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5 L’analyse de Brasília – Sinfonia da Alvorada

5.4 Le troisième mouvement, « A chegada dos candangos »

No quadro 9 apresento a planificação para a área de Matemática.

Quadro 9 – Planificação de Matemática

Plano de Aula

Professora Hugo Gouveia Isa Lacerda, ME 1.º Ciclo n.º 2 4.º Ano A

21 de janeiro de 2013 Duração: ± 60 minutos

Área: Matemática

Conteúdos Concetuais

Procedimentos / Métodos

Números Complexos

e

Números Incomplexos

 Realizar uma apresentação em quadro interativo de modo a:

 Relembrar algumas noções sobre medidas de tempo através de jogos didáticos;

 Explicar o conceito de número complexo e de número incomplexo;  Solicitar que, através de situações

problemáticas, os alunos transformem números complexos em números incomplexos;

Capacidades / Destrezas

Objetivos

Valores / Atitudes

Classificação – Analisar – Deduzir Raciocínio Lógico – Fluidez Mental – Calcular Solidariedade – Cooperar – Colaborar Tolerância – Calma – Compreensivo

Material: quadro interativo; proposta de trabalho.

Planificação baseada no Modelo T. Este plano pode estar sujeito a alterações.

Tal como é possível observar no quadro 9, a aula de Matemática tinha como objetivo dar a conhecer o conceito de número complexos e de número incomplexo e a relação entre os mesmos.

Para dinamizar esta aula realizei uma apresentação em quadro interativo –

Realizar uma apresentação em quadro interativo – com alguns jogos e com os

conteúdos a abordar de modo a tornar a aula mais atrativa. Estes alunos estão muito familiarizados com o quadro interativo, bem como as suas funções e potencialidades.

A utilização de tecnologias em sala de aula tem sido cada vez mais frequente, pois são muitas as vantagens que apresentam para o desenvolvimento das crianças. No entanto, Botelho (2009) salienta que estas devem ser “amigáveis e intuitivas, ou seja fáceis de usar, apresentando menus e ícones figurativos facilmente associáveis à sua função” (p.123). A mesma autora, afirma que as tecnologias permitem atribuir “à criança um papel activo, solicitando reacções, escolhas, exploração, tomada de decisões, realização de actividades” (p.123).

De modo a introduzir o tema dos números complexos e incomplexos, senti necessidade de relembrar alguns conceitos referentes às medidas tempo – Relembrar

algumas noções sobre medidas de tempo através de jogos didáticos – e para

tornar a revisão dos conteúdos mais entusiasmante, fi-lo através da realização de jogos, como por exemplo o jogo da memória.

Piers e Erikson (1982, citado em Alsina, 2004) consideram que “o jogo é uma actividade, através da qual as crianças realizam um processo de adaptação à realidade” (p.5). Já para Bettelheim (1987, citado por Alsina, 2004) através do jogo “as crianças adquirem uma sensação de controlo que na realidade estão muito longe de poder alcançar” (pp.5-6).

O jogo apresenta uma grande vantagem no ensino da Matemática, por permitir que a criança resolve situações difíceis com maior facilidade. É nesse sentido que Alsina (2004) refere que “o jogo é um prazer em si mesmo, mas a sua maior importância radica no facto de que ele permite resolver problemas simbolicamente e mobiliza vários processos mentais” (p.6).

Revistos os conceitos, dei início a explicação do conceito de número complexo e de número incomplexo – Explicar o conceito de número complexo e de número

incomplexo – e, para isso, apresentei no quadro um exemplo de cada e pedi que as

crianças identificassem as diferenças entre eles.

Com esta aula revi alguns conteúdos abordados no 3.º Ano de escolaridade pois assim como mencionam Bivar et al. (2012) é no 3.º Ano que estas competências devem ser adquiridas devendo as crianças “saber que o minuto é a sexagésima parte

da hora e que o segundo é a sexagésima parte do minuto” assim como “efetuar conversões de medidas de tempo expressas em horas, minutos e segundos” (p.20).

Explicada a diferença entre número complexo e número incomplexo, apresentei duas situações problemáticas em que pretendia que os alunos passassem de um número complexo para um número incomplexo - Solicitar que, através de situações

problemáticas, os alunos transformem números complexos em números incomplexos.

Para Bivar et al. (2012) os alunos do 4.º Ano devem ser capazes de “resolver problemas de vários passos envolvendo as quatro operações” (p.22) e também “resolver problemas de vários passos relacionando medidas de diferentes grandezas” (p.26).

De acordo com Boavida et al. (2008), “tem-se um problema quando se está perante uma situação que não pode resolver-se utilizando processos conhecidos e estandardizados; quando é necessário encontrar um caminho para chegar à solução” (p.15).

Os problemas apresentados eram problemas de cálculo, ou seja, os alunos tomam “decisões quanto à operação a aplicar aos dados apresentados” e de seguida “avaliam o que é conhecido e o que é pedido e, finalmente, efectuam uma ou mais operações que consideram apropriadas” (Boavida et al., 2008, p.17).

Ao observar que alguns alunos tinham dificuldades na compreensão e resolução das situações problemáticas tentei ajudá-los. De acordo com Polya (2003, citado em Boavida et al., 2008) existem quatro fases que ajudam a resolver um problema: “compreender o problema; delinear um plano; desenvolver esse plano; avaliar os resultados” (p.22).

As situações problemáticas que desenvolvi estavam relacionadas com os conteúdos abordados. “O professor deve selecionar problemas relacionados com tópicos de Matemática do programa, com o nível dos alunos e com os objetivos pretendidos” (Boavida et al., 2008, p.33).

Durante a correção, solicitei que o aluno que estava no quadro fingisse ser o professor da sala e explicasse todo o seu raciocínio. Este tipo de situações “dão ao uma visão mais consistente do pensamento dos alunos, permitindo avaliar o seu nível de conhecimento e de compreensão” (Boavida et al., 2008, p.33).

As situações problemáticas são para os alunos tarefas desafiantes que desenvolvem os conteúdos da Matemática de uma forma ativa, mas também, a sua capacidade de argumentação e comunicação recorrendo a diferentes representações.