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Hora de limpar a “frasqueira”, como diria Caio F., refletir sobre a longa jornada e dar baixa nos arquivos. Sintetizemos a travessia: partimos do Plano

de viagem que norteou as duas faces do jogo auto(alter)ficcional: a dos

viajantes e a dos performáticos. No entanto, é preciso esclarecer que essas duas faces não são polos opostos, como pode transparecer (duas faces da moeda) no início da tese. Por quê? Justamente por não existir margem/fronteira entre eles. Os dois embarques são complementares, estão em rede. A descoberta ocorreu após associar fios soltos, relacioná-los a tantos outros e em diferentes gêneros literários. Os nativos “colados” ao Passo, assim

como outros viajantes do Embarque I, por exemplo, reencenam nas cartas do

Embarque II. Há um vai e vem que não cessa. Ou seja, a rede se expande, não

se estanca, está em movimento.

Rede que é intrínseca à performance e, por isso, permite movimentos inter-relacionados que seguem o fluxo da iterabilidade. E o que nos parecia tão paradoxal lá no Plano de viagem – o viajante (sempre de passagem, fora de cena) e o performático (ao vivo, em cena) – não é. Ambos viajam, interagem, encenam, reencenam e reiteram-se na grande rede de si/outros de Caio F.

Ao jogar sem regras, CFA faz também uma dramatização de si ao criar suas personae. (Re)apresenta um elenco de outros de si em sua (re)atuação como performer. Após criar Caio F. e embaralhar ainda mais o jogo, adicionando-lhe rubricas qualificativas, o criador o desliza das cartas para as crônicas de jornais, intensificando cada vez mais o fluxo da iterabilidade dessa

persona.

Mais: assim como Dulce Veiga, a mais andarilha de suas personagens, Caio F. também se desloca das páginas impressas para o cinema e para a Internet. Além do filme Onde andará Dulce Veiga? ter sido dedicado a Caio F.,

Eternamente teu, Caio F. foi lançado no Festival do Rio, em 2014, com direção

de Candé Salles. Em outro recente filme Sobre sete ondas verdes espumantes, de Bruno Polidoro e Cacá Nazario (2014), sobre vida e obra de CFA, Caio F. se “reapresenta” em título de um quadro-retrato de CFA, postado ao lado do amigo Luciano Alabarse. E reiteramos: Caio F. é fenômeno na internet. Parece ser o reino do outro de si que não cessa de iterar também em diferentes mídias.

Se o prefixo de iterabilidade – iter, vem de itara – que significa outro em sânscrito (DERRIDA, 1991, p. 116), Caio F. é o outro (a ausência e não a presença) de CFA. Mais: “a iterabilidade estrutura a própria marca de escrita, qualquer que seja aliás o tipo de escrita (pictórica, hieroglífica, ideográfica, fonética, alfabética)” (DERRIDA, 1991, p. 356). Ao reiterar-se, é na escrita que Caio F. exercita a iterabilidade.

Por essa perspectiva, o Diário de bordo é mais alterficção do que autoficção. Até por ser assinado por Caio F., o outro, aquele que triunfa como a marca da escrita, o representante, o herdeiro, a persona mais iterável que se mescla, substitui e/ou sobrepõe o nome do autor. Afinal, “o outro governa a

experiência do escritor” (DERRIDA, 1973, p. 174), já que o auto, “o quanto-a-si ou o para-si, a subjetividade ganha em potência ou em domínio sobre o outro à medida que seu poder de repetição se idealiza” (DERRIDA, 1973, p. 202).

Por outro lado, sabemos que Caio Fernando Abreu viveu loucamente pela e para a literatura. Visceralmente fez sangrar em sua escrita o mais sórdido e o mais sublime da condição humana. Fez de suas viagens existenciais & lisérgicas, da solidão e da crueza urbana, do amor/desamor, dos medos & desbundes de sua geração matérias-primas transfiguradas em ficção de si/outros. Deu voz a tantos outsiders, estranhos estrangeiros, sem vez e sem nomes. Escreveu não só a sua vida pelo triunfo da Senhora Vida como ins(es)creveu a própria morte. Esticou o mais que pôde o fio de sua existência com a ferramenta mais nobre e transformadora que tinha em mãos: a escrita. Fez da sua espatifação um grande jogo de performance alterficcional, mas que também não deixa de ser, em parte, autoficcional.

E chegamos a uma aporia de difícil solução: é auto ou alterficção? Parece-nos tender mais para o reino do outro. Por isso, arriscamos: Caio

Fernando Abreu por Caio F., o de si já tão contaminado pelos rastros dos

rastros ou dos restos dos rastros do outro também de si. O de si entremeado/contagiado de tal forma no outro, a ponto de Caio F. ter sido eleito como herdeiro por Caio Fernando Abreu para nomeá-lo e imortalizá-lo em seu próprio epitáfio, que voltamos a ecoar: “Caio F. que tanto amou”, de novo, o outro de si, mas para si.

Contudo, seria um equívoco radicalizar e bater o martelo: é isto ou aquilo. Primeiro, porque a teoria da autoficção/escrita de si – tão impregnada de outros de si – não está consolidada. Permanece em andamento e não há uma teoria específica chamada alterficção. Segundo: da grande rede do escritor gaúcho, dos ecos de “Nada além”, os infindáveis fios labirínticos nos conduzem a “Tudo além”: sem classificações nem rótulos, mas sempre em busca de outras conexões ao conclu...Ir/Indo.

E “que seja doce”, ressoam os dragões. Sem amarras e em voos livres, contra-assinamos.

Linda Kogure

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