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CHAPITRE II : RESEAUX D’ACCES OPTIQUES

III.5 Fibre micro-structurée

III.5.2 La microstructure

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RESUMO

O objetivo deste trabalho foi avaliar uma coleção de clones de batata-doce mantida em jardim clonal da Universidade de Brasília quanto à produtividade, qualidade de raiz e resistência aos insetos de solo, avaliar a eficiência do método de seleção empregado pela estimativa de parâmetros genéticos e fazer a seleção dos materiais mais promissores para posterior policruzamento. Foram avaliados 21 acessos e quatro cultivares (Amarela, Brazlândia Roxa, Rainha e Roxa comum). O experimento foi conduzido em campo, com delineamento em blocos casualizados, 25 tratamentos, quatro repetições e dez plantas por parcela. As raízes foram avaliadas quanto à incidência de danos e número de furos causados por insetos de solo, formato, comprimento, diâmetro, espessura da casca, coloração de casca e polpa, produtividade total e comercial, rendimento de amido, umidade, percentual de sólidos solúveis totais, acidez total titulável e ratio. Os acessos 1223 e 1210 apresentaram aptidão para consumo in natura, com alta produtividade e moderada resistência aos insetos de solo. O clone 1229 mostrou-se moderadamente resistente aos insetos e promissor para tanto para cultivo de mesa quanto para destinação industrial. Os acessos 1227, 1197, 1230, 1231 e 1232 também foram selecionados por serem moderadamente resistentes à insetos de solo e apresentarem características desejáveis. Diversos caracteres correlacionaram-se, indicando a possibilidade de seleção indireta para alguns fatores avaliados. A relação entre coeficiente de variação genética e ambiental, e a herdabilidade no sentido amplo foram altas para espessura de casca, rendimento de amido, umidade da polpa, produtividade total e produtividade comercial de raízes, demonstrando a eficiência do método empregado na seleção.

Palavras-chave: Ipomoea batatas. Insetos de solo. Resistência. Produtividade. Qualidade de raízes. Herdabilidade. Correlações.

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ABSTRACT

The objective of this study was to evaluate a collection of sweet potato clones maintained in a clonal garden at the University of Brasilia for productivity, root quality and resistance to soil insects, assay the efficiency of the selection method employed by the estimation of genetic parameters, and to make the selection of the most promising materials for further policross. Twenty one clones and five cultivars (Amarela, Brazlândia Roxa, Rainha e Roxa comum) were evaluated. The experiment was conducted in field, with a randomized block design, 25 treatments, four replications and ten plants per plot. The roots were evaluated for the incidence of damage and number of holes caused by soil insects, format, length, diameter, shell thickness, color of skin and flesh, total and commercial yield, starch income, moisture, total soluble solids content, total acidity and ratio. Accesses 1223 and 1210 showed aptitude for fresh consumption, with high productivity and moderate resistance to soil insects. Clone 1229 was moderately resistant to insects and had multiple horticultural aptitudes. The Access 1227, 1197, 1230, 1231 and 1232 were also selected because of their moderately resistant to soil insects and desirable characteristics. Several characters were correlated, what indicates the possibility of indirect selection for some factors. The relationship between the coefficients of genetic and environmental variation, and the broad sense heritability were high for shell thickness, starch income, moisture of the pulp, total yield and marketable yield of roots, demonstrating the efficiency of the method employed in the selection.

Key-words: Ipomoea batatas. Soil insects. Resistance. Productivity. Root quality. Herdability. Correlations.

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1 – INTRODUÇÃO

A produção mundial de batata-doce atinge cerca de 105 milhões de toneladas ao ano, em uma área plantada de 8.407.447 hectares (FAO, 2008). Essa raiz tuberosa é cultivada em diversos países, e aproximadamente 82% da produção provém da Ásia, 15% da África e apenas 3% do restante do mundo. A China produz mais de 78 milhões de toneladas, colhidas em cerca de 3,8 milhões de hectares cultivados, destacando-se como o país que mais produz essa hortaliça (FAO, 2008).

O Brasil é o décimo oitavo produtor mundial de batata-doce, com aproximadamente 548.438 toneladas/ano, em uma área plantada de 45.597 hectares. A região Nordeste é a maior produtora, seguida pelas regiões Sul e Sudeste (IBGE, 2008; FAO, 2008). Os estados nordestinos da Paraíba, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia e Alagoas concentram 40% da área plantada no país. Nessa região, a batata-doce é uma cultura bastante difundida e cultivada, sendo plantada primariamente para o consumo do produtor rural e de sua família, sendo o excedente comercializado em mercados locais ou nos estados vizinhos (PEREIRA et al., 2003).

Destaca-se ainda o estado do Rio Grande do Sul, que possui 28% da área plantada e concentra 29% da produção total do país. A região Centro-Oeste produziu cerca de 1.708 toneladas da raiz em 2008, sendo que o Distrito Federal é o maior produtor, com 76% da produção regional (IBGE, 2008).

O cultivo relativamente simples e pouco dispendioso torna a batata-doce uma hortaliça muito popular e bastante consumida. Seu consumo per capita é bastante variado, desde 2 kg/hab/ano nos Estados Unidos a 114 kg/hab/ano no Burundi (CIP, 2011). No Brasil a batata- doce é a quarta hortaliça mais consumida pela população, com média de 3,6 kg/hab/ano, superada apenas pela batata, pelo tomate e pela abóbora (REZENDE, 1999). Conforme Miranda et al. (1989), nas regiões Sul e Nordeste, o consumo médio é estimado em cerca de 5,6 e 6,8 kg, respectivamente.

A produtividade média brasileira é de 12,04 ton/hectare, muito aquém daquela obtida em outros países, como Israel, por exemplo, com produtividade média de 54 ton/ hectare (CECILIO FILHO et al., 1998). Dentre os motivos para essa baixa produtividade destacam-se o uso de variedades pouco adaptadas, o baixo nível tecnológico empregado, o cultivo em áreas marginais e o ataque de pragas e doenças.

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As raízes da batata-doce estão sujeitas tanto ao ataque de pragas específicas, que se alimentam do tecido vegetal, quanto de pragas ocasionais que danificam as raízes apenas no momento da prova, ou seja, na busca por alimento. As larvas dos insetos fazem incisões de prova e, mesmo que não prossigam se alimentando do tecido vegetal, estas feridas se ampliam à medida que ocorre o crescimento lateral da raiz, podendo ainda favorecer a manifestação de outras doenças causadas por fungos e bactérias presentes no solo (AZEVEDO, 1995; FRANÇA & RITSCHEL, 1997; FRANÇA & RITSCHEL, 2002). Assim, os insetos de solo são responsáveis por danos diretos à produção, afetando não somente a produtividade, mas também a qualidade, conservação e aspecto comercial das raízes (HUANG et al., 1986; MIRANDA et al., 1987).

Aproximadamente 270 espécies de insetos e 17 espécies de ácaros foram registradas no mundo como pragas da batata-doce em condições de campo ou armazenamento. Destacam-se entre elas a broca do coleto (Megastes pusiales, Lepidoptera, Pyralidae), que ataca eventualmente as raízes e a broca da raiz (Euscepes postfasciatus, Coleoptera, Curculionidae), considerada a principal praga dessa cultura em alguns países da região do Caribe, oeste da Índia, sul do Pacífico, América Central e América do Sul (incluindo o Brasil) (FRANÇA & RITSCHEL, 1997; BOFF et al., 1992). Pode-se ainda relacionar como pragas da lavoura de batata-doce as larvas de coleópteros da família Chrysomelidae (Diabrotica speciosa, Diabrotica bivirula, Sternocolespis quatuordecimcostata), também conhecidos por bicho alfinete, as larvas dos besouros da família Elapteridae (Larva-arame, Conoderus sp.) (MIRANDA et al., 1987; BARRERA, 1989).

Atualmente não existem agrotóxicos registrados para o controle de insetos de solo em campos de batata-doce. Por isso, o método de controle mais eficaz dessas pragas ainda tem sido o preventivo, através de técnicas de manejo da cultura, e, principalmente, por meio do uso de cultivares resistentes. O Brasil possui grande variabilidade de germoplasma de batata-doce. Grande parte desse material tem sido mantido por entidades de pesquisa, pequenos agricultores, comunidades indígenas e até mesmo em hortas domésticas. Assim, é necessário que introduções de batata-doce sejam testadas mediante técnicas eficazes e rápidas, para a identificação de clones que demonstrem um bom desempenho agronômico aliado à resistência aos insetos do solo (JONES et al., 1986; SILVEIRA, 1993; PEIXOTO et al., 1999).

O presente trabalho teve o seguinte objetivo: avaliar uma coleção de clones de batata-doce quanto à produtividade, qualidade de raiz e resistência aos insetos de solo. Os objetivos específicos foram: 1) Avaliar a produtividade de 25 clones de batata-doce nas condições de verão

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do Distrito Federal; 2) Verificar parâmetros qualitativos das raízes, como formato, comprimento, diâmetro, espessura de casca, rendimento de amido, umidade, teor de sólidos solúveis totais e acidez total titulável; 3) Avaliar a resistência dos acessos aos insetos de solo, por meio da atribuição de notas à incidência de danos e da contagem do número de furos causados por insetos de solo; 4) Estimar a herdabilidade, os coeficientes de variação genética, e a relação entre os coeficientes de variação genética e ambiental para todas as características analisadas; 5) Selecionar os clones que demonstrem o melhor conjunto dessas características para posterior policruzamento.