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Types d’alliance dans un service complexe

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Services d’information

2.4 Service complexe d’information

2.4.2 Types d’alliance dans un service complexe

O DM, seguindo a tendência de crescimento apresentada pelas DCNT, vem aumentando no Brasil, assim como em todo o mundo, impulsionado pela mudança no perfil epidemiológico, associado ao aumento da expectativa de vida, bem como a modificação no estilo de vida da população. O controle ineficaz deste agravo leva ao surgimento de complicações de ordem micro e macrovascular, em especial o pé diabético e as amputações decorrentes do DM. Muitas ações foram pensadas e criadas para combater este quadro, entre elas a criação e implementação da Lei Federal nº 11.347/06, que dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos, materiais para aplicação de insulina e monitorização da glicemia capilar, para usuários portadores do DM cadastrados nos programas de controle do diabetes e nas unidades de saúde.

Apesar da prevalência do DM no Brasil ter aumentado no período estudado, as taxas de prevalência do pé diabético e amputações por diabetes calculadas para as RAU intermediárias diminuíram. Contudo, não é possível se creditar este fato apenas ao acesso aos medicamentos, que é importante, mas não a única via para o controle glicêmico e prevenção de complicações. Em relação à distribuição espacial dos agravos no país, observou-se um padrão de distribuição não homogêneo no território, onde existem regiões com prevalências bem maiores que em outras, em ambos os períodos de estudo, com aglomerações nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Essas regiões são as que mais sofrem impacto das desigualdades na distribuição de renda, condições de educação insatisfatórias e falta de acesso aos serviços de saúde. O autocuidado desses pacientes deve ser a principal estratégia de prevenção de avanço da doença, não apenas no consumo dos medicamentos adequados, mas do controle dos demais fatores de risco, como obesidade, tabagismo e inatividade física.

Em relação ao acesso aos serviços de saúde na AB e aos principais profissionais no cuidado do DM (médicos e enfermeiros), a análise apontou que as regiões com maiores prevalências apresentam as menores proporções de estabelecimentos para a população em risco. Isso demonstrou uma fragilidade do sistema de saúde em um país continental, e que não basta apenas ter garantido o acesso aos medicamentos para assegurar o controle das complicações do DM, mas que se faz necessário que as unidades de saúde estejam presentes em número suficiente em todo o território nacional, que hajam profissionais suficientes e capacitados no cuidado desses pacientes, que sejam criadas e implantadas

políticas públicas específicas para o quadro apresentado, principalmente relacionadas à educação em saúde.

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