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Les troubles de l'attachement

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CHAPITRE VI: DISCUSSION

6.1 Les troubles de l'attachement

A aclimatação desempenha um papel crucial na prevenção dos riscos para a saúde humana. É um processo de adaptação fisiológica que ocorre no corpo humano, como consequência da exposição contínua a um ambiente térmico diferente do que o habitual (Costa et al., 2014c). Quando o corpo é submetido a condições ambientais muito rigorosas, os mecanismos regulatórios nem sempre são os mais eficazes, pois podem ocorrer mudanças físicas e psicológicas importantes, que em casos extremos podem ser irreversíveis. O calor prolongado pode contribuir para o aparecimento de acidentes no local de trabalho. No momento em que o equilíbrio está ameaçado o corpo reage (manifestando-se com tremores e / ou sudorese), dependendo da condição a que foi submetido (Costa et al., 2014c).

A aclimatação ao calor ocorre como consequência de exposição a uma determinada temperatura e tem como objetivo reduzir a temperatura interna permitindo que as pessoas possam suportar melhor o stresse térmico. Quando se fala sobre a exposição ao calor em diferentes atividades de trabalho, pode dizer-se que a aclimatação é o processo de menor custo e maior eficácia para melhorar a segurança e conforto dos trabalhadores em situações de potencial stresse por calor. Diferentes pessoas têm adaptações fisiológicas similares durante a aclimatação ao calor. Estas adaptações envolvem uma menor frequência cardíaca, menor temperatura interna e da pele e redução da perda de eletrólitos no suor (Naughton, G. A., &.Carlson, J. S., 2008).

A aclimatação ao calor pode ter um rumo diferente, dependendo do tipo de ambiente, por exemplo, quente e seco em relação a quente e húmido. Nielsen et al. (1993) no seu estudo induziram aclimatação em vários indivíduos, os autores concluíram que com aclimatação quente a sudorese aumenta e a capacidade de suportar o stresse de calor aumenta, no entanto, a temperatura da pele não se altera significativamente (Nielsen et al., 1993). Brake & Bates (2002) referem que um stresse por exposição excessiva ao calor no local de trabalho pode resultar em doenças provocadas pelo calor, falta de segurança, baixa produtividade, baixa auto-estima e aumento dos custos.

De acordo com a norma NIOSH (2002) indivíduos aclimatados são capazes de suar mais e mais uniformemente na superfície corporal e também começam a suar mais cedo do que indivíduos não aclimatados, estas situações resultam em menor armazenamento de calor e mais baixa tensão cardiovascular (menor frequência cardíaca).

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26 A importância do ambiente térmico nas condições de trabalho

2.5.4.1 O Impacto da aclimatação

De acordo com Nielsen et al. (1993) a realização de exercício diário em calor seco durante 9 a 12 dias, resultou numa duplicação do tempo de resistência. A aclimatação ao calor é suscetível de conferir uma importante vantagem, ou seja, uma diminuição da temperatura interna do corpo na ordem de 0,3-0,5°C (Buono et al., 1989). Os efeitos de aclimatação também foram investigados por Radakovic et al. (2007) sobre o desempenho cognitivo e fisiológico contra o stresse por calor em soldados, tendo sido realizados testes de stresse em quarenta soldados do sexo masculino. Estes soldados foram submetidos a ensaios a temperaturas de 20ºC (16ºC temperatura de globo húmido) - ambiente frio e 40ºC (29ºC temperatura de globo húmido) não aclimatados e após aclimatação durante 10 dias. As temperaturas foram medidas na pele e tímpano e a frequência cardíaca mediu a tensão fisiológica.

Os testes cognitivos também foram realizados antes e após o teste de stresse e concluiu-se que em soldados não aclimatados houve uma diminuição no número de respostas corretas, enquanto em soldados com aclimatação não sofreu efeitos prejudiciais (Radakovic et al., 2007). Brake & Bates (2002) constataram como uma indicação dos efeitos da aclimatação sobre a produtividade, que os trabalhadores são mais eficientes aclimatados a temperaturas de 27°C, enquanto os trabalhadores não aclimatados são mais eficientes entre 18 e 21ºC.

2.5.4.2 Aclimatação ao calor

A aclimatação ao calor seco é diferente da aclimatação ao calor húmido, porque as adaptações fisiológicas são diferentes entre estas duas condições. Embora a literatura sobre o assunto seja bastante escassa, há no entanto evidências para apoiar essa teoria (Sawka, M. N., Castellani, J. W., Pandolf, K., & Young, A. J., 2001). A aclimatação ao calor é transitória e desaparece gradualmente, se não for mantida a exposição repetida ao calor. Greenleaf J.E & Kaciuba- Uscilko (1998) referem que, apesar de aclimatação ao calor, para a maioria das pessoas, começar no início de um período de trabalho no calor, é rapidamente perdida se a exposição é interrompida.

A perda de aclimatação começa quando a atividade sob essas condições de stresse de calor é interrompida e uma perda percetível ocorre após quatro dias (NIOSH, 2002). Sawka et al. (2001) referem que não há consenso sobre a taxa de decaimento para aclimatação ao calor, inclusivamente, encontraram no seu estudo opiniões diferentes sobre isso, alguns autores mencionaram que a aclimatação ao calor pode ser mantida por duas semanas após a última exposição ao calor, e em seguida, ser perdida rapidamente ao longo das duas semanas seguintes, outros relatam alguma perda de aclimatação em indivíduos sedentários após uma semana.

Influência do Ambiente Térmico na Amplitude do Sinal EEG em Atividades Sedentárias

Costa, Emília Quelhas 27

Os ajustes fisiológicos de aclimatação ao calor são: redução das temperaturas interna e da pele, diminuição da frequência cardíaca e aumento da taxa de transpiração. As principais alterações que ocorrem com aclimatação quente são: aumento do volume sanguíneo; aumento do fluxo sanguíneo; aumento do tónus venoso; aumento da taxa de transpiração; início mais precoce da transpiração; suor com concentração de sódio inferior; transpiração mais generalizada; menor frequência cardíaca; menor taxa metabólica, temperatura interna inferior, menor temperatura da pele, melhor equilíbrio hídrico e aumento da sede, entre outras adaptações (Ribeiro, 2010, p. 287; Sawka et al., 2001).

2.5.4.3 Estimativa de dias de aclimatação

A pesquisa bibliográfica efetuada (Costa et al., 2014c) indica que a duração do período de aclimatação não é consensual, contudo duas semanas (14 dias) parece ser pelo menos o recomendado, no entanto, os benefícios da aclimatação começam imediatamente após o segundo dia de aclimatação. Por outro lado, a aclimatação ocorre em adultos após 5 a 10 dias, quando realizam exercícios num ambiente quente, com uma ou duas horas por dia de exposição ao calor (Ribeiro 2010, p. 299).

Em 1998, Armstrong referiu que, para a aclimatação completa ao calor são necessários mais de 14 dias, mas o ajuste do sistema do corporal varia ao longo do tempo. Durante os primeiros cinco dias (Tabela 6) envolve uma melhoria na função cardiovascular, incluindo o aumento do volume do plasma e redução da frequência cardíaca. No entanto, a expansão do volume de plasma é temporária, porque diminui entre o oitavo e décimo quarto dia de aclimatação. A adaptação da termorregulação, como por exemplo, aumento da sudorese e transpiração precoce e as adaptações cardiovasculares, resultam numa diminuição da temperatura interna após 5 a 8 dias. Por exemplo, a perda de cloreto de sódio na urina e transpiração ocorre entre o terceiro e nono dia de aclimatação ao calor (Armstrong, 1998).

Contudo a aclimatação ocorre em diferentes fases, na Tabela 6 estão descritos alguns períodos correspondentes a cada situação (Costa et al., 2014c).

Tabela 6 - Número de dias até à adaptação num processo de aclimatação

Adaptação Período de Aclimatação

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Diminuição do rítmo cardíaco

Aumento do volume de plasma Diminuição da temperatura interna Normalização do desconforto

Diminuição da concentração do sal na transpiração Aumento da produção de suor

Diminuição da concentração do sal nos rins

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