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2.2 Description de Nessie

2.2.4 Algorithme de construction sémantique

Este ponto do trabalho trata da descrição das razões subjacentes à revisão do PROQUAL. Os motivos da revisão assentam em aspetos tratados na revisão da literatura.

85 As motivações para desencadear o processo de revisão do PROQUAL decorreram de fatores externos ao PROQUAL e à Universidade de Évora e de fatores internos relacionados com a aplicação prática do programa da qualidade.

Na altura da preparação da primeira versão do PROQUAL não era conhecido o modelo do sistema de garantia da qualidade proposto pela A3ES. Apenas com o trabalho do Prof. Machado dos Santos (Santos, 2011) é que se ficaram a conhecer os referenciais para um sistema interno de garantia da qualidade. Esses referenciais, embora mantendo a vertente do ensino/aprendizagem como o aspeto central, basicamente assente nos ESG da ENQA, enunciam um conjunto de referenciais para outras áreas da universidade, com o intuito de tornar o sistema de garantia da qualidade num sistema mais abrangente, aplicado a toda a universidade.

Ao verificar-se que a primeira versão do PROQUAL não assegurava a garantia da qualidade das várias vertentes apresentadas, foi realizada uma revisão para adaptar o PROQUAL a esta nova realidade.

A nova versão do PROQUAL assenta a sua estrutura nos referenciais da A3ES, embora com as adaptações necessárias para salvaguardar as especificidades da Universidade de Évora. Existem referenciais agregados num único capítulo, ao mesmo tempo que foram criados capítulos próprios para aspetos particulares da Universidade.

Da comparação entre os referenciais e a nova estrutura do PROQUAL pode verificar-se que a evolução do modelo foi realizado para concretizar a aproximação da estrutura do PROQUAL aos referenciais, com o objetivo de aproximar o sistema de garantia da qualidade da Universidade ao espírito do sistema de garantia interna proposto pela A3ES e para que o PROQUAL pudesse integrar o processo experimental de certificação da A3ES. Uma das razões para este objetivo ser apresentado deriva da possibilidade de as instituições de ensino superior poderem usufruir de um sistema de avaliação externo mais leve, embora em moldes ainda a definir.

Na nova estrutura do PROQUAL pode observar-se a criação de um capítulo próprio para a avaliação das Unidades Orgânicas (Escolas e IIFA), dadas as especificidades destas não permitirem uma avaliação semelhante aos restantes serviços, e a necessidade de avaliar a componente de ensino/aprendizagem.

86 Ao nível de agregações de referenciais, as relações com o exterior e a internacionalização ficaram no mesmo capítulo, uma vez que se considerou a segunda como uma particularização das relações com o exterior. No PROQUAL, o capítulo do sistema de informação integra um ponto denominado “divulgação da informação” com os aspetos considerados no referencial 9, informação pública, porque a disponibilização da informação da Universidade de Évora assenta quase totalmente no SIIUÉ, que é o sistema de informação da Universidade.

Em relação à anterior versão do PROQUAL, as diferenças são muitas. A organização é diferente, pelo que nem se justifica fazer uma comparação entre as duas estruturas, mas salientam-se todas as novas vertentes integradas no PROQUAL, como a investigação, as relações com o exterior e a avaliação dos serviços.

Ao nível dos fatores internos que motivaram a revisão do PROQUAL, salientam-se aspetos relacionados com a sua operacionalização, como a dificuldade em fechar o ciclo de melhoria contínua. Verificou-se a existência de um conjunto de procedimentos de avaliação como a aplicação, tratamento e elaboração de relatórios sobre os inquéritos aos alunos, cujos resultados não desencadeavam procedimentos para corrigir as não conformidades detetadas, ou seja, o sistema não considerava o conceito de melhoria contínua. Existia a perceção de que o problema podia derivar de uma falta de clarificação de responsabilidades no processo de garantia da qualidade, assim como de uma ineficiente calendarização do processo.

Para corrigir estes problemas, procurou-se aproveitar os conhecimentos teóricos existentes, principalmente ao nível da gestão por processos, porque, embora a universidade não tenha explicitamente uma abordagem por processos, verifica-se que cada grande área de intervenção do PROQUAL pode constituir um macroprocesso, como seja o ensino/aprendizagem, a investigação, as relações com o exterior. Deste modo, é possível pensar no PROQUAL segundo uma lógica de gestão por processos, nomeadamente ao nível dos processos de garantia da qualidade.

Esta abordagem por processos foi materializada na modelação dos processos de garantia da qualidade da Universidade de Évora, de modo a clarificar responsabilidades, assim como a definir a calendarização das tarefas. Também foi uma forma de facilitar a compreensão do sistema de garantia da qualidade da Universidade de Évora a qualquer pessoa.

Esta clarificação de responsabilidades ainda se tornou mais imperiosa, decorrente do alargamento da área de intervenção do PROQUAL, evolução que o tornou mais complexo. Outro aspeto deriva de

87 alguma dispersão de regulamentos e normas relacionados com a garantia da qualidade que, ao realizar a modelação, permite, através de anotações, guiar os intervenientes até às normas apropriadas.

Para além da clarificação dos processos, pretendeu-se com esta revisão criar os chamados critérios de gestão. Estes critérios pretendem ser facilitadores das decisões a tomar, procurando incorporar nas decisões indicadores objetivos, em detrimento de apreciações subjetivas do decisor. Estes indicadores permitem diferenciar as situações conformes das que apresentam desvios à qualidade requerida, sobre os quais deverão recair procedimentos de melhoria contínua.

A componente prática deste trabalho de projeto é trabalhar estas questões da modelação dos processos de garantia da qualidade e da definição dos critérios de gestão, através do teste a diversas variáveis.

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4. METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO TRABALHO DE PROJETO