4 La nouvelle capitale et la composition de la symphonie
4.1 Brasilia, la construction de la nouvelle capitale et la commande de la symphonie
A planificação que apresento de seguida, no Quadro 8, diz respeito a uma aula dada a crianças da faixa etária dos 3 anos. Esta aula foi lecionada no dia 29 de janeiro de 2013 e teve a duração aproximada de 30 minutos. Ao longo desta aula foi explorado o tema de Iniciação à Teoria de Conjuntos e Contagens.
119 Quadro 8 – Planificação do Domínio da Matemática
Jardim-Escola Plano de Aula Educadora: L. Ano: 3 anos Turma: B Data: 29 de janeiro de 2013 Duração: 20/30 minutos
Nome: Ana Sofia Lopes Feliciano N.º: 20
Mestrado: Educação Pré-Escolar
Domínio: Matemática
Conteúdos Procedimentos - Métodos
Iniciação à Teoria de Conjuntos e Contagens
-Sentar as crianças nos respetivos lugares para trabalhar este Domínio nas mesas;
-Colocar fitas nas mesas para as crianças manipularem;
-Explicar o que é um conjunto e de que forma é representado com uma fita;
-Trabalhar os conjuntos recorrendo ao material estruturado Blocos Lógicos (material colocado previamente), desenvolvendo os quatro atributos: cor, tamanho, forma e espessura;
-Realizar contagens.
Capacidades –Destrezas Objetivos Valores - Atitudes
Raciocínio Lógico: Distinguir Classificar Orientação Espacial: Situar Selecionar Responsabilidade: Atenção Participação Convivência: Partilhar Colaborar
Material: Blocos Lógicos e Algarismos móveis
Esta planificação está sujeita a alterações
Planificação baseada no Modelo T de Unidade de Aprendizagem
Iniciei a aula por pedir às crianças para se sentarem nas respetivas cadeiras, “Sentar as crianças nos respetivos lugares para trabalhar este Domínio nas mesas”, pois encontrávamo-nos no tapete da sala e quando lhes pedi que se sentassem, optei por fazê-lo dando indicações para se irem sentando por cor de mesas ou cadeiras. Considero importante que, durante a manhã de atividades, as crianças mudem de espaço, pois a aprendizagem torna-se mais enriquecedora e o espaço tem
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que ser adequado ao tipo de aprendizagem que se pretender trabalhar. Segundo Arends (2008)
a disposição do espaço da sala de aula é fundamental e não tem soluções simples. Aliás, a forma como o espaço é usado influencia a forma como os participantes da aula se relacionam uns com os outros e o que os alunos aprendem. (p.126)
No segundo procedimento, “Colocar fitas nas mesas para as crianças manipularem”. Neste procedimento, recorri à participação de algumas crianças, pois é importante que participem nas tarefas diárias junto com o educador, solicitando a sua ajuda na distribuição das mesmas.
No terceiro procedimento: “Explicar o que é um conjunto”, optei por partir dos conhecimentos que as crianças já tinham, mesmo que fossem poucos em relação a este tema, no entanto, é importante que a criança tenha um papel ativo nas suas atividades diárias, pois segundo as Orientações Curriculares para a Educação Pré- Escolar, (ME,1997)
admitir que a criança desempenha um papel activo na construção do seu desenvolvimento e aprendizagem, supõe encará-la como sujeito e não como objecto do processo educativo. Neste sentido, acentua-se a importância da educação Pré-Escolar partir do que as crianças sabem (…). (p.19)
No quarto procedimento: “Trabalhar os conjuntos recorrendo ao material estruturado Blocos Lógicos (material colocado previamente), desenvolvendo os quatro atributos: cor, tamanho, forma e espessura.”, optei por trabalhar os conjuntos recorrendo a este material estruturado Blocos Lógicos; segundo Cunha e Nascimento (2005, p.36), “favorece: desenvolvimento da linguagem; classificação; conceituação de formas geométricas; associação de atributos; formação de conjuntos; manipulação de semelhanças e diferenças (comparação)”. As crianças colocavam as peças segundo as características que eu ia dando.
Optei pela escolha deste material, sabendo anteriormente que o mesmo já fora por diversos momentos explorado em sala de aula, no entanto, é importante reforçar vários conceitos como o reconhecimento de figuras geométricas, o tamanho, a cor e a espessura que são difíceis de compreender e interiorizar por parte das crianças, uma vez que são conceitos abstratos. Como refere Barber (in Siraj-Blatchford, 2004, p.62), cada criança “ teve diferentes experiências, o que significa que todas têm os seus próprios pontos de partida e necessidades”.
Neste momento da aula, as crianças tiveram que partilhar o material que coloquei no centro da mesa, como refere Haigh (2010, p.159), “algumas tarefas vão implicar que os alunos estejam em grupos, mas a trabalhar individualmente, por exemplo no contexto da Matemática”.
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No quinto e último procedimento, realizei-o em simultâneo com o quarto procedimento ou seja, à medida que foram sendo explorados os atributos das peças dos Blocos Lógicos, fui aproveitando para desenvolver também as contagens. Segundo Caldeira (2009, p.368), três das competências a desenvolver são, “identificação dos diferentes atributos: forma, cor, tamanho e espessura; contagens e cálculo mental”.
Torna-se cada vez mais importante e essencial que o Domínio da Matemática seja trabalhado e explorado no contexto escolar a partir das vivências diárias das crianças, como é referido nas Orientações Curriculares para a Orientação Pré-Escolar, (ME, 1997)
as crianças vão espontaneamente construindo noções matemáticas a partir das vivências do dia a dia. O papel da matemática na estruturação do pensamento, as suas funções na vida corrente e a sua importância para aprendizagens futuras, determina a atenção que lhe deve ser dada na educação Pré-Escolar, cujo quotidiano oferece múltiplas possibilidades de aprendizagens matemáticas. (p.73)
Por fim, gostaria de referir que escolhi trazer para este capítulo três planificações que foram desenvolvidas sequencialmente, no mesmo dia e com o mesmo grupo de crianças. O educador deve interligar as diversas áreas do Ensino Pré-Escolar, pois a interdisciplinaridade deve ser aplicada no contexto educativo, pois todas as áreas de ensino estão interligadas; segundo Maingain e Dufour (2008, p.74), “no discurso pedagógico, a interdisciplinaridade é, geralmente, concebida como uma prática de interconexão das disciplinas. Ela põe em obra processos de aprendizagem integradores e visa a aquisição de saberes estruturados, transferíveis e actualizáveis na acção”.
Em suma, foi uma manhã que me agradou dinamizar, primeiro porque ao planificar a aula, pensei nas crianças que iriam participar nela e os diferentes contextos de aprendizagem que pretendia criar e dinamizar, para que as crianças e eu própria saíssemos realizadas no fim da aula.
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