CHAPITRE II : RESEAUX D’ACCES OPTIQUES
II.12 Types de réseaux d’accès PON et Normalisations
II.12.2 Pourquoi le TWDM-PON ?
Em sistemas de produção de pequena escala, é raro observar danos severos causados por pragas e doenças, e isso ocorre devido ao maior isolamento entre plantios, maior rotação de área de cultivo e à menor população de insetos. Quanto mais intensivo é o sistema de produção, maior a oportunidade de ataque de pragas e doenças e maior deve ser o cuidado para evitar a ocorrência de danos econômicos. Para a cultura da batata-doce o controle fitossanitário é ainda mais relevante, porque a maioria das pragas e doenças importantes causam danos às raízes, depreciando o produto (SILVA et al., 2002; FRANÇA & RITSCHEL, 1997; PEIXOTO et al., 1999).
As raízes da batata-doce estão sujeitas tanto ao ataque de pragas específicas, que se alimentam do tecido vegetal, quanto de pragas ocasionais que danificam as raízes apenas no momento da prova, ou seja, na busca por alimento. As larvas dos insetos fazem incisões de prova e, mesmo que não prossigam se alimentando do tecido vegetal, estas feridas se ampliam à medida que ocorre o crescimento lateral da raiz. Nesse aspecto, quanto mais precoce a infestação, maior a extensão do dano, além de maior oportunidade de produção de novas gerações de praga (AZEVEDO, 1995b; FRANÇA & RITSCHEL, 1997; FRANÇA & RITSCHEL, 2002).
Aproximadamente 270 espécies de insetos e 17 espécies de ácaros foram registradas no mundo como pragas da batata-doce em condições de campo ou armazenamento. Destaca-se entre elas a broca do coleto, que ataca eventualmente as raízes e a broca da raiz, considerada a
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principal praga dessa cultura em alguns países da região do Caribe, oeste da Índia, sul do Pacífico, América Central e América do Sul (incluindo o Brasil) (FRANÇA & RITSCHEL, 1997; BOFF et al., 1992).
Huang et al. (1986) e Miranda et al. (1987) mostraram que os insetos de solo são responsáveis por danos diretos à produção, afetando não somente a produtividade, mas também a qualidade, conservação e aspecto comercial das raízes tuberosas de batata-doce. As larvas da broca da raiz (Euscepes postfasciatus, Coleoptera, Curculionidae) abrem extensas galerias internas e externas na polpa, irregulares, longitudinais e transversais, que desvalorizam e alteram o aspecto físico, odor e sabor das raízes, tornando-as imprestáveis para o consumo humano ou animal. A raiz atacada apresenta casca preta e um pouco afundada na extensão das galerias formadas na polpa, onde, ao cortar a raiz, observam-se galerias de dois a três milímetros de diâmetro, enegrecidas (ASSI, 2001). Com o avanço do ataque os tecidos da raiz tendem a secar, adquirindo uma coloração mais parda, podendo ficar totalmente “mumificados” ou apodrecerem completamente. Além disso, as raízes atacadas ficam mais suscetíveis ao ataque de fungos e bactérias, e produzem terpenóides que trazem à raiz sabor e odor desagradável. Conforme Bondar (1930) e Marques (1933) apud Assi (2001), essa praga é cosmopolita, sendo encontrada em todas as regiões brasileiras e do mundo onde se cultiva a batata-doce, havendo registros de danos em campo de 80 a 85%. De acordo com Novo (1983) apud Assi (2001), a broca da raiz pode causar danos de até 26,3% na produção de batata-doce. Estudos de Bondar (1931, 1954) e Barrera (1986), apud Assi (2001), demonstram que as posturas são efetuadas nas raízes e ramas, sendo que nas ramas preferem os nós e as partes mais grossas junto ao colo da planta, e também nas raízes tuberosas. A fêmea faz um orifício de oviposição na raiz tuberosa e coloca um ovo por vez, tamponando a entrada de cada orifício com material fecal, que se oxida rápido, endurecendo e tornando-se de coloração preta-amarronzada (EDMOND & AMMERMAN apud ASSI, 2001). Este endurecimento do material fecal, segundo Sherman & Tamashiro (1954) apud Assi (2001), protege o ovo da água, de predadores e injúrias mecânicas. Após a eclosão das larvas, estas cavam galerias no interior das ramas e raízes, das quais se alimentam. Elas chegam a medir 5 mm de comprimento quando totalmente desenvolvidas, são ápodas, têm duração de 15 a 20 dias, e apresentam coloração branca e cabeça vermelho-escuro (JUNQUEIRA & SACCHETA apud ASSI, 2001). A fase de pupa dura em torno de 10 a 12 dias, sendo que as larvas passam por cinco instares larvais antes de chegarem à fase de pré-pupa, que pode ser reconhecida pelo fato da larva
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cessar sua alimentação e ir mudando de cor, levando de 20 a 30 dias para passar à fase adulta (TUCKER, apud ASSI, 2001).
Larvas de coleópteros da família Chrysomelidae (Diabrotica speciosa, Diabrotica bivirula, Sternocolespis quatuordecimcostata), também conhecidos por bicho alfinete, provocam pequenos furos na raiz da batata-doce, diminuindo seu valor comercial. Outra conseqüência do ataque desses insetos é a penetração na raiz de fungos e bactérias causadoras de doenças, que se aproveitam dos ferimentos para infestar as raízes (BARRERA, 1989).
Já as larvas dos besouros da família Elapteridae (Larva-arame, Conoderus sp.) atacam as raízes, provocando furos de até 5 milímetros de comprimento e profundos. Estes furos, além de depreciar o produto para o mercado, facilita a invasão de organismos causadores de doenças Os adultos são castanhos ou marrons, com 25 milímetros de comprimento (BARRERA, 1989).
Outra praga de importância para a cultura é a broca do colo (Megastes pusiales, Lepidoptera, Pyralidae). Os adultos dessa espécie são mariposas pardo-escuras que depositam os ovos na planta, próximo às raízes. As larvas penetram nas ramas cavando galerias, preferencialmente no colo da planta, mas eventualmente também danificam as raízes da cultura (MIRANDA et al., 1987).
Não existem agrotóxicos registrados para o controle de patógenos em batata-doce. As perdas econômicas são comuns nas áreas de produção, onde se utilizam rotineiramente e erroneamente inseticidas registrados para outras culturas para evitar tais perdas, gerando riscos à saúde do produtor e do consumidor. O problema é que o número de espécies de insetos envolvidos é grande, de modo que as medidas de controle utilizadas normalmente não fornecem proteção adequada para todas elas, e o ataque dessas pragas é geralmente de difícil controle porque os patógenos e insetos não são atingidos facilmente pelos agrotóxicos (SILVA et al., 2002; PEIXOTO et al., 1999; FRANÇA & RITSCHEL, 1997).
Em sistemas de produção orgânica ou agroecológica, onde o uso de inseticidas não é permitido, tem-se buscado métodos alternativos de controle, como o controle biológico com entomopatógenos, especialmente fungos entomopatogênicos, como Beauveria bassiana (Bal.) Vuillemin e Metarhizium anisopliae (Met.) Sorokin, para o controle de adultos de E. postfasciatus e de larvas de Diabrotica spp (PEIXOTO et al., 1999; MIRANDA et al., 1987).
No entanto, o melhor controle dessas pragas ainda tem sido o preventivo, sendo que sua base é a obtenção de plantas sadias. Para isso, pode-se usar cultivares resistentes ou plantas
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submetidas ao processo de cultivo de meristemas e indexadas. No último caso, as plantas matrizes passam por processos de reprodução vegetativa em ambiente fechado, à prova de afídeos, visando evitar a recontaminação das plantas. Outras práticas que também contribuem para o controle de pragas na lavoura de batata-doce são a rotação de cultura, a realização da amontoa e a colheita entre 120 e 130 dias (MIRANDA et al., 1995).
O uso de germoplasma de batata-doce resistente a insetos de solo tem sido considerado uma importante alternativa de controle destas pragas (JONES et al., 1986), e diversos experimentos têm sido conduzidos com o intuito de selecionar clones que apresentem essa caracaterística. Todavia, ainda impera a necessidade de que um maior número de introduções de batata-doce sejam avaliadas mediante técnicas eficazes e rápidas, para a identificação de clones resistentes aos insetos de solo (SILVEIRA, 1993).