CHAPITRE 2 : EVALUATION COMPAREE ET COMPTABILISATION
III. TRAITEMENT COMPTABLE DES IMMOBILISATIONS INCORPORELLES
A partir do contato que tive com todos os colaboradores da escola, pude perceber o interesse destes com uma educação de qualidade, com ações lúdicas. A ideia de que com a participação de todos, a escola se torna uma segunda casa para as crianças.
Envolver os pais no cotidiano escolar nem sempre é uma tarefa fácil, especialmente quando queremos que os mesmos interajam mais do que somente em momentos especiais, mas sim em projetos, em pesquisa. Ao solicitarmos a ajuda dos mesmos na coleta de materiais, foram de uma responsabilidade importante para com a escola, na participação com o estudo proposto.
As Diretrizes Curriculares de Educação Infantil (2010) apontam para a importância das relações afetivas entre as crianças, suas famílias e a escola, Ao convidar as famílias para trazer para a escola, objetos para formar nosso espaço, propiciamos o estabelecimento deste vínculo entre as crianças, as famílias e a escola, além de estarmos seguindo as orientações dos DCNEI que reforçam a importância da comunicação, da troca de informações entre família e escola e da inclusão das famílias no projeto institucional.
Com o objetivo de que alunos aprendam a imaginar, criar e potencializar suas experiências no seu processo criativo e aos professores, o trabalho mostrou em campo empírico, como estes ajudam no contato com crianças. Como a relação com estes espaços e objetos estimulam crianças que com eles se relacionam, questões pedagógicas e estudadas para o desenvolvimento da criança, e ao mesmo tempo, um espaço de aprendizagem e ferramenta que traz ao professor a observação de como desenvolver as habilidades do seu objeto de estudo, o aluno, suas potencialidades, seus desafios.
Ao pensarmos em como vamos fazer teses e dissertações, principalmente em campo, escolas de Educação Infantil, nos vem à cabeça muitas questões, como fazer com que as crianças tenham confiança no que vamos mostrar a elas, como fazer para, em tão pouco tempo conhecê-las.
Nesta pesquisa, em particular, feita por mim, tive a oportunidade de fazê-lo com a turma onde já trabalho, o que facilitou muito, partindo da ideia de já conhecê- los e saber como trabalhar com eles.
Sabe-se que cada escola em particular tem sua pedagogia em questão, suas crenças, o que acredita ser melhor para suas crianças, no Sesquinho, escola em que realizei meu estudo, pude perceber em todos os momentos vividos ali a presença de docência compartilhada, com todos os integrantes que fazem parte desta comunidade escolar, não apenas professores ou estagiárias, mas também quem trabalha na limpeza, quem trabalha na jardinagem. Isso tem uma significação imensa ao se tratar de escola, ambiente este totalmente diferenciado, contempla todos os seus espaços como espaços pedagógicos, desde banheiros, a bancos, espaços que fazem com que a criança aprenda e se desenvolva.
Nesta pesquisa, tive a percepção positiva de que o espaço faz total diferença no aprendizado, e ele se torna pedagógico a partir do que fazemos com ele.
Por menor, ou sem materiais que seja, o professor é responsável por encontrar meios de o fazer pedagógico, lúdico, funcional.
Com relação aos objetos, partimos do princípio de que precisamos fazer com que as crianças brinquem sem a intervenção total dos adultos, existem momentos sim que o mesmo poderá interferir, questões muitas vezes de relacionamento, mas na brincadeira o adulto ou interage no faz de conta, ou sua participação se torna incômoda à criança. Estes matérias mostraram na pesquisa em primeiro, a possibilidade que os educadores tem além do que o dinheiro pode comprar, são materiais sucateados, que em “mutirão” conseguimos fazer com que os pais ajudassem a compor.
Questões como a criatividade da criança que se aflora todo dia de uma maneira diferente e muitas vezes com o mesmo objeto, o espaço que ela acaba conhecendo e colocando também um pouco de sí no mesmo, sua cultura que vamos observando através de brincadeiras de criar, montar, será que encaixa? Será que combina?
Os matérias ali se transformaram na medida que o espaço se povoou de crianças com vários costumes, gostos e crenças, o espaço tornou-se delas, não mais de um “estudo de caso”, e isto não parou após minha análise, pois os materiais continuaram a disposição deles na sala, para que pudesse uma vez mais inventar suas diferentes brincadeiras do dia.
Crianças precisam brincar, crianças aprendem ao brincar e mostra aos seus educadores o que estão a aprender, o adulto que ali o acompanha deve manter seu olhar apurado para todas as ideias, todos os olhares, todas as expressões, crianças não apenas estão lá, mas vivem ali, a cada dia, em cada nova brincadeira.
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