III. Les protéines CD1 : molécules présentatrices d’antigènes lipidiques
4. Trafic intracellulaire des protéines CD1 et chargement des antigènes
Determinantes e configurações da regulação da política educacional na América Latina
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metodológicos, utilizando métodos e técnicas diversas de pesquisa”. Para o autor (2012a, pp. 56-58), as manifestações iniciais da educação comparada foram tecidas em forma de relatórios melioristas, de caráter descritivo e com o objetivo utilitário e instrumental, voltados às reformas educacionais de melhoria da educação, as quais priorizavam os valores de concretização do sistema educacional conveniente ao desenvolvimento. A educação comparada (Wissenschaft) constituiu-se por “uma episteme explicativa/interpretativa” objetivada pelo assimilar e absorver (compreender, apreciar e avaliar) a forma como os sistemas nacionais de educação desenvolveram-se e continuam desenvolvendo-se para ser o que são (história, tradições, forças sociais, fatores políticos, culturais e econômicos externos ao contexto da escola).
Importa ressaltar a análise desenvolvida por Kazamias (2012, p. 67), relacionada ao pensamento de Issac L. Kandel, como tendo sido ele o primeiro teórico da educação comparada a destacar a importância da dimensão política no sistema educacional. Kandel julga ser o mecanismo do Estado uma variável explicativa para estudos comparativos da educação e que, embora tendo um cunho investigativo diferenciado, passa a ser utilizado como importante alternativa do estudo comparado em educação, desde as décadas de 1970/1980. O Estado como “um importante insight epistemológico e metodológico” é responsável por organizar o tipo de educação que deseja. “Por que a noção de Estado é tão importante para entender as políticas e práticas educacionais? ” Olmos e Torres (2012, p. 102) respondem a questão afirmando que torna-se significativo delinear as “relações entre a educação e o governo, a educação e a economia e a educação e a cidadania” justificado pela razão de que “os sistemas e práticas educacionais são patrocinados, comandados, organizados e certificados pelo Estado, o que impossibilita analisá-los separando-os do papel, do propósito e do funcionamento do governo. ”
Segundo Mattheou (2012, p. 82), a educação para o “desenvolvimento econômico e a democratização – presumivelmente um elemento chave para o desenvolvimento individual e social – tornou-se no tema central no discurso educacional” quanto a elaboração de políticas sujeitando reformas, tomando a centralidade nos projetos políticos e acadêmicos destinados a suprir as novas demandas.
Nesse sentido, a contribuição prática da educação comparada veio a favorecer os planejadores das políticas que tramitavam pelo vasto universo comparativista dos apoiadores técnicos dos programas do Banco Mundial, por exemplo, almejando melhorar a eficácia dos sistemas educacionais de países em zona periférica do desenvolvimento. Assim sendo, torna-se possível a argumentação de que a pesquisa comparada teve - e continua tendo - importante papel diante dos economistas e dos teóricos do capital humano interessados em estabelecer a agenda política de elaboração das políticas educacionais e da formulação dos argumentos para as reformas educacionais.
Kazamias (2012b, p. 188) refere-se à educação comparada (pós anos 1970) como detentora de caráter científico, mas de discurso “paradigmático conflitante”, assentada em base teórica radical ao considerar a escola como um instrumento de dominação ideológica do Estado, estando
encarregada pela reprodução e perpetuação dos fins “hegemônicos de grupos específicos; como arena de um conflito social desequilibrado, como intuições repressivas de natureza anti-igualitária; como lugares que inculcam ideias, valores, atitudes “monoculturais” – com base em classe, raça, etnia e gênero”. O autor alerta para a necessidade de interpretar a relação da “escola-sociedade” e a função da educação na formação econômico-social capitalista, pelas lentes da estrutura de poder das relações sociais de produção das sociedades modernizadas, de modo a se compreender as inter- relações da educação comparada com a dinâmica do contexto nacional e internacional do “sistema- mundo”. Deste modo, “contesta a abordagem corriqueira tradicional que toma o Estado-nação como referência exclusiva da análise e, por extensão, não toma a educação como uma instituição nacional de âmbito restrito (‘paroquial’)” dos diferentes locais do mundo.
O discurso contemporâneo para a educação comparada aprofunda-se nos meandros das noções da globalização e insere-se nas categorias da receptividade (atração e empréstimo entre nações), da resistência (conter forças opressoras capitalistas da globalização neoliberal) e da renovação (preservação e promoção do conhecimento autóctone). Os três critérios retratam a intenção da educação comparada para evidenciar as diferenças dos sistemas educacionais, nos países em desenvolvimento e desenvolvidos, quanto as manifestações políticas da globalização em seus diversos matizes.
Apesar de certa dose de declínio científico da educação comparada, a partir da década de 1970, sua especificidade quantitativa e empírica continua dando consistência aos políticos que a utilizam para legitimar e promover políticas do controle educacional presentes no mundo globalizado do século atual. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos-Pisa é um exemplo de exame dedicado ao controle da educação e tem na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico-OCDE a responsabilidade por seu desenvolvimento. O Pisa - Programme for International
Student Assessment - foi idealizado pela OCDE, em acordo com 34 países membros, para atender o
objetivo de desenvolver políticas públicas qualificadas em educação.
No final da década de 1990, os países membros da OCDE lançaram o Programa para medir se os jovens de 15 anos de idade e próximos de concluir a educação básica obrigatória, mostravam-se preparados para participar da sociedade. Especialistas em educação de todo o mundo trabalharam para criar um teste com foco em temas de três áreas cognitivas centrais como leitura, matemática e ciências, intercalando-as a cada três anos de aplicação. No Brasil, participam da avaliação do Pisa alunos matriculados a partir do 7º ano do Ensino Fundamental e que tem no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais-Inep a coordenação da aplicação da prova.
As avaliações do Pisa são planejadas para revelar se os estudantes estão aptos a utilizarem o que aprenderam na escola, de modo a aplicar o conhecimento em situações reais de problemas do cotidiano, ou seja, verificar o “quão bem eles podem extrapolar o que tem aprendido e aplicar o conhecimento em situações não familiares [...]. Essa perspectiva reflete o fato de economias modernas valorizarem indivíduos não pelo que sabem, mas pelo que podem fazer com o que sabem”, conforme análise do documento Brasil no PISA 2015 (2017, p. 18). O maior interesse do