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LES TRAVAUX ORIENTES VERS L’ESTIMATION DES INCERTITUDES DE

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Os procedimentos de análise são tipicamente empíricos. De acordo com Santos (2007, p. 103), os dados são coletados pela montagem e/ou observação de situações físicas, materiais. Invariavelmente a coleta de dados exige uma carga de trabalho extra na montagem e aferição dos dados úteis para a pesquisa. Selecionar o que é interessante dos fatos dos que são corriqueiros e que não valorizam qualitativamente a pesquisa requer experiência, organização e, sobretudo, interesse pelo assunto.

É preciso observar determinados critérios na coleta de dados para que a pesquisa tenha êxito, tais como: manter os participantes informados dos objetivos da pesquisa, tomar decisões quando necessárias, verificar se as fontes revelam informações relevantes para atingir os objetivos específicos e se os subgrupos apresentam interesse real na participação da pesquisa. Inevitavelmente, algumas decisões arbitrárias terão de ser tomadas, pois alguns critérios, como a periodicidade das observações, poderão, de acordo com a necessidade, ser redefinidos sem anuência dos outros participantes. As convenções são desenvolvidas para ajudar a melhorar a comparabilidade (PHILLIPS; PUGH, 2005, p. 42).

Espera-se que esta pesquisa mostre evidências significativas para contribuir na superação da prática atual dos métodos de ensino das escolas de arquitetura. O novo paradigma reconstruído reconduzirá, novamente, a arquitetura e o seu aprendizado para o processo da obra construída!

Após todo o preparo metodológico, a observação e os pré-testes, aplicaram- se três questionários diferentes a estudantes e professores das faculdades de arquitetura da Universidade Estadual de Goiás (UEG), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, bem como se fez acompanhamento em determinados estudantes. Conforme o que foi previamente estabelecido no método de trabalho, separou-se o público-alvo em três categorias diferentes: 1) os estudantes que utilizam BIM nos projetos acadêmicos (Anexo A); 2) os estudantes que não utilizam BIM (Anexo B) em seus trabalhos; 3) e os orientadores dos estudantes entrevistados (Anexo C). A preocupação maior na seleção dos estudantes e seus respectivos orientadores foi, a princípio, com aqueles que utilizam a ferramenta BIM, pois, além de ser o foco principal deste trabalho, foi também, no questionário, os que tiveram, naturalmente, maior número de perguntas.

Nas entrevistas investigatórias tentou-se buscar estudantes que se apresentavam mais interessados com o assunto da pesquisa, bem como a anuência de seus respectivos orientadores. Alguns estudantes tiveram orientadores coincidentes, às vezes por puro acaso de pesquisa e outras vezes por conveniência da própria pesquisa. Isso porque, durante o período da pesquisa, alguns orientadores se engajaram na escolha de estudantes com um perfil mais definido para ela, por exemplo, estudantes com maior tempo de uso de BIM. Cabe ressaltar que, para a seleção de trinta estudantes e aplicação da pesquisa, fez-se pelo menos o dobro de abordagens, tentativas de contatos negativos e outros tantos descartados. Difícil de mensurar, mas pode-se contabilizar um total de oitenta contatos.

A ordem de entrevista foi simplesmente aleatória e não por outro motivo qualquer. A primeira universidade a ser entrevistada foi a PUC-Goiás, sendo escolhidos cinco estudantes que utilizam BIM, outros cinco que não utilizam BIM e, por consequência da escolha, obtiveram-se quatro orientadores. As entrevistas foram todas presenciais e individualizadas, ou seja, em período, dia e hora separados, conforme a disponibilidade de cada entrevistado e sem tempo definido para o contato. Algumas entrevistas, com determinados orientadores, foram feitas

fora do ambiente de trabalho acadêmico, o que não interferiu diretamente nos resultados anotados.

A segunda universidade entrevistada foi a Estadual de Goiás, Campus I, localizado na cidade de Anápolis-GO. As entrevistas com os estudantes foram quase todas presenciais, sendo uma das entrevistas realizada por mídia digital, mais precisamente on-line e pelo programa Skype. Com os orientadores também foram realizadas duas entrevistas presenciais e fora do ambiente acadêmico e duas por mídia digital e on-line. Aqui houve apenas a coincidência de um orientador ter dois orientandos entrevistados, sendo que os demais apenas um estudante entrevistado.

Por último, foram entrevistados os estudantes e professores da Universidade Federal de Goiás. Entrevistaram-se sete estudantes no total, sendo seis das entrevistas presenciais e apenas um por mídia digital e on-line. Apenas dois orientadores foram entrevistados, embora um terceiro entrevistado de outra universidade (UEG) seja também professor (substituto) da UFG, mas que não tinha estudantes que utilizavam ferramentas BIM, pelo menos naquele momento. Os dois professores-orientadores também foram entrevistados fora do ambiente acadêmico, conforme conveniência de disponibilidade de tempo de cada um deles. Cabe salientar que a coincidência de orientandos-orientadores não parece, no caso da UFG, uma mera casualidade, mas que na pesquisa esse aspecto não fora tratado de forma diferenciada ou que tivesse relevância nos resultados das entrevistas, embora essa preferência transparecesse muito evidente. Outro aspecto relevante é que na cadeira de projeto da UFG, os estudantes têm dois orientadores, sendo esses escolhidos foram os que mais tiveram disposição em participar da pesquisa.

De um modo geral, nas três instituições, a receptividade ao tema e os objetivos da pesquisa foram bem-aceitos e a colaboração por parte dos professores e mesmo por parte dos estudantes foi fundamental à realização da pesquisa. No entanto, entrevistar trinta estudantes e dez professores de instituições diferentes, com agendas diferentes, locais diferentes, perfis diferentes, se apresentou com uma tarefa exageradamente árdua e longa.

Para um melhor entendimento dos resultados pesquisados, preferiu-se, salvo melhor juízo, apresentar inicialmente os relatos dos estudantes que utilizam BIM em seus projetos acadêmicos e depois os dos seus orientadores. Embora algumas perguntas sejam exclusivas de alguma categoria de entrevistados, vez por outra podem se cruzar, razão por que se torna necessário estabelecer uma lógica para compreensão do que se pretendeu com as perguntas. Os estudantes que não utilizam BIM serão analisados por último e de forma desconectada aos primeiros, pois em momento algum da pesquisa se pretendeu confrontar estudantes que utilizam BIM com aqueles que não utilizam. Nesse caso, os relatos são direcionados aos aprendizados e ao uso das tecnologias construtivas em projetos acadêmicos. Ainda assim, algumas perguntas aos orientadores foram direcionadas para todos os estudantes, independentemente das ferramentas utilizadas para projetar. Mas esta análise estará contemplada no conjunto das análises e não especificamente quando separada por itens. Segue a sequência dos assuntos abordados nas entrevistas e observados nos ateliês de arquitetura.

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