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I. ETUDE BIBLIOGRAPHIQUE

I.2. Les risques de contamination environnementale du lait : l’exemple du

I.2.3 Transfert de polluants dans la chaine alimentaire

Um dos aspectos relevantes dessa pesquisa, criticado por colegas e técnicos que tiveram acesso a esse trabalho, foi o seu caráter interdisciplinar, que convergiu técnicas e métodos da área de Controle e Identificação de Sistemas, orientados à Gestão da Produção.

Um ponto de atenção é o fato do MAP descrito necessitar de um modelo de BP inicial, ou seja, ela não realiza uma busca na base temporal além dos quinze dias estipulados para retroação. Estipulou-se o intervalo de retroação em quinze dias, devido ao fato das TG possuírem uma variância temporal considerável em seus modelos, em decorrência principalmente da contaminação que sofrem no processo de combustão e, considerou-se que, além do limite estabelecido, os parâmetros obtidos retratariam um contexto de variância temporal muito diferente do atual. Propõe-se, como melhoria desta metodologia, o desenvolvimento de um método de varredura que isole, além dos quinze dias atualmente estabelecidos, um contexto de variância temporal semelhante ao atual, possibilitando a recuperação de uma amostra de 10.080 valores, além do prazo aqui definido. Atualmente, para alimentação inicial do modelo de um BP, a busca desta janela operacional é realizada manualmente.

Outro ponto de atenção é que toda vez que o método de atualização de parâmetros dos modelos matemáticos dos BP é executado, segundo a metodologia proposta, os parâmetros gerados se sobrepõem aos obtidos em execuções anteriores. Isto onera o processamento computacional, porque muito provavelmente deve haver mudanças do processo que já tenham sido mapeadas anteriormente. Ou seja, deve haver circunstâncias operacionais no passado da unidade produtiva que muito se assemelhem as do momento em que o algoritmo de atualização esteja sendo executado. Atualmente, estas mudanças ambientais não são devidamente registradas.

Como trabalho futuro, propõe-se o desenvolvimento de uma base de conhecimento, que armazene não só os parâmetros dos modelos dos BP, mas também as mudanças do ambiente industrial, tais como: estação climática do ano, degradação do equipamento, demandas do mercado, informações sobre manutenções corretivas e preventivas realizadas, dentre outros, além de fatores qualitativos que não foram contemplados nesse trabalho.

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Figura 64 – Fluxo proposto para análise de variações ambientais

Essa base de conhecimento deverá relacionar essas mudanças ambientais (quantitativas e qualitativas) com o histórico de parâmetros, obtidos a partir da metodologia proposta nessa pesquisa, de forma a identificar o modelo mais adequado ao ambiente operacional vigente. Isso possibilitará a obtenção de um modelo adequado, com um processamento computacional mais otimizado, já que, no caso de as mudanças ambientais detectadas pré-existirem na base de conhecimento, não haverá a necessidade de se executar o algoritmo de atualização novamente. O fluxo de processo (simplificado) proposto para a utilização desta base de conhecimento encontra-se disposto na Figura 64.

Um ponto de melhoria a ser colocado para o método de decimação é a definição de um método de suavização mais eficiente, que efetivamente filtre eventuais ruídos presentes no sinal amostrado melhorando a qualidade da curva da FAC correlata, reduzindo as ambigüidades, otimizando assim o método de decimação implementado.

Ainda sobre a decimação, outra questão que se direciona para trabalhos futuros é a realização de uma análise de correlação cruzada entre os sinais de entrada e saída de cada BP após a execução deste processo. Como explicado no item 6.1.1.6, o processo de decimação é realizado com base nos sinais de saída de cada BP. Porém, após essa alteração do período de trabalho, notou-se que em alguns casos houve perda de alguma informação a respeito da dinâmica dos sinais de entrada, a exemplo do ocorrido com o sinal da variável pressão do gás

165 na TG3 que, aparentemente pouco representativa, pode ser observada pela suavização do sinal disposto na Figura 65.

Figura 65 – Pressão de gás na TG 3 com período de trabalho de 01 e 30 minutos

A depender do período de trabalho resultante da decimação, esta perda de informação a respeito da dinâmica do sinal de entrada pode ser significativa. Diante deste fato, sugere-se a realização de uma análise da correlação cruzada entre os sinais de saída e entrada de cada Bloco de Produção, estabelecendo-se o limite de tolerância desta correlação. Se o limite estabelecido for ultrapassado pode-se reduzir progressivamente o período de amostragem até a obtenção de um índice de correlação cruzada dentro dos limites estabelecidos.

Outro ponto interessante é que durante o desenvolvimento deste trabalho, como citado anteriormente, percebeu-se que há um decaimento no rendimento das TG em decorrência da contaminação resultante do processo de combustão nas turbinas. Por especificação do fabricante, estas turbinas têm que ser paradas para limpeza em 21 ou, no máximo, a cada 29 dias. A equipe da UTE-RA conduz a operação destas turbinas ao tempo limite de parada no intuito de maximizar a disponibilidade operacional do equipamento. Este procedimento operacional da UTE-RA remete a uma questão: será que ao se levar a disponibilidade do equipamento ao tempo de 29 dias, sem analisar a tendência do desempenho, está se promovendo disponibilidade da quantidade máxima de energia elétrica no mesmo período? Existe um ponto ótimo de parada para manutenção além do tempo máximo?

Na Figura 66 se pode observar o esboço hipotético de um gráfico de uma série temporal de geração de energia em uma TG. Durante o estudo do processo da UTE-RA, notou-se a presença de variações sazonais no sinal de geração, em períodos de 12h,

166 provavelmente relacionadas com as variações da temperatura ambiente neste período. O gráfico também esboça a tendência de redução de desempenho na geração de energia de uma TG no decorrer do período de 29 dias. Essa tendência não foi avaliada durante o desenvolvimento deste trabalho.

Figura 66 – Degradação em geração de energia em TG

Diante destas questões presume-se que, se existe um tempo ótimo de parada para manutenção das turbinas, ele deve variar, no mínimo, com o ambiente climático e regime de operação a que está submetido o equipamento. Sendo assim, através do uso da metodologia aqui desenvolvida, sugere-se como trabalho futuro a determinação, em tempo real, deste tempo ótimo de parada das TG, com o objetivo de maximizar a quantidade de energia gerada pelo equipamento (ver Figura 66).

Outro ponto a destacar, é que os valores transientes, presentes no conjunto de dados de identificação dinâmica, compuseram a matriz de regressores utilizada na obtenção do modelo do referido BP. Estes valores revelam mais sobre a natureza dos estados transitórios do que a natureza do processo a ser identificado. Sendo assim, direciona-se também para trabalhos futuros o aperfeiçoamento do processo de verificação de limites não-operacionais, de maneira que este possa: detectar, medir, isolar e eliminar, de forma automática, dentro de um critério de precisão mais acurado, os estados estacionários presentes em uma série temporal, adquirida a partir de um processo produtivo.

167 Outro aperfeiçoamento da metodologia, a ser direcionado para trabalhos futuros, é a inclusão da análise de sensibilidade sobre as variáveis de decisão constantes no modelo matemático de apoio à decisão. A utilização de técnicas de análise de sensibilidade determinará quais variáveis possuem maior ponderação no objetivo a ser alcançado, no caso, a redução do custo operacional da UTE-RA. Outro ganho desta técnica é que, ao executar várias rodadas de simulações sobre o modelo de apoio à decisão e avaliar os cenários gerados, poder-se-ão constatar tendências e anomalias do processo produtivo modelado.

É importante ressaltar que, tanto a metodologia desenvolvida, como a proposta do SADMA não têm ambição de implementar um controle regulatório automático e sim uma ferramenta de apoio decisório, aos grupos de gestão da produção, que não só aponte para os melhores cenários operacionais que maximizem o lucro e minimizem o custo ou tempo de operação, mas que, principalmente, propicie aos gestores de processos produtivos meios mais eficientes para quantificarem os impactos de decisões que levem o processo produtivo a um estado diferente do ótimo.

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APÊNDICE A – GRÁFICOS SÉRIES HISTÓRICAS UTILIZADAS PARA O EXPERIMENTO DE AVERIGUAÇÃO DA REDUÇÃO DO GAP SEMÂNTICO

Figura 67 – Potência ativa na semana “C” da TG1 – 03/07/2009 a 10/07/2009

174

Figura 69 - Temperatura do ar na semana “C” da TG1 – 03/07/2009 a 10/07/2009

175

Figura 71 – Potência ativa na semana “A” da TG2 – 07/10/2009 a 14/10/2009

176

Figura 73 – Temperatura do ar na semana “A” da TG2 – 07/10/2009 a 14/10/200

177

Figura 75 – Potência ativa na semana “C” da TG3 – 29/09/2009 a 06/10/2009

178

Figura 77 – Temperatura do ar na semana “C” da TG3 – 29/09/2009 a 06/10/2009

179

Figura 79 – Potência ativa na semana “A” da TG1 – 01/12/2009 a 08/12/2009

180

Figura 81 – Temperatura do ar na semana “A” da TG1 – 01/12/2009 a 08/12/2009

181

Figura 83 – Potência ativa na semana “C” da TG2 – 25/10/2009 a 01/11/2009

182

Figura 85 – Temperatura do ar na semana “C” da TG2 – 25/10/2009 a 01/11/2009