizar

49 vários caminhos que foram ativados por um ponto de decisão inclusivo divergente. Só quando todos os ramos estiverem cumpridos é que o processo continua.

Tabela 2.7 – Tipos de Pontos de Decisão

Exclusivo Paralelo Complexo

Baseado em Eventos

Inclusivos

Ou Ou

Fonte: Adaptado de OMG (2011:34)

Estes são apenas exemplos de elementos básicos cujo desdobramento é possível. No presente trabalho não se avança para uma análise exaustiva dos elementos, uma vez que seria quase um replicar do manual de BPMN, até porque tornaria o trabalho demasiado extenso, com pouco valor acrescentado, dado que muitas vezes apenas tem uma utilização limitada a situações muito específicas.